Newsletter
Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 53 · 10/2014 · Outubro 2014

Nova miniescavadeira da Caterpillar

Acaba de entrar no portfólio da Caterpillar a miniescavadeira Cat 302.7DCR, ideal para operar em áreas reduzidas, com segurança e precisão. A lâmina de nivelamento da Cat 302.7DCR tem dimensões de 1570 mm x 290 mm e tecnologia de flutuação, capaz de nivelar com eficácia e facilidade.

O equipamento é configurado com suportes e válvulas de alívio para montagem simples e custo-benefício de um polegar hidráulico. O peso é de apenas 2,7 toneladas, o que possibilita o deslocamento de espaçamento e a condução de materiais com transportadores, como reboques veiculares (carretinhas e pequenos caminhões).

A parte superior da cabine que não ultrapassa a largura das esteiras durante a rotação, o que garante um raio compacto, sem oscilação traseira. Além disso, permite a instalação de ferramentas como martelo, compactadores e brocas para diferentes tipos de aplicações.

 

 

Autorizado o início das obras da hidrelétrica de São Manoel

Foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a licença de instalação para início das obras da Usina Hidrelétrica São Manoel, no rio Teles Pires, na divisa entre Mato Grosso e Pará. O projeto conta com potência instalada de 700 MW.

A autorização é valida por quatro anos. Para liberação da licença, 37 programas ambientais deverão ser desenvolvidos durante o período de obras. Licitada no fim do ano passado, a hidrelétrica de São Manoel teve seu licenciamento dificultado pelo Ibama por mais de dois anos.

A tribo indígena Kururuzinho, habitante do local, é contra a usina e chegou a sequestrar quatro funcionários da Funai, dois da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e um antropólogo durante o processo de audiência pública da discussão do empreendimento.

 

 

São Paulo terá fábrica de componentes em fibra de vidro para geradores eólicos

Com investimentos da ordem de R$ 6 milhões, será instalada em Itupeva, a 73 km da capital de São Paulo, a fábrica de componentes para geradores eólicos da VCI Molde, fabricante de produtos em PRFV – Plásticos Reforçados em Fibra de Vidro. A unidade, que contará com 80 funcionários, vai produzir, a partir de outubro deste ano, nacelles em fibra de vidro, que são carenagens de geradores eólicos.

O objetivo da nova planta, construída a partir de uma parceria entre a brasileira Molde e a canadense VCI, é nacionalizar a produção de itens que hoje são importados, fornecendo localmente tanto para clientes já fidelizados quanto para novos mercados. A própria escolha de Itupeva foi estratégica, já que a cidade está próxima de alguns dos principais compradores do produto.

O empreendimento recebeu apoio da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos do Governo do Estado, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação. A previsão é de que a VCI Molde produza entre 250 e 350 peças por ano em 2015, com aumentos graduais na operação: 5% a mais no primeiro ano e 10% a mais no segundo. A nova fábrica, que tem quatro mil metros quadrados, foi instalada em um terreno de 12 mil metros quadrados. Isso porque a ideia da empresa é expandir a produção no futuro. Em 2015, a previsão é que o faturamento da planta chegue a R$ 20 milhões.

 

 

E-Social em discussão pelo setor da construção

O e-Social, sistema digital que integrará todos os recolhimentos federais relativos às folhas de pagamento, representará uma revolução tecnológica, mas “é fundamental que haja transparência, conforto e confiabilidade no processo para garantir sua credibilidade.” A afirmação foi feita pelo presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, na abertura do 2º Congresso Jurídico da Construção, evento realizado pelo sindicato em 3 de setembro, no auditório do Ceasar Business, em São Paulo. “O desenvolvimento consistente do país somente poderá ocorrer em um ambiente com segurança jurídica. A economia pode naturalmente oscilar, mas a confiança nas normas é essencial”, acrescentou.

Bastante otimista com a repercussão do e-Social sobre as empresas, o auditor fiscal da Receita Carlos Henrique de Oliveira avaliou que há motivos para comemorar. “Os efeitos tributários serão sentidos e com certeza ficará muito mais complicado sonegar”, resumiu. Para ele, a ineficiência do serviço do estado é decorrente da complexidade dos processos.

Para José Alberto Maia, auditor fiscal do Trabalho e coordenador do e-Social no Ministério do Trabalho e Emprego, a chegada do novo sistema deverá inibir a informalidade e a sonegação. Capacitar suas equipes, em especial a de Recursos Humanos é fundamental, aconselhou o especialista.

A criação de um canal único para o envio de informações trabalhistas, previdenciárias, tributárias, fiscais e do FGTS, segundo Maia, irá beneficiar não apenas aos trabalhadores, mas também facilitará a rotina dos empregadores, além de aprimorar a qualidade das informações prestadas ao estado. “Não pretendemos criar novas obrigações para o empregador. Trata-se de uma nova forma de cumpri-las. Para quem sempre o fez, nada muda”, afirmou.

Maia apresentou conceitos básicos envolvidos na criação do e-Social, que em 2015 deverá englobar todas as empresas brasileiras. Nesta primeira etapa, o grupo de empresas com faturamento acima de R$ 3,6 milhões no ano-base de 2014 está concluindo a fase de testes. Segundo ele, o cronograma de implantação para as pequenas e médias ainda está em fase de ajustes com entidades representantes do segmento.

Para Antônio Barbosa Pereira, membro do GT Tributário do SindusCon-SP, os contadores terão um papel fundamental no processo de implantação e aculturamento das empresas. Pereira ressaltou que o e-Social implicará aumento de custo e da equipe, e alertou para a necessidade de capacitar as subempreiteiras para sua correta utilização.

 

 

Pesquisa mostra avanço da obesidade entre os operários da construção civil

O Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP), entidade de responsabilidade social da construção paulista, alerta as construtoras para a necessidade de uma alimentação balanceada servida em canteiros de obras, com base em uma pesquisa inédita sobre avaliação nutricional feita com estes trabalhadores.

A pesquisa realizada pelo Seconci-SP com 263 trabalhadores em um canteiro de obras localizado na cidade de Ribeirão Preto (SP) mostrou que 37,6% estão com sobrepeso e 20,2% são obesos. Quanto maior a idade, maior a proporção de pessoas com sobrepeso.

Uma parcela de 23,9% dos trabalhadores entre 18 e 29 anos apresentava sobrepeso, enquanto que nas pessoas com idade entre 50 e 59 anos esse índice sobe para 47,1%. Já para o grupo considerado obeso, a maior proporção ficou entre os trabalhadores entre 30 e 39 anos, com 30% da classificação.

A nutricionista clínica do Seconci-SP, Paula Simões Garcia, ressalta que hoje observamos um avanço do sobrepeso nestes trabalhadores, diferentemente do cenário de anos anteriores, quando a principal questão observada era a subnutrição, já que muitos haviam chegado recentemente do Nordeste. “Quando contratarem empresas que forneçam refeições nas obras, é fundamental que as construtoras verifiquem se a contratada possui um cardápio elaborado por nutricionista, para garantir que as refeições servidas sejam balanceadas”, ressalta.

 

 

Novidades em contenção e reforço de solos e encostas

O XVII Congresso Brasileiro de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (Cobramseg), ocorrido de 9 a 13 de setembro em Goiânia (GO), foi colhido pela Maccaferri para apresentar novas tecnologias para contenção e reforço de solos, encostas e taludes. Uma delas foi o MecGrid Net, uma solução diferenciada para separação e reforço de solo, pois apresenta resistência mecânica elevada para aplicação em diversas áreas da infraestrutura, construção civil e obras ambientais. O MacGrid Net é formado por um tecido técnico, produzido a partir de filamentos de poliéster de alta tenacidade, com alta resistência à tração, ideal para melhorar capacidade de suporte em vias, confinamento de berços de rachão e contenção de aterros sanitários, entre outras aplicações.

A tecnologia é usada na garantia das propriedades mecânicas e do módulo de resiliência de base de pavimentos e lastros ferroviários e funciona como um separador de elevada resistência à tração sob essas camadas, melhorando a capacidade de suporte das vias. Com o MacGrid Net, é possível construir novas vias mesmo em solos com baixa capacidade de suporte.

Outro lançamento da Maccaferri foi o sistema de contenção e revestimento de solo, encostas ou taludes, o Macsoil. Trata-se de um elemento confeccionado com malha hexagonal de dupla torção de face inclinada e que recebe um geossintético para a proteção e desenvolvimento de vegetação, propiciando aspecto de um talude natural.

O MacSoil pode ser preenchido com solo e pedra ou com solo e resíduos de construção e demolição (RCD), feitos por materiais estruturados, que sofrem menos desgaste.  O concreto demolido e britado (com diâmetro médio e granulometria padronizados), atende os requisitos necessários para o preenchimento do MacSoil, principalmente se aplicado junto com solo desagregado. Além de obras viárias, a tecnologia pode ser aplicada na revitalização de canais ou cursos de água, construções de cunho arquitetônico e outras obras de infraestruturas.

 

 

Duplicação da rodovia BR-163 é licitada

O Regime Diferenciado de Contratação (RDC) foi o meio escolhido pela Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) para licitar, no dia 15 de agosto, no Paraná, as obras de duplicação do trecho de 38,9 km de extensão da rodovia BR-163 entre as cidades de Toledo e Marechal Cândido Rondon, e outro de 74 km entre Marmelândia e Cascavel, totalizando 112,9 km de vias revitalizadas.

A proposta de menor preço apresentada para o primeiro segmento foi de R$ 306,5 milhões, enquanto o segundo foi orçado em R$ 579 milhões. Os preços referenciais dos projetos elaborados pelo DNIT deverão ser divulgados somente nas etapas finais de licitação.

As obras de melhorias da rodovia que liga o Paraná aos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul incluirão, além da duplicação da via, a implantação de interseções em desnível, viadutos, passarelas de pedestres e vias marginais. O projeto prevê ainda a construção de uma nova ponte sobre o Rio Iguaçu, na região do município de Marmelândia.

 

 

Livro registra casos de construções híbridas e mistas em aço e concreto

O livro “Estruturas Híbridas e Mistas de Aço e Concreto”, de autoria do arquiteto e professor Luís Andrade, foi lançado em 3 de setembro, durante o segundo dia da Construmetal 2014, em São Paulo. A publicação traz 19 cases emblemáticos de estruturas híbridas e mistas em diversas tipologias, como arenas esportivas, museus, edifícios comerciais e hotéis, mostrando as características e vantagens desses sistemas construtivos.

Para a realização do livro, o CBCA - Centro Brasileiro da Construção em Aço contou com o apoio da ABCEM – Associação Brasileira da Construção Metálica, ABCIC – Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto e de empresas patrocinadoras ligadas ao setor. “Estruturas Híbridas e Mistas de Aço e Concreto” tem 280 páginas e é uma publicação da Zigurate Editora. Todos os cases são ilustrados com fotos e imagens de projeto.

Responsável pela introdução do livro, o professor doutor Gílson Queiroz acredita que este “pode ser considerado um importante registro histórico da transformação da construção civil brasileira”.

 

 

Randon apresenta inovações em sua linha de Retroescavadeiras

A Randon Veículos, de Caxias do Sul (RS), incluiu novidades em sua retroescavadeira RD 406 4x4 turbo, modelo 2014, nas versões Advanced (cabine fechada) e Standard (cabine aberta). Agora o equipamento conta com funções digitais completas no painel de instrumentos, como é o caso do tacômetro, que possui display com horímetro, número de chassis, alerta de temperatura do óleo da transmissão, alerta de problemas nos sensores e alerta de revisão. As retroescavadeiras passam a sair de fábrica com pneus dianteiros aro 16” e oferecem, como opcional, rodas de 18”.

O tanque de combustível plástico anti-chama, de 143 litros, evita a oxidação e contaminação do combustível. O tanque de óleo hidráulico, por sua vez, ganhou pintura Duratech, que confere melhor padrão de acabamento, além de maior durabilidade e resistência ao produto, evitando a corrosão e oxidação do sistema de injeção.

Também, há maior eficiência nos trabalhos noturnos com o sistema de iluminação traseira, que possui luz de ré e permite a regulagem dos faróis, antecipando-se às exigências da Legislação para emplacamentos. Além disso, as retroescavadeiras passam a contar com dois anos de garantia e revisões de motor de 500 em 500 horas.