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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 4 · 05/2010 · Maio 2010

Nova maneira de perfurar

A Atlas Copco está lançando a nova linha de coroas diamantadas Excore, que oferece maior rapidez na perfuração e uma vida útil do bit significativamente maior. Resultado da combinação da experiência global, pesquisas científicas e os mais recentes avanços em perfuração com coroas diamantadas, a nova linha foi desenvolvida para cobrir uma maior gama de aplicações, em comparação com suas antecessoras.

Os novos produtos foram intensivamente testados, nos últimos dois anos, em quatro continentes, sob condições variadas e por diferentes clientes. Os resultados foram unânimes e mostraram uma melhoria significativa em performance e vida útil. Segundo o fabricante, os clientes poderão perfurar com mais rapidez e em maiores profundidades, e ainda gastar menos tempo na troca das coroas, aumentando a performance, o que melhora a produtividade e o fluxo de caixa simultaneamente.

BR assina protocolo para a venda de lubrificantes em Portal da Abimaq

A Petrobras Distribuidora assinou, no dia 11 de maio, protocolo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), prevendo o desenvolvimento de projeto em conjunto para a comercialização de lubrificantes e graxas por meio da loja virtual do portal da associação (www.b2babimaq.com.br).

“É uma grande conquista para a BR, pois nos permitirá atingir diretamente as indústrias de pequeno e médio porte. Além disso, essa parceria com a Abimaq nos aproxima de empresas de grande reputação no segmento industrial, o que nos possibilitará ampliar a comercialização no portal também para outros produtos no futuro. Em suma, sairemos fortalecidos perante o consumidor final”, disse Antônio Carlos Caldeira, titular da Gerência de Grandes Consumidores (GGC) da BR Distribuidora.

Paraná tem nova fábrica de correias transportadoras

A divisão ContiTech, do grupo Continental, inaugurou novo complexo industrial em Ponta Grossa (PR) dedicado à produção de correias transportadoras de lona e de cabo de aço. A empresa investiu mais de 10 milhões de euros, por meio de sua unidade de negócios Conveyor Belt Group.

A capacidade da planta é de 300 km de correias/ano, fortalecendo a presença do grupo no Brasil, que há anos já produzia os sistemas de mangueiras Technology, correias de acionamento Power Transmission e sistemas de apoio de motores Vibration Control.

Inicialmente, o objetivo é atender ao setor de mineração, além de fornecer para outros segmentos como siderúrgico, cimenteiro e grãos. Segundo o diretor geral da Conveyor Belt Groupex, Hans-Jargen Duensing, o Brasil desponta como principal consumidor do produto na América do Sul, detendo 50% do volume instalado na região. Isso explica a instalação da nova fábrica. “Ficamos mais presentes no mercado sul-americano, próximos aos clientes e aptos a atender um segmento com significativo potencial de crescimento.”

Consórcio Camargo Corrêa/Promon conquista certificação no setor de óleo e gás

O consórcio formado pela Camargo Corrêa e a Promon Engenharia acaba de conquistar a certificação ISO/TS 29001:2008, específica para o setor de óleo e gás, da Fundação Carlos Alberto Vanzolini, pelas obras de ampliação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), de Araucária (PR). É a primeira vez no Brasil que uma obra em refinaria recebe essa certificação.

A norma ISO/TS 29001:2008 é exclusiva para fornecedores do setor de petróleo e gás. Tem como base a ISO 9001:2008 e está relacionada à capacidade das empresas em projetar, produzir e inspecionar sistematicamente produtos e obras segundo normas específicas da Petrobras.

A conquista da ISO/TS 29001:2008 foi uma decorrência natural das práticas e normatizações já praticadas pela Camargo Corrêa e a Promon Engenharia. “Tivemos de realizar algumas adaptações e ampliações de nossos processos internos para atender às exigências da norma”, afirma Silvio Luiz Zen, diretor do contrato.

Não é a primeira vez que a Camargo Corrêa conquista normatizações inéditas da Fundação Carlos Alberto Vanzolini. A construtora é uma das poucas empresas brasileiras a possuir obras com as quatro certificações de excelência – ISO 9001 (qualidade), ISO 14001 (meio ambiente), OHSAS 18001 (saúde e segurança ocupacional) e NBR 16001 (responsabilidade social) – e recebeu, no ano passado, homenagem exclusiva da Fundação por esse feito.

As obras na Repar visam à construção das novas Unidades de Coqueamento Retardado, de Manuseio de Coque, de Recuperação de Enxofre, de Tratamento de Gases Residuais e de Tratamento de Águas Ácidas e Subestações, em Araucária, no Paraná. O projeto teve início em julho de 2008 e será concluído em fevereiro de 2012. Atualmente, emprega 3.800 trabalhadores e está com 45% das atividades concluídas.

Hyundai adquire participação acionária da OSX Construção Naval

A Hyundai Heavy Industries, com forte atuação na construção naval, adquiriu 10% do capital social votante e total da OSX Construção Naval (antes OSX Estaleiros), com direito a ocupar uma cadeira no Conselho de Administração. A OSX está implantando uma unidade de construção naval na Cidade de Biguaçu (SC), com processo de licenciamento ambiental em andamento. E a parceria permitirá à Hyundai transferir tecnologia e know-how para o projeto.

A unidade deverá suprir a demanda nacional por equipamentos navais, destinados às áreas de petróleo e gás. Em março, a OSX captou recursos na ordem de R$ 2,5 bilhões em sua oferta pública de ações.

Espírito Santo investe R$ 30 milhões em máquinas para construção

O governo do estado do Espírito Santo investiu cerca de R$ 30 milhões na aquisição de 110 equipamentos para construção – 33 retroescavadeiras, 18 motoniveladoras, 20 basculantes, 28 pás carregadeiras, sete caminhões-pipa, e quatro rolo-compactadores. O maquinário vai ser usado na construção de infraestrutura, como estradas vicinais e caixas secas, para evitar que os rios sejam assoreados por resíduos e pela terra. As caixas secas que serão feitas ao longo dos 300 km das vias rurais são escavações, feitas com a finalidade de captar a água das chuvas, aumentar a reserva no solo e evitar a erosão e o assoreamento dos rios.

As barragens serão construídas pelo governo do estado na Bacia do Rio Santa Maria do Doce, nos municípios de Santa Teresa e São Roque do Canaã; Bacia do Rio São João Pequeno, município de Colatina; Bacia do Córrego Lage, em Baixo Guandu e Itaguaçu.

As regiões foram selecionadas pelas comissões municipais de gestão de recursos hídricos. Outra comissão, formada por representantes de várias secretarias, como da Agricultura e do Meio Ambiente, além de órgãos ligados a esses setores, escolherão os locais onde serão construídas as 11 barragens c oletivas de múltiplo uso.

Duplicação da Estrada de Ferro Carajás começa em junho

A Vale está iniciando oficialmente as obras de duplicação da Estrada de Ferro Carajás. O projeto está no papel desde 2007, mas foi engavetado até o reaquecimento do mercado de minério, agora em 2010, e o esgotamento da capacidade da ferrovia. Em 2009, a estrada de ferro movimentou 96,3 milhões t, quase atingindo o limite da sua capacidade instalada, de 100 milhões t. A duplicação aumenta a capacidade da ferrovia para escoar o minério de Carajás (PA) e a torna capaz de receber o minério ainda não explorado de Serra Sul, no município de Canaã dos Carajás, que contém uma reserva maior ainda do que a de Carajás.

A duplicação estava inicialmente prevista para 560 km dos 892 km da ferrovia, entre São Luís (MA) e Carajás. Mas agora chega a 604 km. É o suficiente para inteligar os 56 pátios de cruzamento ao longo de toda a ferrovia, criando uma segunda linha em toda a extensão. A exceção são as obras-de-arte – como a ponte sobre o Rio Tocantins, com 2.340 m de extensão –, que conservarão via singela.

Nova máquina para compactação de solos

A JCB está aumentando seu portfólio de rolos compactadores com o lançamento do modelo VMT 860, equipado com o motor JCB Dieselmax de 85 hp, que otimiza a potência da máquina e proporciona maior eficiência e confiabilidade, com níveis de ruído reduzidos. De acordo com o fabricante, o rolo compactador VMT 860 é uma ótima combinação de força centrífuga, frequência, amplitude e velocidade, o que faz com que a máquina seja robusta e durável, ideal para aplicações em grandes superfícies de asfalto, principalmente em áreas como estradas, rodovias, ruas, estacionamentos e aeroportos.

Outro diferencial do novo rolo compactador, segundo a JCB, é o fato de a máquina ter sido projetada para o menor número possível de paradas para manutenção, proporcionando menor custo de manutenção e menor tempo de parada para revisão. A cabine do operador proporciona alto padrão de conforto, é espaçosa e ergonômica, com dois assentos individuais e baixíssimos níveis de ruído e de vibração para o operador.

O novo modelo já está disponível em todas as regiões brasileiras, por meio dos distribuidores JCB. “Acreditamos que este lançamento é uma opção diferenciada em um mercado que apresenta poucas opções de rolos compactadores. Graças ao seu design e desempenho, o rolo compactador VMT 860 tem tudo para agradar nosso público-alvo”, afirma Nei Hamilton Martins, diretor comercial da JCB do Brasil.

LLX inicia construção do Porto Sudeste

A LLX Minas-Rio, braço de logística do grupo EBX, do empresário Eike Batista, finalizou a construção da ponte de acesso ao píer do porto de Açu, em São João da Barra (RJ), com 2,9 km de extensão. Agora, a companhia está trabalhando na construção de quebra-mar, em forma de “L”, de 1.300 m por 925 m. O investimento total estimado para o porto é de R$ 4,3 bilhões.

No início de março, a LLX Sudeste obteve autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para construir e explorar outro terminal portuário, o Porto Sudeste. Localizada na baía de Sepetiba, em Itaguaí (RJ), a estrutura atuará como um terminal privativo de uso misto, dedicado prioritariamente à movimentação de minério de ferro, movimentando 50 milhões t/ano de minério na primeira fase, com possível expansão para 100 milhões t/ano. Instalado em área de 52 hectares, terá profundidade de 21 m e estrutura offshore, com dois berços para atracação de navios.

As obras estão divididas em três frentes: onshore (pátios de estocagem), túnel e estrutura offshore, com previsão de término até o final de 2011. No total devem ser aplicados R$ 1,8 bilhão na sua construção.

De 2007 até o primeiro trimestre deste ano, a LLX já investiu R$ 1,4 bilhão em obras portuárias, segundo balanço trimestral divulgado pela empresa. Ela está concluindo o Superporto do Açu (RJ).

Maior guindaste telescópico do mundo, agora no Brasil

A Makro Engenharia, especializada no desenvolvimento de soluções para o mercado de engenharia de movimento, está oferecendo ao mercado da América do Sul o maior guindaste telescópico do mundo, com capacidade de 1.200 t. O guindaste móvel sobre pneus da Liebherr, modelo LTM 11200-9.1, é hoje o guindaste de maior capacidade dessa categoria, com a maior lança telescópica no mercado (100 metros + JIB). Destaque para a lança com oito elementos telescópicos, que é estendida de forma totalmente automática até o comprimento desejado, e o sistema de travamento por pino, que contribui efetivamente para a segurança da operação.

O guindaste LTM 11200-9.1 foi desenvolvido com foco nos projetos de implantação de parques eólicos, otimizado de forma que proporcione praticidade e agilidade na movimentação de cargas nesse tipo de projeto.

Os diversos acessórios e prolongamentos treliçados existentes o tornam extremamente versátil, permitindo obter consideráveis incrementos na capacidade de carga da lança telescópica. Apesar das suas grandes dimensões e peso, é um equipamento de fácil mobilidade de tráfego, podendo atingir velocidade de até 75 km/h, e boa dirigibilidade, pois nos nove eixos do chassi está integrada a direção ativa do eixo traseiro em dependência da velocidade.

Nas aplicações em que a movimentação da máquina entre os locais de içamento é constante, seu tempo de montagem e desmontagem é muito curto quando comparado com máquinas treliçadas. Outro aspecto é o da largura dos caminhos para deslocamento da máquina no site, que tem alto impacto no custo final da obra.

Para o engenheiro David Rodrigues, diretor comercial da Makro Engenharia, os investidores não terão que fazer terraplanagem de vias de acesso e vias internas dos sites, pois o guindaste utiliza apenas 5 m de largura de estradas.

Equipamentos da Lonking chegam ao Brasil com a Meggadig

Numa parceria inédita com a Lonking Holdings Limited, grande fabricante de máquinas e equipamentos da China, a importadora de máquinas e ferramentas Megga passa a atender também ao segmento de equipamentos de grande porte, destinados à construção civil pesada, por meio da criação da Meggadig. O objetivo inicial é abastecer as construtoras brasileiras com escavadeiras, pás carregadeiras e rolos compressores.

As primeiras unidades foram apresentadas em um Open House no dia 8 de junho, na cidade de Cabreúva (SP). Entre elas a escavadeira hidráulica CDM 6225, de 21 t. “É uma máquina de alta qualidade, com o melhor custo-benefício”, afirma o engenheiro Geraldo Tadeu Buonicore, superintendente da Meggadig. Também foram apresentadas as pás carregadeiras de 5.300 kg – inéditas no Brasil devido às suas dimensões menores. O modelo CDM 816 é equipado com uma caçamba de 1,2 m³. Outro tipo de pá carregadeira disponível é o modelo CDM 835 E de 11.600 kg, com uma caçamba de 1,8 m³.

As máquinas da Lonking são equipadas com componentes internacionais fabricados nos Estados Unidos, Europa e Japão. As escavadeiras têm motor Cummins e o comando é da japonesa Kawasaki. As pás carregadeiras foram idealizadas com a tecnologia Rops/Fops contra tombamentos. “Essa tecnologia protege o operador de eventuais tombamentos da máquina, aumentando a segurança da operação”, afirma o superintendente da Meggadig.

BNDES pode financiar trem-bala em condições especiais

O BNDES está disposto a financiar, em condições especiais, o projeto do trem de alta velocidade que ligará o Rio de Janeiro a São Paulo, com custo estimado em R$ 30 bilhões. A notícia despertou o interesse de investidores privados, como a holding Invepar, que reúne os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Econômica Federal), Petros (Petrobras) e a construtora OAS. O grupo retomou negociações para a formação de um consórcio para disputar a obra e enviou representantes à Coreia do Sul e ao Japão (a convite da Mitsui), para conhecer as tecnologias disponíveis. Outra missão da holding deverá conhecer também as alternativas de trem rápido ofertada pelos chineses.

A holding tem larga experiência na gestão de infraestrutura de transporte. No Rio, administra a Linha Amarela e o Metrô; em São Paulo, o Corredor Raposo Tavares, e na Bahia, a CLN (estrada que liga Salvador a Sergipe) e a BA-093 (rodovia na região metropolitana de Salvador).

Petrobras inaugura termelétrica na Bahia

A Petrobras inaugurou oficialmente, no dia 12 de maio, a Usina Termelétrica (UTE) Arembepe, resultado da parceria com a Nova Cibe Energia (Bertin Ltda., Grupo Equipav e FI-FGTS da Caixa Econômica Federal). O projeto foi vencedor do leilão A-3 de 2006, no qual vendeu 101 MW médios, energia entregue ao Sistema Interligado Nacional. Obra integrante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a usina tem capacidade instalada de 150 MW, suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes, e entrou em operação comercial em 30 de março de 2010.

Com investimento total de R$ 334 milhões, as obras foram iniciadas em fevereiro de 2008 e concluídas em março de 2010. Foram gerados 800 empregos diretos e 1.500 indiretos, nos quais se destaca grande aproveitamento de mão de obra local. Mais de 90% desses trabalhadores foram recrutados na região.

Movido a óleo combustível, o empreendimento aumenta a oferta de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e à segurança elétrica no estado da Bahia. A usina está localizada no Polo Petroquímico Camaçari. Com 240 mil habitantes, Camaçari faz parte da Região Metropolitana de Salvador, que tem demanda diária de cerca de 2.100 MW médios. A usina está conectada à rede básica (230 kV), através da Sub-estação Polo.

O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, destacou a integração do sistema elétrico nacional e a flexibilidade da usina, que pode ser utilizada em etapas, caso sua carga máxima não seja necessária. “Hoje o nosso sistema elétrico tem uma fortaleza. Essa usina será importante para dar estabilidade quando eventualmente tivermos problemas, principalmente na geração hidrelétrica”, disse.

A UTE Arembepe tem 60 motogeradores de 2,5 MW, modelo 9H25/33 da Hyundai, consumo de óleo combustível de 816 m³/dia (a plena carga) e um heat rate de 8,6 MM btu/MWh.