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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 30 · 09/2012 · Setembro 2012

Três novas PCHs entram em operação no Centro-Oeste

São as unidades de Indaiá Grande (MS), Indaizinho (MS) e Queixada (GO), todas com equipamentos fabricados pela Voith Hydro, uma das empresas líderes mundiais em equipamentos para geração de energia hidrelétrica.

Localizada no rio Indaiá Grande, em Cassilândia (MS), a PCH Indaiá Grande entrou em operação no dia 1° de setembro, com a instalação da terceira e última unidade geradora do tipo “Kaplan S”, cuja potência instalada é de 20 MW. O projeto foi executado pela empreiteira Quebec, em regime turn key, e contou com o fornecimento eletromecânico da Voith Hydro, desde a engenharia até a montagem e comissionamento. Antes dela, também entrou em operação a segunda unidade geradora da PCH Indaiazinho (MS), também com obras a cargo da Quebec. A Voith Hydro foi responsável por todo o projeto eletromecânico, que conta com duas máquinas “Kaplan S”, somando 12,5 MW de capacidade instalada da usina.

Instalada no rio Corrente, entre os municípios de Tarumã e Aporé (GO), a PCH Queixada, construída pela JMalucelli, entrou em operação no mês de agosto e tem capacidade instalada de 30 MW. O empreendimento foi todo construído com equipamentos da Voith Hydro, que também foi responsável pela interface, montagem e comissionamento. Essa é a primeira PCH construída com quatro turbinas Francis horizontais, cada uma com capacidade máxima de 7.770 MW. O projeto conhecido como Small Hydro, que causa menos impacto ambiental, vai gerar energia para o sistema de Goiás.

 

Brasil na corrida pelo selo verde nas construções

O Brasil já ocupa a quarta colocação do mundo em número de construções ecologicamente corretas e o número de pedidos de certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), sistema de orientação e certificação ambiental criado pelo U.S. Green Building Council, não para de crescer. Já são 63 construções certificadas em todo o País e mais 511 processos com pedidos de certificação estão em tramitação.

São Paulo lidera o ranking com 47 empreendimentos já com o selo LEED. Outras 308 estão em processo para adquiri-lo. O Rio de Janeiro vem em segundo lugar com 10 edificações certificadas e 83 em andamento, seguido pelo Paraná, com dois empreendimentos certificados e 35 em processo. Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia têm uma construção sustentável cada vez maior, mas já contabilizam, respectivamente, 10, 8 e 5 em processo de certificação. O Ceará registra 14 pedidos, Amazonas e Distrito Federal apresentam 10, Santa Catarina traz nove e Pernambuco 6 empreendimentos em fase de avaliação. O cenário é mais que animador visto que há cinco anos existiam apenas 8 empresas com a certificação em andamento.

 

Iniciadas as obras da UHE Teles Pires

A Odebrecht Infraestrutura iniciou as obras civis da Usina Hidrelétrica Teles Pires com o primeiro lançamento de concreto na área do Circuito de Geração, marco importante na implantação do empreendimento. A fase representa o início das atividades de construção das estruturas principais da hidrelétrica localizada entre os estados do Pará e Mato Grosso.

A execução da etapa foi realizada dentro do cronograma previsto pela Odebrecht Infraestrutura, sendo um dos mais arrojados já estabelecidos para empreendimentos deste porte. Ao todo, foram escavados cerca de 2,8 milhões de metros cúbicos de solo e rocha no Circuito de Geração, atividade que teve início em outubro de 2011. Para a construção da usina hidrelétrica serão utilizados 1 milhão de metros cúbicos de concreto, entre concreto convencional e compactado a rolo, quantidade suficiente para erguer 12 estádios de futebol como o Maracanã, no Rio de Janeiro.

O canteiro de obras já conta com mais de 3,1 mil trabalhadores, número que deve dobrar para 6 mil trabalhadores diretos no pico da obra. Desde então, foram realizadas a construção da ponte que conecta as margens esquerda e direita do rio Teles Pires. Com 200 metros de comprimento e 6,80 metros da largura, a ponte tem via de mão dupla e contribui para a redução do tempo de deslocamento e proporciona mais segurança no transporte de equipamentos. Também foram executados serviços diversos nos alojamentos para a conclusão do refeitório e cozinha definitivos, para o circuito de geração.

 

Começam obras de ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá

O TCP - Terminal de Contêineres de Paranaguá, um dos maiores terminais portuários de contêineres do Brasil, iniciou em setembro a cravação da primeira estaca da obra de construção da extensão do cais leste de Paranaguá.  A ampliação do cais de atracação do TCP, que ganhará mais 315 metros, permitirá ao Terminal receber os maiores navios de contêineres que operam no comércio internacional, aumentando a capacidade do Terminal dos atuais 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) para 1,5 milhão de TEUs/ano até o final de 2013, quando as obras serão concluídas.

Até o final de 2013 estão previstos recursos de aproximadamente R$ 140 milhões nas obras do novo cais e mais R$ 110 milhões na aquisição de equipamentos para o novo píer, como quatro portêineres Super Post Panamax, seis transtêineres e 12 caminhões.

Além disso, o TCP também tem investido fortemente em melhoria de atendimento aos clientes, treinamento e capacitação de pessoal e tecnologia de informação.

 

Duas FPSOs para o pré-sal

A OSX e a Mendes Júnior assinaram contrato com o consórcio formado pela Petrobras, BG Group e Petrogal Brasil (através de sua subsidiária Tupi BV), para a construção do topside e integração de plataformas para a exploração do pré-sal da Bacia de Santos. O projeto abrange a execução de um dos pacotes de Módulos (Pacote I) e da Integração de duas unidades dos FPSOs (Floating, Production, Storage and Offloading) Replicantes: P-67 e P-70.

O empreendimento deve gerar cerca de 3.000 empregos diretos e sua duração é de 60 meses. Os serviços de engenharia executiva começam imediatamente e o início de construção dos módulos do Pacote I para as duas plataformas está previsto para fevereiro de 2013.

As unidades são destinadas à produção, armazenamento e transferência de óleo e gás e são chamadas de “Replicantes” porque tiveram seus projetos reproduzidos e padronizados. Depois de construídos, cada FPSO terá capacidade de processamento de até 150.000 barris de petróleo por dia e compressão de 6 milhões de metros cúbicos de gás.

O contrato inclui serviços de engenharia de detalhamento, fornecimento, fabricação e montagem de oito módulos de produção, previstos no Pacote I. Abrange também a montagem de dez módulos fabricados por outras empresas e a integração deles nos cascos (hull) das duas plataformas FPSOs (P-67 e P-70), além do comissionamento e partida até a extração do primeiro barril de petróleo.

 

Schrader International abre no Brasil nova divisão de compressores de ar

A Schrader Internacional, fornecedor global de soluções de sensores, válvulas para pneus e componentes para sistemas de ar-condicionado para as principais empresas dos mercados automotivo e industrial, anuncia a introdução no Brasil de uma nova divisão de compressores, com uma linha completa de equipamentos à base de diafragma e a pistão, para uso doméstico ou hobby, profissional e industrial. Com essa iniciativa, a companhia presente no Brasil há 59 anos, estima atingir cerca de 8 a 12% do mercado de compressores de ar e posicionar-se entre as três principais marcas deste segmento.

Esse tipo de equipamento é utilizado em diversas aplicações como pintura, pulverização, limpeza, consertos e reparos através de ferramentas pneumáticas, bem como aplicação em sistemas de automação industrial. Inicialmente, serão oito modelos de compressores para atender as principais demandas locais. A grade inicial será composta por 1/3 hp diafragma; 2 hp hobby pistão 115 psi; 2 e 3 hp profissional pistão de 145 psi; 5, 10 e 15 hp industrial pistão 180 psi.  Inicialmente, a comercialização acontecerá nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

GE fecha contrato recorde de R$ 2,28 bilhões com a Petrobras

O projeto contempla a entrega de aproximadamente 380 sistemas de cabeças de poço e ferramentas de instalação necessárias para a exploração de poços de petróleo, e mais de 75% das peças serão feitas no Brasil. “Este novo acordo entre as duas das maiores empresas do mundo mostra nosso compromisso em colaborar com o desenvolvimento do setor petrolífero no Brasil”, diz João Geraldo Ferreira, presidente e CEO da GE Oil & Gas para a América Latina.

“O novo contrato tem como base o relacionamento existente com a Petrobras e segue projetos anteriores bem sucedidos”, conta Rod Christie, vice-presidente da GE Oil & Gas Subsea Systems. A Petrobras pretende instalar os sistemas de cabeça de poço em vários campos de petróleo e gás no Brasil, incluindo o pré-sal. Todos os equipamentos serão produzidos na unidade da GE em Jandira (SP), onde a GE investiu US$ 30 milhões para ampliar a capacidade de produção.

“A unidade de Jandira tem sido fundamental para permitir que a GE Oil & Gas ofereça tecnologia de classe mundial. Além disso, é prioridade a produção feita no Brasil, o que tem sido um componente fundamental para o crescimento socioeconômico local”, disse Fernando Martins, presidente de Sistemas Submarinos para a América Latina. Nos últimos 30 anos, mais de 1,2 mil sistemas de cabeça de poço e 180 árvores de Natal submarinas foram produzidos e instalados no Brasil.

 

LLX emitirá R$ 750 milhões em debêntures

A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, assinou escritura para emissão de debêntures simples no valor de R$ 750 milhões, não conversíveis em ações, que terá a Caixa Econômica Federal como banco coordenador da emissão. As debêntures serão em série única, para distribuição pública, e terão prazo de 15 anos, com três anos de carência.

Os recursos empregados na compra das debêntures são oriundos de um fundo de infraestrutura e serão utilizados para financiar as obras civis do terminal onshore do Superporto do Açu - TX2, que está sendo desenvolvido pela empresa no município de São João da Barra (RJ).

O montante também será utilizado na implantação da infraestrutura industrial e para os demais investimentos relativos ao empreendimento.

 

Concessionária oferece treinamento aos operadores de máquinas

“Tem cliente que deixa de comprar máquina porque não tem operador. Não fosse a falta de mão de obra, as vendas poderiam ser até 20% maiores”, diz Diderot Menegassi Velloso, diretor-presidente da Motormac, concessionária Case Construction Equipment, em Santa Catarina. Velloso explica que a falta de mão de obra se deve ao crescimento contínuo do mercado nos últimos seis anos, puxado pela melhora na economia.

Com investimentos de R$ 1,3 milhão no estado, a Motormac inaugura em outubro a primeira filial da empresa, em Chapecó, e amplia a matriz, em São José, passando a oferecer também cursos para operadores. A empresa também abrirá um posto de atendimento avançado em Araquari.

“Estamos preparando os profissionais que darão o treinamento e, no primeiro trimestre de 2013, começaremos a treinar operadores, atendendo a demanda do mercado”, garante Velloso. Hoje, a Motormac já oferece treinamento para mecânicos de motores de máquinas de construção. A Motormac e a Case reuniram, no dia 13 de setembro, mais de 100 clientes para o lançamento da retroescavadeira Case 580N na região de Santa de Catarina.

 

Construmetal traz palestrantes internacionais

Organizado pela ABCEM - Associação Brasileira da Construção Metálica – o Construmetal, encontro realizado entre os dias 14 e 16 de agosto, reuniu mais de 2.500 visitantes, entre eles renomados palestrantes nacionais e internacionais que falaram sobre novas tecnologias utilizadas pelo setor, tendências de mercado e sustentabilidade. Ao todo foram mais de 10 palestras. O ponto alto do evento foi o Prêmio ABCEM que teve como vencedores a JBMC Arquitetura & Urbanismo, nas categorias Edificações e na de Obras Especiais, e o FGMF Arquitetos, em obras de Pequeno Porte.

O evento contou com palestras sobre o tema do “Museu do Amanhã”, com o engenheiro Jack Antoni Camelq, da Fundação Roberto Marinho; com a do engenheiro Cláudio L. Pires, da Lanik, que abordou “Sistemas de coberturas para grandes vãos”; e a do projeto do Superporto de Açu, com o palestrante Rodrigo Falco da LLX.

O tema “Pontes em aço” foi abordado pelo engenheiro italiano Mário de Miranda, especialista na área; “Estruturas mistas e híbridas”, ministrada pelo professor e engenheiro espanhol Hugo Corres Peiretti. O arquiteto e professor espanhol Josep Miàs  abordou as diferentes geometrias de aço, e a do engenheiro alemão Knut Stockhusen, a construção de estádios.

O tema “Edifícios corporativos em aço” foi a abordagem do engenheiro Carlos Valério Amorim, da Codeme, com mesa redonda com os arquitetos Heloisa Pomaro, Célio Firmo e Roberto Inaba; além  de outra sobre sustentabilidade em projetos de arquitetura, com a Andrade Morettin Arquitetos e a FGMF Arquitetos, mediada pela arquiteta Silvia Scalzo da ArcelorMittal.

Durante o Congresso realizou-se o curso “Projeto Passo a Passo de Edifício Industrial em Estrutura de Aço”, ministrado pelo Professor, Dr. Sc. Zacarias Martin Chamberlain Pravia, da Universidade Federal de Passo Fundo, com a participação de 85 arquitetos e engenheiros.

 

Terminal Portuário Chibatão com certificado ISO até 2015

A Unidade Alfandegada do Grupo Chibatão revalidou seu certificado ISO 9001:2008 no primeiro semestre deste ano, após auditoria in loco realizada pela TUV Rheinland Brasil nas primeiras semanas do ano em diversos setores da empresa. Maior terminal privado da Região Norte do Brasil e principal porta de entrada de insumos para as indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM), o Chibatão responde pela movimentação de cerca de 80% das cargas que circulam no estado do Amazonas.

Aprovado e normatizado, pela primeira vez, em dezembro de 2008 e anualmente visitado por equipes da auditoria de manutenção da entidade responsável pela avaliação a própria TUV Rheinland, o Terminal Portuário do Chibatão tem, a partir de agora, nova certificação válida até 16 de janeiro de 2015.

De acordo com a analista de Sistema de Gestão Integrada (SGI) da unidade, Maísa Braga, durante o processo, foram analisados os departamentos Comercial, de Tecnologia da Informação, Manutenção, Faltas e Avarias, Armazém, Unidade de Segurança, Logística, Siscomex, Compras, Sistema de Gestão Integrado, Operacional, Recursos Humanos e Direção.

O Terminal também é certificado pela International Ship and Port Facility Segurity Code (ISPS Code), que trata sobre a proteção de navios e instalações portuárias em todo o mundo.

 

Setor de materiais reduz ritmo dos investimentos

Neste período, houve uma redução na expectativa em relação às pretensões de investimentos no médio prazo (próximos 12 meses), já que 67% das indústrias de materiais pretendem investir. O resultado aponta para uma redução, em relação à pesquisa do mês anterior, de três pontos percentuais.

Quanto às expectativas da indústria sobre as ações do governo para o desenvolvimento do setor, também no médio prazo, os números se encontraram estacionados. A imagem desta sondagem, no mês de agosto, reflete praticamente os mesmos números de seu mês antecessor. A pesquisa aponta, na média, que 36% das indústrias possuem boas expectativas em relação às ações do Governo para o setor da construção civil nos próximos 12 meses. Como indiferentes 58% (1 ponto percentual a mais do que no mês de julho) e como pessimistas, os mesmos 7%.

Já no desempenho de vendas, a sondagem apontou aspectos positivos. Entre as associadas da entidade, o desempenho no período atual (agosto) teve como média geral, Bom, tendo 9% das empresas informando Muito Bom, 40% Bom, 47% Regular, 2% Ruim e 2% Muito Ruim. Em relação ao mês anterior (julho), o crescimento das empresas que acharam o período de vendas Bom subiu sete pontos percentuais.

Para Walter Cover, presidente da entidade, o atual cenário do setor de materiais de construção ainda é muito delicado. “As vendas no período de janeiro a julho de 2012 estão muito abaixo do previsto e esse é um momento importante para o governo atualizar medidas de incentivo ao setor, principalmente com relação à desoneração e crédito”, finaliza.

 

 

Aviação regional: demanda cresce mais de 60% em SP

O aumento é puxado por 18 dos 31 aeroportos administrados pelo Daesp e tem no topo do ranking o aeroporto de Marília, que cresceu 156%, comparando janeiro a julho de 2011 ao mesmo período de 2012. Passaram pelos seus terminais 55.486 passageiros em 2012, contra 21.613 passageiros em 2011.

Outro aeroporto que opera voos regulares comerciais, que também se destacou, foi o de Bauru, com aumento de 82% nos primeiros sete meses de 2012, com 103.510 passageiros, contra os 56.840 de 2011.

O terceiro lugar no ranking ficou com Araçatuba. De janeiro a julho de 2012, passaram pelo aeroporto 96.159 passageiros contra 62.657 em 2011, um aumento de 53%. Já o aeroporto de Presidente Prudente cresceu 27% na movimentação em 2012, com 171.150 passageiros e São José do Rio Preto, 20%, registrando 450.059 usuários nesses sete primeiros meses.

O aumento da movimentação, de acordo com Ricardo Volpi, superintendente do Daesp, é atribuído “ao crescimento na demanda de cada região, aliado à entrada de novas companhias aéreas. A concorrência de mercado gerou tarifas mais acessíveis e atrativas aos usuários”.

Outra fatia do mercado atendida pelos aeroportos do Daesp, que é a aviação geral (executiva), também impulsionou esse crescimento. Jundiaí registrou aumento de cerca de 21% nos pousos e decolagens, de 56.909 (2012) contra 47.023 (2011).

No total, os 31 aeroportos administrados pelo Daesp receberam, nos primeiros sete meses do ano, 1.661.925 passageiros e, em 2011, 1.475.065.