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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 39 · 07/2013 · Julho 2013

Confusão em Angra 3

A entrada em operação da Usina Termonuclear Angra 3 deverá sofrer novo atraso. Isso é o que acredita a direção da Eletronuclear, que vê como certo o impacto sobre o cronograma nas obras depois que dois consórcios – o UNA 3, formado pelas empresas Andrade Gutierrez S.A., Odebrecht, Camargo Corrêa e UTC; e o Angra 3, composto pela EBE, Techint e Queiroz Galvão –participantes do processo de licitação para montagem eletromecânica da usina, pediram impugnação do edital da concorrência.

Os consórcios alegam que o valor da licitação, que é de R$ 2,98 bilhões, está abaixo do necessário. Eles se baseiam nos preços de 15 anos atrás, quando as exigências trabalhistas eram completamente diferentes, os preços dos equipamentos eram outros e até mesmo as usinas nucleares usadas como paradigmas possuíam processos diferentes.

O Tribunal de Contas da União (TCU) também está questionando o processo licitatório, mas por acreditar exatamente no contrário. Para o TCU, o valor estaria alto demais, acima dos preços de referência para a construção de outras usinas nucleares, inclusive de Angra 2.

O início das operações de Angra 3 já tinha sido adiado para maio de 2018, em função de mudanças planejadas na área de instrumentação e controle da futura usina, visando modernizar o projeto. As novas alterações farão com que Angra 3 tenha um controle inteiramente digital.

Com a impugnação do processo licitatório, o início de suas operações sofrerá um novo atraso.

 

 

Começam as obras do maior residencial da América do Sul

A FG Empreendimentos deu início à construção, no Pontal Norte, Balneário Camboriú (SC), do Infinity Coast, residencial que será o maior da América do Sul segundo dados do The Skyscraper Center (banco de dados global sobre edifícios no mundo). Na fundação estão sendo utilizados mais de

11 mil m³ de concreto, o equivalente a aproximadamente 1,4 mil caminhões betoneiras, sendo que um dos blocos levará cinco dias seguidos para realizar a concretagem).

Para fins de comparação, o material que estará debaixo da terra e será usado nos blocos e fundação, equivale a um edifício de 30 andares. Outro número impressionante é que serão utilizadas mais de 3,5 mil toneladas de aço no empreendimento. O projeto estrutural passou por acompanhamento de uma empresa inglesa, um dos maiores escritórios do mundo em projetos desse porte. Com 66 andares e 240 metros de altura, o projeto prevê infraestrutura de resort nunca vista em empreendimentos residenciais no País.

A previsão de entrega do prédio é de cinco anos e os apartamentos, com duas ou três suítes, têm valor de venda estimado entre R$ 1,8 milhão e R$ 7 milhões.

 

 

Projeto brasileiro é classificado pela ONU como case sustentável

A empresa brasileira Ecotelhado tem case aprovado pelo Programa de Trabalho de Nairóbi sobre Impactos, Vulnerabilidade e Adaptação às Mudanças Climáticas, da Organização das Nações Unidas (ONU). Com um projeto de “Sistema Integrado de Infraestrutura Verde e Reciclagem de Água e de Resíduos Orgânicos”, a Ecotelhado entrou no rol de casos de estudo denominados “Iniciativa do Setor Privado” e serve como modelo a todo o planeta.

O case “Ecoesgoto” é um sistema que prioriza o reaproveitamento de água,  economia de energia e tratamento dos efluentes, no qual todos resíduos orgânicos provenientes das descargas de patentes, dos restos de alimentos triturados, passam por um processo de purificação. É composto por uma estação de tratamento dos efluentes biológica, constituída por um filtro projetado, reduzindo processos naturais, como, por exemplo, a coleta de lixo. O sistema pode ser inserido em empresas, prédios ou residências.

O programa da ONU é um banco de dados online, que compartilha cerca de cem exemplos de diferentes países, inclusive no Brasil. O objetivo é reunir esforços conjunto para estabilizar as concentrações de gases do efeito estufa e promover boas práticas e o uso racional de recursos.

 

 

R$ 9,75 bi para crédito imobiliário

Em maio deste ano, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 9,75 bilhões, o melhor resultado histórico. Em termos relativos, houve crescimento de 18% em relação a abril e de 54,8% sobre maio de 2012. Nos primeiros cinco meses de 2013, os financiamentos imobiliários somaram R$ 38,4 bilhões, montante 29,7% superior ao contratado no mesmo período do ano passado.

Somente em maio, foram financiadas aquisições e construções de 47,6 mil imóveis, 17% mais que em abril e 37% acima de maio do ano passado. No acumulado janeiro a maio deste ano, foram financiados 191,4 mil imóveis, 10,9% acima das 172,5 mil unidades contratadas no mesmo período do ano passado.

Em junho, os depósitos nas cadernetas de poupança superaram os saques em R$ 6,71 bilhões, o quarto maior desde 1995, quando o processo de estabilização da moeda completava seu primeiro ano. Considerando apenas os meses de junho, o resultado de junho de 2013 foi o maior da série histórica.

 

 

Prefeituras gaúchas recebem 94 retroescavadeiras Randon

Prefeitos de 94 municípios gaúchos receberam, no dia 1º de julho, 94 retroescavadeiras da marca Randon, adquiridas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. As máquinas, destinadas a obras de infraestrutura, fazem parte de um processo de licitação vencido pela Randon Veículos em 2012 e que prevê o fornecimento de 621 retroescavadeiras ao Ministério. Deste total, 318 unidades vão para prefeituras do Rio Grande do Sul e o restante para a região leste de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

As retroescavadeiras vão ser usadas no programa “Desenvolvimento dos Territórios Rurais”, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) do Governo Federal. No último dia 12 de abril, o MDA fez a entrega de outras 80 retroescavadeiras no Cais do Porto, em Porto Alegre (RS).

 

 

Britador de mandíbula Terex na construção do Porto Sudeste

O britador de mandíbula Terex Finlay, modelo J-1160, comercializado no Brasil pela BMC – Brasil Máquinas de Construção - foi locado pela Bell Engenharia para a A.R.G., e opera na construção do porto Sudeste. O equipamento movimenta 250 toneladas por hora, em um expediente de 18 horas, o equivalente a 4.500 toneladas por dia. A obra de construção do porto privativo Sudeste, da MMX, do Grupo EBX, em Itaguaí (RJ), compreende a construção da ponte de acesso e do píer de atracação de navios, num consórcio firmado entre a A.R.G. e a empresa Civilport Engenharia.

O píer possui 765 m de extensão e é ligado ao continente por meio de uma ponte de acesso com 647 m de comprimento. Para concluir todo o projeto é necessária a cravação de 635 estacas de concreto de 900 mm. A profundidade de 21 m do porto permite receber navios Capesize para embarque de minério de ferro. Na retroárea de 52,1 hectares serão abrigados pátios para estocagem e manuseio do material.

 

 

P-63 sai de estaleiro em Rio Grande

O navio-plataforma P-63 saiu, no dia 18 de junho, do Canteiro Quip/Honório Bicalho, localizado na cidade de Rio Grande (RS), após serem concluídos os serviços de integração dos módulos e comissionamento da plataforma. A P-63 está entre as novas unidades que entrarão em operação em 2013, contribuindo para o aumento da produção de petróleo na Petrobras e o alcance da meta de produção de 2,75 milhões de barris por dia, prevista para 2017.

Com capacidade para processar 140 mil barris/dia de óleo e comprimir 1 milhão de m3/dia de gás, a unidade irá para o campo de Papa-Terra, no pós-sal da Bacia de Campos, operado pela Petrobras (62,5%) em parceria com a Chevron (37,5%).

A P-63 foi convertida em um FPSO a partir do navio-tanque BW Nisa, no Estaleiro Cosco, na China. A unidade chegou ao Brasil em janeiro deste ano para passar pelas últimas etapas de construção. Ao todo foram instalados e interligados 23 módulos da planta de processo. Os serviços  executados pelo consórcio formado pela Quip (Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Camargo Corrêa) e a BWOffshore empregaram, no pico das obras, cerca de 1.500 trabalhadores.

P-63 Dados Técnicos

Dimensões do casco (compr. x larg. x alt.): 340 m x 58 m x 28 m;

Acomodações: para 110 pessoas;

Peso total do Topside (convés/módulos): 18.500 toneladas;

Conteúdo Local da Unidade Estacionária de Produção: 65%;

Produção de Petróleo: 140 mil barris por dia;

Compressão de Gás: 1 milhão de m³ por dia;

Injeção de água: 340 mil barris por dia;

Investimento: US$ 1,3 bilhões.

 

 

Wilson Sons Estaleiros vai construir mais três embarcações

A Wilson Sons Estaleiros assinou, no dia 2 de julho, contrato para construção de três embarcações para a empresa Geonavegação. Serão dois Oil Spill Recovery Vessels (OSRV) com capacidade de armazenagem de 1.080 m³ de óleo e um Platform Supply Vessel (PSV) de porte bruto de 5 mil toneladas. As embarcações, que têm previsão de entrega para 2015, serão construídas no complexo de estaleiros da Wilson Sons no Guarujá (SP) e somadas possuem valor aproximado de R$ 293 milhões.

A estratégia da Wilson Sons Estaleiros compreende a construção de um mix entre embarcações próprias e de terceiros, assim como prover serviços de docagem, reparos e manutenção, visando atender a demanda das companhias nacionais e internacionais de óleo e gás no Brasil.

A carteira de encomendas passa a contemplar 12 rebocadores que vão atender à frota da Wilson Sons Rebocadores e sete embarcações de apoio. Além das encomendas da Geonavegação, está prevista a entrega de três PSV 4500 para Wilson Sons Ultratug Offshore e um Remotely Operated Vehicle Supply Vessel (ROVSV) para a Fugro Brasil.