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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 15 · 05/2011 · Maio 2011

Brafer faz a montagem metálica da Aciaria da usina da Vallourec & Sumitomo

A Brafer está montando a área de Aciaria da usina de Jeceaba, em Minas Gerais, da Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB), que no total somará 6.000t em fornecimento e montagem de estruturas metálicas. Os trabalhos devem ser concluídos em meados de junho.

Trata-se de um fornecimento adicional, solicitado pela companhia antes da conclusão do fornecimento de 6.600 toneladas de estruturas, utilizadas na montagem da unidade de Laminação do complexo siderúrgico. A usina de Jeceaba é um megaempreendimento de US$ 1,6 bilhão, com capacidade para 600 mil t de tubos de aço sem costura/ano e 1 milhão de t de aço/bruto.

As estruturas da Aciaria estão sendo fabricadas nas duas unidades da empresa. A de Araucária concentrou a produção de vigas de rolamento com 18 m de comprimento e 10t de peso. A unidade do Rio de Janeiro concentrou a produção das colunas compostas de tubos redondos com 14m de comprimento e pesando 10t.

Ao contrário das peças da Laminação, que foram feitas com tubos quadrados, as estruturas da Aciaria empregam tubos redondos. Para realizar o corte desses tubos, a Brafer utiliza a máquina SPC800 – instalada na unidade do Rio de Janeiro, uma das únicas de seu modelo no Brasil.

A SPC800 é capaz de fazer cortes, recortes, rasgos, chanfros e furos em tubos redondos através de plasma ou oxicorte, assegurando precisão de até 0,5mm na operação com tubos de até 800mm. Rápida e precisa, ela garante o encaixe perfeito entre os tubos, agilizando a fabricação e a montagem de estruturas tubulares.

 

Concessionária Case investe R$ 5 milhões em nova unidade

A Brasif Máquinas, concessionária Case Construction, inaugurou em maio nova unidade em Ribeirão Preto (SP). As novas instalações, que receberam investimentos de cerca de R$ 5 milhões, são modernas e amplas. Têm 7.300 m² de área total, projetadas dentro do Dealer Standards, o programa de padronização mundial de atendimento da rede de concessionários Case. Além de um grande pátio de máquinas, a nova unidade possui completa estrutura de pós-venda, oficina com oito boxes e maior estoque de peças. Mas os investimentos não foram direcionados apenas à estrutura física. A unidade de Ribeirão Preto conta com equipe treinada para o monitoramento de máquinas, capacitação de operadores e também planos de manutenção programada para as máquinas.

Usinas de cana-de-açúcar, locadores e empreiteiros são os principais mercados para máquinas pesadas em Ribeirão Preto e região, onde a Case tem cerca de 20% de participação. Segundo Sérgio Martins, diretor da Brasif Máquinas, a unidade é responsável por 10% do faturamento da empresa, que foi de R$ 750 milhões, entre vendas e locações, em 2010.

 

Caterpillar de olho na cadeia de produção do petróleo no Brasil

A Caterpillar Inc. anunciou que vai produzir no Brasil grupos geradores e sistemas de propulsão diesel-elétricos para atender os clientes nos segmentos marítimo e de petróleo. As operações para a fabricação da Série 3500C serão iniciadas no terceiro trimestre deste ano, na fábrica da Caterpillar em Piracicaba, São Paulo. A decisão de expandir a oferta de produtos fabricados no Brasil baseia-se na estratégia corporativa global da Caterpillar, que prevê um crescimento de longo prazo no País. Os equipamentos terão alto índice de nacionalização e, com a expansão das operações brasileiras, a Caterpillar ampliará o atendimento aos clientes nos crescentes mercados marítimo e de petróleo.

No mercado marítimo, os grupos geradores da Série 3500C, para propulsão diesel-elétrica e geração de energia auxiliar, têm registrado um desempenho recorde nas mais variadas aplicações. São comumente utilizados em embarcações como rebocadores, cargueiros e em aplicações offshore.

Automação de plantas para a fabricação de argamassas

A Consolid, especializada em tecnologia de processamento de pós, pastas e granulados, fabricação de máquinas e equipamentos, e desenvolvimento de plantas industriais, está oferecendo ao mercado a opção do desenvolvimento de plantas automatizadas para a produção dos mais variados tipos de argamassas. Indicada para pequenos, médios ou grandes fabricantes de argamassas industrializadas, a solução da Consolid contempla todo o processo de produção, desde o recebimento das matérias-primas até o ensacamento do produto.

Segundo o diretor comercial da Consolid, Roberto Weiss de Albuquerque Maranhão, a planta para argamassa industrializada desenvolvida pela empresa produz de 10 a 60 toneladas/hora do produto. Entre outros equipamentos, a planta é equipada com estação de recebimento de areia, elevadores de canecas, peneiras, silos para areia e aglomerantes (cimento e cal), misturadores intensivos, sistemas de dosagem de aditivos, silos de descarga e ensacadeiras.

As empresas interessadas podem usar as facilidades de financiamento da linha de crédito Finame do BNDES – prorrogada recentemente pelo governo federal -, que oferece juros reduzidos, até 10 anos de prazo de pagamento e carência de dois anos.

Linha sul do Metrô de Fortaleza na reta final

Foram 12 anos de espera, mas finalmente o Metrô de Fortaleza (Metrofor) já apresenta os primeiros sinais de que começará a operar até o final de 2011. As obras prosseguem em ritmo acelerado e entraram na fase de conclusão. Neste momento, há três mil operários atuando em duas frentes e cerca de 90% das obras já estão concluídos. A expectativa é de que ao final deste ano será inaugurada a linha Sul, que ligará o município de Maracanaú ao Centro de Fortaleza. Ela terá 24 km, sendo 18 em superfície, 3,8 subterrâneos e 2,2 km em elevado. O empreendimento tem o custo estimado em cerca de R$ 2 bilhões e as obras estão a cargo do consórcio formado pelas empresas Queiroz Galvão e Camargo Corrêa.

Dos 20 trens previstos para compor a frota, dois chegaram a Fortaleza e se encontram em processo de montagem. Outros cinco devem chegar em dezembro próximo e, a partir daí, passarão a chegar dois a cada mês. Os trens foram comprados da empresa italiana AnsaldoBreda, ao preço de R$ 240 milhões.

 

Jacareí recebe 198 unidades do Minha Casa, Minha Vida

Cento e noventa e oito famílias de baixa renda, do município de Jacareí, localizado a 80 km de São Paulo, receberam, no dia 21 de maio, as chaves de suas casas próprias. Elas foram beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, e ocuparão apartamentos recém-construídos do Conjunto Habitacional Planalto. Jacareí responde por cerca de 20% de todos os investimentos do programa nas 39 cidades do Vale do Paraíba, sendo que as famílias jacareienses serão as primeiras beneficiadas em toda a região. No total, serão construídas, no município, 1.863 unidades habitacionais, com investimentos de cerca de R$ 112 milhões – a maior fatia, de R$ 72,5 milhões, com 1.367 unidades, é voltada para a faixa de 0 a 3 salários mínimos.

Cada apartamento do Conjunto Planalto conta com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. São 190 unidades com 42,7 m² e oito apartamentos de 47,5 m² – estes últimos destinados a famílias com alguma pessoa com deficiência. O conjunto possui, ainda, um salão de festas com 85 m², portaria e vestiário. As obras do conjunto foram executadas pela Construtora Silva e Leão.

Mercotubos agora é Maxen

A Mercotubos, empresa brasileira com mais de 10 anos no mercado de produtos e serviços para o setor de óleo e gás, com faturamento de R$ 200 milhões, apresenta sua nova marca: Maxen. A nova marca reflete um novo posicionamento da empresa, hoje com atuação mais ampla do que a simples distribuição de tubos. O novo nome busca remeter a todas as operações e às soluções que a empresa oferece ao mercado, graças à integração das suas três unidades de negócios.

São elas: serviços de detalhamento de projetos e pré-fabricação de tubulações e estruturas; distribuição de tubos e conexões de aço; fabricação de equipamentos para sistemas submarinos de produção de óleo e gás – aposta no desenho e execução de soluções integradas, nas intersecções e sinergia das unidades, de forma a gerar produtos e serviços que não existiriam de maneira isolada.

Em 2010, a empresa deu início ao seu plano de expansão, ao inaugurar uma nova unidade fabril no município de Escada, região metropolitana de Recife (PE). No Rio de Janeiro, a Maxen acaba de inaugurar um escritório de engenharia de desenvolvimento comercial, que conta com um time de especialistas focados em desenvolver novas soluções.

Brasil chega a 1 GW de potência eólica instalada

Com a entrada em operação da Usina da EDP em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, com 70 MW e 31 aerogeradores Wobben/Enercon, o Brasil atinge a marca de 1.000 MW ou seja, 1GW de potência eólica instalada. Tramandaí veio somar-se às 18 outras já construídas pela Wobben/Enercon, somando 416 MW, ou seja, mais de 40% da potência de todas usinas eólicas no Brasil.

A Wobben é a primeira empresa brasileira fabricante de aerogeradores de grande porte, de 800 a 3.000 kW. Realiza o projeto, construção, montagem, operação e manutenção de usinas eólicas. Possui equipes de técnicos brasileiros especialistas em operação, manutenção e assistência técnica em todas as usinas, e conta com 1.400 colaboradores diretos e 4.000 indiretos entre as três fábricas (Sorocaba - SP, Pecém - CE e Parazinho - RN).

A empresa desenvolveu também 1.700 fornecedores nacionais, atingindo índice de nacionalização acima de 60%, possuindo os certificados de Qualidade do Germanischer Lloyd: ISO 9001/2008, ISO 14001/2004  e OSHAS 18001/2007.

O parque em números:

Área: 832 hectares

Potência instalada: 70 MW

Produção anual: 211.437 MWh

Equivalência: suficiente para abastecer uma cidade de 200 mil habitantes

Número de aerogeradores: 31

Altura das torres: 98 metros

 

Gerdau na Copa 2014

A Gerdau vai fornecer perfis estruturais laminados para a reconstrução do Estádio José Fragelli, o Verdão, em Cuiabá (MT), que será utilizado na Copa de 2014. O sistema estrutural em aço, composto pelos perfis estruturais laminados produzidos no Brasil exclusivamente pela Gerdau, proporciona, entre outros benefícios, ganhos no custo geral da obra graças à redução da carga nas fundações. A previsão é de que o estádio, que está sendo reformado, fique pronto para utilização na Copa das Confederações, em 2013.

 

Metso produzirá telas de aço em Sorocaba

A Metso, fornecedor global de tecnologias e serviços para as indústrias de mineração e construção, geração de energia, automação e reciclagem, com forte atuação na produção de telas sintéticas, feitas de poliuretano ou borracha para peneiras usadas na construção e mineração, passará a produzir, a partir de junho, na unidade de Sorocaba (SP), telas de aço, até então fabricadas somente nos Estados Unidos. O Brasil passará, portanto, a ser o segundo país a produzir o material, visando o grande leque de negócios possíveis na região da América Latina.

Segundo Pedro Marchetti, da Área de Suporte ao Produto, o Brasil foi escolhido após um amplo levantamento de mercado. “Não há nenhuma empresa que seja uma referência absoluta em telas de aço no Brasil, no que diz respeito à qualidade e suporte técnico aos clientes. Sabemos que a Metso, por sua tradição, qualidade e rede de atendimento, tem tudo para ser essa referência”, afirma.

A análise do mercado foi realizada em maio de 2010, e em menos de um ano a fábrica de Sorocaba já estará a todo vapor para iniciar a fabricação do produto.

Terminal Salineiro de Areia Branca

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) está investindo R$ 200 milhões na ampliação do Terminal Salineiro de Areia Branca, considerado o maior empreendimento em execução naquele estado, responsável por 95% de todo o sal produzido no Brasil. Os recursos são provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com prazo de entrega marcado para setembro de 2011. O Consórcio é formado pelas empresas Constremac Construções, líder do consórcio, Carioca Christiani-Nielsen Engenharia S.A. e Queiroz Galvão S.A., responsáveis pelas obras de adequação do Terminal Salineiro.

Na edição número 14 da revista Grandes Construções, a reportagem sobre o Terminal Salineiro (Linha do Sal) informou erroneamente que o custo do projeto é de R$ 40 milhões. Na verdade o valor se refere a outro projeto em execução pela Constremac, o Terminal Pesqueiro de Natal, que deverá ser concluído em novembro de 2011. No Terminal Pesqueiro serão implantadas edificações como cais, câmaras frigoríficas, armazéns de estocagem, prédio de administração, estacionamento e um viaduto ligando o cais à Pedra do Rosário – a matéria anterior informou que essas instalações fariam parte do Terminal Salineiro.

A ampliação do Terminal Salineiro de Areia Branca tem o objetivo de aumentar a capacidade de estocagem de sal a granel, a céu aberto, com a ampliação da plataforma da Ilha Artificial em aproximadamente 7.500 m²; extensão do cais de atracação de barcaças (com o respectivo deck) em cerca de 94 m e implantação de um novo descarregador de barcaças (DB4) sobre a via de rolamento, com uma capacidade de 500 t/h, entre outras intervenções. Para redimensionar a capacidade dos berços de atracação, foram construídos dois novos dolfins de recebimento para 70.000 TPB no Porto Ilha.

Sany inicia montagem de guindastes rodoviários no Brasil

A Sany do Brasil, subsidiária do Grupo Sany, uma das maiores fabricantes de equipamentos pesados do mundo, vai iniciar a montagem de guindastes rodoviários no País. Os equipamentos, do tipo Truck Crane (guindastes sobre caminhão), são o STC75, de 75 t de capacidade de içamento, e o QY50C, com capacidade para içamento de até 55 t. “Estimamos que o mercado brasileiro tenha consumido cerca de 850 guindastes sobre caminhão – na faixa de 25  a 100 t – no ano passado e esperamos que mais de 700 sejam vendidos em 2011, quando a Sany espera ter uma fatia de 20% desse mercado”, afirma Humberto Mayer, gerente de Vendas da área de Guindastes Truck Crane (TC) da Sany do Brasil.

Além da montagem de guindastes sobre caminhão, a Sany do Brasil também disponibiliza os equipamentos de grande capacidade sobre esteiras. São guindastes com capacidade de içamento entre 100 e 400 t para operações em construção civil, siderurgia, mineração, petróleo e gás, entre outros segmentos. “Trata-se de um mercado potencial para a Sany, principalmente para o SCC2500C, com capacidade para 250 t, e que já tem operações no Brasil. São equipamentos que incorporam a mesma qualidade da Sany, com componentes de grandes fabricantes internacionais”, diz o gerente Comercial da linha de guindastes sobre esteira, Rene Porto.

 

Superporto do Açu duplica movimentação de cargas

A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, registrou a duplicação do volume de cargas movimentadas no Superporto do Açu, em construção no município de São João da Barra, norte do Estado do Rio de Janeiro. A construção adiantada e o início das obras do canal onshore, TX2, no primeiro semestre, capacitam o empreendimento na movimentação de 350 milhões t por ano entre exportações e importações, com destaque para o petróleo.  O início da operação do Superporto está previsto para o final de 2012.

No total serão investidos no Superporto do Açu R$3,4 bilhões. O Complexo Industrial do Superporto do Açu deve atrair investimentos de U$ 40 bilhões. A LLX possui cerca de 70 memorandos de entendimento em negociação com empresas que querem se instalar ou movimentar cargas no Superporto do Açu. Entre eles está o acordo de cooperação com a Wisco, terceira maior siderúrgica da China, assinado com a EBX em novembro de 2009 para associação entre as duas empresas visando a construção e operação de uma planta siderúrgica integrada no Complexo Industrial do Superporto do Açu. A previsão é de que a siderúrgica tenha capacidade inicial para produção de 5 milhões t de produtos por ano, com a possibilidade de aumento nos próximos anos.