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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 14 · 04/2011 · Abril 2011

Gerdau fornece perfis para o estádio do Verdão, no Mato Grosso

A Gerdau irá fornecer perfis estruturais laminados para a reconstrução do Estádio José Fragelli, o Verdão, em Cuiabá (MT), uma das sedes da Copa de 2014. O sistema estrutural em aço, composto pelos perfis estruturais laminados produzidos no Brasil pela Gerdau, deverá reduzir a carga nas fundações e, por consequência, o custo geral da construção. A previsão é de que o estádio, que está sendo reformado, fique pronto para utilização na Copa das Confederações, em 2013. A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e uma das maiores fornecedoras de aços longos especiais no mundo, com capacidade instalada superior a 25 milhões t de aço. É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, anualmente, milhões de t de sucata em aço.

 

Linha de Transmissão em Tucuruí começa a ser concluída

Foi concluída, no início de abril, a montagem da primeira torre da linha de transmissão que ligará a Usina Hidrelétrica Tucuruí às capitais Manaus (AM) e Macapá (AP), além de dezenas de cidades do interior. A torre está situada no trecho  entre  Oriximiná e a Subestação Engenheiro Lechuga, na capital amazonense. A estrutura possui 62 m de altura –  o equivalente a um prédio de 20 andares –, e pesa 24 t.

A linha de transmissão está sendo construída pela Manaus Transmissora de Energia S/A, empresa da qual participam a Eletrobras Eletronorte, Eletrobras Chesf e a espanhola Abengoa. O trecho de 586 km, em 500 kV, no qual foi construída a primeira torre, faz parte da interligação elétrica Tucuruí/Macapá/Manaus, com um total de 1.850 km de extensão. O investimento de R$ 1,8 bilhão permitirá a integração dos sistemas isolados de Manaus e Macapá ao Sistema Interligado Nacional (SIN), possibilitando a redução do consumo de combustíveis nos parques termelétricos da Amazônia e o recebimento de uma energia elétrica mais limpa e mais confiável.

Superporto do Açu duplica movimentação de cargas

A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, registrou a duplicação do volume de cargas movimentadas no Superporto do Açu, em construção no município de São João da Barra, norte do Estado do Rio de Janeiro. A construção adiantada e o início das obras do canal onshore, TX2, no primeiro semestre, capacitam o empreendimento na movimentação de 350 milhões t por ano entre exportações e importações, com destaque para o petróleo.  O início da operação do Superporto está previsto para o final de 2012.

No total serão investidos R$3,4 bilhões no empreendimento. O Complexo Industrial do Superporto do Açu deve atrair investimentos de U$ 40 bilhões. A LLX possui cerca de 70 memorandos de entendimento em negociação com empresas que querem se instalar ou movimentar cargas no Superporto do Açu. Entre eles está o acordo de cooperação com a Wisco, terceira maior siderúrgica da China, assinado com a EBX em novembro de 2009, promovendo a associação entre as duas empresas para a construção e operação de uma planta siderúrgica integrada no Complexo Industrial do Superporto do Açu. A previsão é de que a siderúrgica tenha capacidade inicial para produção de 5 milhões t de produtos por ano, com a possibilidade de aumento nos próximos anos.

 

R$ 85 milhões para o Porto de Maceió

Com investimentos de R$ 85 milhões, as obras do novo cais do Porto de Maceió representam importante incremento ao desenvolvimento do comércio local. O empreendimento facilitará a atracação de navios de grande porte possibilitando a construção futura de um terminal de passageiros na sua retroárea, hoje inexistente. O empreendimento conta com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento.

A cargo da Mendes Jr, a obra consiste na execução de 407,60 m de cais acostável, conectando o Cais Geral e o Terminal Açucareiro. Foram executados a derrocagem a frio no local dos berços, a execução das fundações profundas em estacas pré-moldadas, a construção da superestrutura em concreto armado dos berços de atracação, o fechamento da sua parte frontal com estacas pranchas de concreto, a dragagem de rebaixamento na frente do cais, bem como o aterro da retroárea e sua pavimentação.  A conclusão dos serviços e a entrega da obra estão previstas para o final do mês de fevereiro de 2011.

Não previsto inicialmente no projeto básico, a derrocagem a frio  exigiu uma mudança radical no planejamento e desenvolvimento da obra. A utilização de um canteiro de pré-moldado bem dimensionado permitiu várias adaptações ao longo da obra, e também a industrialização das obras do cais, das fundações a superestrutura.

Mills investe em capacitação no Nordeste

Com o mercado de manutenção industrial aquecido em função da ampliação e instalação de novas refinarias e o déficit de mão de obra do setor, a Mills investe em capacitação gratuita para atrair e preparar montadores de andaimes no Nordeste. Em 2010, a empresa de soluções de engenharia destinou R$ 150 mil para o programa, que absorve cerca de 85% dos alunos. O curso concede certificado de conclusão para que todos os candidatos obtenham colocação no mercado de trabalho. A previsão para este ano é investir R$ 200 mil em capacitação, com expectativa de oferecer 250 vagas. As escolas funcionam em Camaçari na Bahia, Maceió, em Alagoas e Recife, no Pernambuco.

Obras da Unidade de Coqueamento Retardado entram em fase de montagem elotromecânica

O Consórcio CCPR, integrado pela Promon e pela construtora Camargo Corrêa, concluiu, em fevereiro, a entrega dos equipamentos para a montagem eletromecânica da nova Unidade de Coqueamento Retardado da Refinaria Presidente Getúlio Vargas.  A refinaria localiza-se na cidade de Araucária, Paraná, e a conclusão deste estágio permite o início do processo de montagem eletromecânica, que tem previsão de um ano para ser realizado.

O último equipamento entregue, a torre T-2212001 – Coker Main Fracttioner, por exemplo, exigiu um plano de transporte sofisticado, por medir 62 m de comprimento total, 4,745 m de diâmetro, e peso de 180 t. A torre foi levada, na posição horizontal, de Araraquara, no interior de São Paulo, até o município de Araucária (PR), onde foi içada no dia 17 de março com a ajuda de dois guindastes de 350 e 600 t. A partir daí a obra ingressou em uma fase em que todos os elementos necessários para sua conclusão ficaram disponíveis no canteiro, permitindo a entrada na fase final de montagem.

Ibama emite licença de operação para o Gastau

O Ibama emitiu Licença de Operação para a Transportadora Associada de Gás (TAG), relativa ao Gasoduto Caraguatatuba/Taubaté (Gastau). A obra irá viabilizar o transporte de gás natural do Campo de Mexilhão, a cerca de 140 km da costa e, futuramente, do campo de Tupi, situado nas camadas do pré-sal. Com diâmetro projetado de 28 polegadas e extensão aproximada de 94 km, o gasoduto terá capacidade para transportar até 20 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

O Gastau foi implantado a partir da Unidade de Tratamento de Gás e de Condensado/UTGCA, denominada Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, em Caraguatatuba/SP, até a Estação de Compressão de Taubaté, localizada no município de Taubaté, em São Paulo. E atravessa os municípios de Caraguatatuba, Paraíbuna, Jambeiro, São José dos Campos, Caçapava e Taubaté, no Estado de São Paulo, e se interligará à malha de gasodutos do sudeste através do gasoduto Campinas-Rio.

Talgo quer participar da licitação do TAV e Trens Regionais

O grupo espanhol Talgo trouxe sua diretoria ao Brasil para anunciar, em março, o interesse em participar das concorrências do Trem de Alta Velocidade (TAV) e dos trens regionais. Em conferência com a imprensa e órgãos governamentais, o grupo reiteirou sua disposição em participar desses empreendimentos.  Estiveram presentes aos eventos o presidente do Conselho de Administração da Talgo (CEO), José Maria Oriol; o diretor industrial, Emilio Garcia, a diretora de marketing, Lucia Rouces e o Consultor Internacional, Carlos Sanchez.  Os executivos destacaram a solidez do grupo, a competitividade dos sistemas de trens Talgo, principalmente no âmbito do transporte regional, e a atuação em empreendimentos internacionais. A Talgo é a principal fabricante espanhola de trens de alta e média velocidade (de 250 a 350 km/hora). A empresa foi fundada em 1942 e possui instalações em cinco países. O grupo declarou a intenção de implantar uma fábrica no Brasil para atender à demanda local.

 

Pat Olney é nomeado o novo CEO da Volvo Construction

Patrick Olney foi nomeado novo CEO da Volvo Construction Equipment, a divisão do Grupo Volvo que produz equipamentos de construção, a chamada linha amarela. Anteriormente ele respondia pela vice-presidência executiva e chefia de operações da Volvo CE. Olney substitui Olof Persson, que saiu para presidir e tornar-se o CEO da AB Volvo e do Grupo Volvo, a mais alta posição do corporação sueca.

“Este é um momento importante em nossa indústria e na Volvo CE, em especial. Me sinto honrado por ter a oportunidade de continuar a implementação de nossa estratégia Fit for the Future (Pronta para o Futuro) que, até o momento, tem sido muito bem sucedida”, afirma Olney.

“Estou muito satisfeito que Pat Olney seja meu sucessor. Ele tem longa e abrangente experiência na indústria de equipamentos de construção e foi fundamental na implementação da nova estratégia da Volvo CE”, diz Olof Persson. “Ele sempre desempenhou bem suas posições como vice-presidente executivo de operações Globais e em seus postos anteriores”, complementa Persson.

Pat Olney tem 42 anos, atua há 17 anos no setor de equipamentos de construção, 10 deles em cargos de gerência dentro da Volvo CE. De 2001 a 2004 foi o CFO da Volvo CE, depois nomeado presidente da Volvo Motor Graders (Motoniveladoras), cargo no qual permaneceu até ser nomeado presidente da Volvo Road Machinery em 2007. Antes de entrar para a Volvo, ele desempenhou várias funções na Price Waterhouse. Ele tem um diploma com Honra em Administração de Empresas da School of Business, University of Western Ontario, de London no Canadá.

 

Porto de Aratu terá investimentos

Extensão natural do Centro Industrial de Aratu e do Polo Petroquímico de Camaçari, o Porto de Aratu deve ampliar a movimentação de derivados de petróleo e granéis de origem mineral nos próximos anos. O Porto de Aratu será contemplado com investimentos de R$ 360 milhões nos próximos quatros anos. Os recursos serão providos pela Companhia Docas do Estado da Bahia – Codeba, que administra o Porto, o governo federal e a iniciativa privada.

“As melhorias que serão executadas até 2014 complementam os investimentos realizados recentemente e que já impactaram de forma positiva o desempenho de Aratu”, afirma o diretor-presidente da Codeba, José Muniz Rebouças. No ano passado, foi concluída a dragagem de aprofundamento do Porto, que aumentou para 15 m o calado operacional, permitindo a atracação de navios de maior porte. Os investimentos programados devem gerar ainda mais eficiência. No plano de melhorias, estão previstas a ampliação do píer de líquidos, que dará origem a dois novos berços de atracação; a duplicação da tancagem; além do arrendamento e modernização do Terminal de Granéis Sólidos.

Ibama concede licença para planta industrial na Praia das Neves (ES)

O Ibama concedeu Licença Prévia para a Planta de Filtragem e Terminal Portuário Privativo para embarque de Minério de Ferro, no empreendimento Presidente Kennedy, a ser implantado na região da Praia das Neves, município de Presidente Kennedy, no estado do Espírito Santo.

Com uma ponte de acesso de 5 km, o terminal portuário tem como objetivo a exportação de 25 milhões t/ano, na primeira fase, e 50 milhões t/ano na fase final. O empreendimento será composto por uma retroárea com 3,47 milhões de m², planta de filtragem de minério de ferro, alojamento em área de 500 mil m², canteiros de obras marítimas com 62 mil m, além de ponte de acesso, pier de embarque, quebra-mar, canal de navegação e bacia de evolução. Para o canal de navegação e a bacia de evolução, haverá dragagem de 10,47 milhões m³ de sedimentos para a primeira fase, com destinação oceânica, e de um volume adicional de cerca de 352 mil m³ na foz do rio Itababoana. A licença é válida por dois anos desde que sejam atendidas as condicionantes estabelecidas no processo.