Newsletter
Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 22 · 12/2011 · Dezembro 2011

R$ 49,6 milhões para obras na Rocinha

A favela da Rocinha vai ganhar obras de complementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1. A Secretaria Estadual de Obras do Estado do Rio de Janeiro lançou, no dia 8 de dezembro, edital de licitação para elaboração de projeto executivo e execução de um conjunto de obras de reurbanização na comunidade, avaliado em R$ 49,6 milhões.

As principais benfeitorias incluem drenagem, pavimentação, iluminação e urbanismo do Caminho dos Boiadeiros e outras vias; construção de um mercado público, com três andares, 49 lojas e praça de alimentação, que pretende organizar os arredores do Largo do Boiadeiro; uma creche-modelo; um plano inclinado, com três estações, que vai ligar o acesso principal da Rocinha (Autoestrada Lagoa-Barra) ao final da Rua 1 (próximo ao Túnel Zuzu Angel); além da ampliação da rede de abastecimento de água e sinalização viária.

 

Poucos recursos para gargalos nos aeroportos brasileiros

Levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, até agosto deste ano,último dado disponível no Ministério do Planejamento,a Infraero só havia investido nos aeroportos brasileiros 17,5% do orçamento total previsto, de R$ 2,2 bilhões. Nesse ritmo, a estimativa do Ipea é de que a Infraero  investirá em todo o ano de 2011 apenas um quarto do volume total previsto. Em 2010, o percentual foi de 58% e, no ano anterior, de 42%.

De 2003 a 2010, a Infraero executou um orçamento de R$ 3,9 bilhões, incluídos no total de R$ 6,7 bilhões de todo o setor aéreo. Isso representa um investimento médio anual de R$ 437 milhões. De 2011 a 2014, a Infraero planeja investir R$ 5,2 bilhões no sistema, o que, segundo o Ipea, é insuficiente para fazer face ao crescimento da demanda, isso sem contar com o pico esperado durante os jogos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

No período de 2003 a 2011 o número de aviões que passam pelos aeroportos brasileiros subiu 58%, segundo o Ipea. Nesse mesmo período, o número de passageiros mais do que dobrou. O salto foi de 71,22 milhões em 2003 para 172 milhões, previstos até o fim deste ano.

 

Mais navios para a Petrobras

A Petrobras acaba de adquirir, na Coreia do Sul, duas novas sondas de perfuração que vão atuar na Bacia de Santos. As novas sondas fazem parte de um lote de 12 sondas afretadas pela estatal e são preparadas para perfuração em águas ultraprofundas. A expectativa é de que as embarcações comecem a operação no início de 2012.

Com a aquisição, a Petrobras pretende garantir o crescimento da produção de petróleo e gás natural, para atingir 4,9 milhões de barris de petróleo por dia em 2020. De acordo com o presidente da empresa José Sergio Gabrielli de Azevedo, a indústria de petróleo e gás continua demandando novas embarcações. Serão necessárias nada menos que 65 sondas, 94 plataformas do tipo FPSOs e 568 barcos de apoio, entre outros equipamentos até 2020. A maior parte poderá ser construída no Brasil.

 

Engenharia Compartilhada é o Melhor Trabalho Técnico de 2011

O Instituto de Engenharia de São Paulo concedeu ao Portal Engenharia Compartilhada o título de Melhor Trabalho Técnico do Ano de 2011 na área de engenharia. Criado pelos Engenheiros Remo Cimino e Roberto José Falcão Bauer e pelo publicitário Miguel de Oliveira, diretor da Diagrama Comunicação, o portal foi destacado por reunir um gigantesco acervo de informações técnicas sobre engenharia a favor da qualificação profissional e acadêmica do setor.

Previsto para ir ao ar no início de janeiro, o Portal Engenharia Compartilhada foi criado com base na obra “Visão Sistêmica da Engenharia, modelagem e interdependência por processos de trabalho”, dos autores Remo e Bauer. “Os processos propostos nessa edição foram elaborados a partir da nossa experiência em projetos e canteiros de obras no Brasil e no exterior”, diz  Remo Cimino. Ele explica que as informações colhidas para a edição da “Visão Sistêmica da Engenharia” foi convertida para o Portal “Engenharia Compartilhada”, voltado para o acesso de profissionais e estudantes, cujo objetivo é disseminar o conhecimento científico dos autores e homogeneizar procedimentos de engenharia.

No portal, os internautas poderão encontrar grande variedade de temas, desde experiências de Planejamento Estratégico e Planos de Negócios para obras até PPPs e o papel do Gestores Públicos, passando por seções sobre Riscos;  meio ambiente, legislação e normas; concessões e licitações, entre outras.

www.engenhariacompartilhada.com.br.

 

Sustentabilidade na construção

O secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas, e o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, assinaram convênio, no dia 15 de dezembro, visando conjugar esforços para consolidar o processo de desenvolvimento sustentável no setor.

O governo paulista e a construção vão desenvolver ações em favor da gestão sustentável de resíduos das obras. Será estimulada a utilização de recursos naturais de forma sustentável, em especial, o uso de madeira legalizada. Além disso, pretende-se avançar no incremento de requisitos de sustentabilidade em projetos e obras.

Uma das ações definidas pelo convênio é a criação do "Resíduos On Line", um sistema declaratório de resíduos da construção. Municípios, geradores, transportadores e áreas de destinação vão ser cadastrados. Municípios e estado entrarão com suas informações e os grandes geradores, com seus planos de gestão. Isso permitirá montar indicadores e rastrear a geração, o transporte e a destinação dos rejeitos.

Para orientar os agentes públicos e privados envolvidos na gestão desses resíduos, serão elaborados folhetos sobre pequenos e grandes geradores, áreas de transbordo e triagem, áreas de destinação e beneficiamento, e transporte. Haverá seminários na capital paulista e nos nove municípios-sede das Regionais do SindusCon-SP no estado, envolvendo as agências da Cetesb.

Pretende-se propor incentivos para a reciclagem, estimular o uso de agregados feitos com resíduos reciclados, e elaborar normas técnicas que regulamentem sua utilização.

 

Túnel ligará Santos a Guarujá

Duas empresas holandesas, a TEC Consultoria em Engenharia e a  Mergor/Strukton, especializadas na construção em túneis imersos, demonstraram interesse em participar da construção da ligação seca entre Santos e Guarujá, proposta pelo Governo do Estado. Elas participaram como consultoras, da pesquisa realizada pela Dersa, que definiu o melhor projeto a ser implantado, entre os 13 propostos.

O projeto prevê a construção de um túnel em perfis de concreto, que são construídos e montados em doca seca, fora do canal. Depois as bocas são fechadas para impedir a entrada de água, e o túnel é afundado. Com isso, o canal de navegação entre Santos e Guarujá fica preservado. Essa tecnologia é usada há mais de 100 anos, principalmente na Holanda, onde existem 80 túneis construídos dessa forma. O custo da obra pode chegar a R$ 1,3 bilhões.

 

Atlas Copco adquire a GIA

A Atlas Copco AB adquiriu a GIA Industri AB, empresa sueca que produz equipamentos para operação subterrânea. A GIA pertencia à Vätterledens Verkstad. Com essa aquisição a Atlas Copco aumenta sua oferta com uma linha de produtos que inclui caminhões rebaixados movidos à energia elétrica, veículos utilitários e sistemas de ventilação.

A matriz da GIA, bem como sua fábrica, estão localizadas em Grängesberg, na Suécia. A empresa tem 113 empregados e receita anual de aproximadamente MSEK 230. A Vätterledens Verkstad manterá as operações da GIA que não estão relacionadas ao mercado da mineração. As partes decidiram não informar o valor da operação.

Os produtos GIA também incluem locomotivas e sistemas de  shuttle cars para transporte subterrâneo,  anfoloader e caminhões plataforma, scaling, equipamento cable bolting e sistemas completos de ventilação. A GIA é representada por uma rede de distribuidores.

 

Oposição a Kassab alterar Piritubão

A bancada da oposição na Câmara dos Vereadores de São Paulo conseguiu incorporar várias alterações ao projeto de lei do prefeito Gilberto Kassab que autoriza a construção do Centro de Exposições no terreno de cerca de 5 mil m² em Pirituba, Zona Oeste de São Paulo, apelidado de Piritubão. O projeto foi aprovado ontem, dia 15 de dezembro, em segunda votação na Câmara Municipal.

Dentre as questões incluídas no projeto de lei estão a viabilização das ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social); a manutenção da taxa de permeabilidade atual, em 50%; a vinculação do projeto à implantação do centro de exposições e a garantia da participação da comunidade no acompanhamento do projeto através do Conselho Gestor.

A viabilização das ZEIS, existentes na área, garantirá moradia às famílias que poderão ser desapropriadas com a obra. Com a trava, qualquer mudança proposta para a área só valerá se for para a implantação do centro de exposições.

Essa foi a forma encontrada para evitar que o prefeito utilize a aprovação do projeto para autorizar implantação de empresas ou edifícios que não vão trazer benefícios significativos ao desenvolvimento da cidade e melhoria da qualidade de vida na região, segundo o vereador Chico Macena, relator do projeto na Comissão de Política Urbana e autor das alterações apresentadas pela bancada do PT.

 

Furnas e Alupar vão construir dez parques eólicos no Ceará

O consórcio formado por Furnas (49%) e Alupar Investimento S.A. (51%) vendeu, em leilão de geração da Aneel, ocorrido dia 20 de dezembro, 204 MW de energia eólica para entrega a partir de janeiro de 2016. O preço vencedor foi equivalente a R$ 110,00 MW/h, um deságio de cerca de 5% sobre o valor inicial. As empresas construirão em parceria dez parques eólicos no município de Aracati, no Ceará, com investimentos da ordem de R$ 800 milhões.

Para os empreendimentos, Furnas e Alupar selecionaram aerogeradores fabricados pela alemã Fuhrländer. Os equipamentos contam com potência de 2,5 MW, altura de 141 metros – os mais altos no Brasil, onde os ventos são menos sujeitos a interferências - e torres treliçadas, que não comprometem a dinâmica do aerogerador, ao invés das estruturas tubulares mais comuns no mercado.

Furnas já possui um complexo de empreendimentos responsável por quase 10% da geração do Brasil. São 15 usinas hidrelétricas, duas termelétricas, aproximadamente 20 mil quilômetros de linhas de transmissão e 52 subestações. De toda a energia consumida no País, mais de 40% passam pelo Sistema Furnas.

Atualmente, Furnas constrói, em parceria com grupos empresariais, os parques eólicos Miassaba III e Rei dos Ventos I e III, que vão entrar em operação no início de 2012. Em 2014 será a vez dos parques Famosa I, Rosada, Pau Brasil e São Paulo, cujas construções foram asseguradas com a venda de energia no Leilão LER 03/2011. Concentrados na Região Nordeste, os sete empreendimentos somam 487,6 MW/h de potência instalada, energia para 1,2 milhão de pessoas.

 

Livro analisa a produtividade na pré-fabricação de tubulações industriais

A Associação Brasileira de Engenharia Industrial (ABEMI) lançou o livro Melhoria de Produtividade em Tubulação - Problemas, Causas e Soluções, que analisa os problemas que reduzem a produtividade na pré-fabricação e montagem de tubulações nas obras brasileiras. A publicação traz recomendações e sugestões úteis sobre como mitigar as falhas mais comuns que prejudicam a produtividade nos canteiros de obras.

Estatísticas mostram que as empresas do setor de engenharia industrial, mesmo as razoavelmente bem geridas, desperdiçam recursos significativos nos processos de construção e montagem. Os desperdícios advêm principalmente de retrabalho, tempo de espera por erros no sequenciamento de tarefas, ou falta de documentos, materiais, ferramentas e mesmo equipamentos necessários para o desempenho de tarefas.

A importância das tubulações, especialmente nos segmentos de óleo e gás, químico e petroquímico, levou a Abemi a reunir um Grupo de Trabalho representativo com profissionais de suas associadas para investigar os fatores que influenciam a produtividade dessa atividade nos canteiros de obras e buscar soluções para minimizá-los. Resultado de um estudo iniciado em 2009 pela entidade, o livro é parte das ações da ABEMI visando à competitividade da engenharia industrial brasileira.