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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 88 · 04/2018 · Abril 2018

Venda de imóveis usados cresce 6,74% e mantém tendência de alta em São Paulo

As vendas de imóveis usados cresceram 6,74% em fevereiro sobre janeiro na cidade de São Paulo. Foi o segundo mês seguido de alta neste ano, que já acumula saldo positivo de 13,35% com o aumento de 6,61% registrado em janeiro pela pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP).

As vendas realizadas pelas 283 imobiliárias que o CRECISP pesquisou em fevereiro fizeram o índice de vendas da Capital se elevar para 0,2650, ou 6,74% acima do índice de 0,2483 registrado em janeiro. A maioria dos imóveis vendidos nesse período (54,67% do total) custou aos compradores até R$ 500 mil. Na divisão das vendas por faixas de preços de metro quadrado, predominaram os imóveis de até R$ 6 mil o metro quadrado, com 50,75% do total.

"Ainda que os índices de crescimento não sejam excepcionais, é relevante o fato de termos dois meses seguidos neste início de ano com resultados positivos num mercado que ainda está longe de se recuperar do baque sofrido com a recessão econômica recente", afirma José Augusto Viana Neto.

A alusão feita à recessão por Viana Neto se expressa na comparação do índice de vendas de fevereiro último com o de dezembro de 2014, às vésperas do início da recessão que se estenderia por 2015, 2016 e parte de 2017. O índice daquele mês, de 0,3302, é 24,6% superior ao de fevereiro.

"Os juros estão em queda e a Caixa Econômica Federal se comprometeu a reduzir suas taxas nestas próximas semanas, o que deve dar novo impulso ao fechamento de vendas que dependem do crédito bancário já que a Caixa deverá voltar a ser líder no financiamento de imóveis usados aqui em São Paulo", acredita Viana Neto.

Em fevereiro, a pesquisa CRECISP apurou que apenas 10,67% dos imóveis vendidos tiveram financiamento da CEF, percentual que foi de 21,5% em 2017 e de 33,87% em 2016.

Locação de imóveis residenciais cresce 28,59% e aluguel sobe 1,2%

A pesquisa que o CRECISP fez com 283 imobiliárias da Capital mostrou que também a locação de imóveis residenciais cresceu em fevereiro. O índice de locação subiu 28,59% (3,2014) comparado a janeiro (2,4897). Os novos aluguéis subiram em média 1,2%.

Foram alugados 57,06% do total em apartamentos e 42,94% em casas. Os imóveis com aluguel médio de até R$ 1.200,00 foram os preferidos dos novos inquilinos – somaram 53,75% do total de locações contratadas nas imobiliárias consultadas pelo CRECISP.

Os descontos médios concedidos pelos proprietários sobre os valores originalmente pedidos pelo aluguel de seus imóveis foram em média de 12,75% na Zona A; de 7,91% na Zona B; de 9,68% na Zona C; de 11,54% na Zona D; e de 13,19% na Zona E.

No segmento de casas, o aluguel que mais subiu foi o de unidades com 1 dormitórios em bairros da Zona C, como Cambuci e Mandaqui. A alta foi de 32,21%, com o aluguel médio subindo de R$ 669,30 em janeiro para R$ 884,91 em fevereiro. O aluguel que mais baixou foi também o de casas de 1 dormitório, mas na Zona B, onde estão bairros como Aclimação e Pompéia. O aluguel médio ficou 24,91% mais barato ao cair de R$ 1.292,86 em janeiro para R$ 970,83 em fevereiro.

No segmento de apartamentos, aumentou 51,57% o aluguel médio de apartamentos de 3 dormitórios em bairros da Zona B – custava R$ 2.383,33 e subiu para R$ 3.612,39. Quem alugou apartamentos de 1 dormitório na Zona E, que agrupa bairros como Guaianases e Lauzane Paulista, pagou 20,83% menos que em janeiro, maior redução registrada pela pesquisa CRECISP. O aluguel médio saiu por R$ 633,33, valor que era de R$ 800,00 em janeiro.

Governo de São Paulo financiará prefeituras com R$ 52,9 milhões

O Governo do Estado de São Paulo anunciou em 3 de abril a concessão de 33 novos financiamentos para prefeituras por meio da Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista. No valor total de R$ 52,9 milhões, os recursos serão investidos na renovação da frota de veículos municipais e em obras de infraestrutura urbana, promovendo melhorias na qualidade de vida da população e na prestação de serviços públicos.

A maior parte do montante, o equivalente a R$ 45,2 milhões, será destinada para investimentos em infraestrutura nos municípios, como obras de recapeamento e pavimentação asfáltica de ruas e avenidas; de implantação e modernização de sistemas de iluminação pública; e de construção de distritos industriais. Os projetos serão financiados por meio de linhas de crédito próprias da Desenvolve SP. Neste caso, os gestores municipais contam com taxas de juros a partir de 0,60% ao mês, atualizada pelo IPCA, e prazos de até seis anos para pagar.

O restante dos recursos anunciados, R$ 7,7 milhões, atenderão demandas de outras prefeituras por meio do “Programa Frota Novas Municípios”. Administrado pela Casa Civil e operacionalizado pela Desenvolve SP, o programa financia, o Juro Zero, a renovação de veículos utilizados para a prestação de serviços públicos, como ambulâncias, ônibus escolares, viaturas, tratores, escavadeiras, retroescavadeiras, caminhões basculantes, pipas e de coleta, entre outros. O prazo para pagamento também é de seis anos.

“Financiamos o desenvolvimento planejado das cidades paulistas há nove anos, ajudando-as no planejamento e na busca por uma gestão mais eficiente. Esses novos contratos de financiamento irão viabilizar investimentos de suma importância para a população”, diz Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve SP.

Para que haja a liberação dos recursos, o próximo passo é que os municípios apresentem a Desenvolve SP a documentação do processo licitatório concluído.

JCB do Brasil lança serviço de crédito próprio: JCB Finance

A JCB,uma das maiores players do mercado mundial em vendas de retroescavadeiras e Loadall, traz ao Brasil o serviço JCB Finance, sistema de concessão de crédito exclusivo para equipamentos da marca. Um estímulo ao investimento nos setores de construção e agrícola, o lançamento deve contribuir já no primeiro ano para a expectativa de crescimento da companhia de 25%, sendo 15% relativo às vendas no território nacional e 25% no volume de exportações.

Em 2018 a companhia encerra o ciclo anunciado em 2015 do investimento de R$50 milhões no país e comemora a inclusão do mercado mexicano na rede de atendimento da unidade brasileira. “A partir de março deste ano a JCB do Brasil iniciará sua gestão sob todo o território latino-americano que, apenas em 2017 (exceto México), cresceu 19% em relação ao volume total de vendas. Nossa expectativa é, ao final deste ano, incluir 200 máquinas a mais no mercado”, comenta José Luis Gonçalves, presidente da JCB Latam. “O investimento em ferramentas que impulsionam o desenvolvimento dos setores de infraestrutura e agricultura é fundamental para o crescimento ecônomico brasileiro. O lançamento de JCB Finance, aliado ao bom desempenho que tivemos em 2017, reforça o nosso compromisso com o país e com nossos clientes”, completa. Hoje, 50% do volume de produção do Brasil é direcionado para exportação aos países latino-americanos.

Além de possuir a menor taxa do mercado, de até 0,59% ao mês*, o JCB Finance garante agilidade no processo de pré-aprovação do crédito e atendimento personalizado no próprio Distribuidor da marca. Alisson Brandes, diretor de vendas e marketing da JCB do Brasil, comenta que “este lançamento proporcionará resultados significativos para a JCB nos índices de performance de vendas e market share. Já no primeiro ano de operação esperamos 25% no total de vendas da marca, 10% de crescimento em volume e em participação de mercado”.