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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 54 · 11/2014 · Novembro 2014

Espaço Sobratema

Publicações

Neste mês, a Sobratema realizou o lançamento de três importantes publicações: Pesquisa Principais Investimentos em Infraestrutura no Brasil até 2019, 8ª Edição do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para a Construção e o Guia Sobratema de Equipamentos 2014-2016. Loja Sobratema: http://www.sobratema.org.br/LojaSobratema

Núcleo Jovem

A segunda reunião itinerante do Núcleo Jovem da Sobratema foi realizada em outubro na sede da Atlas Copco, em Barueri/SP. O grupo formado por executivos e profissionais de construtoras, pedreiras, fabricantes de equipamentos, locadores e distribuidores, deu continuidade às sugestões para fomentar o setor da construção e mineração.

M&T EXPO

A edição de 2015 celebra os 20 anos da realização da feira. Nessas duas décadas, a M&T EXPO contribuiu para o desenvolvimento do setor de equipamentos para construção e mineração, ao apresentar as principais tendências, novidades tecnológicas e lançamentos trazidos pelos principais fabricantes. Conheça a história: http://www.mtexpo.com.br/

Revista M&T

Uma das novidades do aniversário de 25 anos da Revista M&T é a digitalização de todas suas edições para que os leitores possam ter acesso ao acervo completo, com informações sobre o setor desde 1989. Essa digitalização já foi iniciada com as 30 primeiras edições, que estarão disponíveis para pesquisa ainda neste ano.  http://www.revistamt.com.br/

Agenda OPUS

Cursos em novembro 2014

Cursos em dezembro 2014

 

 

New Holland Construction amplia sua linha de produtos nacionais

A New Holland Construction começou a produzir no Brasil (em fábrica de Contagem-MG),para os mercados de construção civil e de agronegócio, o trator de esteira modelo D140B. A produção local possibilita o financiamento da máquina pelo Finame. O D140B, conhecido como trator hidrostático, vem equipado com motor eletrônico New Holland, desenvolvido exclusivamente pela FPT Industrial, com sistema de injeção Common Rail, que permite melhor mistura entre o ar e combustível devido à injeção sob alta pressão, gerando uma combustão mais eficiente. Equipado com turbocompressor e intercooler, o motor atende aos padrões de certificação de emissão de poluentes Tier III.

“O D140B, que trazíamos dos Estados Unidos, utiliza o que há de mais avançado em termos de tecnologia de trem de força, além de possuir uma cabine espaçosa, ergonômica e confortável. O grande diferencial desse trator é o fato de possuir cabine basculável (inclinável), além de portas e tampas laterais, o que permite fácil e ampla acessibilidade a todos os pontos vitais da máquina”, explica Fernando Neto, especialista de Produto da New Holland Construction.

Outro diferencial do trator é o sistema de transmissão hidrostática. “O trem de rodagem do tipo extralongo (XLT) permite melhor equilíbrio e maior tração na maioria das aplicações. Já o tipo de transmissão permite aumentar o seu desempenho e a produtividade mesmo em trabalhos mais pesados”, completa o especialista. São duas bombas de fluxo variável e dois motores hidráulicos, sendo uma bomba e um motor para cada lado. Esses motores estão acoplados às rodas motrizes e permitem que cada esteira gire independentemente, possibilitando, ainda, realizar um curto raio de giro e até mesmo girar em seu próprio eixo com a máxima força de tração, e rapidez na reversão durante o giro ou em linha reta, entre outras vantagens.

 

 

Estaleiro Jurong Aracruz deve ser concluído no final de 2015

Prosseguem em ritmo acelerado as obras do Estaleiro Jurong Aracruz (EJA), localizado em Barra do Sahy, Aracruz (ES). A expectativa é de que a construção seja concluída no final de 2015. Ocupando uma área de 82,5 hectares, tendo em sua costa marinha instalações dedicadas à realização de construção naval, offshore e reparos, o estaleiro será capaz de processar 4.000 toneladas de aço por mês. Seu foco principal será o fornecimento de sondas de perfuração e navios-plataforma para os campos do pré-sal.

Paralelamente ao andamento das obras, estão sendo realizadas as compras de equipamentos para a estrutura. Em julho deste ano foi adquirido o maior guindaste flutuante das Américas. Construído no Japão, ele é utilizado para construção de navios-sonda para o pré-sal e integração de módulos de plataformas do tipo FPSO, contando com capacidade para içar 3.600 toneladas.

Com cerca de 40% das obras concluídas, o EJA recebeu em maio o casco do primeiro navio sonda para exploração do pré-sal brasileiro com uma previsão para ser entregue em junho de 2015.

 

 

 

 

Nova solução para a mobilidade

Executivos da TACV-Brasil, da TACV Engineering France, da Celduc, do IFSTTAR (Instituto Francês das Ciências e Tecnologias de Transportes, da Organização do Território e das Redes de Transporte), em parceria com a USP-Departamento de Engenharia Aeronáutica de São Carlos, reuniram-se no dia 3 de outubro, em São Paulo, com representantes das diversas instâncias de governo, além de empresários da área de transportes públicos, para uma apresentação do Fultrace (Fast Ultra-Light, Tracked Air Cushion Equipment).

Trata-se de um veículo ultraleve de alta velocidade sustentado sob colchão de ar, com capacidade para transportar mais de 400 passageiros/viagem, a uma velocidade de até 250 km/hora. A tecnologia se constitui em alternativa para os sistemas de mobilidade urbana com o metrô, monotrilho, Veiculos Leves sobre Trilhos (VLTs).

O Fultrace é um sistema de transporte intermunicipal, capaz de integrar perfeitamente os sistemas típicos do transporte urbano ao transporte de média distância entre cidades. “Tomando como referência o itinerário São Paulo-Americanas (distante cerca de 140 km), o veículo poderá atingir velocidade de até 250km/h, sem dificuldades”, conta Fabrice Daniel, diretor executivo da TACV Desenvolvimento de Sistemas de Transporte Ltda.

Com o Fultrace é possível iniciar uma viajem no centro da cidade, com velocidades compatíveis e, ao sair da área urbana, atingir 250Km/h a 3mm da via, com toda a segurança necessária. Para itinerários intermunicipais, é uma opção mais econômica que o metrô, VLT ou monotrilho e mais eficiente de que o ônibus”, explica o diretor de Comunicação da TACV-Brasil, Rodrigo Vilaça.

A TACV-Brasil deseja iniciar negociações com os governos municipais, estaduais e federal para elaboração de propostas concretas para as cidades brasileiras, assim como estabelecer parcerias necessárias para viabilizar a operação deste sistema.

 

 

Produção de biocombustível no país cresceu 8% este ano

A produção brasileira de biocombustível em julho atingiu o maior volume mensal de 2014, com 302 mil m³, quantidade 26% maior do que a produzida no mês anterior (238 mil m³). Com isso, a produção atingiu 1.793 mil m³ no acumulado do ano, um crescimento de 8% em comparação ao mesmo período em 2013. Os dados são do Boletim Mensal de Combustíveis Renováveis nº 79, divulgado mensalmente pelo Departamento de Combustíveis Renováveis do  Ministério de Minas e Energia (MME).

Dessa capacidade, 91% dos produtores são empresas detentoras do selo Combustível Social, criado para estimular a inclusão social na agricultura dentro da cadeia produtiva do biodiesel. Quanto ao etanol, o boletim aponta que a produção do combustível no mês de julho (safra 2014/2015) foi de 3,4 bilhões de litros. Foram consumidos no mês 1,91 bilhão de litros de etanol, em patamar similar ao de junho deste ano.

O aumento na produção de biocombustível foi alavancado com o início da mistura B6 (6% de biodiesel) no diesel, que está em vigor desde o dia 1º de julho. A partir de 1º de novembro, a mistura será elevada para 7%. O objetivo é fortalecer a indústria nacional de biocombustível ao assegurar mercado e melhorar a rentabilidade. Cada ponto percentual representa aumento de 600 milhões de litros na demanda pelo biocombustível. Além disso, a integração da matriz energética com o setor da agricultura familiar permite desenvolvimento para os produtores.

 

 

Sai a pré-qualificação para as obras do túnel Santos-Jundiaí

Foi concluído o processo de pré-qualificação dos consórcios e empresas interessados nas obras do Túnel Submerso Santos – Guarujá. Sete grupos e uma empresa isolada, num total de 22 companhias, disputam a construção do túnel submerso, com custo total estimado em R$ 2,8 bilhões – incluindo obras civis, projetos, desapropriações e compensações ambientais. Apresentaram propostas de pré-qualificação os consórcios Sigma (JMalucelli Construtora, Grandi lavori e Salini Impregilo); ISG Interligação Santos-Guarujá (Andrade Gutierrez, Daewoo e CR Almeida); Construtor Túnel Santos-Guarujá (Camargo Corrêa, Ferrovial Agroman e Carioca Engenharia); Construcap - FCC Túnel Santos-Guarujá (Construcap e FCC Construcción); Nova Travessia (Constran, Ing. E. Mantovani e Piacentini Tecenge); Túnel Santos-Guarujá (Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS e Strukton); Novo Acesso (Técnica Construções, Cobrasa Construtora e Nurol Insaat VE Ticaret); e a empresa Acciona Infraestructuras.

A pré-qualificação foi a primeira fase da licitação internacional que teve início em 27 de agosto. As empresas interessadas em participar das obras foram conhecidas em 14 de outubro, na sessão pública de recebimento dos documentos de licitação, na sede da Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S/A, em São Paulo. Nesta etapa, as construtoras interessadas comprovaram competência técnica e saúde financeira para conduzir a implantação do futuro túnel, que fará a primeira ligação seca entre Santos e Guarujá, com previsão de fluxo diário de 40 mil pessoas.

No próximo passo, as empresas que atenderam aos requisitos técnicos e financeiros deverão ser habilitadas na 1ª quinzena de novembro. A partir daí será publicado o edital comercial. A estimativa é que um mês depois sejam abertas as propostas de preço. Vencerá quem oferecer o menor valor global para a obra.

 

São Paulo pede mais R$ 1,7 bilhão para obras do metrô

O governo do Estado de São Paulo pediu empréstimo de mais R$ 1,7 bilhão ao BNDES para terminar a expansão da Linha 5 - Lilás do metrô. A obra está atrasada e é investigada pela suspeita de formação de cartel de empreiteiras. Com 11,5 km, a expansão vai passar por bairros como Moema, Ibirapuera e Vila Mariana. O BNDES informou que o novo pedido está sendo analisado. Caso seja aprovado, a participação do BNDES no custo total da obra chegará a 62%, ante os 17% previstos inicialmente.

Quando foi iniciado, em 2009, o projeto estava orçado num total de R$ 4,4 bilhões e com prazo de conclusão em março de 2012. Agora, um novo projeto, enviado à Assembleia Legislativa para obter aprovação do novo empréstimo, aponta valor de R$ 6,9 bilhões – um aumento de 57%. O governo do estado afirma que não houve aumento de custo e que o valor em 2009 era apenas uma estimativa. O prazo de entrega também foi adiado, para outubro de 2016.

 

 

Saneamento na Baía de Guanabara traria ganhos de R$ 31,3 bi

A universalização do saneamento na Baía de Guanabara (RJ) traria ganhos da ordem de R$ 31,3 bilhões em 30 anos. Isso é o que indica recente pesquisa realizada pelo Instituto Trata Brasil. Para realizar tratamentos de esgoto e água seriam necessários, segundo Instituto, aportes de R$ 17,5 bilhões em três décadas. Com a infraestrutura de saneamento adequada, a região ganharia impulsão no turismo, empregos, além de fomentar o mercado imobiliário e a saúde pública.

O saneamento de 80% da Baía de Guanabara até 2016 é um dos compromissos do Poder Público para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O atual plano da Secretaria Estadual do Ambiente programa R$ 1,2 bilhão em 12 ações que incluem tratamento de esgoto, de rios, fim dos lixões e reflorestamento. A secretaria informa que, desde 2007, houve aumento de 160% no nível de tratamento de esgotos no entorno da Baía de Guanabara. O combate aos resíduos sólidos, que chegam por rios, é feito por 11 ecobarreiras, e mais oito serão construídas até 2016.

 

 

Em agosto, o emprego na construção se manteve estável

O nível de emprego na construção brasileira manteve estabilidade em agosto, com ligeiro crescimento de apenas 0,08% na comparação com o mês anterior. O saldo entre demissões e contratações ficou positivo em cerca de 3 mil trabalhadores com carteira assinada, segundo pesquisa elaborada pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

O resultado é semelhante ao apurado em julho. Com isso, ao final do agosto o número de trabalhadores do setor somava 3,518 milhões. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando o setor empregava 3,535 milhões, o levantamento indica queda de 0,49%. Entre janeiro e agosto de 2014, o índice apresentou alta de 0,62%, com a criação de 21,8 mil vagas. Entre as cinco regiões do país, apenas Sudeste e Centro-Oeste apresentaram resultado negativo no período.

Já no Estado de São Paulo, o indicador registrou declínio de 0,33% em agosto ante o mês anterior, com o saldo entre demissões e contratações ficando negativo em 2,8 mil trabalhadores. Com o resultado, o número de empregados na construção civil no Estado ao final de agosto somava 864,7 mil pessoas com carteira assinada. Das dez regiões pesquisadas, sete (Capital, Santo André, Campinas, Ribeirão Preto, Santos, Sorocaba e Bauru) apresentaram queda no período.

Entre janeiro e agosto, o indicador registrou alta de 0,32%, com 2,8 mil contratações. Na comparação com agosto de 2013, quando o Estado registrava 876,3 mil trabalhadores, o levantamento apresentou queda de 1,32%.

Confira nas planilhas abaixo: