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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 61 · 07/2015 · Julho 2015

Camargo Corrêa tem novo presidente

A Construtora Camargo Corrêa contratou o executivo Artur Coutinho para o cargo de diretor presidente e criou uma diretoria de governança corporativa para centralizar os diversos esforços de aprimoramento de seus programas de controle interno e transparência administrativa. Artur Coutinho trabalhou por 28 anos na Embraer, onde ocupou diferentes cargos de direção nas áreas de produção, serviços ao cliente, treinamento e qualidade chegando a Vice-Presidente Executivo de Operações (COO). Engenheiro formado pelo ITA – Instituto Tecnologia da Aeronáutica e mestre em Administração pelo INPE – Instituto de Pesquisas Espaciais, Coutinho foi também presidente da filial da Embraer na América do Norte.

À frente da diretoria de governança corporativa, a Camargo Corrêa contará com Flavio Rímoli, também ex-executivo da Embraer, onde trabalhou por 33 anos. Após passar pelas áreas jurídica, corporativa e industrial, Rímoli foi secretário do Conselho de Administração e Vice-Presidente Sênior para o mercado de Aviação Comercial.

Formado em Engenharia pela EEI - Escola de Engenharia industrial de São José dos Campos e em Direito pela UNIVAP - Universidade do Vale do Paraíba, Flavio Rímoli  fez pós-graduação no ITA, na Fundação Getúlio Vargas e no IMD – International Institute for Management and Development da Suíça.

Com mais de 75 anos de trajetória, a Construtora Camargo Corrêa tem mais de 500 obras relevantes em seu portfólio. Pioneira na exportação de serviços de engenharia e construção, a Construtora conta com cerca de 20 mil profissionais e carteira de contratos majoritariamente privada.

 

 

Em pauta a duplicação da Serra das Araras

O Ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, reuniu-se em Brasília, com parlamentares, para analisar a proposta de duplicação da Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra, cujo projeto está nas mãos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), aguardando aprovação. Estimada em R$ 1 bilhão, a duplicação da Serra das Araras é um projeto considerado prioritário pelo governo federal. A obra, a ser executada em três anos, gerando pelo menos dois mil empregos, prevê um novo traçado para a pista de subida que passará a contar com inúmeras inovações.

Já a atual pista de descida, sentido São Paulo-Rio, cuja construção é datada do Governo Washington Luiz, em 1928, deverá ficar desativada, já que seu traçado possui muitas curvas, o que provoca muitos acidentes.

 

 

Edison Chouest amplia base de apoio offshore no Porto do Açu

A empresa americana Edison Chouest exerceu as duas últimas opções de aumento de sua área, localizada no Terminal 2 (T2) do Porto do Açu, em construção em São João da Barra, no norte fluminense. Estas opções de expansão, estabelecidas no contrato assinado em abril do ano passado, venciam em outubro de 2015 e foram antecipadas pela empresa. Além das opções exercidas, a empresa também decidiu contratar mais 40 metros de cais para sua área. Com isso, a área total da Edison Chouest no Porto do Açu passa a ser de 597.400 m², com 1.030 metros de frente de cais. No local, a empresa está construindo uma unidade com 15 berços para atracação, além de um estaleiro para reparo de suas próprias embarcações - mas que pode atender terceiros no futuro. A previsão é que a unidade movimente 10.800 embarcações por ano.

A Edison Chouest é uma das líderes mundiais no setor de apoio offshore e aposta no Porto do Açu como um futuro importante polo para o setor de óleo e gás. Com a ampliação da Chouest, que está investindo R$ 950 milhões na sua unidade, o canal do Terminal 2 conta agora com mais de 3 km de cais ocupados, o que representa cerca de 70% da área molhada, incluindo as áreas reservadas.

 

 

Começa nova pesquisa CNT/ Sest-Senat de qualidade das rodovias brasileiras

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o Sest -Senat deram início à Pesquisa CNT de Rodovias 2015. Vinte equipes de pesquisadores saíram de 13 capitais para a coleta das informações por 30 dias. O estudo avalia toda a malha federal as principais rodovias estaduais, pavimentadas. São levadas em conta as condições do estado geral, do pavimento, da sinalização e da geometria da via, bem como os pontos críticos.

São analisadas ainda as situações viárias por tipo de gestão (pública ou concedida), por estado e regiões geográficas, por corredores rodoviários e por tipo de rodovias (federais ou estaduais).  Nesta 19ª edição, a expectativa é de que haja um incremento da extensão de rodovias analisadas em relação ao ano passado.

De acordo com o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, os resultados da pesquisa são importantes tanto para o planejamento quanto para a estruturação das viagens feitas pelos transportadores. A pesquisa auxilia, ainda, nos estudos para definição de políticas setoriais de transporte, projetos privados, programas governamentais e atividades de ensino e pesquisa, envolvendo a infraestrutura rodoviária do País.

 

 

Estudos da Ferrovia do Frango ganham corpo

Uma das obras mais aguardadas do estado, o chamado Corredor Ferroviário de Santa Catarina, dá seus primeiros passos para finalmente sair do papel. Em outubro do ano passado, um contrato foi assinado pelo consórcio liderado pela Prosul – Projetos, Supervisão e Planejamento Ltda – empresa especializada na prestação de serviços de engenharia consultiva – com a Valec, para iniciar a elaboração dos estudos de viabilidade técnica, do vôo e restituição aerofotogramétrica e do Projeto Básico. Depois de pronta, a ferrovia deverá estimular, entre outros investimentos, o agronegócio catarinense, ligando a cidade de Dionísio Cerqueira, no extremo oeste catarinense, aos portos de Itajaí, passando por Blumenau, Rio do Sul, Curitibanos, Joaçaba, Herval do Oeste, Chapecó e São Miguel do Oeste.

A obra, também conhecida como Ferrovia do Frango, deve baixar os custos do transporte de carga. Futuramente, a ferrovia poderá ser prolongada por aproximadamente 300 km até a região das pousadas na Argentina, integrando a malha ferroviária com o país vizinho e proporcionando incrementos à economia da região.

O projeto foi orçado em R$ 46,5 milhões e prevê que a extensão da ferrovia seja de aproximadamente 862 km. Com o prazo de 25 meses para ser apresentado, até agora, pouco mais de 25% dos estudos já foram concluídos.

 

 

Nova locomotiva GE passa a contar com Finame

A locomotiva Evolution ES43BBi, projetada pela GE Transportation para atender às especificidades das ferrovias nacionais, já pode ser adquirida por meio do Finame, linha de crédito do BNDES que prevê taxas de financiamento mais atrativas de acordo com o índice de nacionalização da máquina ou equipamento. Atualmente, o modelo apresenta nível de nacionalização superior a 40%. De acordo com o Plano de Nacionalização Progressiva (PNP) acordado pela GE com o banco de fomento, a máquina deverá atingir índice superior a 60% até dezembro de 2017.

“A inclusão da Evolution ES43BBi no Finame representa um marco para a GE e para a indústria ferroviária como um todo, visto que este modelo deve preencher um gap importante no mercado ferroviário nacional”, comenta Rogério Mendonça, presidente e CEO da GE Transportation para a América Latina. A nova locomotiva foi projetada por engenheiros brasileiros considerando as características únicas das ferrovias de bitola métrica do país, que hoje representam 80% da malha ferroviária nacional.

O projeto de nacionalização da máquina está dividido em três frentes principais: integração dos times de engenharia e projetos de diferentes países para atuarem em parceria com o time da GE Transportation no Brasil; atração de fornecedores locais e globais para atuarem em parceria com a empresa na composição do novo modelo de locomotiva; e atração e qualificação de mão de obra local para atuar na linha de montagem do novo modelo na fábrica da companhia em Contagem (MG).

Ao todo, mais de 120 profissionais da GE Transportation no Brasil, Estados Unidos, Rússia e Índia estão envolvidos no projeto de nacionalização da Evolution ES43BBi.

 

 

Premodisa reutiliza água para lavagem de usinas de concreto

A falta de chuva e a consequente falta de água que a população do Estado de São Paulo enfrenta despertou a consciência ambiental, e a necessidade da adoção de práticas que permitam a economia de água. Ações que promovem o reúso desse bem estão tornando-se cada vez mais comuns. Em Sorocaba (SP), o Grupo Premodisa está fazendo a sua parte. O grupo, do ramo da Construção Civil, um dos principais fornecedores de estruturas pré-fabricadas do interior de São Paulo, implantou, há cerca de dois anos, um sistema de reúso de água para aplicação em tarefas básicas, como lavagem de equipamentos e umidificação do solo. Atualmente, a empresa consegue economizar até 800 litros por dia útil. Por mês, este número é de 18.000 litros.

O sistema da empresa permite que a água para a lavagem de três usinas de concreto seja encaminhada, por meio da gravidade, para um tanque onde ocorre a retenção dos maiores resíduos sólidos. O próximo estágio consiste no sistema de decantação e flotação, com três recipientes. Entre cada um destes, existem tubos colocados em posições que permitem, somente, a retirada da água da região central. Desta maneira, é possível retirar as impurezas da água, que ficam localizadas na superfície e no fundo dos tanques. De acordo com o engenheiro, os decantadores instalados na empresa têm um volume aproximado de 12 m3 e o processo é concluído em 4 a 5 dias.  Quando limpa, a água é destinada à lavagem dos diversos equipamentos da Premodisa, além de ser usada na umidificação do solo para minimizar a poeira.

O grupo tem o objetivo de ampliar este sistema para outros setores, além dos que utilizam as usinas de concreto, como na lavagem de caminhões.