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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 87 · 03/2018 · Março 2018

Sobratema moderniza plataformas digitais de suas publicações

A partir do mês de março, as publicações da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) recebem uma atualização em suas plataformas digitais. Os portais da Revista M&T e da Grandes Construções ganham um novo layout, mais intuitivo, moderno e fácil de navegar.

Segundo Renato Grampa, gerente de Comunicação e Marketing da Sobratema, o objetivo é melhorar a experiência dos leitores das duas revistas. “Além do novo design, os portais ganharam um conceito mais digital e uma nova dinâmica. As fotos e os textos ficaram maiores e houve uma ampliação no número de chamadas, de forma mais organizada. Todo o conteúdo jornalístico, seja da edição impressa, seja da newsletter e redação, foi dividido por categorias. Assim, o leitor pode optar, por exemplo, por ler reportagens direcionadas a uma área, clicando na hashtag escolhida”, explica.

Ainda nesse conceito, os portais da Revista M&T e da Grandes Construções podem ser acessados em qualquer dispositivo, proporcionando ao leitor a mesma experiência que ele teria se estivesse em um computador ou notebook. “Essa convergência possibilita que eles estejam informados sobre as matérias mais relevantes em seus segmentos em qualquer local e horário”, destaca Grampa.

A Sobratema também reformulou as newsletters das duas publicações e abriu uma nova possibilidade de leitura das edições impressas da Revista M&T e da Grandes Construções, com a introdução da plataforma ISSUU. “Isso significa que o profissional, além da experiência de folhar as revistas digitalmente, terá a opção de interagir com links, realizar buscas, fazer o download das edições, ser informado quando um novo exemplar estiver disponível para acesso, enfim, há diversos recursos para tornar a leitura ainda mais prazerosa e informativa”, detalha Grampa.

A modernização das plataformas digitais da  Grandes Construções e Revista M&T é a primeira etapa de um projeto, que prevê ainda a reformulação do site do Guia Sobratema, com um novo APP mais interativo e completo, a criação de um site para o Instituto OPUS de Capacitação Profissional e um novo portal para a entidade. O projeto faz parte das ações propostas pela Sobratema, em celebração aos seus 30 anos de trajetória bem-sucedida. A primeira ação foi o Concurso Cultural que selecionou a logomarca comemorativa de três décadas da associação.

Estratégias para estimular a cadeia da construção

O Ministro das Cidades, Alexandre Baldy, reuniu-se, no início de fevereiro, com empresários da indústria da construção civil, como objetivo discutir o novo cenário do setor e formas de sustentabilidade financeira para empresas e entidades que nele atuam. De acordo com Baldy, essa reunião foi apenas mais uma de uma série de encontros, com intuito de esclarecer e alinhar as medidas necessárias para promover a recuperação do setor.

Foram tratadas questões como licenciamento ambiental, desburocratização, programas de financiamento e subsidio, entre outros a serem implementados ao longo de 2018. Foi ressaltado, ainda, o papel da Caixa Econômica como indutora da recuperação da cadeia da construção e da economia do país.  Para o ministro, a pasta possui as condições necessárias para promover a retomada do setor com programas habitacionais, juntamente com a Caixa.

Manitou celebra bons resultados

A Manitou apresentou bom desempenho no quarto trimestre do ano financeiro de 2017. A divisão de manuseio de materiais (Material Handling & Acces – MHA) computou vendas de 300 milhões de euros, o que representou um aumento de 43% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No acumulado ao ano, o crescimento foi da ordem de 21%.

A divisão lançou novos produtos, como as empilhadeiras com mastro e manipuladores articulados, distribuindo no mercado norte-americano.

A divisão de equipamentos compactos da empresa registrou receita de 68 milhões de euros, aumento de 31% em relação ao quarto trimestre de 2016. Por fim, a divisão de serviços e soluções faturou 64 milhões de euros, alta de 9% ante o mesmo período do ano anterior.

O Grupo Palfinger também conseguiu resultados satisfatórios nesse setor de equipamentos para movimentação de cargas, apesar das amplas medidas de reestruturação adotadas. De acordo com a empresa, a receita atingiu 1,4 bilhão de euros, aumento de 8,4% estimulado pela situação favorável do setor de construção na Europa e boas vendas na Comunidade dos Estados Independentes (CEI).

R$ 20 milhões para a dragagem do porto de Mucuripe, no Ceará

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil publicou no Diário Oficial da União o extrato do contrato com a empresa Jan de Nul do Brasil Dragagem Ltda., vencedora da licitação para realizar a obra da dragagem do Terminal de Passageiros do Porto de Mucuripe, em Fortaleza (CE). O valor da proposta foi de R$ 20,484 milhões e será realizado pelo regime de RDC (Regime Diferenciado de Contratações). A previsão é que a execução dos serviços de dragagem dure seis meses.

O contrato prevê a dragagem da área de acesso ao cais do novo terminal de passageiros de 10 para 13 metros, o que vai viabilizar a atracação tanto de navios de passageiros quanto de carga geral. O Porto de Fortaleza é responsável por uma boa parcela do desenvolvimento do Estado do Ceará e, com a obra, estará ampliando sua capacidade operacional, desenvolvendo e gerando um crescimento econômico significativo a todos os segmentos da cadeia produtiva.

Estudos previram queda de viaduto em Brasília

A expressão “tragédia anunciada” foi utilizada de forma recorrente pelos veículos de comunicação de todo o país durante a cobertura do desabamento de parte do viaduto Galeria dos Estados, sobre o Eixão Sul de Brasília, em 6 de fevereiro. A “tragédia anunciada” referia-se principalmente aos estudos desenvolvidos em 2009 e 2011 pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), dentro da campanha “Infraestrutura: Prazo de Validade Vencido”, nos quais esse viaduto foi um dos mal avaliados.

No estudo de 2011, os responsáveis pela avaliação alertaram que o “Viaduto do Eixão no Setor Comercial Sul/Setor Bancário Sul apresenta o agravamento dos problemas constatados em 2009, necessitando de intervenção urgente face ao alto volume de veículos que ali trafegam“.

O Sinaenco vem realizando, desde 2005, estudos sobre a manutenção do ambiente construído,  com o objetivo é alertar sociedade e governos sobre a importância de políticas permanentes de manutenção de equipamentos públicos e obras de arte urbanas.

Além do DF, já foram realizados estudos com este foco em 22 cidades brasileiras: 11 capitais e em igual número de cidades do interior paulista. Nesses estudos são analisadas as condições aparentes de manutenção de pontes, viadutos, praças, parques e edificações públicas.

As políticas permanentes de manutenção do ambiente construído – de edificações, pontes e viadutos, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, entre outros – são fundamentais para preservar o investimento e garantir o seu uso futuro de forma adequada.

Construção civil fecha 2017 com menos 125 mil vagas

O setor da construção fechou 2017 com menos 125 mil vagas, uma queda de 5,01% em relação a 2016. Somente em dezembro, o nível de emprego na construção caiu 2,43% (-59.128) na comparação com novembro. Com o desempenho negativo no ano, o estoque de trabalhadores no setor ficou em 2,372 milhões em dezembro de 2017, mesmo patamar de 2009.

Desconsiderando efeitos sazonais*, dezembro registrou contratação de 9.980 trabalhadores (0,41%). Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

Com esse resultado, o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, constata que sobe para cerca de 1,3 milhão o número de postos de trabalho encerrados na construção brasileira, desde o início da crise, em 2014. “Para estimular a atividade da construção, o governo deveria tomar medidas como regulamentar distratos, aumentar o crédito, destravar projetos de infraestrutura e impulsionar a habitação popular e as concessões”, afirma.

Em São Paulo, a construção civil paulista caiu 6,26% em 2017 (-43.379), deixando o estoque em 649.481. Apenas em dezembro, 11.739 vagas foram fechadas na comparação com novembro, redução de 1,78%. Desconsiderando a sazonalidade**, houve alta de 0,74% (4.903). Na capital, que responde por 43,09% do total de empregos no setor, a queda em 2017 foi 7,27%. Em dezembro o emprego na construção civil em São Paulo encolheu 1,83% (-5.219 vagas).

 

Porto do Açu fecha parceria com a Petrobras Distribuidora

O Porto do Açu assinou contrato com a Petrobras Distribuidora (BR) para fornecimento de combustível para veículos e equipamentos, por meio da instalação e operação de um ponto de abastecimento no Complexo Portuário. Também foi assinado entre as empresas contrato definitivo de prestação de serviços para a operação de um terminal de triagem de caminhões que acessam o empreendimento. Ambos os contratos terão duração de 10 anos a partir do início das operações do Truck Center.

A área destinada ao ponto de abastecimento, de aproximadamente 5 mil m², contará com estrutura de tanques para fornecimento de combustível, com venda direta para as empresas instaladas no Complexo Portuário. O terminal de triagem de caminhões terá área inicial de 15 mil m², com 80 vagas para caminhões, prédio administrativo e área de conveniência para os caminhoneiros.

A estrutura de triagem fará a gestão da fila de caminhões para acesso ao Porto do Açu e aos terminais portuários do empreendimento. O projeto já contempla áreas de expansões, que serão feitas de acordo com o aumento do número de caminhões. Para o desenvolvimento e implantação do Truck Center, a Porto do Açu está negociando com potenciais investidores, que irão construir a infraestrutura e superestrutura necessárias.

Sinaenco tem nova diretoria

A Diretoria 2018-2019 do Sinaenco, liderada pelo novo presidente nacional, Carlos Roberto Soares Mingione, foi oficialmente empossada no dia 22 de fevereiro, no auditório da Fecomercio, em São Paulo. O evento contou com a presença de dezenas de autoridades, representantes de entidades ligadas à cadeia produtiva da construção e por empresários do setor de arquitetura e engenharia consultiva (A&EC). A posse marcou também o início das comemorações dos 30 anos de fundação do Sinaenco, sob o tema “Criando novas perspectivas”.

Os discursos dos integrantes da mesa tiveram como tema central a forma da contratação pelos poderes públicos de projetos e serviços especializados de arquitetura e engenharia consultiva e a importância dos serviços de A&EC para o melhor desenvolvimento da infraestrutura brasileira.

Em seu discurso, Mingione, traçou uma cronologia das inovações e mudanças tecnológicas que alteraram a forma de elaborar e desenvolver estudos, projetos e serviços especializados e, especialmente, dos problemas que afetam o setor e a qualidade das obras públicas brasileiras. Entre esses problemas, ele destacou as legislações que vêm sendo promulgadas desde o início dos anos 2000 e cujo marco foi a Lei do Pregão, de 2002, seguida pelo Regime Diferenciado de Contratação, de 2011, e pela Lei das Estatais, de 2016, e pelo regulamento para inspeção acreditada do Inmetro, no apagar das luzes de 2017.

Em seu pronunciamento, José Roberto Bernasconi, que presidiu a entidade no biênio 2016-2017 e em duas gestões anteriores, descreveu a difícil situação atual do setor de A&EC e manifestou sua indignação com as novas ameaças recentes ao setor, como o recém-publicado, pelo Inmetro, Regulamento para Certificação de Projetos e Obras de Infraestrutura. “A certificação de empresas de A&EC não garante a qualidade dos projetos, cujos problemas em geral decorrem da má contratação, sem prazo adequado à sua elaboração e pelo menor preço”.

Volvo contrata funcionários e abre segundo turno em caminhões

O Grupo Volvo está aumentando a produção de caminhões em seu complexo industrial de Curitiba. A empresa contratou cerca de 100 funcionários no final de 2017 e já está empregando mais 150 pessoas no início de 2018. “A retomada da economia e uma expectativa de crescimento do mercado de caminhões acima de 30% este ano são os grandes motivadores para a expansão”, declara Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina.

As recontratações ocorrem depois de um dos períodos mais difíceis da história do setor de transporte no Brasil, quando em seu auge chegou a atingir uma queda de 70% nas vendas de caminhões. A previsão do Grupo Volvo é que a economia se recupere lentamente e que as vendas de caminhões acompanhem esse ritmo, também numa elevação gradativa.

A montadora terminou 2017 mais uma vez na liderança brasileira do segmento de caminhões pesados, com 26,9% de participação. É a quarta vez consecutiva que a marca lidera este mercado, voltado principalmente para o transporte de longas distâncias.

Em ônibus a Volvo também teve bons resultados, principalmente na exportação. As vendas externas já alcançam 75% do total dos negócios. Com grandes negócios fora do Brasil, principalmente na região hispânica da América Latina, a Volvo entregou lotes de ônibus para muitos países, com destaque para o Panamá e a Guatemala, que renovaram ou ampliaram suas frotas de veículos urbanos. Foram vendidos 1.055 chassis de ônibus no ano passado, 791 deles exportados. “Temos vocação exportadora”, diz Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Buses Latin America.