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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 83 · 09/2017 · Setembro 2017

Segunda e terceira rodadas de leilão do pré-sal têm 25 pedidos de inscrição

A segunda e a terceira rodadas de licitações do pré-sal receberam 25 manifestações de interesse em participar dos leilões marcados para o dia 27 de outubro, no Rio de Janeiro. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os pedidos de inscrição – 10 para a segunda rodada e 15 para a terceira – foram apresentados pelas maiores empresas do setor de petróleo e gás. Todos os pedidos serão analisados nas reuniões da Comissão Especial de Licitação previstas para acontecer até o dia 2 de outubro.

De acordo com a ANP, cada leilão terá quatro áreas. Na segunda rodada, serão oferecidas áreas com jazidas unitizáveis, que são as adjacentes a campos ou prospectos cujos reservatórios se estendem para além da área concedida. As áreas são relativas às descobertas denominadas Gato do Mato e Carcará e aos campos de Tartaruga Verde e Sapinhoá. Na terceira rodada, serão disputadas as áreas localizadas nas bacias de Campos e de Santos, na região do polígono do pré-sal, relativas aos prospectos de Pau Brasil, Peroba, Alto de Cabo Frio-Oeste e Alto de Cabo Frio-Central.

A ANP destacou que, pela primeira vez, o Brasil tem um calendário de rodadas de licitações. Até 2019, há nove leilões previstos, com expectativa de US$ 80 bilhões em investimentos. Os certames vão incluir mais 300 poços marítimos, superar os 10 bilhões de barris recuperáveis, previsão em torno de US$ 100 bilhões em royalties. Os leilões vão permitir também 17 novas unidades de produção e produção diária de mais 2 milhões de barris de petróleo, ao longo da duração dos contratos.

Governo quer privatizar a Eletrobras até o primeiro semestre de 2018

O Ministério das Minas e Energia anunciou que deverá concluir a privatização da Eletrobras ainda no primeiro semestre de 2018. Com 47 usinas hidrelétricas, 114 termelétricas, duas termonucleares, 69 usinas eólicas e uma usina solar, a Eletrobras é responsável por um terço do total da geração de energia do país. Também é a maior empresa de transmissão de energia, com quase metade das linhas de transmissão. De acordo com o ministro, a Eletrobras e a Petrobras são as empresas públicas do setor maiores vítimas da recessão e da má gestão dos últimos anos.

O detalhamento do modelo de desestatização e as condicionantes devem ser apresentados até o final de setembro de 2017. Uma dessas condicionantes, segundo ele, é que parte dos recursos financeiros das usinas no Rio São Francisco fique para um amplo programa de revitalização do rio. O processo de recuperação da empresa ocorre paralelamente à privatização, com a venda de distribuidoras e ativos para dar liquidez às contas da empresa.

Em agosto, o governo federal anunciou a privatização da Eletrobras, com a redução da participação da União no capital da empresa, a exemplo do que já foi feito com a Embraer e a Vale. A Eletronuclear e a Usina Hidrelétrica de Itaipu ficarão de fora do processo, mas os demais ativos da Eletrobras serão colocados no mercado acionário.

A ideia é pulverizar o controle da empresa, abrindo o capital para que investidores privados injetem dinheiro na companhia, na bolsa de valores. De acordo com o ministério, as  ações da Eletrobras só serão vendidas se a entrada de investidores não for suficiente para que a União fique com menos de 50% das ações na distribuição final da companhia.

Fortaleza terá primeira ciclovia-modelo do Brasil

Os ciclistas de Fortaleza terão um novo espaço de trânsito na capital cearense a partir de um projeto-piloto elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ministério das Cidades e a prefeitura municipal. Começa a ser construída em fevereiro de 2018 a ciclovia-modelo, com 7 km de extensão, com um orçamento de US$ 1,5 milhão. O projeto está sendo elaborado pela prefeitura da capital cearense em conjunto com uma consultoria especializada e vai passar ainda por consulta pública para receber sugestões da população. Se traçado vai passar pelas avenidas Coronel Carvalho e Radialista José Lima Verde, no lado oeste da cidade, duas das mais movimentadas da região e que cortam quatro bairros.

O projeto-piloto faz parte do Programa de Mobilidade de Baixo Carbono, elaborado após o Acordo de Paris, firmado pela comunidade internacional para combater as alterações climáticas no mundo, e o compromisso do Brasil de reduzir as emissões de carbono até 2030. Brasília, Belo Horizonte e São Paulo também fazem parte do programa e serão responsáveis pela elaboração do caderno técnico de referência em mobilidade por bicicleta.

Fortaleza receberá a ciclovia-modelo por já ter uma ampla malha cicloviária, de 214 km, e contar com o Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI). Atualmente, os dois programas de bicicletas compartilhadas ativos na cidade (o Bicicletar, que dá uma hora de uso gratuito, e o Bicicleta Compartilhada, que permite passar 14 horas com o veículo) disponibilizam aos ciclistas mais de mil unidades. Somente o Bicicletar registra mais de 1,5 milhão de viagens desde sua implantação, em 2014.

Volvo lança simulador da ISO 39001

O Grupo Volvo está lançando na internet um simulador para ajudar as empresas de transporte a identificar o grau de segurança viária em que se encontram. A ferramenta, que pode ser acessada no portal do PVST (Programa Volvo de Segurança no Trânsito), ajuda o transportador a reconhecer o nível de atendimento dos requisitos da ISO 39001, norma internacional que regulamenta as ações de gestão da segurança de tráfego viário. O Brasil é um dos países com maior número de mortes e acidentalidades no trânsito do mundo, com uma média de 17,5 mortes por dia somente nas rodovias federais em 2016.

O lançamento é parte das ações em comemoração aos 30 anos do PVST, criado com o objetivo de mobilizar a sociedade e gerar transformações positivas para um trânsito mais seguro. “O simulador é uma ferramenta que contribui para agregar mais valor ao negócio dos transportadores, que querem estabelecer como meta a certificação pela ISO e ter uma gestão voltada para a segurança viária”, declara Solange Fusco, diretora de Comunicação Corporativa do Grupo Volvo América Latina.

Os interessados em fazer a verificação devem acessar o site do portal (www.volvo.com.br/pvst), onde aparece em destaque o banner do simulador. Depois, clicar em “Realizar Simulação” no menu superior e seguir os passos indicados. É fácil e rápido de usar. São 25 perguntas correlacionadas aos indicadores da ISO.

Depois de concluído, é possível ter acesso a dois relatórios, que podem ser gravados em arquivos PDF: um perfil detalhado, com um gráfico mostrando percentuais de atendimento de cada uma das 25 perguntas, e outro com um perfil geral, que classifica a empresa, mostrando se é “Proativa”, “Preventiva” ou “Reativa” em suas ações de segurança viária.

Terminal Multicargas do Porto do Açu recebe primeiro navio Panamax

O Porto do Açu registrou mais um marco, com a atracação do primeiro navio Panamax no Terminal Multicargas (T-MULT), na primeira semana de setembro. A embarcação White Whale, vinda de Vancouver, no Canadá, trouxe 39 mil toneladas de carvão para o Açu e foi descarregada com o apoio de 18 carretas que fazem o transporte de carga do cais para o pátio de graneis do terminal.

Panamax é o termo usado para as embarcações que alcançaram o tamanho limite para passar nas eclusas do Canal do Panamá até 2016, quando o canal foi ampliado. O primeiro navio deste porte a atracar no terminal, tem 225 metros de comprimento, 32 metros de largura e 10 metros de calado.

O Terminal Multicargas (T-MULT), em operação desde junho de 2016, já movimenta bauxita, coque, carvão siderúrgico, carga de projetos e carga geral. Além disso, o terminal tem autorização para operar qualquer tipo de granéis sólidos e líquidos, contêineres e veículos. Representando uma nova alternativa de escoamento para o Sudeste brasileiro, o T-MULT conta com 160 mil m² de área alfandegada.

O terminal possui 14,5 metros de profundidade, 500 metros de cais e mais de 200 mil m2 de área total. A capacidade anual de movimentação de granéis sólidos e carga geral é de aproximadamente 4 milhões de toneladas nesta primeira fase.

Entre os equipamentos disponíveis no terminal estão dois guindastes MHCs Terex/Gottwald 4406B, que possuem um alcance de lança de 46 metros cada e capacidade de içamento de carga de até 100 toneladas.

Inflação da construção civil cai em relação a julho

A inflação da construção civil encerrou agosto em 0,23%, abaixo da registrada em julho, de acordo com pesquisa divulgada em 6 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da queda, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) manteve um valor acumulado próximo ao do mês passado, somando 4,24% em 12 meses. Em julho, a inflação da construção civil havia sido de 0,58%. Somado ao dos 11 meses anteriores, o resultado acumulado era de 4,25%.

De julho para agosto, o custo nacional da construção civil subiu de R$ 1.052,75 para R$ 1.055,18 por metro quadrado. Os materiais de construção respondem por R$ 537,12 desse valor e tiveram uma queda de 0,4% em relação a julho.

A mão de obra, por sua vez, custou em média R$ 518,06 em agosto de 2017. Frente a julho, houve uma alta de 0,6%.

Nos últimos 12 meses, a mão de obra concentra a maior parte do aumento de preços na construção civil, com 6,98% de aumento, enquanto os materiais de construção variaram 1,77%.

Dados regionais

A Região Norte foi a única que teve deflação no Sinapi, com queda de 0,03% em relação a julho, mês que já havia caído 0,18%.

A maior inflação foi verificada no Nordeste, onde o índice teve uma alta de 0,56%. Sudeste (0,05%), Sul (0,1%) e Centro-Oeste (0,41%) também tiveram aumentos no custo da construção.

Prefeitura de BH entra na Justiça para administrar Anel Rodoviário

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, deu entrada em uma ação civil pública reivindicando a gestão do trânsito do Anel Rodoviário do município. A ação foi iniciada junto à Justiça Federal depois de um acidente, no início de setembro, envolvendo uma carreta e seis veículos, que causou a morte de três pessoas e deixou diversos feridos. O município protocolou a ação contra a União, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) e a Via 040, concessionária que administra 10,5 km do Anel Rodoviário.

Para que um conjunto de órgãos municipais faça a gestão do Anel Rodoviário – entre eles a Guarda Municipal e a Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) – o município pede, na ação,  transferência de recursos federais. "Não é uma questão de trafegabilidade. Estamos falando de abandono. Ninguém está fazendo nada", acusa Alexandre Kalil. ".

Construído nos anos 50 para aliviar o tráfego da carga no centro de Belo Horizonte, o Anel Rodoviário, com 27 km de extensão, é composto de trechos urbanos de diversas rodovias federais. Previsto para receber inicialmente 1,5 mil veículos diários, hoje cerca de 160 mil passam pela via todos os dias.

Dados da prefeitura incorporados à ação apontam que, de 2007 a 2016, 319 pessoas morreram em acidentes na via e 10.209 ficaram feridas. A maior queixa da Prefeitura de Belo Horizonte é com o DNIT. De acordo com a prefeitura, o órgão já recebeu do governo de Minas Gerais um projeto de socorro ao Anel Rodoviário, que prevê a ampliação de trechos em que a via se afunila subitamente, instalação de corredores marginais ao longo de sua extensão, criação de áreas de escape para veículos desgovernados,  aumento da sinalização e monitoramento por radar. No entanto, a autarquia teria dito que o projeto não atende aos parâmetros técnicos. “O orçamento do órgão, nesse ano de crise, foi de R$ 10 bilhões e nada foi colocado aqui", criticou Alexandre Kalil.

O procurador-geral de Belo Horizonte, Tomaz de Aquino Resende, disse que o edital da licitação da rodovia BR-040, realizada em 2013, não previa a obrigatoriedade da realização de obras do trecho de 10,5 km do Anel Rodoviário. "Estamos apenas aguardando a próxima tragédia, que vai ocorrer diante da omissão dos órgãos federais", disse após classificar a situação de inércia criminosa.

A Prefeitura de Belo Horizonte também entregou hoje ao Ministério Público Federal (MPF) uma representação criminal contra Fabiano Martins Cunha, superintendente do DNIT em Minas Gerais. De acordo com o procurador-geral, foi pedida abertura de investigação para apurar possível prática dos crimes de prevaricação, não sinalização de local de perigo, lesão corporal e homicídio.

Autorizada licitação do último trecho de obras da Raposo Tavares

Uma das maiores obras rodoviárias do país vence mais uma etapa. Em meados de setembro, o Governo do Estado de São Paulo autorizou a publicação do edital de licitação que possibilita contratar o último trecho de modernização da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), entre Itapetininga e Itaí, beneficiando diretamente uma população superior a 227 mil habitantes. A partir da autorização, o DER disponibilizou o edital no dia 14 de setembro, obedecendo às regras da modalidade Licitação Pública Internacional (LPI).

Além de jornais de grande circulação e Diário Oficial do Estado, o site da United Nations Development Business, de Washington, também publicou o edital. A abertura dos envelopes contendo as propostas e os preços está agendada para o dia 31/10.

O Governo do Estado investirá recursos da ordem de R$ 627 milhões. O montante é financiado pelo Banco Mundial, por meio do Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento), e pelo Banco Santander S/A, com garantia da Miga (Agência Multilateral de Garantia de Investimentos).

Neste último trecho, as obras foram divididas em quatro lotes, do 5 ao 8, e vão do km 169 ao km 295,4, beneficiando diretamente Itapetininga, Angatuba, Campina do Monte Alegre, Paranapanema e Itaí, municípios com população somada de 227.749 habitantes. Nestes 126,4 km de extensão, serão realizados serviços para a duplicação de 26,6 km de pistas. Os serviços incluem também:

- recuperação de 100,6 km de pistas simples;

- implantação de terceiras faixas em 54,8 km do lado direito e em 62,4 km do lado esquerdo:

- implantação de acostamentos em 34,6 km do lado direito e em 40 km do lado esquerdo;

- implantação de um viaduto;

- implantação de 17 dispositivos em nível (rotatórias);

- implantação de 3 passarelas para pedestres no km 187,70, km 200,38 e km 244,21;

- melhorias em 11 dispositivos já existentes (5 rotatórias e 6 viadutos);

- melhorias no sistema de drenagem;

- revitalização completa da sinalização.

A expectativa é que as intervenções sejam iniciadas já em fevereiro de 2018, gerando 470 postos de empregos diretos e 1.410 indiretos. Além de gerar mais conforto e segurança aos cerca de 7 mil usuários que utilizam a SP-270 diariamente, a economia regional também será alavancada com melhores condições para o escoamento da produção agrícola, predominante na região, seguida pela produção industrial e pelo cultivo de florestas, que gera intenso transporte de madeira.

Desde 1º de agosto, a licitação para contratação dos primeiros quatro lotes da rodovia, do km 295,4 ao km 373, no traçado que inclui Piraju, Bernardino de Campos, Ipaussu, Chavantes, Canitar e Ourinhos, já está em andamento. O valor orçado dos lotes 1 a 4 é de R$ 302,8 milhões. A abertura das propostas foi agendada para o dia 29 de setembro. Juntos, os dois editais, com oito lotes de obras, totalizam R$ 930,5 milhões obtidos por financiamento internacional, com investimento integral do Governo do Estado.

Suez assina contrato para dessalinizar 11 plataformas de petróleo

A Suez acaba de ser contratada pela Petrobras para fornecer água dessalinizada para 11 das plataformas offshore na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Com duração de três anos, o contrato de cerca de  R$ 18 milhões prevê a utilização de até sete unidades móveis de dessalinização por osmose reversa, cada uma com capacidade de dessalinizar 90 m3 de água do mar por dia.

As dessalinizadoras desenvolvidas pela Suez serão instaladas nas plataformas que consomem quantidade de água doce maior do que a produzida a bordo ou naquelas com problemas operacionais em seus sistemas de produção de água doce.

Há mais de 50 anos, a Suez é parceira da Petrobras com projetos de D&B e agora assina o seu primeiro contrato de prestação de serviços em plataformas offshore no mundo.

Além do fornecimento das plantas compactas de dessalinização, a Suez vai prestar serviços de assistência operacional e manutenção das unidades.