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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 42 · 10/2013 · Outubro 2013

Randon entrega 71 retroescavadeiras em Minas Gerais

A cidade de Betim, em Minas Gerais, foi palco da solenidade de entrega das retroescavadeiras fabricadas pela Randon Veículos e adquiridas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), ao longo de 2012 e 2013.

As prefeituras de 71 municípios mineiros receberam as chaves das máquinas, destinadas para obras de infraestrutura. As retroescavadeiras, que se destinam ao projeto de Desenvolvimento dos Territórios Rurais, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), foram repassadas pelo MDA aos municípios que se candidataram e foram enquadrados em alguns pré-requisitos, entre os quais o de população e o de receita.

Com o objetivo de qualificar os profissionais que irão operar as retroescavadeiras, a Randon Veículos promoveu um treinamento, em setembro, para 142 operadores. O curso foi dividido em duas turmas, com etapas teóricas e práticas.

 

 

São Paulo analisa os trens regionais

Já estão com o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, os estudos de viabilidade financeira para a criação de pelo menos 15 linhas de trens regionais, ligando diversos municípios do Estado. Os estudos foram elaborados pela empresa de consultoria Estação da Luz Participações (EDLP), em parceria com o Banco BTG Pactual.

De acordo com a EDLP, há grande interesse por parte de empresas privadas pela exploração comercial dessas linhas, sob a modalidade de parceria público-privada (PPP). As principais interessadas seriam as empresas que compõem as concessionárias das rodovias, como objetivo de dar outra opção de transporte aos seus clientes.

O Estado de São Paulo já chegou a ter 6.500 km de linhas ferroviárias para transporte de passageiros. Hoje são apenas 270 km, operados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). De acordo com analistas do setor, a recuperação dessa malha vai levar 50 anos, a um custo muito pesado para a sociedade.

 

P-55 finaliza obras e inicia testes de inclinação

Foram concluídas, no início de setembro, as obras da plataforma semissubmersível P-55 e no dia 17 foram iniciados os testes de inclinação da estrutura. Após essa etapa, a P-55 seguirá para o Campo de Roncador, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro.  Projeto integrante do Módulo 3 do Campo de Roncador, a P-55 ficará ancorada em região com profundidade de cerca de 1.800 m e será interligada a 17 poços, sendo 11 produtores e seis injetores de água. A exportação de petróleo e gás natural da plataforma será realizada por dutos submarinos acoplados à unidade.

Com 52 mil t, 10 mil m² de área, a P-55 é a maior plataforma semissubmersível construída no Brasil e começará a produzir em dezembro de 2013. Com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo e tratar 4 milhões m3 de gás por dia, a plataforma é uma das maiores semissubmersíveis do mundo.

A obra gerou cerca de 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos e alcançou o índice de 79% de conteúdo nacional. A edificação da plataforma foi realizada em duas partes construídas de forma simultânea, casco e topside, e posteriormente unidas. O casco da unidade teve as atividades executadas no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, de onde seguiu para o Polo Naval, no Rio Grande do Sul, para continuidade dos serviços. No Polo Naval, foram feitas as instalações do convés e dos módulos, bem como a integração dos sistemas da plataforma. A construção dos módulos de Remoção de Sulfato e Compressão de Gás também foi feita no local. Outros módulos, entre eles o de Remoção de CO2, foram construídos em Niterói (RJ) e, depois de prontos, transportados até Rio Grande.

 

 

Camargo Corrêa lança Desafio Universitário

A Construtora Camargo Corrêa acaba de lançar o Desafio Universitário, iniciativa que vai arregimentar ideias inovadoras para tornar mais eficiente o ciclo produtivo do concreto. Serão selecionadas as cinco melhores propostas de estudantes universitários de graduação ou pós-graduação, que poderão defendê-las presencialmente para os executivos da empresa. As três equipes vencedoras vão dividir premiação de R$ 27 mil e podem ser convidadas a participar de parcerias para o desenvolvimento junto à Camargo Corrêa. A universidade que enviar o maior número de ideias também será premiada com R$ 5 mil e uma palestra sobre inovação.

A empresa customizou um sistema na internet para receber as inscrições (www.construtoracamargocorrea.com/desafio). “Nosso objetivo é estimular a inovação na cadeia de valor da construção civil pesada, de forma a aumentar a produtividade, com sustentabilidade e segurança para os nossos profissionais. Buscar ideias no meio acadêmico e viabilizar as melhores é uma iniciativa que também reconhece a importância da pesquisa universitária para a evolução do setor. Trata-se de um processo dinâmico e inovador”, explica Márcio Perez, gerente executivo de Inovação e Competitividade da Construtora.

São esperadas ideias que melhorem o ciclo produtivo do concreto, com o objetivo de aumentar a competitividade. Para isso, o Desafio Universitário possui três temas: novas metodologias construtivas, novos materiais e novas técnicas de planejamento e acompanhamento de obras.

 

 

Avançam as obras do Anel Viário de Fortaleza

No dia 3 de outubro, a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, e o governador do Ceará, Cid Gomes vistoriaram as obras de duplicação de 32 km do Anel Viário, na Região Metropolitana de Fortaleza, que estão sendo executadas pela Galvão Engenharia.

De acordo com o gerente de Contratos do Anel Viário, Gelmar Tavares, mais de 500 colaboradores trabalham na obra atualmente. Segundo ele, a previsão é de que o primeiro trecho seja entregue em dezembro deste ano. Um segundo trecho fica pronto até o meio do ano e o último trecho, no segundo semestre de 2014.

A duplicação da rodovia integra o Plano de Logística de Transporte do Porto do Pecém. Com as intervenções que estão sendo realizadas pela Galvão, a nova pista será de pavimento de concreto, mais resistente e com maior durabilidade. A extensão inclui a execução de canteiro central, ciclovias laterais, retornos, acostamentos e nova sinalização.

As obras de terraplenagem acontecem em frentes alternadas. A conclusão das intervenções de grande dimensão, como bueiros, pontes e viadutos, já corresponde a 60%. A reforma permitirá melhoria de tráfego, principalmente para o Distrito Industrial de Maracanaú, Maranguape, Ceasa e interligação dos portos.

 

 

Sabesp testa asfalto verde

A Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) está testando uma nova solução asfáltica, criada pela empresa catarinense SolPav Pavimentações, que utiliza asfalto fresado e tecnologia de infravermelho, o que permite a recuperação da via, com rapidez e qualidade.

Os testes estão sendo realizados em Itapetininga, no interior paulista. Logo após a recuperação de um trecho de pavimento, a equipe de Infraestrutura da Sabesp constatou e aprovou a eficiência da tecnologia da SolPav, pois mesmo com o temporal que caiu, logo depois do teste, não foram constatadas infiltrações na via, um problema antigo que afetava a cidade.

A tecnologia de reparo infravermelho é inédita no Brasil, mas já vem sendo empregada com sucesso nos Estados Unidos e na Alemanha há mais de 40 anos. Ao contrário do método convencional, que requer a remoção de asfalto antigo de um local e sua substituição por asfalto novo, a nova tecnologia de infravermelho acelera a reparação por aquecimento, fusão e compactação de asfalto fresado, otimizando a utilização de equipamentos, mão de obra e material. A máquina  desenvolvida pela SolPav restaura o local em no máximo 10 minutos, sem causar poluição sonora ou danos ao meio ambiente.

O novo sistema sela trincas e tapa buracos sem deixar desnivelamentos na pista. O calor gerado pelo infravermelho penetra de forma rápida e profunda no asfalto, fazendo com que ele mude seu estado sólido para maleável. O processo de aquecimento atinge a uma temperatura de até 170 graus. Após alcançar a consistência ideal, é adicionada a emulsão asfáltica necessária para que o local se recupere, através da perfeita fusão, sem fissuras, costuras ou defeitos entre o novo e o antigo pavimento.

 

 

Entregue última fase do multiuso em Alpha Square

A Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR) conclui o multiuso Alpha Square, em Alphaville, com a entrega de mais duas torres do empreendimento residencial Alpha Park, com 226 apartamentos. Localizado na Avenida Sagitário, o complexo reúne em um mesmo espaço lojas, salas comerciais e unidades residenciais.

“Os condôminos do Alpha Park podem desfrutar de todos os benefícios oferecidos por um complexo multiuso. Além de comodidade e segurança, o morador também gastará menos tempo em deslocamentos, conquistando mais qualidade de vida”, explica Cláudio Zafiro, diretor regional da OR.

O Alpha Park conta com cinco torres e um total de 556 unidades residenciais e o Alpha Mall possui com 72 lojas, que oferecem serviços como cafeterias, restaurantes, lojas de roupas e acessórios, além de serviços como papelaria, gráfica, farmácia, salões de beleza e bancos.

O complexo conta ainda com 617 salas comerciais que compõem as duas torres do Alpha Offices e outros 130 apartamentos do Alpha Garden. “O Alpha Square foi desenvolvido para atender à demanda da região, que já está consolidada como um dos principais polos empresariais de São Paulo”, completa Zafiro.

 

 

Sobe o teto do financiamento imobiliário com recursos do FGTS

No início de outubro, o governo federal anunciou a ampliação do valor dos imóveis que o trabalhador pode comprar utilizando o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Com a mudança,  o teto do FGTS passa a ser de R$ 750 mil, em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais e de R$ 650 mil, nas demais regiões. Desde 2009, o teto do FGTS no Brasil inteiro estava congelado em R$ 500 mil.

A notícia foi bem recebida pelo mercado da construção civil, uma vez que amplia as possibilidades de compra e venda de imóveis. A alteração amplia bem o teto limite para utilização do recurso, fazendo com que aumente o volume de imóveis enquadrados nessa faixa. Além disso, abre uma oportunidade de financiamento com taxas muito melhores do que as praticadas no SFH (Sistema Financeiro da Habitação). “Isso gera vantagem para todos e movimenta mais o mercado”, analisa Peterson Querino, presidente da Construtora Casa Mais.  Para ele, esta é uma reivindicação antiga do mercado, que veio em momento oportuno, já que desde o início do ano o setor vem dando sinais de desaceleração.