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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 31 · 10/2012 · Outubro 2012

Compra e venda de aço avançaram em agosto

De acordo com dados divulgados pelo Sindisider (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos), a venda de aços planos pelos distribuidores associados ao INDA (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço) avançou 10,7% em agosto, em comparação a julho, atingindo o volume de 379 mil toneladas.

No entanto, se comparado ao mesmo mês do ano passado (387,1 mil toneladas), a venda do produto registrou queda de 2,1%. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas contabilizam acréscimo de 2% em relação a igual período de 2011.

A evolução nas vendas contribuiu para um recuo dos estoques da ordem de 0,1% em agosto, frente a julho, totalizando 962,3 mil toneladas e atingindo 2,5 meses de giro. Na comparação com agosto de 2011 (1.106,3 mil toneladas), os estoques diminuíram 13%.

As compras apresentaram incremento de 13,9% no fechamento de agosto, em relação ao mês anterior, com volume total de 377,5 mil toneladas. Quando comparadas a agosto do ano passado (317,2 mil toneladas), as compras registraram alta de 19%. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,2% em relação ao mesmo período de 2011.

A importação de aço plano comum, realizada pelo mercado brasileiro, encerrou agosto com avanço de 17,1% em relação ao mês anterior, atingindo um total de 163,6 mil toneladas. Quando comparadas ao mesmo período do ano anterior, as importações registraram um volume 23,5% menor.

Os números de setembro ainda não foram fechados, mas as estimativas do INDA, tanto as compras como as vendas de aços planos, realizadas pela rede associada, são de recuo de cerca de 10%.

 

Lançadas arquibancadas da Arena das Dunas

A construtora acaba de lançar as primeiras arquibancadas, no setor oeste do estádio da Arena das Dunas, um dos mais importantes projetos do estado do Rio Grande do Norte, que conta com o financiamento do programa BNDES ProCopa Arenas. A Arena está com 33,05% de suas obras concluídas e deve custar R$ 413 milhões.

As obras completaram um ano em agosto, com cronograma de suas atividades realizadas à frente do pré-estabelecido junto à FIFA e a conclusão está prevista para dezembro de 2013. O local terá capacidade para receber 42 mil pessoas para a Copa 2014.

 

Bioenergy compra planta de energia solar na Bahia

A Bioenergy, empresa que tem se notabilizado por investimentos em projetos de geração de energia limpa no Brasil, acaba de adquirir da Solyes uma planta de energia solar fotovoltaica para ser implantada no município de Oliveira dos Brejinhos, na Bahia, por R$ 7 milhões.

Em agosto deste ano, a Bioenergy foi a primeira geradora a comercializar energia solar em um leilão de energia no Ambiente de Contratação Livre (ACL). A planta da Solyes já se configura como um dos investimentos mais eficientes do segmento, uma vez que seu orçamento é significativamente menor do que projetos de porte semelhante da Eletrosul (R$ 8,1 milhões) e da MPX (R$ 11 milhões), apesar do desafio de implantar diversas tecnologias e fornecedores simultaneamente.

A unidade com potência de 1 megawatt (MW) deverá entrar em operação no primeiro semestre de 2013 e contará com três tecnologias fotovoltaicas diferentes, (policristalino, monocristalino e filme fino) para a captação de radiação solar. Os equipamentos serão fornecidos por 10 provedores distintos, localizados nos Estados Unidos, China, Taiwan, Singapura e Alemanha.

Os investimentos da Bioenergy em energia solar devem continuar. A previsão é investir R$ 20 milhões em empreendimentos que vão somar ao todo 3 MW. A empresa conta hoje com dois parques eólicos em operação: Miassaba 2 e Aratuá 1, ambos no Rio Grande do Norte, somando 28,8 MW de potência instalada.

No portfolio, a Bioenergy possui 180 MW já contratados nos leilões do ambiente regulado, 90 MW contratados junto ao mercado livre e 180 MW em fase avançada de contratação. A empresa já comercializou, ao longo dos seus 10 anos de vida, mais de 600 MW de potência instalada de energia eólica.

 

Novo guindaste treliçado sobre esteira no portfolio da BMC

A Brasil Máquinas de Construção (BMC), distribuidora exclusiva da Link-Belt Guindastes no País, traz para o mercado nacional a integrante da linha de equipamentos treliçados sobre esteira 108 Hylab5, com capacidade para 50 toneladas. Indicado, principalmente, para uso em obras onde guindastes grandes não entram, ou mesmo em terrenos de difícil acesso como pontes, viadutos, portos e fundações, o 108H5 se destaca pela facilidade de operação e mobilidade, já que pode ser transportado em uma só carga.

Apesar disso, o equipamento tem características de um grande guindaste, atingindo 49,68 m de altura máxima da ponta e com velocidade máxima do cabo do guincho que pode chegar a 131.70 m/min. Um equipamento opcional de lança dobrável ainda permite que 15,24 m de lança sejam transportados em uma carga de 42.321 kg ou 21,34 m de lança em uma carga de 42.911 kg com automontagem rápida e fácil do contrapeso usando batentes com pinos.

O 108H5 tem ainda cabine ergonômica e com ar condicionado, motor maior, silencioso e econômico e console deslizante e ajustável, entre outros itens de conforto e segurança.

 

Sandvik Construction Brasil se alia à CDE

A Sandvik Construction Brasil formalizou uma aliança com a CDE para comercializar a linha de equipamentos para lavagem de materiais, fabricados pela CDE, através de sua rede de representantes, existente no Brasil. De acordo com Stefan Hunger, da CDE do Brasil, a nova aliança proporciona à CDE a possibilidade de identificar rapidamente novas oportunidades de negócios, visando modernizar instalações de lavagem de materiais já existentes, melhorando também as infraestruturas. “Nosso objetivo é posicionar a CDE como a primeira escolha de nossos clientes em plantas de lavagem mineral do Brasil”.

Delegação da CDE do Brasil participou recentemente de um “Open Day” na Inglaterra, em uma planta de reciclagem de resíduos de demolição fornecida pela CDE e entregue ao grupo Sheehan. A delegação incluía um grupo de representantes da Sandvik Construction Brasil e outro grupo de potenciais usuários dos equipamentos CDE, identificados através de contatos, ao longo dos últimos meses.

 

Projetos da Copa receberam R$ 230 milhões do BNB em 2012

Contratados com as linhas FNE Proatur e FNE MPE Turismo, os créditos beneficiaram empreendimentos nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe, contemplando principalmente a implantação, modernização e ampliação de empresas do ramo hoteleiro.

Somados os valores contratados nos últimos anos, o BNB acumula, em projetos de apoio financeiro à Copa de 2014, vinte e sete financiamentos, contemplando recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) de R$ 834 milhões e viabilizando investimentos totais de R$ 1,9 bilhão.

Para o devido enquadramento, a operação precisa ser de investimento e ter como fonte o FNE Proatur/FNE MPE Turismo. Além disso, o empreendimento deve estar entre os 65 destinos turísticos indutores do desenvolvimento no Nordeste.

O prazo de financiamento pode chegar a quinze anos, com carência de até cinco anos e taxas de juros variando de 6,75% a 10%, em função do porte da empresa. As operações também estão contempladas com bônus de adimplência aplicável de acordo com a localização do empreendimento: no semiárido (25%) e fora do semiárido (15%).

 

Chemtech assumirá engenharia de oito FPSOs do pré-sal

A Chemtech foi escolhida pela Mendes Júnior/OSX para realizar o detalhamento de oito módulos para cada um dos FPSOs replicantes contratados pela Petrobras e seus parceiros, destinados à operação no pré-sal. O número corresponde a quase metade dos módulos totais, que somam 17. Além disso, a Chemtech atuará na integração de duas unidades dos FPSOs: P-67 e P-70.

Depois de construídos, cada unidade terá a capacidade de processar 150 mil barris de petróleo por dia e comprimir 6 milhões de metros cúbicos de gás. Os trabalhos já começaram e a previsão de entrega é em setembro de 2013. O valor total da encomenda da Petrobras é de US$ 900 milhões.

Com esse projeto, a Chemtech consolida-se como empresa de engenharia com participação relevante no esforço total de detalhamento dos topsides dos FPSOs replicantes do pré-sal. Ao todo, serão envolvidos mais de 150 colaboradores da Chemtech de todas as disciplinas de engenharia.

Os FPSOs (Floating, Production, Storage and Offloading) são unidades de produção, armazenamento e transferência de óleo e gás. São chamadas de “replicantes” porque tiveram seus projetos padronizados e repetidos para os FPSOs contratados.

 

Dinheiro novo para Jirau

O anúncio foi feito ao final de setembro. O novo empréstimo permitirá a ampliação dos investimentos da sociedade de propósito específico (SPE) Energia Sustentável do Brasil no projeto, aumentando número de geradores, que subirá de 44 para 50. Com isso, a potência instalada da usina terá um aumento de 450 megawatts (MW). Quando estiver operando, em 2015, Jirau terá capacidade total de 3.750 MW.

Os novos recursos serão aplicados também na instalação do sistema de linhas de transmissão, que ligará a usina à estação coletora.

O banco já havia concedido empréstimo para as obras de Jirau, no valor de R$ 7,2 bilhões, em 2009. O empreendimento tem um orçamento total de R$ 15,7 bilhões e envolve a criação de cerca de 46 mil empregos diretos e indiretos.

 

Palfinger entra no segmento de sistemas de acessibilidade

Com o objetivo de fortalecer sua presença no mercado da América do Sul, o Grupo Palfinger assumiu o controle integral da Tercek Usinagem de Precisão Ltda., sediada em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. A Tercek produz componentes usinados e desenvolve elevadores veiculares elétricos sob a marca Líbero. Trata-se de uma empresa de pequeno porte que devido ao seu alto poder de inovação, recebe fundos da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos do governo brasileiro.

Os elevadores veiculares Líbero representam para a Madal Palfinger um novo segmento com enorme potencial de mercado. Com a Tercek, a Palfinger irá, primeiramente, reforçar o novo segmento de produtos para acessibilidade. Visando fazer o melhor uso das sinergias, a produção será transferida, a médio prazo, para a planta da Madal Palfinger, em Caxias do Sul.

 

Carlyle Group adquire 25% do Grupo Orguel

A gestora global de ativos The Carlyle Group adquiriu participação acionária de 25% no Grupo Orguel, uma das maiores empresas de locação de equipamentos para construção no Brasil. O grupo pertence à família Guerra Lages, que continuará com o controle acionário. O Grupo Orguel possui 75 filiais em 11 estados brasileiros.

Os recursos para esse investimento vieram da parceria entre os fundos Carlyle South America Buyout Fund, que administra US$ 776 milhões, e o Fundo Brasil de Internacionalização de Empresas FIP (FBIE), que administra R$ 360 milhões e é assessorado pela equipe de profissionais do Carlyle no Brasil e pelo Banco do Brasil. Os termos da transação não foram divulgados.

Fernando Pinto, diretor do Carlyle, declarou: “O Grupo Orguel está inserido em setores de rápido crescimento: infraestrutura, óleo e gás e construção habitacional e sua longa trajetória de crescimento e rentabilidade nos atraiu para esta oportunidade de investimento”.

Fernando Borges, CEO do Carlyle South America Buyout adicionou: “Encontramos na família Guerra Lages o parceiro ideal para investir nos setores que se beneficiarão fortemente do desenvolvimento da economia brasileira”.

Os fundadores do Grupo Orguel, Francisco de Assis Guerra Lages, Presidente do Conselho de Acionistas e Fábio Guerra Lages, Presidente do Conselho de Administração, afirmam que “estes investimentos irão impulsionar o Grupo Orguel, que tem uma trajetória de crescimento contínuo em seus 49 anos de mercado”.

O Carlyle também já investiu no setor de aluguel de equipamentos para construção através de seus investimentos na Hertz, nos Estados Unidos, e na Coates Hire, na Austrália, ambas líderes em seus respectivos mercados.

 

Duas gruas nas obras do Transcarioca

Duas gruas da Locar, fabricadas pela Terex, com altura de 55 metros e lança de 50 metros, foram incorporadas à frota de máquinas e equipamentos utilizadas nas obras do corredor de BRT Transcarioca, em construção na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. As gruas vão auxiliar na construção de uma ponte estaiada que integra o projeto.

A primeira delas foi montada e entrou em operação ainda no primeiro semestre deste ano. A segunda acaba de ser montada. Ambas vão operar até março de 2013. São gruas modelo CTT91, com capacidade de ponta de 1,4 toneladas.

O corredor Transcarioca terá 28 quilômetros e prevê, no seu traçado, a construção de dois mergulhões, quatro viadutos, uma passagem inferior e a urbanização da área adjacente.

A estimativa de custo total é de R$ 1,3 bilhão, já incluindo a parte 2 (continuação da via entre a Penha e o aeroporto, na Ilha do Governador). A obra deve estar concluída em três anos. A nova via expressa, que permitirá com que o trajeto Barra-Penha seja reduzido em 49 minutos, atenderá a cerca de 350 mil passageiros por dia, passando por Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha e Penha, sem contar a extensão até o aeroporto.

 

Transparência nas rodovias federais

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei nº 4.051/12, do deputado Walney Rocha (PTB-RJ), que obriga as concessionárias que administram rodovias federais a divulgar permanentemente as quantias arrecadadas com a cobrança do pedágio, assim como os valores investidos na manutenção das respectivas rodovias. A divulgação seria feita através de painéis em local visível, junto à praça de pedágio, no site oficial da empresa na internet e na imprensa, através da publicação em jornais de grande circulação.

O projeto, segundo o deputado, busca promover maior transparência na aplicação de recursos auferidos com a cobrança do pedágio. Para Walney Rocha, a renda captada pelas concessionárias de rodovias federais merece uma prestação de contas eficiente a quem a custeia, ou seja, seus usuários. A proposta será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Produção de petróleo e gás no Brasil caiu 0,4% em agosto

A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil e no exterior, em agosto, foi de 2.544.250 de barris de óleo equivalente por dia (boed). Nos campos localizados no Brasil foram produzidos 2.305.890 boed, indicando uma redução de 0,4% na comparação com o mês anterior. De acordo com a empresa, paradas programadas para manutenção em duas plataformas da Bacia de Campos – P-52 (Roncador) e FPSO-Cidade de Niterói (Marlim Leste) – foram os principais fatores que levaram a essa redução. A produção total do exterior foi de 238.360 boed, correspondendo a um recuo de 0,4% em relação a julho.

Do total produzido no Brasil, 1.927.724 barris/dia foram exclusivamente de petróleo. A produção de gás natural, sem liquefeito, alcançou, em agosto, 60 milhões 124 mil metros cúbicos, 1% acima do volume produzido em julho.

No exterior, a produção média exclusiva de petróleo, no mês, chegou a 147.215 barris/dia, correspondendo a um aumento de 0,1% na comparação com o mês anterior. A produção de gás natural chegou a 15 milhões 485 mil metros cúbicos/dia, com um declínio de 1,3% em relação a julho. A diminuição ocorreu em função da menor demanda pelo gás boliviano.