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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 21 · 11/2011 · Novembro 2011

Geradores Atlas Copco contra a dengue

É esperado para o próximo verão uma das maiores epidemias de dengue que a cidade do Rio de Janeiro já viveu. Por conta disso, a prefeitura carioca determinou a fiscalização dos canteiros de obra espalhados por toda a cidade. Para conter a reprodução do mosquito da dengue nos canteiros, a Atlas Copco acaba de lançar sua nova linha de geradores, pensada e desenvolvida especificamente para o mercado brasileiro de construção civil.

O grande diferencial do novo produto é o chassi 100% vedado, que dispensa o uso de bandejas de retenção, acabando assim, com um dos grandes focos do mosquito Aedes Aegypti.

“O benefício do chassi 100% vedado, sem bandejas é enorme. Com o fim do uso das bandejas de retenção, não só é possível diminuir os focos do mosquito da dengue, como também evitar contaminações de óleo nos solos e, consequentemente, a contaminação de lençóis freáticos”, explica Fernando Groba, Business Line Manager da Portable Energy Division.

Essa tecnologia também conta com outros diferenciais, dentro do conceito de produtividade sustentável, como o baixo consumo de óleo diesel com autonomia de 12 horas (a maior do mercado) e o baixo nível de ruído.

 

R$ 8 milhões em obras para 10 municípios paulistas

A Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) assinaram convênios com 10 prefeituras para a execução de obras de infraestrutura urbana em conjuntos habitacionais que estão sendo construídos no estado. Os recursos previstos são da ordem de R$ 8 milhões.

Assinaram convênios os municípios de Cachoeira Paulista, Cajuru, Palestina, Promissão, Reginópolis, Ribeirão Grande, Santana da Ponte Pensa, São Miguel Arcanjo, São Pedro do Turvo e Taguaí. As obras serão realizadas em parceria com as administrações municipais. Serão obras de pavimentação, calçadas, guias, sarjetas, galerias de águas pluviais, rede de drenagem, paisagismo, terraplenagem e equipamentos sociais.

Como na edificação dos imóveis, as prefeituras vão administrar diretamente os trabalhos, com repasse de recursos e supervisão da CDHU. Os municípios poderão contratar, por licitação, empresas locais para execução dos projetos, o que permitirá geração de renda na região.

 

BRT avança no Rio

Foi inaugurada no Rio de Janeiro a estação-modelo da linha do corredor de ônibus de grande capacidade Transoeste, um dos compromissos da candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. O sistema, conhecido como BRT, sigla em inglês para Bus Rapid Transit, é a nova alternativa adotada pelas cidades grandes e médias para solucionar seus problemas de transporte público, em alternativa às linhas de metrô, muito mais caras e de execução muito mais demorada.

O corredor Transoeste será operado com ônibus articulados que circulam em vias segregadas e, por isso, operam em velocidade maior do que uma linha de ônibus comum. O embarque de passageiros se dá em estações com plataformas compatíveis com o piso dos veículos, reduzindo o tempo de embarque. Os bilhetes são vendidos antecipadamente, fora das estações de embarque.

O sistema ligará áreas de alta concentração de população como Campo Grande e Santa Cruz, à Barra, na Zona Oeste da Cidade, onde se concentrará a maior parte das competições dos Jogos em 2016. Na região, estarão localizados o Parque Olímpico, o Centro de Convenções Riocentro e o campo de golfe, além da Vila dos Atletas e os Centros de Imprensa e Transmissões.

A Transoeste terá 56 quilômetros, 64 estações e exigirá um investimento de R$ 800 milhões da Prefeitura do Rio. O sistema terá capacidade de transporte de 220 mil pessoas por dia  e a  previsão de conclusão é para o primeiro semestre de 2012.  Outros três corredores de BRTs também estão sendo esperados: o Transcarioca, já em construção, o Transolímpico e o Transbrasil, em licitação.

 

Retomada licitação do trem-bala

Deverá ser lançado, nas próximas semanas, o edital da primeira etapa da licitação para a escolha da tecnologia a ser adotada para os trens de alta velocidade que deverão ligar Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. Grupos japoneses, espanhóis e chineses são eventuais interessados no fornecimento do material rodante para o sistema do trem bala, já que representantes de indústrias desses países têm intensificado contatos com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As novas audiências públicas sobre o projeto estão marcadas pra janeiro e fevereiro de 2012 e deverão acontecer nas cidades que receberão estações do trem-bala.

O custo do projeto foi atualizado para cerca de R$ 40 bilhões, segundo a ANTT. Quando foi  lançado, em 2008, o projeto tinha sido orçado em R$ 34 bilhões, dos quais até R$ 20 bilhões financiados pelo BNDES.

 

Petrobras investe R$ 6 milhões em laboratório de pesquisa

A Petrobras e a Universidade de Brasília (UnB) inauguraram ontem novas instalações do Laboratório de Estudos Geodinâmicos do Instituto de Geociências, reformado e ampliado com investimentos de cerca de 6 milhões de reais.

O prédio inaugurado integra um conjunto de laboratórios em uma área de cerca de 500 metros quadrados e é hoje um dos núcleos de referência no Brasil na área de datação geocronológica de rochas, que visa determinar a idade de rochas e minerais que constituem a crosta dos sítios de pesquisas e exploração de petróleo.

Além dos equipamentos de última geração, o Laboratório conta com pesquisadores e técnicos altamente qualificados, que conduzem projetos de apoio às pesquisas realizadas no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), no Rio de Janeiro.

 

Uso do aço na construção é menor que o esperado

As importações de aço continuam preocupando as siderúrgicas instaladas no Brasil e motivaram mais uma revisão das estimativas para este ano. De acordo com o Instituto Aço Brasil (IABr), a produção nacional de aço bruto deve ficar em torno de 35,2 milhões de toneladas, 7,1% a mais que no ano passado.

Apesar de representar mais um recorde para o setor, o número significa uma redução de mais de 1 milhão de toneladas sobre a estimativa de crescimento feita anteriormente para este ano, de acordo com o presidente executivo do instituto, Marco Polo de Mello Lopes.

Os ajustes também alteraram a projeção de vendas internas, que devem atingir 21,5 milhões de toneladas este ano, 1 milhão de toneladas a menos que a projeção anterior, feita em agosto. Para as exportações, a expectativa é atingir 10,7 milhões de toneladas, 19,4% a mais do que em 2010. Ainda de acordo com o IABr, as importações devem totalizar 3,7 milhões de toneladas, 37,9% a menos que em 2010, mas “significativamente acima dos níveis históricos”, de acordo com Lopes.

Eventos como a Copa de 2014, as Olimpíadas de 2016, a exploração do Pré-sal óleo e o Programa Minha Casa, Minha Vida, geraram expectativas de forte crescimento no setor. Mas, segundo o IABr, algumas iniciativas que não priorizaram o conteúdo nacional frustraram essas expectativas. Exemplo disso foi a construção de coberturas de alguns estádios para a Copa do Mundo utilizando aço português. O consumo per capita do aço ainda é muito baixo no Brasil.

 

São Paulo ruim de mobilidade

Estudo divulgado pelo portal Mobilize Brasil revela as melhores e as piores capitais do País em indicadores como o uso do transporte coletivo, acessibilidade, violência no trânsito e valor da tarifa de ônibus.

De acordo com o estudo, São Paulo, a maior cidade do Brasil, obteve a pior posição entre nove capitais brasileiras no ranking de mobilidade urbana sustentável.

Embora conte com ampla infraestrutura de transportes, como o sistema metro-ferroviário mais extenso do Brasil, São Paulo tem um fraco desempenho, principalmente em função do uso excessivo de automóveis e motocicletas. Cerca de 30% das viagens realizadas na cidade m São Paulo são feitas com carros particulares. Além disso, o valor da tarifa de ônibus na cidade é muito alto quando comparado com a renda média da população.

O estudo reúne e compara informações de órgãos governamentais, institutos de pesquisa, universidades e entidades independentes.

As melhores notas foram obtidas pelo Rio de Janeiro (7,9) e Curitiba (7,0).

 

Plataforma da OSX em fase de adaptação

A Forship Engenharia, empresa brasileira que desenvolve soluções customizadas para plantas industriais, está na etapa final do comissionamento do FPSO OSX-1, primeira unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo e gás da frota da OSX, empresa do grupo EBX.

O FPSO, que está no cais do porto do Rio de Janeiro, foi afretado pela OGX, outra empresa do grupo EBX, e será instalado na acumulação de Waimea, na Bacia de Campos, a 80 km da costa, a uma profundidade de 130 metros. O OSX-1 vai produzir, até o final do ano, o primeiro óleo da operadora brasileira, criada em 2007. O FPSO, que chegou ao Brasil no início de outubro, foi construído na Coreia e customizado no estaleiro da Keppel, em Cingapura, para atender às especificações técnicas da OGX e aos requisitos da legislação brasileira.

Especialista em engenharia de comissionamento, a Forship vai entregar o FPSO pronto para operar, depois de pouco mais de um ano de trabalho, iniciado em agosto de 2010. Para garantir isso, uma equipe de 20 profissionais da Forship acompanhou a viagem da unidade até o Brasil. O escopo do contrato com a Forship incluiu o comissionamento dos sistemas operacionais e o atendimento integral à legislação brasileira.

 

Terratest investe pesado no Brasil

Após 10 meses de instalação no Brasil, o grupo espanhol Terratest, especializado em fundações e tratamento de solos, comemora os primeiros 10 contratos no país. Entre eles, destacam-se o Estádio Arena Grêmio de Porto Alegre, a ampliação do Sambódromo no Rio de Janeiro e  Parque Eólico de Osório.

Uma das metas da empresa, ao chegar ao Brasil, foi expandir a participação em novos mercados, estratégia que tem a América Latina como foco central. Hoje, a região representa 25% dos negócios do grupo, mas o objetivo é de que esse número chegue a 60% até 2015 - e o Brasil corresponda a 50% desse total.  Segundo Jonny Altstadt Jr., diretor executivo, a meta é que a unidade brasileira atinja o faturamento de R$ 30 ou R$ 40 milhões em 2012 e dobre o valor no ano seguinte.  Atualmente a empresa conta com 10 equipamentos em operação no Brasil número que deve chegar a 60 até 2012. A Terratest tem entre seus recordes a execução de estacas escavadas até a profundidade de 104 m; a execução de estacas escavadas com diâmetros de até 2.500 mm; e de mais de 500.000 m² de paredes diafragma com Hidrofresa. Todas as suas atividades contam com Certificados de Qualidade Internacionais (Aenor, IQnet, etc).

A empresa conta com um parque de quase 300 máquinas em operação na Europa, dentre perfuratrizes, bate-estacas e guindastes. Atua em parceria com os fabricantes de equipamentos e tecnologias, ela pretende disseminar no país a técnica de congelamento de solos, empregada em tunelamentos e escavações subjacentes.

 

Chega ao Rio mais uma plataforma comprada pela Petrobras

Chegou ao Rio de Janeiro nesta terça-feira, 29 de novembro, o navio comprado pela Petrobras para a conversão do casco da plataforma FPSO P-74, plataforma que produz, armazena e transfere petróleo. Será a primeira destinada aos campos da cessão onerosa, no Pré-Sal da Bacia de Santos. O FPSO será instalado na área de Franco e deverá ter capacidade para processar 150 mil barris de petróleo por dia.

O navio partiu da Indonésia no dia 24 de outubro e, já renomeado de “Petrobras 74”, ficará atracado no porto do Rio, onde serão realizadas avaliações prévias. A previsão de início da obra de conversão do casco é junho de 2012.

A conversão do casco será realizada no Estaleiro Inhaúma, arrendado pela Petrobras, no Rio de Janeiro. Localizado no bairro do Caju, ele está sendo totalmente revitalizado para atender a esta e a outras demandas da Companhia. Durante a conversão, destacam-se obras como o reforço estrutural do casco, a ampliação, reforma e adaptação das acomodações, a substituição de instalações, equipamentos e utilidades, a adaptação do sistema de ancoragem, entre outras. A Petrobras estima que as atividades de conversão do casco da P-74 devem gerar cerca de 2.500 empregos diretos no pico da obra.

 

Balanço do PAC Energia

O segundo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) em 2011, divulgado no dia 22 de novembro, mostra que foram cumpridos, até o final de setembro, 15% da execução orçamentária prevista para o período 2011-2014, totalizando 143 bilhões reais. De acordo com o governo federal, 11,3% das obras já foram concluídas.

Uma das áreas que mais demandou investimentos foi a de energia, que recebeu recursos da ordem de 16,1 bilhões de reais para a entrada em operação de quatro usinas hidrelétricas, onze usinas termelétricas, nove de energia eólica e duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), totalizando um potencial de 2.532 megawatts de energia. Até o final de setembro foram construídos 882 quilômetros de linhas de transmissão, em sete empreendimentos de produção de óleo e gás e em três gasodutos.

Considerando o valor dos empreendimentos, na área de energia, o PAC 2 concluiu 3% das obras, enquanto 88% encontram-se em ritmo adequado, 7% demandando mais atenção e 1% em ritmo preocupante.

O balanço informa que 66% dos empreendimentos estão em fase de obras, 16% na etapa de projeto e licenciamento e 15% no processo de licitação.

A previsão é que o PAC 2 execute R$ 955 bilhões entre 2011 e 2014. Desses valores, R$ 708 bilhões são previstos para a execução de obras (74% do total). As demais obras serão concluídas após 2014.