Newsletter
Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 3 · 04/2010 · Abril 2010

Dynapac Brasil amplia capacidade de produção

Estimulada pelos bons resultados do ano passado e pelo anúncio de investimentos da segunda etapa do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2), além das obras de infraestrutura que acontecerão por ocasião da realização da Copa e Olimpíadas, a Dynapac Brasil coloca em execução um plano de expansão de sua produção que prevê crescimento de 50% da capacidade, a começar já no segundo trimestre de 2010.

Encabeça os planos da empresa a criação, na unidade de produção em Sorocaba (SP), de uma linha de montagem para os novos Rolos de Pneus, recém-lançados no início deste ano. Deverão ainda ser implementadas mudanças de layout para otimização de processos, assim como a instalação de novas subestações de montagem com a utilização de ferramentas eletrônicas para acelerar e modernizar ainda mais a linha de Rolos Vibratórios CA250.

“Além do mercado em forte demanda, a necessidade por máquinas de alta tecnologia que embutem componentes de última geração, como é o caso dos Novos Rolos de Pneus e da linha CA250-II, foi o que motivou nossa decisão de investir na melhoria e aceleração do nosso fluxo de produção”, comenta Nilso Pela, gerente geral e responsável pela planta da Dynapac.

Construção civil receberá investimentos de R$ 137 bi anuais até 2014

Cerca de R$ 137 bilhões. Segundo cálculos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), esta deverá ser a média anual de investimentos em construção civil, entre 2011 e 2014, resultante da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) do governo federal e do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Dos R$ 137 bilhões previstos como média anual, R$ 70 bilhões serão destinados exclusivamente à segunda etapa do programa habitacional do governo. O restante deverá ser distribuído para as áreas de saneamento, infraestrutura e construção de estradas.

A previsão é de que, com tal movimentação de recursos, sejam gerados aproximadamente 2,8 milhões de empregos/ano, metade dos quais decorrente da segunda fase do “Minha Casa, Minha Vida”. O aumento de renda anual esperado é de R$ 124 bilhões, R$ 63 bilhões deles resultantes do programa habitacional.

Para Melvyn Fox, presidente da Abramat, o faturamento da indústria de materiais de construção deverá receber um incremento de cerca de 8,5% ao ano, passando dos R$ 96 bilhões, registrados em 2009, para R$ 188 bilhões em 2016.

Hidrovia Araguaia–Tocantins vai operar a partir de 2012

Com os R$ 520 milhões garantidos pelo governo federal, a Hidrovia Araguaia–Tocantins deve entrar em operação em 2012. Segundo informações do governo do Pará, esses recursos serão usados para o derrocamento de pedras em um trecho de 43 km de extensão, para permitir a navegabilidade de embarcações de grande porte, com 19 mil t de capacidade.

Além do derrocamento das pedras, feito por meio de explosivos, a conclusão da hidrovia também depende das obras de eclusas na barragem da usina hidrelétrica de Tucuruí. A hidrovia terá 2.794 km de extensão, profundidade máxima de 3,5 m, e vai ligar a região Centro-Oeste ao sul do Pará e ao porto de Vila do Conde (PR).

O potencial hidroviário para escoar as riquezas brasileiras é imenso. Dos 42 mil km de vias navegáveis no País, apenas 8.500 km são exploradas. Apesar de apontadas como alternativas de menor custo, quando o assunto é transporte para grandes volumes e grandes distâncias, as hidrovias são o sistema de menor participação no transporte de mercadorias: somente 13%.

Sai licença para a Vale construir siderúrgica no Pará

A Companhia Vale do Rio Doce (Vale) recebeu a Licença Prévia do Projeto Aços Laminados do Pará (Alpa). O documento foi entregue ao diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, pela governadora do estado, Ana Julia Carepa, em Marabá, local onde será instalada a siderúrgica. O empreendimento faz parte da estratégia da Vale de promover o desenvolvimento do setor no Brasil, agregando valor ao minério e gerando riqueza e desenvolvimento para o País.

A planta exigirá investimentos de cerca de R$ 5,2 bilhões e terá capacidade anual de produção de dois milhões de toneladas métricas de aços semiacabados (placas) e 500 mil t de aços laminados (bobinas a quente e chapas grossas). A ideia da Vale é agregar valor ao minério de ferro extraído das minas de Carajás, no município de Parauapebas (PA). Durante as obras para a construção da siderúrgica deverão ser gerados cerca de 16 mil empregos na região. Já na fase de operação da unidade, está prevista a criação de 5.300 postos de trabalho diretos e 16 mil indiretos.

O empreendimento compreende a instalação de um sistema totalmente integrado: uma usina siderúrgica, para produzir aços laminados e placas; a construção de um acesso ferroviário, para receber o minério de ferro de Carajás; e a construção de um terminal fluvial no rio Tocantins, para receber o carvão mineral e fazer o escoamento da produção siderúrgica até o Terminal Portuário de Vila do Conde, em Barcarena (PA). Além de atender à produção da siderúrgica, a futura hidrovia deverá servir a outras atividades socioeconômicas da região.

A expectativa é de que os serviços de terraplanagem sejam iniciados em junho de 2010 e as demais etapas das obras, em outubro. A entrada em operação da usina (alto-forno, aciaria e laminação) tem previsão para novembro de 2013.

JCB investe 89 milhões de euros em motor verde

A JCB, líder mundial na fabricação de retroescavadeiras e manipuladores telescópicos, prepara-se para a legislação de emissões que está para ser aprovada em toda a União Europeia. Para isso, a empresa fez um dos maiores investimentos de sua história, com o objetivo de desenvolver o motor mais verde, no segmento de máquinas fora da estrada.

A empresa investiu cerca de £80 milhões em atividades de pesquisa e desenvolvimento de um novo sistema de combustão, que será incorporado no novo motor JCB Ecomax T4 de 4,4 litros – a nova geração de motores JCB Dieselmax. O investimento resultou em uma solução inédita no setor, que não só dispensa o tratamento posterior para os gases de exaustão como também oferece redução de custos para os usuários de equipamentos de porte intermediário.

No momento, o novo motor está sendo submetido a uma bateria de testes antes de entrar na linha de produção, o que está previsto para acontecer em 2012, atendendo à legislação interina de Nível 4/Estágio 3B.

Os principais benefícios dessa inovação no novo motor JCB Ecomax T4 de 4,4 litros são:

menor custo de propriedade;

maior índice de confiabilidade;

melhor empacotamento e nenhum comprometimento no projeto da máquina.

Segundo Alan Tolley, diretor da área de Programas de Motores da JCB, “cumprir a legislação de Nível 4 definida para emissões é um enorme desafio, mas também representa uma grande oportunidade para inovações, para se chegar a uma solução que realmente traga vantagens a nossos clientes. Em nossa opinião não apenas desenvolvemos o motor mais verde do setor de fora da estrada como também o primeiro de nossa indústria”. Os motores JCB Dieselmax equiparão as máquinas que a JCB do Brasil importa e comercializa no Brasil, por isso, a partir de 2012 o novo motor deve chegar também ao Brasil.

MMX anuncia investimentos de R$ 200 milhões em 2010

A MMX, empresa de mineração do Grupo EBX, anunciou, no dia 12 de março, que vai investir cerca de R$ 200 milhões nas unidades operacionais e nos projetos em desenvolvimento da empresa em 2010. Os recursos serão destinados para melhorias operacionais, logísticas e de qualidade dos produtos, pesquisa geológica e projetos de engenharia.

Com os investimentos, a companhia se prepara para iniciar um novo ciclo de crescimento, frente à retomada da produção industrial no mundo e o reaquecimento da demanda de minério de ferro, principalmente nas economias emergentes, como a China.

Novas gruas de alta performance

A Locar está trazendo para o mercado novas gruas de alta performance. Para transporte horizontal e vertical de cargas, elas utilizam apenas dois tramos de cabos, que dobram a velocidade de operação, reduzindo tempo e o custo das tarefas executadas.

O acionamento dos motores é feito por meio de inversores, não havendo picos de partida, o que traz vantagens em termos de redução do consumo de energia, bem como precisão nas operações e nos posicionamentos de pré-moldados, diminuindo desperdícios de materiais.

O sistema de segurança das gruas é feito por sensores e computadores que gerenciam toda a tarefa de içamento, indicando no display, em tempo real, carga içada, raio utilizado e velocidade empenhada na operação.

Os equipamentos são certificados pelas normas DIN e FEM.

Ferrovia Norte–Sul terá novo edital para obras no tramo Sul

A Valec, estatal para projetos ferroviários do governo federal, deverá publicar, até o final de abril, edital para execução das obras e serviços de engenharia do trecho entre Ouro Verde de Goiás (GO) e Estrela do Oeste (SP) da Ferrovia Norte–Sul. O projeto executivo da obra já foi elaborado e falta a liberação da Licença Prévia pelo Ibama para que o edital da obra seja lançado. A Ferrovia Norte–Sul foi projetada para promover a integração nacional, minimizando custos de transporte de longa distância e interligando as regiões Norte e Nordeste às Sul e Sudeste, através das suas conexões com 5 mil km de ferrovias privadas.

Sabesp responde por 26% de todo o investimento em saneamento no País

Relatório do Ministério das Cidades aponta que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é responsável por 26% de todo o investimento feito em saneamento no Brasil. De acordo com a última edição do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS), em 2008 as empresas do segmento investiram R$ 5,6 bilhões. Desse total, R$ 1,708 bilhão (com atualizações monetárias) foram da companhia paulista. Em 2009, a empresa bateu recorde de investimento, com um total de R$ 1,834 bilhão aplicados. Desse total, R$ 977,5 milhões foram para programas de tratamento de esgoto e R$ 856,9 milhões em água.

A empresa também ocupa posição de destaque quando se trata de reduzir as perdas de faturamento. Entre 2006 e 2009, o índice caiu de 32% para 26%. O volume de água que deixou de ser desperdiçado foi de mais de 174 bilhões de litros, suficiente para abastecer cerca de 1,7 milhão de pessoas por um ano, ou seja, as populações de cidades como Campinas e Osasco juntas. A redução teve impacto direto na queda do índice nacional de cerca de 40% em 2007 para 37,4% em 2008.

No ano passado, a Sabesp alcançou lucro líquido recorde, de R$ 1,37 bilhão, de acordo com balanço financeiro divulgado em março pela empresa. A empresa tem desenvolvido um amplo plano de investimentos para atingir, até 2018, a universalização dos serviços de água e esgoto nas 366 cidades onde atua em São Paulo. Nos últimos três anos, cerca de três milhões de pessoas (equivalente à população de Salvador) passaram a contar com tratamento de esgoto. Mais de um milhão de habitantes foram beneficiados com a ampliação da rede coletora.

Prêmio SH de Inovação

A SH está lançando o Prêmio SH de Inovação. Trata-se de um concurso científico com objetivos de incentivar e difundir as ideias de estudantes brasileiros no desenvolvimento de novos produtos e aplicações, ou de projetos para manutenção que visem à industrialização da construção civil na área de formas para concreto, escoramentos metálicos e andaimes.

O Prêmio tem duas categorias: Produtos & Aplicações, com projetos de soluções que visem à industrialização da construção civil; e Gestão da Manutenção, com os projetos de soluções para a gestão da manutenção dos equipamentos, de forma a agregar valor pelo aumento da produtividade ou pela redução de custos, e ser sustentável, dentro dos conceitos de preservação do meio ambiente.

O concurso será realizado em duas etapas: a primeira consistirá na inscrição de pré-projetos, e a segunda, no desenvolvimento dos trabalhos selecionados na primeira etapa. Para participar basta ser estudante matriculado no ano letivo de 2010 nos cursos brasileiros de nível superior em tecnologia, de graduação ou sequenciais e pós-graduação (lato sensu), e inscrever-se obrigatoriamente com um professor-orientador da mesma instituição. Não há restrição quanto ao tipo de curso ou período, mas é vedada a participação de funcionários, estagiários, consultores e prestadores de serviços do Grupo SH e de seus concorrentes.

Os pré-projetos selecionados receberão ajuda de custo para despesas com deslocamento, material de pesquisa e protótipos, de R$ 500,00 por mês. O vencedor receberá um prêmio em dinheiro no valor de R$ 10.000,00, e seu professor-orientador, R$ 5.000,00, além de troféu e diploma do concurso.

TCU analisa documentação do TAV

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) remeteu ao Tribunal de Contas da União (TCU), no dia 19 de março, a documentação complementar do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) Rio–São Paulo–Campinas, para a elaboração do parecer que precederá à publicação do edital de licitação para o empreendimento. Da documentação entregue ao TCU fazem parte os estudos de engenharia e de impacto ambiental do projeto. O TCU tem o prazo regimental de 60 dias (até 19 de maio) para a avaliação final.

Segundo a assessoria de imprensa do TCU, devido à importância do projeto, o processo será tratado como prioridade e deve ser votado antes do prazo regimental. Os documentos estão sendo estudados pelos auditores do Tribunal, que os entregarão ao relator do processo. Este, por sua vez, dará seu parecer e o encaminhará para votação em plenário.

Terex investirá R$ 150 milhões em nova fábrica em Guaíba (RS)

A Terex assinou, no dia 29 de março, Protocolo de Intenções com o governo do estado do Rio Grande do Sul, para o investimento de R$ 150 milhões, nos próximos cinco anos, na construção de uma nova unidade fabril na cidade de Guaíba. A iniciativa faz parte da estratégia de expansão da Terex nos mercados de maior crescimento para a companhia mundialmente, entre os quais o Brasil e a região latino-americana.

Ocupando uma área de 50 hectares (500 mil m²), a nova fábrica será mais de 10 vezes maior que a atual e deverá entrar em operação após um ano. Inicialmente, serão produzidos os equipamentos para o segmento de Roadbuilding (Construção de Estradas), mas a Terex já estuda a proposta de fabricar máquinas de outros segmentos nos quais atua, como Construção, Plataformas Aéreas de Trabalho, Guindastes e Processamento de Materiais.

O empreendimento deverá gerar 650 postos de trabalho ao final de cinco anos.

Nasce a Odebrecht TransPort

O grupo Odebrecht anunciou a criação de uma nova para atuar especificamente nos setores de transporte urbano, rodoviário, infraestrutura de logística e aeroportuário. Batizada de Odebrecht TransPort (OTP), a empresa já nasce com carteira e está constituída de cinco ativos. São eles a Concessionária Litoral Norte (CLN), que administra a BA-099 na Região Metropolitana de Salvador; a Rota das Bandeiras (SP), Embraport (SP), Via Parque (PE) e Via Quatro (SP). Juntos, esses ativos deverão representar um faturamento de R$ 502 milhões em 2010.

Até 2015, estão previstos investimentos de R$ 5 bilhões, já comprometidos com a consolidação desses ativos. Em curto prazo, a direção da nova empresa anunciou que pretende adquirir a concessão da BA-093, com 125,3 km. Caso ganhe a licitação, a OTP terá o direito de explorar a infraestrutura rodoviária por meio de cinco praças de pedágio, em troca da prestação de serviços, como recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação da capacidade viária.

Além da BA-093, a OTP pode investir, nos próximos anos, em outras concessões de rodovias federais e estaduais. Outra possibilidade é a aquisição da concessão dos terminais privativos da Braskem em Aratu. Um projeto específico seria montado para executar a expansão dos terminais, mas ainda não há uma proposta concreta.