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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 18 · 08/2011 · Agosto 2011

Mills amplia investimentos para R$ 432,7 milhões em 2011

A Mills, uma das líderes nacionais em soluções de engenharia, ampliou de R$ 128,9 milhões para R$ 161,3 milhões os investimentos previstos em 2011 para a divisão Rental, focada no aluguel e venda de equipamentos motorizados de acesso. Consequentemente, o orçamento para o crescimento orgânico da Mills deste ano totalizará R$ 432,7 milhões, sendo 28,3% superior à estimativa inicial de R$ 337,2 milhões. Em julho, a Mills aumentou também o montante destinado à divisão Jahu (construção comercial e residencial) de R$ 136,4 milhões para R$ 199,5 milhões. Os investimentos deste ano fazem parte do plano de investimentos de R$ 1,1 bilhão para o período 2010-2012.

O motivo do aumento de 25% nos investimentos da divisão Rental é a forte demanda nesse mercado de atuação e o sucesso da implantação de novas unidades. A taxa de utilização dos equipamentos motorizados de acesso mantém-se acima do nível normal, de 75%, com tendência de alta nos últimos meses. O investimento adicional de R$ 32,4 milhões será utilizado para a compra de equipamentos para abastecer principalmente as novas unidades.

A divisão Rental iniciou seu plano de expansão geográfica em janeiro de 2010, quando detinha apenas quatro unidades localizadas na região Sudeste do Brasil. Desde então, foram abertas 10 unidades nas regiões Sudeste, Sul, Norte e Nordeste, cujas receitas representaram, em conjunto, 48% da receita total da divisão Rental no primeiro trimestre de 2011. Neste ano, serão abertas mais cinco unidades, sendo que já foram iniciadas a implantação de três delas: em São Luís, no Maranhão, em Itaboraí e em Resende, ambas no estado do Rio de Janeiro, no primeiro trimestre de 2011.

 

Complexo hoteleiro será erguido em Barueri (SP)

A rede de hotéis britânica Intercontinental Hotels Group (IHG) firmou acordo com a Allta Desenvolvimento, do Grupo Servape, para gerir o hotel & resort do complexo imobiliário Cidade de Negócios Allta, empreendimento green building que será construído no km 30 da rodovia Castello Branco, em Barueri. O diretor da Allta, Leonardo Nunes, assinala que com o negócio, que selou a construção do Crowne Plaza Barueri, as empresas viabilizaram o primeiro hotel do segmento corporativo de alto padrão com abertura prevista na Grande São Paulo antes de 2014.

O Crowne Plaza Barueri terá 264 suítes. Funcionará dentro de uma área de 250 mil m², ocupada também por centro de convenções - do Grupo Transamérica, com 18 mil m² -, shopping center e helicentro para mais de 50 aeronaves, além de 9 torres de escritórios padrão “triple A” (classe AAA). Especialistas do setor, consultados pelo incorporador, avaliaram que, se pronta, a Cidade de Negócios teria hoje valor de mercado superior a R$ 3 bilhões.

Segundo o consultor hoteleiro Caio Calfat, que assessora o Grupo Servape, mesmo com a proximidade da Copa as empresas do mercado imobiliário e do setor hoteleiro têm voltado seus investimentos para hotéis de classe econômica, “e a maioria deles está sendo construída fora do eixo da capital, no interior do estado”, afirma. “Os melhores terrenos da cidade, ou aqueles aptos a abrigar hotéis de ponta, vêm sendo ocupados por empreendimentos residenciais, cuja demanda está aquecida”, complementa Calfat.

 

OAB ajuizará ação contra Angra 3

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu, por unanimidade, ajuizar Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) junto ao Supremo Tribunal Federal contra a Resolução n° 3/2007 do Conselho Nacional de Política Energética. A resolução determina que as Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) e sua controlada retomem a construção da Usina Termonuclear Angra 3 e prevê sua entrada em operação comercial no ano de 2013, integrando a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, localizada na cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

No entendimento dos conselheiros federais da OAB, a Resolução padece de vício formal, uma vez que não tramita no Congresso Nacional qualquer projeto de lei ou legislação que autorize o prosseguimento das obras. Por meio da ADPF, a OAB reivindicará que o STF declare sua ineficácia até que sobrevenha autorização do Congresso Nacional, mediante decreto legislativo, e seja editada lei federal que disponha sobre a usina nuclear.

Angra 3 está com cerca de 20% do volume de concreto estrutural executado, de acordo com a estatal responsável, Eletrobrás Eletronuclear.

 

Geradora está entre as 100 maiores do mundo

Segundo pesquisa realizada pela publicação International Rental News, a A Geradora posicionou-se entre as 100 maiores locadoras do mundo na área de equipamentos como geradores, compressores, plataformas aéreas e manipuladores telescópicos. É a primeira vez que a empresa participa do ranking, organizado pela publicação global, já alcançando o 93º lugar no ranking internacional de 2010, com um faturamento equivalente a 63 milhões de euros.

Para o Presidente da A Geradora, Enilson Moreira, o resultado deve-se às perspectivas de crescimento do país, além de um forte trabalho de gestão corporativa. “A abertura de novas filiais, os investimentos realizados na nossa frota de locação e na nossa qualificação profissional, além do atendimento à crescente demanda do segmento de construção, infraestrutura, óleo e gás no Brasil foram fatores essenciais para esse título”.

Segundo a revista, A Geradora ocupou a 20ª posição entre as locadoras de seu segmento que mais investiram em 2010, com aportes que totalizaram 55 milhões de euros, preparando-se para extenso programa de obras previstas para o país. Atuante no mercado há 22 anos, a Geradora disponibiliza mais de dez mil itens de equipamentos para clientes de diversos segmentos. Hoje, a empresa conta com 18 Unidades de Negócio espalhadas pelo Brasil e vem apresentando significativo crescimento nos últimos anos.

 

Protótipo da Caterpillar

Agosto marcou a entrega do primeiro protótipo, uma retroescavadeira 416E, da nova unidade Caterpillar em Campo Largo (PR). A entrega estava prevista para o mês de setembro, mas foi adiantada em algumas semanas. A primeira série destinada à venda deve ser entregue em outubro. Essa é a primeira de quatro unidades do equipamento que serão utilizadas para testes de qualidade. Cada máquina deverá operar de 200 a 300 horas para, então, validar a linha de montagem da nova fábrica. A proximidade de Curitiba é de extrema importância para a PESA, que comercializa equipamentos Caterpillar na região sul do Brasil.

 

Aeroporto de Brasília recebe Licença Ambiental Prévia para obras de ampliação

O Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek recebeu, no dia 2 de agosto, a Licença Prévia Ambiental para as obras de ampliação do Terminal de Passageiros. O documento foi expedido pelo Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal – Brasília Ambiental (IBRAM). “A Licença Prévia permite que a Infraero dê continuidade no planejamento da empresa e inicie os processos de licitação para as diversas obras que integram a ampliação do aeroporto, como expansão do Terminal de Passageiros, construção do Centro de Manutenção e do novo Terminal de Logística de Carga”, destacou Mauro Cauville, superintendente de Meio Ambiente da Infraero. A licitação para contratação das obras de ampliação do Aeroporto de Brasília – orçadas em R$ 742,37 milhões – tem previsão de publicação do edital em outubro de 2011. Em maio deste ano, já foram iniciados os serviços de reforma do Terminal, com término previsto para dezembro de 2011. Além disso, também está em licitação a instalação do segundo Módulo Operacional do Aeroporto de Brasília. O primeiro Módulo está em funcionamento desde novembro de 2010. Após a conclusão dessas melhorias, o Aeroporto de Brasília terá capacidade para atender 26,5 milhões de passageiros por ano. “O planejamento da Infraero está sendo cumprido com total empenho. E a Licença Prévia é parte fundamental para a continuidade do volume de obras que integram o crescimento do Aeroporto Internacional de Brasília para atender a demanda”, disse o superintendente do aeroporto, Antonio Sales.

Definido sistema de transmissão para complexo de hidrelétricas do Mato Grosso

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) finalizou os estudos para a definição do sistema de transmissão que será associado aos cinco projetos de usinas hidrelétricas a serem construídas no Mato Grosso. Ficou decidida a implantação de um sistema em corrente alternada de 500 quilovolts (kV), que permite a viabilização de futuras conexões com os sistemas locais, próximos às usinas hidrelétricas.

Somados, os cinco empreendimentos somam potência instalada de 3.450 megawatts (MW). As usinas são: Teles Pires (1.820 MW), São Manoel (700 MW), Sinop (400 MW), Colíder (300 MW) e Foz do Apiacás (230 MW). Segundo a EPE, buscou-se uma alternativa que garantisse a boa distribuição da energia elétrica produzia pelo complexo, “levando em conta a longa distância dos centros consumidores”.

O conjunto de projetos em Mato Grosso totalizará 1.500 km de extensão, desde a subestação de Paranaíta até a de Marimbondo. Em todo o sistema de transmissão serão investidos cerca de R$ 3,8 bilhões, e a estimativa é que o leilão dessas novas linhas e subestações ocorra ainda em 2011.

Os projetos terão que entrar em operação até janeiro de 2015 – data prevista para o início do funcionamento comercial da hidrelétrica de Teles Pires, licitada no final do ano passado.

A integração das cinco usinas com o Sistema Interligado Nacional (SIN) se dará por meio de três linhas de transmissão entre as subestações de Paranaíta e Ribeirãozinho. Serão implantadas três novas subestações nesse trecho.

 

Concessões de 114 hidrelétricas serão revistas

Está na pauta do governo federal a definição do destino das concessões de 114 usinas hidrelétricas, que começam a vencer a partir de 2015. Os empreendimentos somam 30,7 mil megawatts de potência, o que representa mais que o dobro do que é gerado pela Usina Hidrelétrica de Itaipu (PR), a maior do Brasil e a segunda maior do mundo, com 14 mil megawatts. Desses empreendimentos, 67 terão suas concessões expiradas em 2015, o que representa 18,2 mil megawatts, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Outras 47 hidrelétricas terão suas concessões vencidas entre 2016 e 2035, somando mais 12,5 mil megawatts. Atualmente, o país tem 176 empreendimentos hidrelétricos que somam 77,6 mil megawatts de potência instalada.

Entre as usinas que terão suas concessões vencidas em 2015 estão a Hidrelétrica Ilha Solteira, no Rio Paraná (SP/MS), com 3,4 mil megawatts, a concessionária da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), e a Hidrelétrica Xingó, no Rio São Francisco, com 3,1 megawatts, que é da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf).

Duas alternativas deverão ser adotadas para as concessões vencidas: ou o governo alterar a legislação em vigor e renovar as concessões, ou realiza novos leilões. De acordo com a Lei 9.074, de 1995, as concessões têm validade de 30 anos, renováveis apenas uma vez, por mais 20 anos. Depois do término da concessão, os empreendimentos voltam para as mãos da União, que deverá fazer novas licitações. O Ministério de Minas e Energia criou um grupo de trabalho para analisar as alternativas.

 

Merlo é a mais nova marca representada pela BMC

A Merlo, marca italiana, uma das líderes mundiais na fabricação de manipuladores telescópicos, self-loading betoneiras e esteiras transportadoras é a mais nova marca representada pela BMC no Brasil. A empresa, que já distribui produtos da Hyundai Heavy Industries, Zoomlion, XCMG, Shantui e Daemo, amplia sua gama de produtos, apostando em mais esse segmento de atuação.

Presente na Itália, Alemanha, França, Áustria, Reino Unido, Suíça, Noruega, Rússia, Austrália e Nova Zelândia, a empresa investe pesado em pesquisa de tecnologia, consolidando-se como ponto de referência internacional quando o assunto são manipuladores telescópicos, betoneiras autocarregáveis, coletores e plataformas. Ao todo, a empresa possui seis linhas de produção e montagem para 71 modelos diferentes, mais de 48 mil máquinas comercializadas e 600 concessionárias em todo o mundo. A fábrica que possui 38 robôs está investindo 45 milhões de euros em sua ampliação em 2011, adquirindo mais 18 robôs e renovando seu centro de distribuição de peças.

Em princípio, a BMC comercializará as linhas de manipuladores telescópicos modelos P25.6, P34.7, P34.10, P38.13, P40.7, P40.17, P60.10, P72.10, P120.10 HM, P65.14 HM, P50.18 HM e as máquinas Roto modelos R38.16 S, R45.21 MCSS, R40.26, R60.24 MCSS e R40.30 MCSS. Entretanto, outros produtos entrarão no portfólio da empresa em breve.

Para Hamilton Bogado, Diretor Geral da BMC/Merlo no Brasil, esta parceria é exclusiva e recente, tendo seu início nos primeiros meses de 2011. “Com essa aliança, esperamos elevar o padrão de comercialização dos produtos, trazendo máquinas top de linha e inovando cada vez mais na gama de aplicações. Também pensamos nas empresas de locação, que serão beneficiadas com um portfólio de produtos ainda maior e mais confiável” – comemora Bogado.

 

Bombardier fornecerá trens para o monotrilho de São Paulo

A canadense Bombardier fornecerá 54 trens de sete carros cada (378 carros no total), que trafegarão na linha de monotrilho do Expresso Tiradentes, em São Paulo (SP). O valor do contrato é R$ 1,44 bilhão. O monotrilho poderá transportar 40 mil passageiros por hora em cada sentido, podendo chegar a 48 mil passageiros por hora. A capacidade do último monotrilho fornecido recentemente pela companhia - para a Arábia Saudita - é de 20 mil passageiros por hora.

O sistema, com extensão de 24 quilômetros e 17 estações, ligando a Vila Prudente à Cidade Tiradentes, deverá entrar em operação em 2014. Com a conclusão das obras, o percurso, atualmente feito em duas horas, poderá ser realizado em 50 minutos, beneficiando cerca de 500 mil usuários por dia útil.

De acordo com a diretoria da Bombardier, os primeiros carros do monotrilho serão produzidos na fábrica da companhia no Canadá, mas os carros subsequentes serão fabricados na unidade da empresa em Hortolândia, no interior de São Paulo, que passou por ampliação justamente para atender à encomenda.

As construtoras Queiroz Galvão e OAS são parceiras da Bombardier no consórcio que venceu a licitação e deverão executar as obras do monotrilho.