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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 9 · 10/2010 · Setembro 2010

Quatro novas usinas eólica no Nordeste

A Galvão Energia (Dreen), empresa do Grupo Galvão, conquistou quatro projetos no leilão de fontes alternativas realizado em 26/10 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As quatro usinas de geração de energia eólica serão implantadas no município de São Bento do Norte, no litoral do Rio Grande do Norte, e terão um potencial instalado de 94 MW. O investimento previsto é de R$ 400 milhões. A empresa terá o direito de comercializar energia para as distribuidoras por 20 anos.

A implantação terá início em 2011, com prazo de conclusão previsto para o final de 2012. No início de 2013, as usinas de Olho D’água, São Bento do Norte, Farol e Boa Vista começarão a produção de energia. Serão aproximadamente 47 aerogeradores instalados nos quatro parques eólicos. Esses são os primeiros contratos de longo prazo conquistados pela Galvão Energia. A empresa tem um portfólio eólico de 600 MW e 300 MW em projetos de pequenas centrais hidrelétricas.

LLX recebe licença de instalação para Unidade de Petróleo

A LLX, empresa de logística do Grupo EBX, recebeu a Licença de Instalação para a Unidade de Tratamento de Petróleo (UTP) no Superporto do Açu, em São João da Barra (RJ). A unidade terá capacidade para tratamento de 1,2 milhões de barris/dia (capacidade estática de 13,5 milhões de barris) e áreas para estocagem, processamento e movimentação de petróleo cru. A emissão da Licença de Instalação permite que o Complexo Industrial do Superporto do Açu desenvolva sua vocação de novo polo de petróleo e gás, atendendo diretamente as Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo.

O petróleo será transportado das plataformas até o porto por navios FPSOs. Entre o local para atracação e a unidade, o petróleo será movimentado por dutovia. Na fase de implantação da UTP, com duração de 24 meses, serão gerados 2 mil empregos diretos. E durante a operação, prevista para o primeiro semestre de 2012, serão gerados 180 empregos diretos e 450 indiretos.

Terex vende pacote de gruas à Locar

A Locar Guindastes e Transportes Intermodais inaugura sua parceria com a divisão de gruas da Terex Latin America com a aquisição do primeiro pacote de 16 gruas que será entregue até o final de 2010. O investimento é de US$ 4,5 milhões.

O pacote é composto por 10 gruas automontantes modelo CBR40H PLUS, que serão destinadas a obras do projeto Minha Casa, Minha Vida e utilizadas na construção de prédios residenciais com até oito andares; cinco gruas fixas do tipo Flat Top modelo CTT-91-5 TS16, utilizadas em projetos imobiliários superiores a oito andares; e uma unidade da grua industrial modelo Hammerhead SK415 20 T, utilizada em obras de grande porte.

A Terex Latin America investiu na criação de uma estrutura local nas áreas comercial e de pós-venda, que dará todo o suporte técnico, montagem e treinamento à equipe da Locar. “Esperamos desenvolver com a Terex uma parceria de longo prazo também no segmento de gruas. A equipe técnica da Terex e da Locar estarão juntas ao cliente final oferecendo todo o suporte necessário na montagem dos equipamentos”, comenta Yuri Caldeira, gerente-executivo de plataformas, manipuladores e gruas da Locar. O primeiro contrato de locação da grua industrial Terex modelo Hammerhead SK415 20 T foi fechado com a empresa Cimento Itambé.

Minicarregadeiras Case sobre esteiras

A Case Construction é a única empresa a fornecer no mercado brasileiro as minicarregadeiras skids, sobre esteiras. As máquinas 420CT e 445CT série 3 são mais um lançamento da marca para ampliar o portfólio de produtos, que já chega a 30 modelos em 7 linhas diferentes, entre as skids de pneus e de esteiras, pás carregadeiras, motoniveladoras, retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas e empilhadeiras.

As skids sobre esteiras são ideais para trabalhos em pequenos espaços e em áreas congestionadas, onde é necessária menor pressão sobre o solo. “Apesar de ser uma máquina com maior peso operacional que a minicarregadeira sobre rodas, ela faz menor pressão porque sua área de contato com o solo é muito maior. É a máquina ideal para trabalhos em terrenos de baixa sustentação”, explica o gerente de Marketing de Produto da Case, Edmar de Paula.

As skids sobre esteiras têm grande capacidade de carga operacional, com 1.297 e 1.487 kg, e maior durabilidade nessas aplicações. Os modelos 420CT e 445CT série 3 também oferecem alta produtividade, baixo custo operacional e conforto para o operador. Os braços quando recolhidos, com caçamba no nível do solo, apóiam-se no chassis evitando esforço demasiado sobre os cilindros e reduzindo os esforços estruturais. Bombas hidráulicas acopladas diretamente ao motor ajudam a evitar a perda de potência e eliminam a manutenção das correias.

Wirex abre filial no Rio de Janeiro

A Wirex está abrindo uma filial na cidade do Rio de Janeiro, com o propósito de ampliar a participação nos segmentos da construção. A empresa já possui contratos regulares com a Petrobrás, para fornecimento de cabos para as dezenove refinarias espalhadas pelo Brasil e para atendimento das plataformas na Bacia de Campos.

“Temos parcerias com estaleiros no Ceará e Rio de Janeiro e um importante fornecimento de cabos para um projeto no Porto de Suape. Com a filial Rio, nossos negócios nesses segmentos vão crescer mais ainda e a meta é crescer 10% até o final deste ano”, conta Fernando Berardo, diretor comercial da empresa.

New Holland comemora 60 anos de Brasil

Há 60 anos, chegava ao Brasil a primeira empresa do Grupo Fiat, a Moto Agrícola Indústria e Comércio. Em seis décadas, a companhia enfrentou fusões, superou obstáculos internos e macroeconômicos e tornou-se uma das principais fabricantes de equipamentos do gigante país sul-americano. Hoje, 40 mil equipamentos das marcas Fiatallis e New Holland estão em operação, atuando em diversos setores da construção, infraestrutura, mineração ou no agronegócio brasileiro.

Tudo começou nos anos 50, quando Brasil preparava-se para o desafio de crescer. Terminara a segunda guerra e o país buscava consolidar as bases de seu desenvolvimento com o aprimoramento e ampliação do parque industrial. Por outro lado, o país precisava também implementar uma política para a agricultura. O atraso no campo era apontado como obstáculo ao processo de desenvolvimento do país.

Diante das novas possibilidades na indústria e no campo, o Grupo Fiat decidiu apostar no Brasil e trouxe seus primeiros representantes e máquinas em 1950 para um armazém no bairro do Brás, em São Paulo, tradicional reduto de imigrantes italianos. A empresa foi batizada de Moto Agricola Indústria e Comércio e sua finalidade era distribuir tratores FIAT para um país que estava despertando.

O italiano Benito Merlin, que chegou no Brasil naquela época, lembra dessa fase inicial com se fosse uma epopéia. “Foi um período marcado por muitas dificuldades. Um telefonema demorava até três dias para ser complementado”, diz. “O maior problema era a condição das estradas brasileiras, em que a maioria das cidades no interior tinha acesso muito precário ou estava praticamente isolada. Mas era ali que estavam os clientes mais potenciais dos nossos tratores e tínhamos que ir até eles”, acrescenta o ex-funcionário, já falecido, em depoimento à revista Mundo Fiat, em 1999.

Durante toda a década de 60, centenas de tratores de esteira FIAT foram vendidos para órgãos governamentais e produtores rurais, principalmente nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. O armazém do Brás começou a ficar pequeno e em 1954 o Grupo comprou a nova sede da Moto Agrícola, às margens da Rodovia Anchieta, em São Paulo, com 65 mil m² (quase sete campos de futebol).

Estabelecida e ainda com bons negócios por vir, em 1967 a Moto Agrícola Indústria e Comércio funde-se com a Diesel Motor Indústria e Comércio, dando origem à Tratores Fiat do Brasil. Em 1969, o Grupo Fiat adquire a fábrica de motores da alemã Deutz em Contagem, Minas Gerais, inaugurada em 1970.

“Foi a semente de tudo. A fábrica de Contagem era a casa do Grupo Fiat em Minas Gerais e no Brasil, e foi aqui que aconteceram muitas das reuniões para os acertos da vinda da Fiat Automóveis para o País, hoje líder de mercado e com mais de 10 milhões de carros produzidos desde 1976”, explica Gino Cucchiari, italiano de Viterbo e pessoa chave na história e no desenvolvimento da marca desde 1969, hoje diretor da New Holland.

Na próxima edição, mais um capítulo dos 60 anos. Acesse www.newholland60anos.com.br e conte sua própria história com a New Holland, que pode ser premiada.

New Holland tem nova concessionária no Rio

O Grupo Pianna, fundado em 1959, em Linhares (ES), inicialmente como um pequeno negócio de “secos e molhados” e depois se expandindo para as áreas de concessionárias de veículos, distribuição de óleo lubrificante, materiais de construção, distribuição de bebidas, tratores agrícolas e equipamentos de construção, inaugurou, em 26 de outubro, uma nova concessionária New Holland no Rio de Janeiro. O empreendimento exigiu investimentos da ordem de R$ 10 milhões e tem como meta assegurar a participação de cerca de 25% no mercado regional, ainda em 2010.

Na sua estrutura, a nova concessionária conta com 50 funcionários diretos, incluindo vendedores e mecânicos, cobrindo todo o Rio de Janeiro. Para atendimento rápido aos clientes, a concessionária dispõe de depósito com 5 mil itens de peças de reposição, abastecendo toda a linha de máquinas, além de 14 veículos assistenciais para suporte em todo o Estado;

A sede da concessionária conta com 7.500 m2, oficina dotada de novos equipamentos e ferramental completo para assistência aos clientes.

A escolha do Rio de Janeiro para sediar a concessionária se justifica pelo grande volume de projetos na área da construção, já em execução ou para serem executados nos próximos anos, tais como o Comperj, com investimentos estimados em US$ 8,38 bilhões; Porto Maravilha, (R$ 374 milhões); Complexo Portuário do Açu (R$ 3,6 bilhões); Usina Nuclear Angra 3 (R$ 7,3 bilhões); Porto de Itaguaí (R$ 150 milhões); Copa 2014 e Olimpíadas 2016 (R$ 28,75 bilhões); Porto do Sudeste (R$ 1,5 bilhão) e Arco Metropolitano do Rio de Janeiro (R$ 1,2 bilhão), entre outros.

Durante a inauguração, o grupo Pianna fez o lançamento oficial do projeto Mãos à Obra New Holland. Motivado pela carência de mão de obra especializada no País, o projeto busca oferecer cursos de capacitação para operadores de máquinas, a bordo de um caminhão-escola, adptado com a infraestrutura de uma sala de aula. Numa primeira etapa, a estimativa da Pianna é levar capacitação a mais de 400 operadores nas áreas de construção, locação, mineração, agronegócio, segmento florestal etc.

Scania quebra recorde histórico de vendas no Brasil

A Scania quebrou, no acumulado de janeiro a setembro, sua marca histórica de venda de caminhões pesados no País, com 11.226 veículos comercializados.  Esse resultado já ultrapassa em 2.902 unidades o total de vendas de 2009, melhor ano da empresa no Brasil, quando as vendas chegaram a 8.327 caminhões.

No segmento, a Scania continua a demonstrar superioridade perante a concorrência, com 28% de participação no mercado. No mês de setembro, a montadora comercializou 1.402 veículos. Os setores que mais impulsionaram a venda de caminhões foram: grãos, com 27,43%, seguido por carga industrial, com 21,39%. O veículo campeão de vendas da Scania no período foi o G420 A4x2 3º eixo, com 2.684 unidades comercializadas.

MVC constrói 16 novas escolas em Alagoas

A MVC foi escolhida para construir 16 novas escolas no Estado de Alagoas, para substituir as unidades destruídas pelas chuvas que atingiram a região. A empresa, especializada em produtos e soluções em plásticos de engenharia, atendeu todas as exigências e os critérios estabelecidos, como o curto prazo, que prevê a conclusão das unidades até o dia 19 de dezembro deste ano.

Segundo Gilmar Lima, diretor-geral da MVC, o projeto e a tecnologia inédita empregada pela empresa para a reconstrução das unidades permitirão que os alunos retornem às aulas ainda este ano. Cada nova escola terá seis salas de aula. Em 2006 a MVC construiu 6.600 m² de escolas para a Angola.

Para realização do projeto, a empresa utilizará o sistema Wall System, composto por estrutura metálica e sanduíche de lâminas em plástico reforçado com fibra de vidro e núcleo com isolamento térmico e acústico. A tecnologia do sistema construtivo modular da MVC é homologada pela Caixa Econômica Federal, desde 2004, com certificação de âmbito nacional concedida no final de 2009. Essa tecnologia, além de estar em conformidade com os rigorosos padrões estabelecidos pela ABNT, atende às exigências do programa, como produção em curto espaço de tempo, conforto térmico e acústico e baixo valor para construção. O teto estabelecido foi de R$ 939.664,00.

Solaris entre as 100 maiores

A Solaris Brasil subiu no ranking das 100 maiores locadoras globais da International Rental News. Com faturamento de US$ 60 milhões em 2009, a empresa ultrapassou concorrentes europeus, norte-americanos e asiáticos, alcançando a 79ª posição no índice geral.

“O resultado se deve ao aumento do foco no mercado, investimentos em processos e em recursos humanos, além do crescimento do setor de construção no Brasil”, aponta Paulo Esteves, diretor da Solaris no Brasil, que deve investir cerca de US$ 120 milhões nos próximos três anos.

Para o executivo, as boas perspectivas de crescimento do País, a criação de novas filiais e o aumento na frota de equipamentos são fatores que devem proporcionar uma escalada ainda maior nos próximos anos. “Caso fossem somadas as operações do grupo Solaris na Argentina, já estaríamos entre os 40 maiores do Ranking da International Rental News”, conta Esteves.

Em 2010, a Solaris deverá crescer cerca de 20%. Além de estimativas para dobrar o faturamento nos próximos três anos, prepara-se também para uma possível abertura de capital.