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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 72 · 08/2016 · Agosto 2016

Espaço Sobratema

Tendências no Mercado da Construção

A 10ª edição do evento estratégico Tendências no Mercado da Construção ocorrerá no dia 9 de novembro, no Espaço Hakka, em São Paulo, e é destinada a empresários, diretores, gerentes, profissionais e engenheiros de construtoras, mineradoras, pedreiras, locadoras, fabricantes de equipamentos, distribuidoras e demais companhias ligadas ao setor.

Guia Sobratema de Equipamentos

A Sobratema prepara uma nova edição do Guia Sobratema de Equipamentos, que reunirá informações técnicas dos principais equipamentos utilizados nos segmentos de escavação, carga, transporte, concretagem e pavimentação. Esse ano, o Guia será totalmente digital e estará disponível no site da Sobratema, no formato PDF, e também para download em tablets e smartphones.

Canal CHN

O Canal CHN realizou a cobertura completa do Construction Summit 2016, promovido pela Sobratema, em parceria com o WRI Brasil Cidades Sustentáveis, nos dias 15 e 16 de junho, em São Paulo. O evento reuniu especialistas do Brasil e do exterior para debater desenvolvimento urbano e tecnologias para construção. Assista aos programas: https://www.youtube.com/user/sobratema.

Instituto Opus

Um grupo de 12 engenheiros da Andrade Gutierrez participou do curso de Rigger, promovido pelo Instituto Opus, entre os dias 09 e 16 de junho. O curso foi ministrado nas instalações da empresa, pelo instrutor Oswaldo Antonio Biltoveni.

Cursos Instituto Opus

Cursos em Agosto 2016

Data - Curso - Local

01 - 03 - Gestão de Frotas - Sede da Sobratema

08 - 11 - Supervisor de Rigging - Sede da Sobratema

15 - 19 - Rigger - Sede da Sobratema

Cursos em Setembro 2016

Data - Curso - Local

12 - 16 - Rigger - Sede da Sobratema

26 - 27 - Gerenciamento de Equipamentos - Sede da Sobratema

 

 

Caixa vai liberar R$ 10 bilhões para a indústria da construção

A Caixa Econômica Federal está lançando um pacote de crédito para as construtoras. O banco pretende liberar, no mínimo, R$ 10 bilhões, de acordo com o vice-presidente de Habitação, Nelson Antônio de Souza. Segundo ele, os recursos virão de um mix de fontes, que inclui o retorno da carteira de habitação, captações da poupança, FGTS e Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

Ao ampliar os financiamentos para as construtoras, a Caixa quer estimular o setor, cujo nível de atividade ainda se encontra muito abaixo do usual. A medida está em linha com o pedido do presidente em exercício, Michel Temer, de destravar o crédito como forma de impulsionar a economia. O principal problema do setor, porém, é a falta de demanda.

A Caixa dobrou o teto de financiamento para R$ 3 milhões no âmbito do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). As construtoras poderão pegar esse crédito para financiar obras que se enquadram nesse limite, mas também para moradias mais populares, enquadradas no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que tem limite de R$ 750 mil para grandes centros urbanos. Com isso, a parcela de financiamento subiu de 70% para 80% para imóveis novos e de 60% para 70% no caso dos usados.

Dentro do pacote para as construtoras, a Caixa vai facilitar o acesso ao crédito para as empresas. Será possível contratar a operação tanto para a construção - desde que 20% das unidades estejam vendidas, o que cobriria o custo da obra - quanto para financiar potenciais compradores (neste caso, bastará que 80% do empreendimento esteja concluído).

 

 

Obras da Transnordestina prosseguem lentamente

Embora lentamente, foram retomadas as obras de construção da Ferrovia Transnordestina, no lado cearense. O empreendimento vem sendo  tocado com muito atraso pela concessionária, a Transnordestina Logística. As obras estão agora num ritmo lento, porque também é lenta a liberação do dinheiro e instável a reengenharia financeira para a sua execução.

Com 1.500 km de extensão, a Transnordestina, no Ceará, já concluiu o trecho Salgueiro-Missão Velha, e agora está sendo executado o que sai de Missão Velha e segue em direção ao Porto do Pecém. Nesse trecho, estão concluídos todos os processos de desapropriação dos terrenos pelos quais passarão os trilhos da ferrovia.

Já no trecho no Piauí, somente 100 funcionários estariam trabalhando nas obras, que já contaram com cerca de 8 mil operários, no passado.

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por meio de medida cautelar, proibir repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Valec (estatal do setor ferroviário) para a construção da Transnordestina.

A decisão foi tomada depois de o Ministério Público de Contas relatar indícios de irregularidades graves cometidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que resultaram na celebração de contratos sem prévia licitação, para construção e exploração da Transnordestina.

O projeto da ferrovia prevê que ela terá 1.728 km e ligará os portos de Pecém (CE) e Suape (PE) ao município de Eliseu Martins (PI).

Segundo o tribunal, as obras estão sendo custeadas principalmente com recursos públicos e a estimativa inicial do valor foi superada. O relatório aponta que os recursos públicos aplicados já somam pelo menos R$ 4,2 bilhões e diz que há "risco significativo" de que a verba pública utilizada para financiar o empreendimento esteja sendo mal gerida. Também foi identificado descompasso entre as execuções física e financeira do empreendimento.

 

 

CASE e Iveco exibem soluções para a indústria do concreto

Em busca de maior produtividade para seus negócios, mais de 40 empresários de grandes concreteiras de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal se reuniram na fábrica da CNH Industrial, em Sorocaba (SP), para conhecer os equipamentos que a Case Construction Equipment e a Iveco oferecem para o segmento. As pás-carregadeiras Case W20E e 621D e o caminhão Iveco Tector Construcção 260E30 foram os destaques entre as soluções apresentadas.

Vice-presidente da Case para a América Latina, Roque Reis destaca que o segmento é um dos principais compradores de pás-carregadeiras da marca. Ele exemplifica que são imprescindíveis pneus adequados ao terreno, caçamba própria para penetrar rapidamente na pilha de agregados, e a máquina, preferencialmente, equipada com Ride Control, um sistema de amortecimento do braço que evita a perda de material durante o transporte, aumentando a quantidade de material carregado por ciclo.

Vice-presidente da Iveco para a América Latina, Marco Borba afirma que “o Tector Construção é um veículo que está pronto para qualquer demanda no setor da construção civil. Esse é um mercado muito forte e estamos atentos às necessidades dos empresários desse segmento".

 

 

Sorocaba (SP) terá primeiro condomínio em wood frame

Os moradores de Sorocaba e região poderão conhecer de perto o primeiro condomínio sustentável em wood frame da cidade, tecnologia premiada internacionalmente por unir eficiência, qualidade e sustentabilidade na construção civil. O evento de lançamento do Eccoville Sorocaba aconteceu no dia 30 de julho, no bairro Caguaçu. Trata-se de um empreendimento com casas Tecverde da Eccoville, em parceria com a Palatium Engenharia, financiado pela Caixa Econômica Federal pelo Programa Minha Casa Minha Vida.

No evento foi possível visitar uma unidade decorada de 60m² e verificar as demais casas em fase de montagem. Os imóveis de dois dormitórios, quintal e garagem terão condições especiais de lançamento para interessados. São 48 unidades estilo sobrado e duas casas térreas com acessibilidade, com playground no condomínio.

O sistema wood frame, amplamente adotado na América do Norte e na Europa foi  trazido ao Brasil pela empresa. Ele quebra paradigmas da construção civil e oferece moradias com conforto, agilidade e economia. Tudo isso emitindo 80% menos CO2 e produzindo 85% menos resíduos, e utilizando 90% menos água no processo que é 70% industrializado. Além disso, após a ocupação da casa há um excelente desempenho térmico e acústico que resulta em economia no consumo de energia elétrica e no bolso do morador.

A Tecverde adaptou esse sistema às necessidades brasileiras e implantou a primeira fábrica no país em 2010. Com a iniciativa, o Sistema Construtivo Tecverde foi premiado internacionalmente (ONU, Unesco, Hermès de l’Innovation) por inovar e construir com sustentabilidade, e também por lançar o modelo de negócio que possibilita a parceria com outras construtoras, agilizando assim o processo de difusão desta tecnologia de moradias eco eficientes por todo o Brasil.

 

 

 

BMC-Hyundai estima crescer 30% até o final de 2016

A BMC-Hyundai, distribuidora exclusiva da Hyundai Heavy Industries (HHIB) no Brasil, inicia o segundo semestre de 2016 com novidades em sua estrutura organizacional. A partir de julho, a empresa passa a ter uma área de Desenvolvimento de Mercados, que trabalhará ao lado dos departamentos de pós-vendas e comercial.  Entre os objetivos da divisão, está o estabelecimento das melhores práticas do mercado para oferecer soluções sob medida aos clientes.

Alcides Guimarães (Manga), Diretor Nacional de Suporte ao Negócio da BMC-Hyundai, explica que essa é uma das estratégias da distribuidora para gerar novos negócios e crescer cerca de 30% em faturamento até o final do ano. “Mais do que uma distribuidora de máquinas, passaremos a prestar um serviço de consultoria aos nossos clientes, orientando sobre as melhores opções de aquisição”, pontua.

O objetivo da nova ação, segundo Guimarães, é oferecer o melhor custo benefício do mercado, considerando pontos como produtividade, disponibilidade, valor de revenda, consumo de combustível e custo de manutenção.

Entre as principais funções da área de Desenvolvimento de Mercado, destaca-se o entendimento das tendências e necessidades do mercado, buscando a criação de soluções customizadas para segmentos específicos.  Para atingir a meta, a proposta é integrar todas as áreas que fazem parte da operação, especialmente comercial, pós-vendas, marketing e inteligência de mercado. “Queremos estar mais próximos dos clientes, entender as suas demandas e necessidades, para juntos, buscarmos a melhor solução para cada negócio”, finaliza.

 

 

 

Socage lança linha de cesto aéreo

A Socage, multinacional italiana fabricante de plataformas aéreas, lança uma nova linha de cesto aéreo para aplicação no setor de energia e eletricidade. Desenvolvido no Brasil e em parceria com a engenharia da matriz italiana, o produto apresenta característica exclusiva em equipamentos nacionais, que facilita a operação.

Com tecnologia europeia, o produto possui baixa manutenção e tem alto índice de industrialização, atendendo às normas de segurança impostas pelo segmento. O novo cesto aéreo atende até 13,5m com isolamento e, além do setor de energia e eletricidade, pode ser utilizado para poda de árvores, limpeza de fachadas, telefonia e manutenção em geral, entre outros.

Além do Brasil, a Socage irá produzir o cesto aéreo para atender os mercados da América do Sul e Oriente Médio, principalmente. A empresa está presente em quatro continentes com diversas séries de plataformas de trabalho aéreo sobre caminhão.

 

 

Racional está à frente do Terminal de Passageiros do Aeroporto de Confins

A Racional Engenharia foi contratada pelo grupo CCR, concessionária do aeroporto de Confins (MG), para executar o novo terminal de passageiros do Aeroporto de Confins (MG). Segundo Augusto Martins, o diretor de Contratos, a obra será concluída até o final de 2016 e o maior desafio considerado é o grande volume de intervenções em um curto período de execução (12 meses). “A entrega definitiva consiste no terminal com 100% dos sistemas comissionados e em condições de utilização pelo público. Dentro desta programação, faremos entregas parciais de modo a permitir que a operação da BH Airport possa iniciar os serviços de comissionamento e garantir a efetiva operação do terminal até o final do ano”, disse.

Dividida em oito módulos, os módulos 5 e 6 correspondem à área do embarque e desembarque internacional, que fazem ligação ao terminal existente TPS1, e representam o maior volume de serviços. Diferentemente dos demais módulos, estes dois têm mais pavimentos, e subsolo com contenções. Desde o planejamento inicial, a área foi tratada como o caminho crítico da obra. Além da concentração de atividades, maior complexidade de acabamentos, pavimentos, subsolos, para início da fundação foi necessário avançar com demolições, reforços estruturais na construção existente e desvio do fluxo de veículos de serviço do terminal em operação que passava por esta região.

A obra foi planejada com duas frentes de trabalho simultâneas em sentidos opostos, e o planejamento considerou a execução como uma linha de produção com as atividades sequenciadas e com a otimização das equipes. A estrutura metálica, por sua vez, demandou um acompanhamento diário de produção para a garantia do cumprimento do cronograma.

 

 

John Deere recebe prêmio por inovação

A John Deere foi eleita a empresa mais inovadora do País na categoria “Veículos e Peças” do prêmio Valor Inovação Brasil 2016, promovido pelo jornal Valor Econômico e entregue em cerimônia realizada em São Paulo (SP), em 18 de julho. A companhia também conquistou o 21º lugar na lista das 100 empresas mais inovadoras do País.

Alfredo Miguel Neto, diretor de Assuntos Corporativos da John Deere para a América Latina recebeu a premiação e ressaltou que inovação é um dos valores fundamentais da empresa - somada à integridade, qualidade e comprometimento – valores ditados pelo próprio John Deere na fundação da empresa, há 179 anos.

Com investimento de US$ 4 milhões por dia em Pesquisa & Desenvolvimento em todo o mundo, a John Deere possui uma rede global de Inovação tecnológica. O Brasil está estrategicamente posicionado como um grande centro de inovação, junto a laboratórios dos Estados Unidos, Alemanha e Índia.

 

 

 

Pará poderá ter siderúrgica de 2 bilhões de dólares

O Governo do Estado do Pará, a Vale e a Cevital Groupe, da Argélia, assinaram em março um protocolo de intenções que representa um novo passo no processo de implantação de uma siderúrgica em Marabá, no sudeste paraense. O documento foi assinado pelo governador do Estado, Simão Jatene, pelos presidentes das companhias, Murilo Ferreira, da Vale, e Issad Rebrab, da Cevital. O protocolo trata dos parâmetros que embasam o projeto de implementação de uma siderúrgica em Marabá, que vinha sendo estudado pela Vale e agora passará a ser conduzido pela gigante argelina.

A empresa já havia investido cerca de US$ 300 milhões, incluindo gastos no desenvolvimento de engenharia, com vistas à construção da siderúrgica. Entre os termos do acordo, a Vale coloca à disposição da Cevital, além de cooperação técnica, todos os estudos e projetos já elaborados, a transferência do terreno de sua propriedade que seria destinado à construção da Alpa, o suprimento em bases comerciais de minério de ferro e os serviços logísticos para o empreendimento, além das licenças ambientais do referido projeto.

“A Vale irá ceder tudo isso sem ônus ao empreendedor. A mineradora está muito satisfeita em manter esse entendimento mútuo com o Governo do Estado e quer continuar a dar a sua contribuição para que esse grande empreendimento, importante para a região, se torne perene e reduza as disparidades sociais”, apontou o presidente da Vale, Murilo Ferreira.

Segundo a Cevital Groupe, a expectativa da empresa é que as obras para a instalação da nova siderúrgica comecem ainda este ano e entre em operação em 2019. A previsão é que os investimentos somem bilhões de dólares. Esse valor deve ser captado com outros investidores. Quando estiver em funcionamento, a siderúrgica de Marabá deve gerar 2,5 mil empregos diretos, além de seis a oito mil empregos indiretos.

A siderúrgica de Marabá terá capacidade para gerar 2,7 milhões de toneladas de aço com a produção de bobinas de aço, ferro gusa, “biletts”, “blooms”, entre outros. Issad Rebrad, presidente da Cevital Groupe, anunciou também que um dos produtos da siderúrgica de Marabá será a fabricação de trilhos para estrada de ferro. A empresa é líder na Europa na produção de trilhos, com uma fábrica sediada na Itália e agora pretende ser a primeira a produzir trilhos na América Latina.