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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 2 · 02/2010 · Fevereiro 2010

Randon fornecerá 213 retroescavadeiras ao governo gaúcho

A Randon S.A. Implementos e Participações, de Caxias do Sul (RS), por meio de sua unidade de negócios Randon Veículos, venceu a licitação do governo do Rio Grande do Sul para o fornecimento de 213 retroescavadeiras marca modelo RK 406B Tração 4x2 e motor aspirado de 82 HP, a serem repassadas pela Secretaria de Obras Públicas para os 213 municípios gaúchos contemplados no Programa de Reabilitação de Cenário de Desastres. A formalização do contrato aconteceu em 14 de janeiro.

A produção das retroescavadeiras está gerando ou conservando diversos empregos em empresas do Rio Grande do Sul, visto que tanto a Randon como a maioria dos fornecedores, estão sediados no estado.

Os equipamentos, que totalizam um montante superior a R$ 30 milhões, deverão ser entregues nos primeiros meses de 2010.

Criada em 1974, a Randon Veículos, que já detém a liderança brasileira em caminhões fora de estrada com uma participação de 90% no segmento de até 30 toneladas, está presente no mercado nacional de retroescavadeiras desde 2002 registrando em 2009 um aumento de 17% nas unidades vendidas em relação ao ano anterior. Para 2010 projeta-se um crescimento de 15% nas vendas da marca neste segmento. Além da sede em Caxias do Sul (RS), a empresa tem unidades industriais focadas na fabricação de implementos para o transporte de cargas em Guarulhos (SP) e na Província de Santa Fé, na Argentina. Por meio da controlada Fras-le, também tem fábrica na China e nos Estados Unidos.

R$ 92 bilhões para energia até 2013

Nos próximos quatro anos, os projetos de energia elétrica receberão investimentos do BNDES da ordem de R$ 92 bilhões. O volume de recursos corresponde a 33,6% dos R$ 274 bilhões estimados para projetos de infraestrutura, de 2010 a 2013.

As hidrelétricas de grande porte vão liderar a captação de recursos. As usinas de Jirau e Santo Antonio, no Rio Madeira, em Rondônia, cujas obras, orçadas em R$ 23 bilhões, já foram iniciadas, terão R$ 20 bilhões despendidos no período. Já Belo Monte, cuja concessão para construção será leiloada em abril, deverá receber investimentos de R$ 8 bilhões.

Angra 3 vai demandar R$ 5 bi em equipamentos

Cerca de R$ 5 bilhões, equivalentes a cerca de 70% do total do orçamento, de R$ 7,3 bilhões, necessários para a conclusão das obras da usina nuclear de Angra 3, serão gastos na contratação de empresas brasileiras de engenharia, fabricação e montagem de equipamentos. A estimativa é da Eletronuclear, que prevê a entrada em operação da usina em 2015. Desde que foram paralisadas em 1986, as obras já receberam investimentos de R$ 1,5 bilhão.

O Programa Nuclear Brasileiro prevê a construção de mais duas usinas no Nordeste, cuja localização está em estudo desde 2009. Técnicos da Eletronuclear estimam que, se quiserem disputar mercado e participar das licitações para atender à demanda que será gerada pelo programa, as empresas brasileiras terão de se mobilizar em parcerias e consórcios. Isoladamente elas não teriam capacidade, hoje, para atender sequer às necessidades da usina de Angra 3. Eles estimam que a forte pressão de demanda, criada pelo programa, deverá impactar diretamente também os setores de consultoria e construção pesada.

22 milhões de euros para reformar Paulo Afonso

A Alstom e a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) assinaram contrato de 22 milhões para a reforma das unidades geradoras das hidrelétricas de Paulo Afonso I (180 MW) e Paulo Afonso II (443 MW), na Bahia. A previsão de conclusão das obras é o final de 2012, quando Paulo Afonso I passará a gerar cerca de 11% a mais de energia e Paulo Afonso II, mais 19%. A fabricante, será responsável pela desmontagem, projeto, fabricação, adequação dos componentes, montagem, supervisão e seguro dos equipamentos, além de desenvolver estudos para manter a eficácia das máquinas.

A empresa reformará três unidades geradoras em Paulo Afonso I, que entraram em operação em 1955. Na usina de Paulo Afonso II, serão reformadas seis unidades sendo que a primeira delas entrou em funcionamento em 1961. De acordo com a Alstom, os componentes serão feitos na fábrica de Taubaté, no interior de São Paulo.

Belo Monte tem primeiro consórcio candidato à concessão

A Usina Hidrelétrica de Belo Monte, cujo leilão está previsto para ocorrer em abril, teve seu primeiro consórcio confirmado. Ele é formado pela Vale, Andrade Gutierrez Participações, Neoenergia Investimentos e Votorantim Energia. As quatro empresas assinaram memorando de entendimento, comprometendo-se a desenvolver estudos para “determinar a atratividade do empreendimento, avaliar as condições de participação no processo e, após estas etapas, formalizar instrumentos jurídicos que permitam sua entrada conjunta no leilão”.

A usina será construída no Rio Xingu, no Pará, e a terá capacidade de geração de 11,2 mil MW médios de energia. Deverão ser criados cerca de 18 mil empregos diretos. Belo Monte tem custo estimado em R$ 30 bilhões .

Os chineses estão chegando

O local ainda não foi definido, mas a empresa chinesa Sany Heavy Industry já dá como certa a instalação, no estado de São Paulo, de uma unidade  para a fabricação de máquinas para construção civil. O empreendimento deverá exigir investimentos da ordem de US$ 100 milhões nos próximos cinco anos. A planta paulista produzirá maquinário para o mercado brasileiro e latino-americano e deverá empregar, de forma direta, mil pessoas.

De acordo com o CEO da Sany Heavy Industry, Xiang Wenbo o investimento de US$ 100 milhões poderão ser duplicado. “Estamos começando um investimento em São Paulo que deve chegar a US$ 200 milhões”. Ele não revelou, no entanto, quando as obras da nova fábrica serão iniciadas. Alegou que isso vai depender da escolha do terreno, das licenças ambientais e outras formalidades.

Para a produção inicial das máquinas será usado um kit de montagem importado da China. Porém, daqui a três anos, a previsão da empresa é de que a fabricação chegue a utilizar 60% do conteúdo nacional. Isso permitiria a aquisição das máquinas por meio de financiamento especial pelo sistema Finame/BNDES.

A expectativa do grupo chinês é de faturar US$ 500 milhões em cinco anos no fornecimento de produtos para o mercado brasileiro e latino-americano. A Sany é a primeira grande empresa a desembarcar no estado após a criação, em dezembro de 2008, do Investe São Paulo, a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade.

Odebrecht investirá US$ 607 milhões em hidrelétrica no Peru

A Odebrecht e o governo peruano assinaram o contrato de concessão da hidrelétrica Chaglla (360 MW), na província de Huánuco. Segundo o Ministério de Energia e Minas peruano, a empresa Generación Huallaga, do grupo Odebrecht, vai investir US$ 607,7 milhões no empreendimento, que tem previsão de iniciar operação comercial a partir de julho de 2016. Na avaliação do governo do Peru, a hidrelétrica permitirá o desenvolvimento de atividades produtivas na região central do país.

Abertas licitações para construção da ZPE de Suape

Vão começar as obras da primeira Zona de Processamento de Exportações (ZPE) do Brasil. No final de janeiro, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, assinou o decreto que dá início à licitação necessária para a contratação das empresas que vão trabalhar na drenagem, pavimentação e no acesso rodoviário ao terreno que irá sediar a ZPE/Suape. As obras de infraestrutura estão orçadas em R$ 3,75 milhões.

Com a criação da ZPE/ Suape, Pernambuco passa a ser o primeiro estado do País com um complexo industrial onde as empresas operam com suspensão de impostos e liberdade cambial para exportações.

A ZPE/Suape ocupará uma área de 198,84 hectares, às margens da BR-101, na altura do km 98 e a 8 km do porto de Suape. As indústrias que lá se instalarem serão beneficiadas com desoneração tributária na aquisição de insumos e bens de capital, no mercado interno ou via importação, com suspensão de exigibilidade de diversos tributos.

Angra dos Reis aguarda licitação para projetos de saneamento

O município fluminense de Angra dos Reis, atingido no final do ano por fortes chuvas com deslizamentos de terra, que provocaram a morte de mais de 50 pessoas, aguarda a fase final de licitação para a realização do maior projeto de saneamento da cidade. As obras atingirão todos os morros do centro do município, incluindo o Carioca, onde mais de 20 pessoas morreram na virada do ano.

O projeto beneficia 45 mil pessoas da área central do município. Será feita a coleta do esgoto, com separação total dos resíduos da água pluvial, prevendo-se o lançamento na estação de tratamento que será construída ao lado da rodoviária. As obras têm prazo de conclusão previsto para 24 meses e deverão ser iniciadas em abril. O valor do empreendimento atinge cerca de R$ 19,8 milhões, com financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para pagamento em 20 anos.

O prefeito de Angra, Tuca Jordão, assinou com a Eletronuclear convênio pelo qual a estatal repassará R$ 31,7 milhões à prefeitura para obras e aparelhamento do Hospital da Japuíba. O convênio está inserido nos R$ 317 milhões que a Eletronuclear repassará ao município como contrapartida à construção da Usina Nuclear Angra 3.

O hospital terá 169 leitos, sendo 18 para tratamento intensivo, e irá atender à população de Angra e das cidades que integram o Consórcio Intermunicipal de Saúde, que são Mangaratiba, Paraty e Rio Claro. O hospital deverá ser entregue à população em dezembro deste ano.

Mais luz com menor consumo

A Atlas Copco está oferecendo ao mercado mais uma solução para os setores de locação, construção, mineração e eventos. Trata-se da torre de iluminação da Atlas Copco, modelo QLT4, que tem a proposta de fornecer aos usuários o máximo de eficiência energética com o menor consumo de combustível do mercado – cerca de 20% a 30% a menos em relação aos modelos convencionais existentes.

Esse ganho se deve à tecnologia do alternador PMG, gerador de ímãs permanentes, com 75% a menos de volume e 15% a 20% mais eficiente quando comparado com as tecnologias tradicionais. Com isso o equipamento necessita de um motor diesel menor, de 2 cilindros, reduzindo o consumo de combustível e, consequentemente, tornando o equipamento mais compacto com menor peso, o que facilita o manuseio no local de trabalho e reduz os custo com transporte.

A torre de iluminação possui um tanque de combustível com capacidade de 113 litros de óleo diesel, o que confere uma excelente autonomia de 85 horas de trabalho para o equipamento. Além de suas diversas características técnicas, que proporcionam melhor desempenho com constante economia, alta confiabilidade, grande durabilidade e menor nível de ruído, as torres de iluminação possuem a mesma rede de assistência técnica dos compressores de ar, com atendimento em todo o território nacional.

Volvo CE e JCB em parceria

A Volvo Construction Equipment e a JCB firmaram um acordo de trabalho no qual vão cooperar no desenvolvimento e na fabricação de minicarregareiras e carregadeiras compactas de esteira. As máquinas serão comercializadas com as respectivas marcas e por meio das duas redes de distribuidores globais.

“Os clientes da Volvo vão se beneficiar de uma gama mais ampla de modelos que manterão seu alto nível e funcionalidade”, declara Olof Persson, presidente da Volvo Construction Equipment. “Este acordo nos permitirá unir esforços nesta área de produtos-chave, permitindo que as duas marcas sejam mais competitivas”, completa John Patterson, vice-presidente da JCB.

A previsão é iniciar a produção na unidade fabril da JCB em Savannah, Geórgia (EUA), ainda no final deste ano. A Volvo CE posteriormente irá transferir os modelos de minicarregadeira de sua fábrica em Pederneiras no Brasil.

Siderúrgica do Pecém: terraplanagem avança

Prosseguem, no município cearense de São Gonçalo do Amarante, as obras de terraplanagem do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, iniciadas no dia 16 de dezembro. Nesta primeira fase das obras, deverão ser movimentados um total, 7 milhões de m3 de terraplanagem. As atividades estão a cargo da carioca Craft Engenharia.

Serão criados mais de 15 mil empregos diretos durante a construção e durante a fase de operação serão mais 4 mil postos formais. O governo estadual pretende implantar um Centro de Treinamento Técnico Corporativo (CTTC), que ficará localizado em um terreno de 15 hectares, próximo à área da siderúrgica, na Zona de Processamento de Exportações (ZPE). O centro irá preparar mão de obra para a siderúrgica, a refinaria e demais projetos do estado.

A expectativa da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), resultado da associação da Vale com a chinesa, donas do empreendimento, é que o complexo entre em operação em 2013, com produção estimada em 3 milhões t de placas de aço por ano, sendo ampliada para 6 milhões de t por ano em uma segunda fase. O empreendimento ocupará uma área de mil hectares e exigirá investimentos da ordem de R$ 15 bilhões, durante as duas fases de implantação.

Com a implantação da siderúrgica e da refinaria, vamos buscar atrair uma laminadora, uma indústria automotiva, um polo petroquímico e deslanchar para o mundo”, projeta o governador do Ceará, Cid Gomes.

Volvo Construction aumenta vendas no Brasil em 17%

A Volvo Construction Equipment Latin America manteve sua tendência de crescimento, registrando um aumento de 17% no volume de vendas no Brasil. “Apesar da crise mundial, que teve repercussão no País, consideramos que 2009 foi um excelente ano”, declara Yoshio Kawakami, presidente da Volvo Construction Equipment Latin America. A companhia comercializou 1.814 unidades no mercado doméstico ano passado, ante as 1.554 máquinas vendidas no exercício anterior.

O aumento nas vendas ocorreu em virtude da expansão da linha de produtos e de uma estratégia de comercialização previamente definida, que antecipou o ingresso no Brasil de equipamentos compactos da marca. “Sabíamos que aumentar a oferta de equipamentos de construção no mercado brasileiro e diversificar a linha com máquinas menores eram ações que poderiam contribuir decisivamente para manter e até melhorar nossos resultados, mesmo num período de instabilidade”, lembra o presidente.

Os segmentos de construção e de extração foram os principais compradores de máquinas da marca ao longo do ano passado, representando quase 60% dos negócios. Foram também os que mais tiveram crescimento para o setor de equipamentos de construção de uma maneira geral.

O Brasil é o principal mercado da Volvo CE LA no continente e, no ano passado, teve sua participação aumentada ainda mais. Do total de 2.460 equipamentos de construção vendidos na América Latina 73% ficou no Brasil. “É um recorde histórico”, destaca o presidente.

As vendas nos demais países latino-americanos caíram 61%, passando de 1.662 unidades em 2008 para 646 máquinas no ano passado.

Mais energia nas obras do projeto Juruti

Para impor ritmo a um dos apêndices da obra de um dos mais ambiciosos empreendimentos já vistos no setor de Mineração no Brasil – o Projeto Juriti –, a Solaris forneceu à Alcoa em caráter de locação, duas centrais geradoras a diesel com potências de 4,35 MVA e 7,25 MVA.

Compostas de grupos geradores com potências entre 360 KVA e 2.500 KVA, essas centrais foram responsáveis por todo o fornecimento de energia nas duas principais áreas do projeto. Contando com o fornecimento de mão de obra especializada para operação das usinas em regime 24 horas, 7 mil metros de cabos, tanques de combustível e transformadores, a Solaris pôde atender toda demanda de energia existente na construção do porto que será responsável pelo escoamento da bauxita e seu beneficiamento.

Um dos registros divulgados pelo empreendimento aponta que os funcionários em atividade na instalação da Mina de Juruti, em todas as frentes de obra, alcançaram a marca expressiva de 20 milhões de homens-horas trabalhadas sem incidentes com afastamento, refletindo o sucesso absoluto da política de gestão de segurança do empreendimento, alcançando resultados que superam parâmetros em segurança nacional e internacional.

Nos quatro anos de desenvolvimento do projeto, estão estimados investimentos de US$ 350 milhões.

Com uma reserva de cerca de 700 milhões t de minério, o empreendimento totalizou um investimento de R$ 3 bilhões, com recursos distribuídos entre as obras de implantação e ações socioeconômicas e ambientais.

O projeto começa a operar com capacidade de produção anual de 2,6 milhões t de bauxita, minério que dá origem ao alumínio. A bauxita é uma mistura mineral (óxido e hidróxidos de alumínio) indispensável para a produção do alumínio. Esse projeto contribuirá para consolidar a posição do Brasil como líder latino-americano no cenário mundial de produtores de bauxita, representando mais de 5% da produção global, que é de 141 milhões t.

R$ 10 milhões para Samuel

A Eletronorte anunciou que vai investir este ano cerca de R$ 10 milhões na Usina Hidrelétrica Samuel. O orçamento será destinado principalmente à modernização dos equipamentos e aumentada a capacidade da usina. Samuel tem potência instalada de 216 MW e é considerada um marco na história do estado de Rondônia. Sua construção possibilitou que uma antiga colônia de pescadores desse lugar ao município de Candeias do Jamari. A hidrelétrica foi concebida inicialmente para suprir as cidades rondonienses de Guajará-Mirim, Ariquemes, Ji-Paraná, Pimenta Bueno, Vilhena, Abunã e a capital, Porto Velho.

Está no Brasil a segunda maior draga-escavadeira do mundo

O Brasil acaba de receber a segunda maior draga de escavadeira do mundo. O equipamento modelo dipper está atracado no porto do Itaqui, no Maranhão, e vai permitir que o local volte a receber navios de grande porte - com capacidade acima de 75 mil t. A draga foi trazida em regime de locação da Holanda pelo consórcio Camargo Corrêa-Serveng, responsável pela dragagem de aprofundamento do canal de navegação do porto.

Batizada de No Woman, No Cry, ela tem potência instalada para escavação de 2.735 HP, casco com 65 m de comprimento, 19 m de largura e 4 m de altura. A estimativa é retirar 1,8 milhão/m3 de areia do mar, o que vai elevar de 11 para 15 m a profundidade dos berços 101 e 102 do porto do Itaqui.