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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 90 · 06/2018 · Junho 2018

Ministério das Cidades anuncia 22 mil novas unidades do Minha Casa, Minha Vida

O Ministério das Cidades acaba de divulgar os critérios para a contratação de 22 mil novas unidades habitacionais, como parte do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), nas modalidades Entidades Urbanas e Rurais, voltadas à Faixa 1. Desse total, 10 mil unidades Serão para o atendimento de famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil, residentes em áreas urbanas integrantes de grupos associativos e 12 mil para famílias com renda anual bruta de até R$ 17 mil, residentes em áreas rurais. A meta é distribuída por região geográfica, de forma proporcional ao seu déficit habitacional.

Diferentemente dos processos anteriores, essa seleção para ambas as modalidades passa a ser contínua, possibilitando a apresentação de propostas junto às Instituições Financeiras a qualquer tempo.

Outra novidade é que a portaria da modalidade Entidades Urbanas trata da criação de uma cota de atendimento para empreendimentos de requalificação ou construção de moradias em áreas centrais das grandes cidades, providas de serviços urbanos e com acesso a sistemas de transporte e oportunidades de emprego e renda.

A Faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida, atende famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil, com subsídio de até 90% do valor do imóvel. O restante do valor é pago pelo beneficiário em até 120 prestações de, no máximo R$ 270 mensais, sem juros.

Desde 2009, data da criação do MCMV, já foram contratadas mais de 5 milhões de unidades habitacionais, beneficiando mais de 20 milhões de pessoas.

Obra do maior hospital de Macapá conta com escoramentos versáteis

Um hospital de alta complexidade está sendo construído em Macapá (AP), devendo, quando pronto, oferecer à população 300 leitos e diversos serviços de tratamento e diagnósticos. O Hospital Universitário ocupará uma área de 40 mil m² -  será o maior do estado -,  e ficará no Marco Zero, região exata da passagem da Linha do Equador no Brasil, onde as fundações e a primeira laje já estão concluídas.

Para a execução da obra, o Consórcio Jota Ele, composto pelas empresas paulistas e paranaenses Jota Ele Construções Civis, SH, CDG e Damiani, conta com soluções avançadas em fôrmas e escoramentos. Nos pilares, vigas baldrames e superiores, por exemplo, estão sendo aplicados o sistema Concreform SH e Tekko  SH, o segundo, composto por painéis em chassis de aço forrados com compensado plastificado, que são acoplados com clips alinhados com perfis ou tubos metálicos. Com a utilização do sistema Tekko a estimativa de mão de obra é de 0,50hh/m²

Além dessas soluções, a SH também oferece para essa obra, escoramentos versáteis para as lajes e demais estruturas em execução. Ao todo são, aproximadamente, 15.000m³ de escoramentos locados.

Para a execução do projeto a logística mereceu atenção especial. O transporte dos equipamentos, locados, em grande número, foi realizado através de carretas, que ao chegar em Macapá seguiam por balsa. Foram transportadas aproximadamente, 50 carretas de material ao longo da obra.

A obra, que começou em maio de 2017, tem previsão de encerramento em agosto desse ano.

Brasil desperdiça metade da produção de Itaipu em três anos

Segundo análise da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), de 2015 a 2017 o Brasil contou com um potencial de economia de energia da ordem de 142.820,69 GWh, ou seja, o Brasil desperdiçou aproximadamente metade de toda a produção de energia elétrica de Itaipu no mesmo período. Isso representa um potencial de economia de R$ 52,17 bilhões. Esse número praticamente se manteve em relação aos dados da pesquisa anterior, porque ainda se sente os efeitos da recessão de 2015 e 2016. “Além disso, apesar do aumento do consumo, há também um aumento do potencial de economia em função de novas tecnologias e métodos para eficientização”, explica o Diretor Executivo do Abesco, Luís Ricardo Trezza. Vale destacar que o preço médio das tarifas de energia em todos os segmentos tem aumentado, conforme os dados da ANEEL.

Para a Abesco, os resultados apenas confirmam a importância de um amplo envolvimento do governo para que haja um crescimento sustentável de eficiência energética em todas as esferas consumidoras e do setor elétrico como um todo. “Infelizmente, aqui no Brasil os investimentos em eficiência energética ainda são vistos como gastos e não como medidas de economia de energia e redução de custos - mesmo que a eficiência energética seja a energia mais limpa e barata, já que não depende de investimentos altos e evita aportes em novas usinas. Por exemplo, o valor estimado para eficiência está em cerca de US$ 31/MWh, cerca de um quarto do gasto com energia nova”, afirma Trezza.

De acordo com a Associação, somente o potencial de economia de energia de 2017 (60.069 GWh) demonstra que as ações de eficiência energética são uma fonte viável para gerar e disponibilizar uma energia para uso efetivo, uma vez que tal economia daria para abastecer durante um ano inteiro cidades como Águas de Lindóia e Piracaia ou seis meses de consumo de cidades como Presidente Prudente, Mogi Mirim, Marília, Carapicuíba, Botucatu e Bragança Paulista.