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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 7 · 09/2010 · Agosto 2010

Obras do Arena Recife começam em setembro

Até o início de setembro deverão ser iniciadas as obras do novo estádio Arena Recife, localizado em São Lourenço da Mata, na região metropolitana da capital pernambucana. Com custo estimado em R$ 450 milhões e capacidade para 46 mil lugares, o estádio, que será construído pela Odebrecht, contempla, já na sua concepção, todos os itens exigidos pela Fifa e os mais rigorosos padrões internacionais, como visibilidade, conforto, segurança e modernidade. O projeto arquitetônico é de Daniel Fernandes, responsável pela concepção de estádios como a nova arena da Ponte Preta, em Campinas, e o do Grêmio, em Porto Alegre, além do novo projeto de reforma do Maracanã (RJ). A expectativa é de que as obras sejam concluídas ao final de 2012. Uma das preocupações do projeto é que todos os torcedores tenham uma visão perfeita do campo, sem os conhecidos pontos-cegos.

Outro destaque do empreendimento é o compromisso com a sustentabilidade, com o uso de energia solar, soluções de ventilação, reaproveitamento de água, tratamento do esgoto e iluminação natural. O projeto também leva em consideração o pós-Copa, com a utilização das instalações para shows de grande porte, por exemplo. O Arena Recife será construído em uma área com grande apelo natural, sem um entorno urbanizado. Nas suas cercanias será implantada a Cidade da Copa, onde serão construídas 9 mil unidades habitacionais.

Investimento no Porto do Pecém

Até o final de 2010, o Porto do Pecém receberá investimentos no valor de R$ 571,5 milhões, sendo R$ 410 milhões desse orçamento para a conclusão das obras do Terminal de Múltiplo Uso – Tmut, parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico – Bndes e o Governo do Estado do Ceará. Outros

R$ 150 milhões serão investidos na construção e montagem da correia transportadora; R$ 7 milhões para projetos diversos de ampliação do Porto, e R$ 4,5 milhões na construção do bloco de utilidades, que tem a finalidade de reunir num mesmo espaço serviços como agência bancária, correios, restaurante, entre outros.

Camargo Corrêa terá fábricas de cimento no Paraguai e em Angola

A Camargo Corrêa Cimentos anunciou oficialmente a construção de duas fábricas fora do Brasil: uma no Paraguai e outra em Angola. A unidade do Paraguai (Cimentos Yguazú) ficará localizada na cidade de Villa Hayes, a cerca de 30 quilômetros de Assunção, e xigirá investimentos da ordem de US$ 100 milhões. Esse será o maior investimento externo direto já realizado por uma companhia internacional naquele país. A fábrica terá capacidade de produzir 400 mil toneladas/ano do produto e tem previsão de início de produção em 2012. Durante a construção, a unidade vai gerar cerca de 1.000 empregos diretos, e a companhia vai priorizar a contratação de mão de obra local. Após o início da operação, a empresa deverá gerar outros 300 postos de trabalho.

Já a fábrica de Angola terá um aporte de cerca de US$ 400 milhões e será sediada em Lobito, na província de Benguela. Sua capacidade instalada será de 1,6 milhão de toneladas de cimento por ano, gerando cerca de 500 empregos diretos. A Camargo Corrêa Cimentos vai operar no mercado angolano com a marca Cimento Palanca, já a partir de 2013, quando a unidade entrar em operação.

Nos dois casos, a Camargo Corrêa contará com a participação de sócios locais, mas deterá controle sobre a gestão dos negócios.

DNIT: Viaduto é construído em 48 horas no RS

Usando o que há de mais moderno em termos de métodos construtivos, aliado a um planejamento detalhado, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) do Rio Grande do Sul construiu, no km 260 da BR-116, entre Canoas e Esteio, naquele estado, um viaduto inteiramente novo, em apenas dois dias, um trabalho que levaria cerca de seis meses, caso tivessem sido usados os métodos tradicionais. A obra de arte é uma estrutura em metal de 240 toneladas que sustenta quatro módulos. Sobre eles há duas pistas de tráfego de 3,6 metros com acostamento externo de 2,5 metros e barreira lateral de proteção. O investimento foi de R$ 6,8 milhões e o novo viaduto substituiu outro, com mais de 50 anos de construído, que teve de ser demolido.

A operação começou na noite de sexta-feira, 30 de julho, quando o viaduto antigo começou a ser demolido. Para isso, os técnicos não puderam usar explosivos, já que se localizava em frente à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), da Petrobras. O tráfego de veículos foi totalmente interditado para a demolição. Já no sábado (31/07), foi iniciada a construção da nova estrutura e na manhã desta segunda-feira (02/08), o tráfego na rodovia foi liberado, com o novo viaduto instalado em seu lugar.

A nova estrutura foi levada para o local, dividida em quatro módulos pré-fabricados, de 11 x 15 metros e 60 toneladas cada, com a ajuda de um guindaste de 500 toneladas. Esses módulos formaram a pista com duas faixas de tráfego para cada sentido A partir de então começou a montagem, como em um quebra-cabeça gigante, tentando evitar interferências no intenso tráfego da rodovia na região metropolitana de Porto Alegre.

Antes da operação, o Dnit realizou a recuperação das fundações e dos pilares da obra de arte especial antiga, que foram aproveitados.

Nove trens novos para a CPTM

A Alstom venceu a licitação para o fornecimento de nove trens novos para a Linha 11 – Coral (Luz – Estudantes) da Companhia Paulista de Trens metropolitanos (CPTM). Os trens do tipo gangway (com passagem livre entre os carros) terão oito carros cada, com a mesma qualidade dos trens do Metrô, e circularão no trecho entre a Luz e Guaianazes.

A aquisição dos trens faz parte do projeto de modernização da Linha 11, com um financiamento adicional ao projeto São Paulo Trens e Sinalização, em parte bancado pelo Banco Mundial.

A Alstom apresentou o menor preço na concorrência e foi classificada em primeiro lugar, seguida pelo consórcio CoralTrem, composto pela CAF Brasil e CAF espanhola; e pelo consórcio Trends-CMC-CNRCRC, que tem como membros Trends, China National Machinery Import & Export Corporation (CMC) e Changchun Railway Vehicle. A decisão cabe recurso.

Cargas superpesadas

O Grupo Irga, líder do segmento de transportes de cargas superpesadas na América Latina, fez investimentos na casa dos R$ 10 milhões para aquisição de equipamentos como cavalos mecânicos, novas linhas de eixo e pórticos para transporte e movimentação de cargas. “Deveremos realizar ainda mais investimentos, tendo em vista que o setor está em expansão e já superou os problemas econômicos do primeiro semestre”, afirma o presidente da Irga, Lupercio Torres Neto.

Recentemente, a empresa fechou dois importantes contratos: um de transporte de motores de termoelétricas e um na área de energia eólica, e ainda está disputando outros contratos para prestação de serviços a refinarias, o que permite prever um segundo semestre muito bom para a companhia, de acordo com o presidente.

No início do ano, a IRGA já havia adquirido 48 linhas de eixo da fabricante francesa Nicolas, num investimento de R$ 8 milhões, tornando-se a organização com a maior capacidade para transporte de cargas superpesadas do continente.

Para 2010, a IRGA prevê um faturamento de R$ 180 milhões.

Case: Nova escavadeiras de 47 toneladas

A Case Construction ampliou sua linha de produtos no Brasil lançando em julho a escavadeira CX470B, de 47 toneladas, voltada principalmente para a mineração e construção pesada, atividades que exigem grandes esforços de desagregação e movimentação de carga. Segundo o fabricante, a máquina possui as mesmas características do modelo CX350B, com motor ISUZU de 6 cilindros, design inovador e avançados conceitos de engenharia, motor com potência adicional de 17%, reduzido consumo de combustível e ciclos de trabalho mais rápidos, além de ser de fácil manutenção e ter maior durabilidade.

“A Case está se consolidando como uma provedora completa de escavadeiras. Agora temos sete modelos, entre 130 e 470 toneladas, usados nos mais diversos tipos de obras e aplicações”, explica o gerente de Marketing do Produto, Edmar de Paula.

Parque Eólico de Gargaú

Continua chegando em São Francisco de Itabapoana, no norte do estado do Rio de Janeiro, as carretas com materiais para a construção do Parque Eólico de Gargaú. Em sua maioria, os veículos chegam transportando as pás com cerca de 40 metros de comprimento, que compões as torres de captação dos ventos. Com investimento em torno de R$ 130 milhões, o parque de energia eólica terá 17 aerogeradores de 1,65 MW cada, somando uma potência total de 28 MW, o suficiente para abastecer uma cidade de 80 mil habitantes. Os aerogeradores são fabricados pela empresa dinamarquesa Western. Cada aerogerador tem 120 metros: 80 metros de altura da torre, mais 40 metros da pá da hélice, altura equivalente a um prédio de 40 andares.

O empreendimento é da empresa brasileira Ecopart Ltda e faz parte do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). Para que o projeto fosse implantado, um estudo de aproximadamente um ano e meio foi realizado para verificação da capacidade e do perfil dos ventos em todas as estações. Os especialistas chegaram à conclusão de que o litoral de São Francisco é propício para geração de energia eólica devido à existência de vento constante durante todo ano.

Mills celebra receita histórica em 2010

A Mills, uma das líderes nacionais em soluções para engenharia, alcançou receita histórica no primeiro semestre de 2010: R$ 246,8 milhões, número 32,0% superior ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido e o EBITDA também atingiram patamares recordes, respectivamente R$ 44,8 milhões e R$ 93,2 milhões – 39,6% e 25,3% superiores ao primeiro semestre de 2009.

De acordo com o presidente da empresa, Ramon Vazquez, este resultado é uma prova da gestão sólida, apoiada em um plano agressivo de investimentos e participação em importantes obras e empreendimentos.

Em sinergia com o aquecimento de importantes setores econômicos nacionais, como os de óleo e gás e o residencial, a empresa investirá R$ 1,1 bilhão no seu crescimento orgânico por meio da abertura de filiais e na ampliação, inovação e compra de equipamentos nos próximos três anos.

A Mills já atua hoje em projetos importantes como o Minha Casa Minha Vida, PAC – Programa de Aceleração do Crescimento e grandes obras de infraestrutura do país. Dentro das perspectivas da empresa estão a participação em grandes projetos para a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

O investimento total no primeiro semestre foi de R$ 148,7 milhões. Isso representa quase duas vezes mais que o investimento de todo o ano de 2009.

Todas as 4 unidades de negócio tiveram faturamento recorde de locação no 2º trimestre de 2010.

R$ 8 bilhões para o Porto Maravilha

O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assinou no dia 29 de julho decreto que integra o projeto de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro ao Plano Municipal de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Foi lançado também o edital para as obras de revitalização da área localizada às margens da baía de Guanabara. As empresas que vencerem a licitação terão o compromisso de investir no projeto urbanístico da área, incluindo pavimentação e arborização de ruas e melhorando a iluminação e o saneamento básico até 2016, ano das Olimpíadas na capital carioca. O projeto também inclui a transformação da Av. Rodrigues Alves, que margeia o porto, em via expressa. Também serão construídos uma ciclovia e um VLT (Veículo Leve sobre Trilho). O projeto está orçado em R$ 8 bilhões.

UHE Santo Antônio: 32% das obras civis já foram executadas

Prosseguem em ritmo acelerado as obras da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, localizada no Rio Madeira, em Porto Velho (RO), que terá potência instalada de 3.150,4 megawatts. Cerca de 32% das obras civis e 6% da montagem das unidades geradoras já foram realizadas.

Aproximadamente 11 mil trabalhadores estão empenhados nas obras, boa parte dos quais na construção do vertedouro e da casa de força, onde serão instaladas oito das 44 turbinas – cada uma com capacidade instalada de 71,6MW. A conclusão desta etapa possibilitará a antecipação do início de geração de energia em um ano, prevista para dezembro de 2011.

A conclusão da obra, com o funcionamento da última turbina, tem previsão para 2015. Até o fim dos trabalhos, serão utilizadas 800 mil toneladas de cimento e 138 milhões de toneladas de aço.

Terminal de passageiros para Mucuripe

Companhia Docas do Ceará (CDC) e Secretaria Especial de Portos (SEP) do Estado preparam licitação para o projeto básico do terminal de passageiros do Porto do Mucuripe, com previsão de início das obras em 2011. O empreendimento, com previsão de conclusão  em dois anos, está ligado as ações a serem desenvolvidas para a Copa do Mundo de 2014. O investimento estimado pela Secretaria Especial de Portos gira em torno de R$ 98 milhões e envolve a construção do terminal, um cais de atracação, estacionamento e a pavimentação e urbanização da área do Porto do Mucuripe.

Grupo CCR compra a Rodovias Integradas do Oeste

O Grupo CCR, um dos maiores grupos privados de concessões de infra-estrutura do País e um dos cinco mais representativos do mundo, adquiriu, através da sua controlada Companhia de Participações em Concessões (CPC), o controle acionário (73,45% do capital social) da concessionária Rodovias Integradas do Oeste S/A. A operação envolveu o montante de cerca de R$ 947,2 milhões.