Sobe o teto do financiamento imobiliário com recursos do FGTS
No início de outubro, o governo federal anunciou a ampliação do valor dos imóveis que o trabalhador pode comprar utilizando o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Com a mudança, o teto do FGTS passa a ser de R$ 750 mil, em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais e de R$ 650 mil, nas demais regiões. Desde 2009, o teto do FGTS no Brasil inteiro estava congelado em R$ 500 mil.
A notícia foi bem recebida pelo mercado da construção civil, uma vez que amplia as possibilidades de compra e venda de imóveis. A alteração amplia bem o teto limite para utilização do recurso, fazendo com que aumente o volume de imóveis enquadrados nessa faixa. Além disso, abre uma oportunidade de financiamento com taxas muito melhores do que as praticadas no SFH (Sistema Financeiro da Habitação). “Isso gera vantagem para todos e movimenta mais o mercado”, analisa Peterson Querino, presidente da Construtora Casa Mais. Para ele, esta é uma reivindicação antiga do mercado, que veio em momento oportuno, já que desde o início do ano o setor vem dando sinais de desaceleração.

