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GC nº 90Junho 2018 Matéria 4 de 13
Sumário
  1. EditorialReforma tributária tem que ter discussão nacional
  2. Jogo RápidoMinistério das Cidades anuncia 22 mil novas unidades do Minha Casa, Minha Vida
  3. Jogo RápidoObra do maior hospital de Macapá conta com escoramentos versáteis
  4. Jogo RápidoBrasil desperdiça metade da produção de Itaipu em três anos
  5. EnergiaUma nova agenda para o País
  6. Rodovias & ConcessõesUm caminho sem volta
  7. Rodovias & ConcessõesABCR: 20 ANOS DE HISTÓRIA
  8. Construção NavalSanto de casa faz milagre
  9. Especial Sobratema – Belo MonteBelo Monte, uma odisseia ainda longe do fim
  10. SaneamentoPassando o Rio a limpo
  11. Concreto HojeComo tornar o concreto de ultra-alto desempenho mais acessível?
  12. ArtigoPor uma política duradoura de longo prazo para as metrópoles
  13. Agenda 2018Um mercado muito aquecido
Jogo Rápido

Brasil desperdiça metade da produção de Itaipu em três anos

Exclusivo GC 21 de junho de 2018 · Edição 90

Segundo análise da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), de 2015 a 2017 o Brasil contou com um potencial de economia de energia da ordem de 142.820,69 GWh, ou seja, o Brasil desperdiçou aproximadamente metade de toda a produção de energia elétrica de Itaipu no mesmo período. Isso representa um potencial de economia de R$ 52,17 bilhões. Esse número praticamente se manteve em relação aos dados da pesquisa anterior, porque ainda se sente os efeitos da recessão de 2015 e 2016. “Além disso, apesar do aumento do consumo, há também um aumento do potencial de economia em função de novas tecnologias e métodos para eficientização”, explica o Diretor Executivo do Abesco, Luís Ricardo Trezza. Vale destacar que o preço médio das tarifas de energia em todos os segmentos tem aumentado, conforme os dados da ANEEL.

Para a Abesco, os resultados apenas confirmam a importância de um amplo envolvimento do governo para que haja um crescimento sustentável de eficiência energética em todas as esferas consumidoras e do setor elétrico como um todo. “Infelizmente, aqui no Brasil os investimentos em eficiência energética ainda são vistos como gastos e não como medidas de economia de energia e redução de custos - mesmo que a eficiência energética seja a energia mais limpa e barata, já que não depende de investimentos altos e evita aportes em novas usinas. Por exemplo, o valor estimado para eficiência está em cerca de US$ 31/MWh, cerca de um quarto do gasto com energia nova”, afirma Trezza.

De acordo com a Associação, somente o potencial de economia de energia de 2017 (60.069 GWh) demonstra que as ações de eficiência energética são uma fonte viável para gerar e disponibilizar uma energia para uso efetivo, uma vez que tal economia daria para abastecer durante um ano inteiro cidades como Águas de Lindóia e Piracaia ou seis meses de consumo de cidades como Presidente Prudente, Mogi Mirim, Marília, Carapicuíba, Botucatu e Bragança Paulista.