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GC nº 87Março 2018 Matéria 6 de 22
Sumário
  1. EditorialParados no sinal vermelho numa transversal do tempo
  2. Jogo RápidoSobratema moderniza plataformas digitais de suas publicações
  3. Jogo RápidoEstratégias para estimular a cadeia da construção
  4. Jogo RápidoManitou celebra bons resultados
  5. Jogo RápidoR$ 20 milhões para a dragagem do porto de Mucuripe, no Ceará
  6. Jogo RápidoTransformação urbana com participação popular
  7. Jogo RápidoEstudos previram queda de viaduto em Brasília
  8. Jogo RápidoConstrução civil fecha 2017 com menos 125 mil vagas
  9. Jogo RápidoPorto do Açu fecha parceria com a Petrobras Distribuidora
  10. Jogo RápidoSinaenco tem nova diretoria
  11. Jogo RápidoVolvo contrata funcionários e abre segundo turno em caminhões
  12. EntrevistaQuantos somos, de onde viemos, para onde vamos?
  13. Mobilidade UrbanaBRT de Florianópolis terá primeira etapa pronta em 2020
  14. Mercado ImobiliárioDepois da tempestade, vem a bonança
  15. Mercado ImobiliárioMudança no perfil dos investimentos
  16. Mercado ImobiliárioMais 650 mil unidades do MCMV
  17. Especial Sobratema - Porto MaravilhaPorto Maravilha: um novo paradigma de intervenção urbana
  18. SegurosPara todos os bolsos e necessidades
  19. Momento ExpoM&T EXPO: Relacionamento, Conhecimento e Negócios
  20. Concreto HojeEntulho de obra vira tijolo ecológico
  21. ArtigoO Setor Imobiliário e a Janela de Oportunidade
  22. Agenda 2018Terceirização - Maximizando Resultados?
Jogo Rápido

Transformação urbana com participação popular

Exclusivo GC 16 de março de 2018 · Edição 87

O conceito de espaço público abrange um local que é de uso e posse de todos. Com papel determinante para os cidadãos, é um lugar voltado a atividades coletivas, convívio e trocas de experiências entre grupos heterogêneos. Praças, parques e outros locais de encontro promovem o lazer e descontração, impactando diretamente na qualidade de vida dos moradores de seus arredores e transeuntes.

Um case de sucesso bem conhecido no mundo é o parque público norte americano High Line, em Nova York. Ele está localizado em uma antiga via férrea da cidade, que passava no meio de Manhattan a 8 metros do chão. Desativada por cerca de 20 anos, a estrutura quase foi demolida em meados do ano 2000, já que prejudicava esteticamente a região e seu crescimento. Mas, em 2002, foi lançado um concurso à comunidade e aberto um processo para captar ideias para transformar a antiga via em um parque. O High Line foi inaugurado em três etapas, em 2009, 2011 e 2012, oferecendo à comunidade 2.33 km de extensão de espaço para convivência e lazer. Repleto de vegetação, hortas, bancos de madeira e mesas de piquenique, ele abriga obras de arte e grafites em todo o seu traçado, além de mirante, feirinhas, food trucks e eventos culturais.

O parque promoveu a valorização da região, atraindo novos hotéis, lojas, restaurantes e atrações turísticas, que já somaram mais de US$ 4 bilhões em investimentos.

Com base em casos como esse, a agência SGS Economics and Planning elaborou um relatório baseado em projetos de renovação urbana, executados em grandes cidades como Sydney, Hamburgo, Nova York, Londres e Melbourne. O estudo deixa claro que projetos assim devem fornecer valor compartilhado entre diversos atores e públicos; as etapas de planejamento devem levar em consideração o ponto de vista das pessoas e áreas interessadas; visão de longo prazo; projeto financeiro razoável e realista. Além disso, devem reintegrar o local com seu entorno, maximizando os benefícios oferecidos à comunidade.

No Brasil, o êxito desses projetos precisa das parcerias público-privadas e do compromisso de aumentar a qualidade de vida da população.