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GC nº 72Agosto 2016 Matéria 11 de 24
Sumário
  1. EditorialPor uma solução econômica para nosso patrimônio arquitetônico
  2. Jogo RápidoEspaço Sobratema
  3. Jogo RápidoCaixa vai liberar R$ 10 bilhões para a indústria da construção
  4. Jogo RápidoObras da Transnordestina prosseguem lentamente
  5. Jogo RápidoCASE e Iveco exibem soluções para a indústria do concreto
  6. Jogo RápidoSorocaba (SP) terá primeiro condomínio em wood frame
  7. Jogo RápidoBMC-Hyundai estima crescer 30% até o final de 2016
  8. Jogo RápidoSocage lança linha de cesto aéreo
  9. Jogo RápidoRacional está à frente do Terminal de Passageiros do Aeroporto de Confins
  10. Jogo RápidoJohn Deere recebe prêmio por inovação
  11. Jogo RápidoPará poderá ter siderúrgica de 2 bilhões de dólares
  12. EntrevistaEncontro das águas
  13. SaneamentoO longo caminho até a universalização
  14. SaneamentoAlém de dinheiro, falta planejamento estratégico
  15. SaneamentoExemplos a serem multiplicados
  16. SaneamentoConsultores recomendam banco de projetos e legislação atualizada
  17. SaneamentoPPP para enfrentar a crise hídrica
  18. RetrofitUma viagem no tempo
  19. RetrofitRetrofit urbano
  20. Construction SummitTecnologias inovadoras a serviço da construção
  21. Concreto HojeDe sofá à escadaria fashion, designers reinventam concreto
  22. Máquinas E EquipamentosVolvo lança o VM de 32 toneladas voltado para o segmento off-road
  23. ArtigoMudança de rumo das cidades
  24. Agenda 2016Transporte e mobilidade urbana
Jogo Rápido

Pará poderá ter siderúrgica de 2 bilhões de dólares

Exclusivo GC 16 de agosto de 2016 · Edição 72
Pará poderá ter siderúrgica de 2 bilhões de dólares

O Governo do Estado do Pará, a Vale e a Cevital Groupe, da Argélia, assinaram em março um protocolo de intenções que representa um novo passo no processo de implantação de uma siderúrgica em Marabá, no sudeste paraense. O documento foi assinado pelo governador do Estado, Simão Jatene, pelos presidentes das companhias, Murilo Ferreira, da Vale, e Issad Rebrab, da Cevital. O protocolo trata dos parâmetros que embasam o projeto de implementação de uma siderúrgica em Marabá, que vinha sendo estudado pela Vale e agora passará a ser conduzido pela gigante argelina.

A empresa já havia investido cerca de US$ 300 milhões, incluindo gastos no desenvolvimento de engenharia, com vistas à construção da siderúrgica. Entre os termos do acordo, a Vale coloca à disposição da Cevital, além de cooperação técnica, todos os estudos e projetos já elaborados, a transferência do terreno de sua propriedade que seria destinado à construção da Alpa, o suprimento em bases comerciais de minério de ferro e os serviços logísticos para o empreendimento, além das licenças ambientais do referido projeto.

“A Vale irá ceder tudo isso sem ônus ao empreendedor. A mineradora está muito satisfeita em manter esse entendimento mútuo com o Governo do Estado e quer continuar a dar a sua contribuição para que esse grande empreendimento, importante para a região, se torne perene e reduza as disparidades sociais”, apontou o presidente da Vale, Murilo Ferreira.

Segundo a Cevital Groupe, a expectativa da empresa é que as obras para a instalação da nova siderúrgica comecem ainda este ano e entre em operação em 2019. A previsão é que os investimentos somem bilhões de dólares. Esse valor deve ser captado com outros investidores. Quando estiver em funcionamento, a siderúrgica de Marabá deve gerar 2,5 mil empregos diretos, além de seis a oito mil empregos indiretos.

A siderúrgica de Marabá terá capacidade para gerar 2,7 milhões de toneladas de aço com a produção de bobinas de aço, ferro gusa, “biletts”, “blooms”, entre outros. Issad Rebrad, presidente da Cevital Groupe, anunciou também que um dos produtos da siderúrgica de Marabá será a fabricação de trilhos para estrada de ferro. A empresa é líder na Europa na produção de trilhos, com uma fábrica sediada na Itália e agora pretende ser a primeira a produzir trilhos na América Latina.