Confusão em Angra 3
A entrada em operação da Usina Termonuclear Angra 3 deverá sofrer novo atraso. Isso é o que acredita a direção da Eletronuclear, que vê como certo o impacto sobre o cronograma nas obras depois que dois consórcios – o UNA 3, formado pelas empresas Andrade Gutierrez S.A., Odebrecht, Camargo Corrêa e UTC; e o Angra 3, composto pela EBE, Techint e Queiroz Galvão –participantes do processo de licitação para montagem eletromecânica da usina, pediram impugnação do edital da concorrência.
Os consórcios alegam que o valor da licitação, que é de R$ 2,98 bilhões, está abaixo do necessário. Eles se baseiam nos preços de 15 anos atrás, quando as exigências trabalhistas eram completamente diferentes, os preços dos equipamentos eram outros e até mesmo as usinas nucleares usadas como paradigmas possuíam processos diferentes.
O Tribunal de Contas da União (TCU) também está questionando o processo licitatório, mas por acreditar exatamente no contrário. Para o TCU, o valor estaria alto demais, acima dos preços de referência para a construção de outras usinas nucleares, inclusive de Angra 2.
O início das operações de Angra 3 já tinha sido adiado para maio de 2018, em função de mudanças planejadas na área de instrumentação e controle da futura usina, visando modernizar o projeto. As novas alterações farão com que Angra 3 tenha um controle inteiramente digital.
Com a impugnação do processo licitatório, o início de suas operações sofrerá um novo atraso.

