Duplicação da Estrada de Ferro Carajás começa em junho
A Vale está iniciando oficialmente as obras de duplicação da Estrada de Ferro Carajás. O projeto está no papel desde 2007, mas foi engavetado até o reaquecimento do mercado de minério, agora em 2010, e o esgotamento da capacidade da ferrovia. Em 2009, a estrada de ferro movimentou 96,3 milhões t, quase atingindo o limite da sua capacidade instalada, de 100 milhões t. A duplicação aumenta a capacidade da ferrovia para escoar o minério de Carajás (PA) e a torna capaz de receber o minério ainda não explorado de Serra Sul, no município de Canaã dos Carajás, que contém uma reserva maior ainda do que a de Carajás.
A duplicação estava inicialmente prevista para 560 km dos 892 km da ferrovia, entre São Luís (MA) e Carajás. Mas agora chega a 604 km. É o suficiente para inteligar os 56 pátios de cruzamento ao longo de toda a ferrovia, criando uma segunda linha em toda a extensão. A exceção são as obras-de-arte – como a ponte sobre o Rio Tocantins, com 2.340 m de extensão –, que conservarão via singela.

