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GC nº 42Outubro 2013 Matéria 16 de 22
Sumário
  1. EditorialPetróleo, gás e excelência tecnológica
  2. Jogo RápidoRandon entrega 71 retroescavadeiras em Minas Gerais
  3. Jogo RápidoSão Paulo analisa os trens regionais
  4. Jogo RápidoP-55 finaliza obras e inicia testes de inclinação
  5. Jogo RápidoCamargo Corrêa lança Desafio Universitário
  6. Jogo RápidoAvançam as obras do Anel Viário de Fortaleza
  7. Jogo RápidoSabesp testa asfalto verde
  8. Jogo RápidoEntregue última fase do multiuso em Alpha Square
  9. Jogo RápidoSobe o teto do financiamento imobiliário com recursos do FGTS
  10. EntrevistaOs novos desbravadores
  11. Matéria De Capa - EnergiaUHE Teles Pires Uma nova fronteira na geração de energia no País
  12. LogísticaBrasil tenta romper as fronteiras da estagnação
  13. LogísticaFerroanel vence primeiro obstáculo
  14. Prévia Nt ExpoFeira reunirá provedores de tecnologia para o setor ferroviário de 20 países
  15. Petróleo E GásPetrobras, aos 60 anos, define seus planos para o futuro
  16. Petróleo E GásUma história de sucesso
  17. Cenário AcadêmicoSemana de Engenharia da Unicamp
  18. Momento ConstructionDrywall: solução oferece rapidez e qualidade
  19. Momento ConstructionDepoimentos comprovam sucesso da Construction Expo
  20. Concreto HojeÉ para cima que se olha
  21. ArtigoComunicação socioambiental: uma aliada da engenharia civil
  22. Enquete OnlineEnergia Eólica. Que os ventos nos sejam a favor
Petróleo E Gás

Uma história de sucesso

Exclusivo GC 28 de outubro de 2013 · Edição 42

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É praticamente impossível dissociar a industrialização brasileira do cenário que marcou o surgimento da Petrobras. Até a Segunda Guerra Mundial, o Brasil era um país majoritariamente agrícola. As primeiras indústrias surgiram de maneira tímida, a partir do final do século XIX e início do XX, mas não tinham representatividade na economia nacional. O País sentiu forte a crise de 1929, pois dependia das exportações cafeeiras e da importação de outros produtos para movimentar sua economia. Os negócios encolheram, muitas empresas quebraram e o desemprego multiplicou-se, abrindo as portas para a Revolução de 1930. Estava criado o ambiente político e empresarial para que o Brasil diversificasse sua economia. Getúlio Vargas encampou esses anseios e deu os primeiros passos em direção à industrialização.

Nos governos de Vargas (1930-45 / 1950-54) houve avanço na montagem de infraestrutura para o desenvolvimento econômico, com investimentos em empreendimentos estratégicos, como siderurgia, energia elétrica e petróleo, e preponderância do estado. Dessa visão, nasceram empresas como a Companhia Vale do Rio Doce, Eletrobras e Petrobras. A primeira sondagem de petróleo realizada no Brasil ocorreu no município de Bofete, interior paulista, entre 1892 e 1896, por iniciativa do fazendeiro Eugênio Ferreira de Camargo. A perfuração atingiu 488 m, mas só foi encontrada água sulfurosa. Em 1932, foi instalada a primeira refinaria de petróleo do País, em Uruguaiana, a Refinaria Rio-grandense de Petróleo, que utilizava o produto importado do Chile. A descoberta oficial de petróleo no Brasil só ocorreria mesmo em 1939, quando jorrou óleo de um poço perfurado na localidade de Lobato, na periferia de Salvador, na Bahia, ainda sob a administração do Conselho Nacional do Petróleo (CNP).

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o petróleo ganha importância em todo o mundo. No Brasil, apesar do CNP existir desde 1938, a produção e a distribuição eram atividades realizadas por empresas norte-americanas. Com o nacionalismo em alta na época, logo surgiu a campanha “O petróleo é nosso”, contrária à exploração do recurso por companhias estrangeiras. A sociedade brasileira exigia a criação de uma empresa nacional para o setor. Vargas logo adotou a ideia e, por decreto-lei, criou a Petrobras, em 3 de outubro de 1953. Sua implantação exigiu cerca de um ano. Em 1954, a nova empresa herdou do CNP duas refinarias – a de Mataripe (BA), em funcionamento desde 1950, e a de Cubatão (SP), ainda em construção. Elas foram o primeiro patrimônio da empresa, que começou a operar efetivamente no dia 10 de maio de 1954, com uma produção de 2.663 barris, equivalente a 1,7% do consumo nacional da época. Em 16 de abril de 1955, foi inaugurada a refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, a primeira a nascer já com o ‘DNA da Petrobras’. Com a missão de suprir 50% da demanda de abastecimento de derivados de petróleo do Brasil, a refinaria tinha capacidade para processar 45 mil barris/dia. Ao longo das décadas de 1960 e 1970, mais nove refinarias foram construídas pela Petrobras.

Entre o final da década de 1950 e os anos 1960, novas descobertas aconteceram. Em 1961, a Petrobras dá início à procura de petróleo no mar, que viria a ser seu maior trunfo empresarial. As primeiras prospecções ocorreram em uma faixa que ia do Maranhão ao Espírito Santo. Em 1968, ocorre a primeira descoberta de petróleo no mar, no campo de Guaricema, em Sergipe. Atualmente, o Brasil responde por mais da metade das descobertas em águas profundas e a Petrobras se tornou líder mundial na extração de petróleo nessa área. O número de plataformas em alto-mar operadas pela companhia é maior do que a soma das segunda e terceira colocadas nesse ranking. A produção atual supera 2 milhões barris de óleo equivalente por dia (petróleo e gás natural). De 2005 a 2012, a Petrobras notificou à Agência Nacional de Petróleo 63 declarações de descobertas na área do pré-sal e 189 nas demais áreas. De 2000 a 2011, as reservas da companhia cresceram 63%, bem acima do crescimento mundial, de 38%. Com a descoberta dos reservatórios do pré-sal, cuja produção chegou, em junho, à média diária de 310 mil barris de petróleo por dia, a empresa ganha fôlego para dobrar de tamanho até 2020, quando pretende produzir 5,7 milhões de barris diários de óleo equivalente. Hoje, a Petrobras é terceira do mundo em ativos, quarta em lucro líquido e em valor de mercado, nona em capacidade de refino e décima em produção de petróleo.