Newsletter
Início› Exclusivo› Edição 56 ← Voltar à edição
GC nº 56Jan/Fev 2015 Matéria 20 de 25
Sumário
  1. EditorialPor um novo ambiente de negócios para as PPPs
  2. Jogo RápidoESPAÇO SOBRATEMA
  3. Jogo RápidoTecon de Salvador realiza operação especial para receber carga eólica
  4. Jogo RápidoRefinaria Abreu e Lima entrega primeiro carregamento de nafta petroquímica
  5. Jogo RápidoNewton Cavalieri deixa legado para a construção brasileira
  6. Jogo RápidoTuper contribui com a redução de emissão de gases de efeito estufa
  7. Jogo RápidoLançado sistema de gerenciamento online de resíduos da construção civil
  8. Jogo RápidoPorto do Açu recebe carta náutica para iniciar as operações
  9. Jogo RápidoOdebrecht e Logz podem operar no transporte fluvial de cargas
  10. Jogo RápidoQBE lança seguros para máquinas e equipamentos pesados
  11. EntrevistaEngenharia é a estrela do projeto Sirius
  12. EntrevistaNo topo da cadeia da tecnologia
  13. EntrevistaEngineering elaborou projeto para o laboratório do Sirius
  14. Matéria De Capa - Ponte De LagunaPonte Anita Garibaldi
  15. Obras De ArteLinha 4 do Metrô carioca: ponte estaiada sai do papel
  16. Jogos OlímpicosIlha Pura: bairro planejado adota tecnologias de construção de ponta
  17. Jogos OlímpicosObras olímpicas saem do papel
  18. Tecnologia RodoviáriaEncontro reúne especialistas em rodovias de todo o Brasil
  19. Prêmio AbcicConstrução industrializada garante controle técnico e estética apurada
  20. Prêmio AbcicPré-fabricação garante redução de custos e de prazo
  21. Excelência Operacional & Lean ConstructionExcelência Operacional & Lean Construction: Princípios e Conceitos
  22. Momento M&T ExpoInfraestrutura: investimentos de R$ 598 bilhões
  23. Concreto HojeA indústria cimenteira brasileira é sustentável
  24. ArtigoSaneamento: muito a ser feito
  25. Agenda 2015Feicon Batimat chega à sua 21ª edição
Prêmio Abcic

Pré-fabricação garante redução de custos e de prazo

Entrevista ping-pong com Carlos Eduardo Melo, projetista do Tietê Plaza Shopping

Exclusivo GC 19 de fevereiro de 2015 · Edição 56

Grandes Construções - Como a escolha pelo sistema pré-fabricado contribuiu para que o projeto alcançasse o melhor desempenho, seja construtivo, de custos, ou outros?

Carlos Eduardo Melo - A estrutura pré-fabricada sempre apresenta um custo fechado, pois as indústrias orçam a obra e definem o preço da estrutura. As variações ocorrem somente nas modificações solicitadas pelo cliente, portanto o próprio cliente sabe o quanto será o custo da estrutura, fato que com a escolha do sistema de fabricação “in loco” não acontece. O projeto básico foi desenvolvido antes do início da obra, mas todo o detalhamento executivo, tanto de estrutura quanto o de fundações ocorreram durante a execução. Esta decisão arrojada levou ao ganho no prazo total. Enquanto era feita a fundação, a fábrica de pré-moldado já concretava as peças.

GC - O método influiu no prazo de entrega?

Carlos Eduardo Melo - Acreditamos que sim. A obra e projeto foram realizados em dois anos, fato que não seria possível se a estrutura não fosse industrializada.

GC - Por se tratar de um sistema industrializado, como fica o papel do projetista. Como é a integração entre projeto e indústria nesse processo?

Carlos Eduardo Melo - O cliente (investidor) acertou em contratar o projeto diretamente. Desta forma, ele consegue manter o controle técnico da edificação. As decisões técnicas que implicam em um produto final de melhor qualidade ocorrem quando o cliente participa e toma em conjunto decisões. Muitas vezes um maior custo inicial leva a um menor custo de utilização. Quando a relação com a indústria é muito boa, pois somos um escritório que atende a todos os fabricantes, que são em outros projetos nossos clientes. Desta forma, conhecemos a fábrica, o sistema produtivo e detalhes, então é possível atender as solicitações do fornecedor sem prejudicar o cliente final.

GC - Foram previstos grandes vãos? Como o sistema contribuiu para o arranjo geral do projeto?

Carlos Eduardo Melo - Sim. O shopping apresenta em algumas regiões a malha de 13 x 10 m. A área de 130 metros quadrados de módulo é bem maior que o antigo 8x8 m (64 metros quadrados). Esta possibilidade, sem que ocorram perda do pé direito livre, com peças esbeltas, acabou sendo o diferencial deste projeto.

GC - Houve dificuldades, pontos críticos?

Carlos Eduardo Melo - A maior dificuldade e ponto crítico foi o prazo, pois como a obra iniciou antes do projeto executivo, o fato de detalhar a estrutura durante sua execução gera um stress geral que levam a decisões imediatas que muitas vezes não podem esperar melhor reflexão. O ótimo acaba prejudicando o bom, pois o prazo passa a ser o mais importante. A praça de alimentação em curva exigiu um detalhamento mais sofisticado.

GC - Qual o diferencial do shopping, em vista das novas tecnologias, redes de inteligência e/ou sustentabilidade?

Carlos Eduardo Melo - O shopping foi pensado para ser uma estrutura racionalizada. A logística de montagem foi de alta tecnologia. Utilizamos peças com caixão perdido para reduzir peso, possibilitando a montagem com a grua. O projeto foi muito pensado e elaborado para atender as necessidades da obra, sempre sem fugir da boa técnica. Gostaria de destacar a participação da empresa Concrebem de pré-fabricados, que nos procurou e discutiu (e muito) todos os aspectos de logística e possibilidades técnicas para atender o melhor prazo. A relação entre o projeto e o fornecedor do cliente, por ter sido muito boa, agregou na diminuição do prazo e na possibilidade de se manter os prazos necessários.