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GC nº 56Jan/Fev 2015 Matéria 12 de 25
Sumário
  1. EditorialPor um novo ambiente de negócios para as PPPs
  2. Jogo RápidoESPAÇO SOBRATEMA
  3. Jogo RápidoTecon de Salvador realiza operação especial para receber carga eólica
  4. Jogo RápidoRefinaria Abreu e Lima entrega primeiro carregamento de nafta petroquímica
  5. Jogo RápidoNewton Cavalieri deixa legado para a construção brasileira
  6. Jogo RápidoTuper contribui com a redução de emissão de gases de efeito estufa
  7. Jogo RápidoLançado sistema de gerenciamento online de resíduos da construção civil
  8. Jogo RápidoPorto do Açu recebe carta náutica para iniciar as operações
  9. Jogo RápidoOdebrecht e Logz podem operar no transporte fluvial de cargas
  10. Jogo RápidoQBE lança seguros para máquinas e equipamentos pesados
  11. EntrevistaEngenharia é a estrela do projeto Sirius
  12. EntrevistaNo topo da cadeia da tecnologia
  13. EntrevistaEngineering elaborou projeto para o laboratório do Sirius
  14. Matéria De Capa - Ponte De LagunaPonte Anita Garibaldi
  15. Obras De ArteLinha 4 do Metrô carioca: ponte estaiada sai do papel
  16. Jogos OlímpicosIlha Pura: bairro planejado adota tecnologias de construção de ponta
  17. Jogos OlímpicosObras olímpicas saem do papel
  18. Tecnologia RodoviáriaEncontro reúne especialistas em rodovias de todo o Brasil
  19. Prêmio AbcicConstrução industrializada garante controle técnico e estética apurada
  20. Prêmio AbcicPré-fabricação garante redução de custos e de prazo
  21. Excelência Operacional & Lean ConstructionExcelência Operacional & Lean Construction: Princípios e Conceitos
  22. Momento M&T ExpoInfraestrutura: investimentos de R$ 598 bilhões
  23. Concreto HojeA indústria cimenteira brasileira é sustentável
  24. ArtigoSaneamento: muito a ser feito
  25. Agenda 2015Feicon Batimat chega à sua 21ª edição
Entrevista

No topo da cadeia da tecnologia

Exclusivo GC 19 de fevereiro de 2015 · Edição 56

O Sirius será a única máquina do tipo na América Latina e apenas a segunda no Hemisfério Sul, além de uma na Austrália. Mais do que isso, suas especificações técnicas deverão colocá-la na linha de frente das melhores fontes de luz síncrotron do mundo. O Sirius será a máquina de maior brilho na sua classe de energia.

A energia operacional do Sirius será de 3 bilhões de elétrons-volts (GeV), comparada ao bem mais modesto 1,37 bilhão de elétrons-volts do UVX. Isso, associado a uma série de outras especificações técnicas da máquina (como a configuração de magnetos ao redor do anel), permitirá produzir feixes de fótons (luz) muito mais brilhantes do que os atuais. Uma vantagem crucial é que será possível produzir um tipo de raio X mais energético, conhecido como “duro”, capaz de penetrar materiais mais espessos – algo que a máquina atual tem dificuldade de fazer. O limite de energia dos fótons nas linhas de luz do Sirius será de 250 mil elétrons-volts (KeV), comparado a 30 mil elétrons-volts no UVX, que é um limite inferior de energia dos raios X duros.

Outro grande diferencial da máquina será a sua baixa emitância, uma característica relacionada ao tamanho da fonte e ao diâmetro do facho de luz gerado por ela, que será de 0,28 nanômetro-radiano (nm.rad), comparado a 100 nanômetros-radianos do UVX. É a menor emitância de qualquer fonte de luz síncrotron em operação ou sendo projetada no mundo, segundo Oscar Vigna

Para entender a diferença, de uma forma geral, pode-se pensar numa comparação entre o facho de luz produzido por uma lanterna e o feixe produzido por um apontador laser: a energia (quantidade de fótons) pode até ser a mesma, mas o brilho do laser é muito maior.

Uma lanterna tem uma área grande e a luz se abre grande. Para objetos pequenos a ponteira a laser tem uma área pequena e é perfeita para iluminar objetos pequenos a uma grande distância. Isso denominarmos de brilho. Sendo a área e a abertura angular menores, maior será o brilho. Isso abre perspectiva para estudarmos materiais como fármacos, cimento, petróleo, arqueologia, em escalas nanométricas. Trará a possibilidade de pesquisas que hoje não podem ser feitas no Brasil em qualquer área do conhecimento.

A expectativa, portanto, é que o Sirius atraia ainda mais pesquisadores estrangeiros para o Brasil; e não apenas da América Latina, mas também dos EUA e da Europa. Cerca de 20% dos usuários do UVX já são estrangeiros.

Curiosidades Sobre a Luz Sincrotron

Luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética que permite a observação da estrutura interna dos materiais. Ela é emitida por elétrons em velocidade próxima a da luz quando a sua trajetória é desviada por um campo magnético.

Saúde

Na saúde, pesquisas feitas com luz síncrotron serão fundamentais para a identificação de proteínas e unidades intracelulares complexas, etapa importante para o desenvolvimento de novos medicamentos.

Agricultura

A luz síncrotron poderá ser usada para análise de solo, para o desenvolvimento de fertilizantes mais eficientes e baratos e ao mesmo tempo menos agressivo ao meio ambiente.