Navios-sonda da Petrobras
O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), instalado em Pernambuco e considerado hoje o maior da América Latina, apresentou o menor preço para a construção de um pacote da sete navios-sondas Petrobras, destinados à perfuração em profundidade superior a 3 mil metros e com entrega prevista até 2017. A proposta do estaleiro foi de US$ 4,650 bilhões pelo pacote, ou US$ 664,2 milhões por unidade. A licitação prevê a contratação de até quatro pacotes de sete sondas, o que significa que o 2º, o 3º e o 4º colocados na concorrência também poderão levar encomendas. A Petrobras deverá analisar os preços e os projetos apresentados pelos outros três primeiros colocados para avaliar se faz a contratação do total das 28 sondas ou apenas parte delas. Se todas fossem contratadas, o investimento seria de US$ 20 bilhões. A Queiroz Galvão é sócia da Camargo Corrêa e da Samsung no EAS.
O consórcio Alusa Galvão ficou em 2º lugar com uma proposta apenas US$ 28 milhões abaixo do EAS. A empresa pretende construir um estaleiro na região de Barra do Furado, no Norte Fluminense. O consórcio apresentou proposta de US$ 4,678 bilhões, ou US$ 668,28 milhões por unidade.
O 3º colocado foi o grupo Keppel Fels, de Cingapura, que controla o estaleiro Brasfels, de Angra dos Reis. A proposta foi de US$ 5,172 bilhões, ou US$ 738,8 milhões por unidade. O 4º lugar ficou com o Jurong, com proposta de US$ 5,178 bilhões, ou US$ 739 milhões por unidade. Também apresentaram propostas o consórcio formado por OAS/Odebrecht/UTC (US$ 5,311 bilhões), Eisa (US$ 5,492 bilhões) e Andrade Gutierrez/Mauá (US$ 5,768 bilhões).

