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GC nº 11Dezembro 2010 Matéria 24 de 27
Sumário
  1. EditorialMercado aberto, mas com muito critério
  2. Jogo RápidoNew Holland 60 anos
  3. Jogo RápidoNavios-sonda da Petrobras
  4. Jogo RápidoChega ao Brasil um gigante mundial do setor de fundações
  5. Jogo RápidoMais água na Grande São Paulo
  6. Jogo RápidoMercotubos inaugura nova fábrica no Nordeste
  7. Jogo RápidoGrupo EBX amplia capacidade do Superporto Sudeste
  8. Jogo RápidoTerex tem novo diretor
  9. Jogo RápidoRodolatina: marca de 3 milhões de toneladas de cimento transportadas em 2010
  10. Jogo RápidoSTF decide sobre impasse do ISS
  11. Jogo RápidoParque Ecológico Imigrantes tem certificação de qualidade
  12. Jogo RápidoLiebherr ganha prêmio internacional
  13. Jogo RápidoEstudo da Urban Systems será usado no novo terminal rodoviário em BH
  14. Jogo RápidoScania aumenta em 90% nas vendas de caminhões pesados no Brasil
  15. Jogo RápidoGuarulhos receberá R$ 660 milhões do PAC 2
  16. Jogo RápidoÊxito abre revenda da XCMG no estado da Bahia
  17. Jogo RápidoMMX e LLX fazem acordo com a Usiminas
  18. EntrevistaInformação estratégica
  19. ConstrubusinessSe tudo der certo, será gol de placa
  20. Petróleo E GásConcluída a primeira etapa da ampliação da Refinaria Clara Camarão
  21. Canteiros De ObrasInstalações adequadas contribuem para o sucesso do empreendimento
  22. VoluntariadoAção comunitária Com um novo teto, uma nova vida
  23. Infraestutura UrbanaIniciadas as obras do Cais das Artes em Vitória
  24. Máquinas E EquipamentosBrasil torna-se plataforma para expansão da Volvo na AL
  25. Papel E CeluloseConsumo estimula investimentos na indústria de celulose e papel
  26. Métrica Industrial - TermelétricasTermelétricas avançam de forma diferenciada no Brasil
  27. ArtigoConstrução industrializada: rapidez e sustentabilidade
Máquinas E Equipamentos

Brasil torna-se plataforma para expansão da Volvo na AL

Exclusivo GC 17 de janeiro de 2011 · Edição 11

Um cenário promissor como nunca para o setor de máquinas para construção no Brasil, que ecoa para toda a América Latina, e que em 2010 registrou um crescimento de 77% . Menor que os 103% da China é verdade, enquanto Europa amarga 20% e América Latina 6%. Mas considerado até mais interessante para empresas que aqui já estão instaladas e adaptadas e possuem uma plataforma de produção, principal vantagem competitiva em relação às  novas concorrentes asiáticas que começam a chegar.

Este motivo fez com que a Volvo Construction Equipment decidisse ampliar sua planta em Pederneiras, interior de São Paulo, com uma nova linha de produção de escavadeiras de esteiras – produto que domina 17% do total das vendas no mercado brasileiro de máquinas de construção, atrás somente das retroescavadeiras, que representam volume de 34,2% do setor. A planta de Pederneiras é a única da Volvo CE na América do Sul. Neste complexo trabalham cerca de 700 funcionários e são produzidos pás-carregadeiras, motoniveladoras, minicarregadeiras, compactadores de solo, caminhões articulados e escavadeiras hidráulicas.

Olof Persson, presidente e CEO da companhia, esteve no Brasil para inaugurar as novas instalações e receber os jornalistas do setor. Ele destacou que a Volvo CE investiu US$ 10 milhões no Brasil e terá capacidade para produzir  três modelos de escavadeiras, as escavadeiras EC140B Prime, EC210B Prime e EC240B Prime. Os dois novos prédios que irão abrigar a nova linha de montagem estão prontos e recebem ajustes para entrar em operação no início de 2011. O projeto prevê a nacionalização de montagem e componentes para alcançar mais de 60% de conteúdo local nos três modelos, e a produção será iniciada no ano que vem.

Até então, os equipamentos disponibilizados no Brasil eram montados a partir de componentes e conjuntos trazidos da planta da Volvo CE situada na cidade coreana de Changwon. A decisão de iniciar a produção de escavadeiras no Brasil, segundo Olof  Persson, faz parte da estratégia da companhia de tornar-se “um dos três maiores fabricantes de equipamentos de construção nos países que formam o chamado BRIC – grupo de nações integrado por Brasil, Rússia, China e Índia.”  A unidade paulista, segundo Persson, se destaca no grupo Volvo como uma das plantas mais flexíveis e diversificadas do grupo em todo o mundo.

Entre os benefícios previstos com a nacionalização do produto inclui-se o acesso ao programa de financiamento do Finame (Agência Especial de Financiamento Industrial), que não está disponível para equipamentos importados. Permitirá ainda a redução do tempo de entrega dos equipamentos, maior flexibilidade de configurações e uma logística mais simplificada. O projeto consiste na nacionalização de montagem e componentes para alcançar mais de 60% de conteúdo local nos três modelos.

Em 2010, a expectativa é que os nível de produção da fábrica brasileira dobre em relação ao ano passado. O exercício de 2009 foi muito difícil para todas as indústrias instaladas no País, especialmente para aquelas que, como a Volvo, tinham um intenso programa de exportação para os Estados Unidos, cuja economia foi dramaticamente afetada pela crise mundial. No Brasil, depois de um momento inicial, o mercado reagiu favoravelmente motivando a contratação de mais de 280 funcionários, elevando o número de empregos da fase pré-crise.

Mercado estratégico
“O Brasil é um dos principais mercados da Volvo em todo o mundo e a nacionalização desses equipamentos mostra que temos o Brasil como uma prioridade”, reafirmou Persson, que destacou a grande flxibilidade da fábrica brasileira, o que também favorece qualquer possível mudança futura da estratégia. Segundo o CEO, a fábrica de Pederneiras está totalmente integrada ao sistema industrial global da Volvo CE sendo reconhecida internacionalmente pelos altos índices de qualidade, precisão de entrega e competitividade de seus produtos.

“Com a nacionalização das escavadeiras, os clientes dos mercados sob nossa responsabilidade serão beneficiados, pois teremos mais agilidade, menor tempo na entrega dos equipamentos e uma logística mais simplificada”, destacou ainda Yoshio Kawakami, presidente da Volvo Construction Equipment Latin America. Segundo ele, este é um momento de consolidação da empresa brasileira com plataforma de expansão para o mercado latino-americano. “Nosso objetivo é a expansão contínua da oferta de máquinas para o mercado latino-americano e também aumentar a nacionalização no Brasil dos equipamentos atualmente importados, e nesse sentido o segmento de compactos é promissor”, destaca o presidente. Nos últimos cinco anos a Volvo CE introduziu no Brasil e nos demais países do continente 16 modelos de compactadores, quatro miniescavadeiras, dois pipelayers e cinco minicarregadeiras.

Fernando Arruda, diretor industrial da unidade fabril brasileira explica que a planta de Pederneiras produzirá toda a parte estrutural da escavadeira, que até então era importada da Coréia: o braço, a lança, os chassis superior e inferior. O chassi superior do equipamento dá sustentação ao motor, cabine e a todo o sistema hidráulico. Já o chassi inferior é o que suporta toda a parte das esteiras – também conhecidas como trem rodante. A empresa construiu dois novos prédios para abrigar as linhas de montagem e de produção das escavadeiras, numa nova área que totaliza de cerca de 12 mil m².

Grau de excelência
Sediada em Pederneiras, interior de São Paulo, é a única fornecedora global de minicarregadeiras da marca. Em 2010, a planta brasileira foi a única a suprir globalmente o mercado de motoniveladoras Volvo. “Exportamos as minicarregadeiras para os Estados Unidos e também para vários países da América Latina”, afirma Fernando Arruda, diretor geral da planta brasileira da Volvo CE. A unidade de Pederneiras é uma das várias fábricas da corporação, que também tem outras plantas distribuídas estrategicamente pelo globo: na Suécia - sede mundial do Grupo Volvo - França, Alemanha, Polônia, Canadá, Estados Unidos, Coréia do Sul e China.

Em Pederneiras a Volvo CE produz cinco linhas de produtos: pás-carregadeiras, motoniveladoras, minicarregadeiras, compactadores de solo, caminhões articulados e escavadeiras hidráulicas. “Passamos a fazer parte do sistema industrial global a partir de 2000”, diz Arruda. Os caminhões articulados têm como principal mercado os Estados Unidos, e as carregadeiras e motoniveladoras são enviadas para diferentes países.

Com sede em Curitiba, no Paraná, a Volvo CE LA vem gradativamente aumentando sua oferta de produtos no continente. Em 1998, a linha de produtos era formada por carregadeiras, pelos caminhões articulados A25C e A35C, e pelas escavadeiras Volvo-Sansung. Em 2000, a empresa já avançava no mercado, lançando as carregadeiras L50D e L70D, e três modelos de escavadeiras. No ano seguinte começa a produção de motoniveladoras 710, 720, 730 e 740. Em 2001 a fábrica local já produzia três das principais linhas de produtos da marca: carregadeiras, caminhões articulados e motoniveladoras.

Em 2009, nacionalizou a linha de compactadores, linha comercializada desde 2007 com fornecimento de máquinas importadas de nivelamento, compactação e pavimentação na construção de rodovias.  A unidade fabril brasileira produz desde o ano passado dois modelos de compactadores de solo (SD105F e SD105DX), voltados principalmente para trabalhos em construção de rodovias, vias urbanas e barragens, além de uma pipelayer, máquina de última geração que faz o assentamento de tubos e outros materiais usando um guincho.

Em 2009, a empresa introduziu as retroescavadeiras BL60 e BL70 e as miniescavadeiras EC55B Pro e EC35C, além de lançar em 2010 mais dois modelos de miniescavadeiras (EC27C e ECR88).  Em 2007, foram lançadas novas linhas “F” de pás-carregadeiras e “E” de caminhões articulados, e foi promovido o primeiro lançamento de um produto compacto, as minicarregadeiras (MC60B, MC70B, MC80B, MC90B e MC110B). “Nunca tivemos uma oferta de equipamentos no Brasil tão grande e tão completa”, diz Kawakami.

Cronologia
1975 – Início da operação da fábrica de Pederneiras, ainda com o nome Clark Michigan
1987 – Uma joint venture internacional transformou a companhia em Volvo-Michigan-Euclid, resultando na VME Brasil Equipamentos Ltda.
1988 – Início da produção da linha de carregadeiras Volvo BM.
1993 – Início da produção do caminhão articulado fora de estrada.
1995 – O Grupo Volvo assume o controle total da VME, dando origem à Volvo Construction Equipment.
1998 – A unidade de Pederneiras passa a receber fortes investimentos em equipamentos e treinamento de pessoal para passar a produzir equipamentos com plataforma global
– ou seja, idênticos ao produzidos em outras partes do mundo pelo Grupo Volvo.
2000 – Início da produção da motoniveladora.
2002 – A carregadeira L50 passa a ser produzida com exclusividade pela unidade de Pederneiras, responsável pelo suprimento desse equipamento para todo e qualquer mercado mundial da marca.
2003 – Novos investimentos na área de mandrilhadoras, aumentando a capacidade de produção de carregadeiras.
2004 – Entra em operação a prensa hidráulica viradeira com capacidade de 1.000 toneladas, permitindo produzir vigas para caminhões articulados sem necessidade de usinagem posterior, reduzindo custos e diminuindo tempo de fabricação.
2005 – Entram em operação novos equipamentos de corte de chapas a laser, de jateamento de chapas e de oxi-corte. 
- Início da operação da fábrica de eixos.
- Fábrica de Pederneiras comemora 30 anos de atividades. 
2006 – Início da montagem de escavadeiras. 
2007 – Início da montagem de miniescavadeiras.
2009 – Início da montagem de compactadores de solo.
2010 – Nacionalização completa de escavadeiras hidráulicas. A fábrica da Volvo CE em Pederneiras integrada no sistema industrial global de produção.