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GC nº 58Abril 2015 Matéria 1 de 24
Sumário
  1. EditorialEficiência operacional, um desafio para os aeroportos regionais
  2. Jogo RápidoEspaço Sobratema
  3. Jogo RápidoPorto de Santos I
  4. Jogo RápidoEstudo prevê a abertura de 54 hotéis no Brasil em 2015
  5. Jogo RápidoPorto de Santos II
  6. Jogo RápidoGoverno de SP lança licitação para interligar o Sistema Cantareira à bacia do Paraíba
  7. Jogo RápidoDesenvolve SP: R$ 1,8 bi em 6 anos
  8. Jogo RápidoLiuGong investe em fábrica no Brasil
  9. Jogo RápidoRebaixamento de lençol freático com redução de tempo e energia
  10. Jogo RápidoInfraestrutura para rede 4G deve aquecer demanda por equipamentos
  11. Jogo RápidoTatuzão chega a Ipanema
  12. EntrevistaEngenharia nacional no olho do furacão
  13. Matéria De Capa - RodoviasQualidade das rodovias brasileiras melhora, mas cenário geral ainda é ruim
  14. Matéria De Capa - RodoviasSerra do Cafezal: Engenharia supera desafios e reduz impactos ambientais
  15. Matéria De Capa - RodoviasDNIT lança aplicativo que monitora rodovias federais
  16. Matéria De Capa - RodoviasFoco na tecnologia de ponta e na sustentabilidade
  17. Mão De Obra - CertificaçãoCertificação acreditada ganha espaço no mercado
  18. Personalidade Da ConstruçãoRuy Ohtake, em sintonia com seu tempo
  19. Excelência Operacional & Lean ConstructionProjeto Igarapés utiliza metodologias Lean Construction para alcançar resultados
  20. Momento M&T ExpoM&T EXPO Congresso: informações para quem quer conhecer o setor de perto
  21. Momento Construction Expo 2016Crise abre espaço para bons projetos de obras municipais
  22. Concreto HojeAlta tecnologia na produção de cimento reduz a emissão de CO2
  23. ArtigoComo melhorar os resultados nos canteiros de obras
  24. Agenda 2015Feira mostra novidades da indústria metalmecânica
Editorial

Eficiência operacional, um desafio para os aeroportos regionais

Exclusivo GC 18 de abril de 2015 · Edição 58

Realizamos a Copa de 2014 sem grandes contratempos, com exceção, é claro, do fiasco da nossa Seleção dentro de campo. Um dos nossos grandes temores dos organizadores do evento – a ocorrência de gargalos no sistema aeroportuário – felizmente não se concretizou. Porém, finda a Copa do Mundo, vêm aí os Jogos Olímpicos de 2016, e com eles a necessidade de oferecer aos visitantes serviços mais eficientes e maior interconexão entre a malha de aeroportos do País. Precisamos aperfeiçoar a gestão interna dos terminais, ganhando mais eficiência e competitividade.

São grandes os desafios que os complexos aeroportuários brasileiros têm pela frente, e que exigem investimentos na ampliação da infraestrutura de conexão e na modernização tecnológica. Não podemos, no entanto, esperar que esses investimentos tragam retorno satisfatório, se contemplarem tão somente, os grandes terminais, localizados nas grandes e médias cidades.

Tanto o governo quanto a iniciativa privada devem elaborar projetos de interconectividade do sistema nacional pensando também nos aeroportos regionais que, embora menores, dão suporte e alternativa aos grandes terminais. É fundamental aprimorar a gestão e os aportes de investimentos nesses aeroportos, de forma que seus potenciais sejam aproveitados ao máximo.

Para este ano, são esperadas as primeiras licitações envolvendo obras de 270 aeroportos regionais em todo o Brasil, dentro do Plano de Aviação Regional, que o governo federal vem classificando como “prioridade estratégica”. No entanto, prosseguem as indefinições quanto àqueles que encabeçarão a lista das licitações. Não se sabe sequer quantos leilões sairão ainda este ano ou que tipo de obra será realizada. O cenário é, portanto, nebuloso.

Segundo o governo, tudo vai depender da agilidade dos Estados onde os aeroportos se encontram e da rapidez com que sejam concedidas as licenças ambientais para as obras.

De acordo com a Secretaria de Aviação Civil (SAC) foram firmados 26 contratos com empresas projetistas e de engenharia, para a elaboração de estudos técnicos. Desses 26 contratos, cerca de 220 estudos de viabilidades já foram concluídos e entregues, e 55 anteprojetos foram autorizados, entrando na fase de avaliação ambiental e licitação. E aí surge um grande obstáculo à realização do projeto: a pesada burocracia que emperra a emissão de licenças ambientais para as obras. Caberia ao governo promover um choque de gestão, com o objetivo de acelerar o licenciamento ambiental.

Outro desafio é unir a iniciativa privada e o poder público em torno propostas diferenciadas para cada aeroporto, respeitando as características de cada região e as suas peculiaridades operacionais.

Para colocar em prática as licitações, será preciso, portanto, fortalecer as agências reguladoras, acelerar os procedimentos do Licenciamento Ambiental e reforçar os estudos que darão base à concorrência, de forma a transformar a aviação regional em importante vetor de desenvolvimento econômico, pelo potencial de geração de negócios e de empregos que possui.

Um dos caminhos para o fortalecimento da aviação regional talvez seja rever a disposição do Código Brasileiro de Aeronáutica, que veda a participação de capital estrangeiro nesses empreendimentos. Já existem estudos neste sentido em elaboração na SAC.

Outro caminho é a definição urgente da Medida Provisória 654, que tramita no Congresso, estabelecendo subsídio à aviação regional. Inicialmente, a MP propunha subsidiar a metade dos assentos em um voo determinado, até um limite de 60, o que ajudava companhias que possuem modelos mais compactos. O texto, no entanto, está sendo mudado, com a retirada do limite de 60 lugares. Isso significa que as empresas com modelos maiores também poderiam receber o benefício, independentemente da capacidade do avião que opera.

A mudança colocou em campos opostos a Azul, que seria a mais beneficiada com a proposta original por ter uma frota de aviões menores (de até 120 lugares) e Gol e TAM, que poderão disputar esse nicho do mercado com aeronaves maiores (Boeing e Airbus, com 200 assentos).

O programa valerá por 10 anos, contemplando aeroportos que movimentem por ano 600 mil passageiros e 800 mil (Amazônia Legal), com isenção de tarifas aeroportuárias.

Se bem sucedida, esta experiência trará um novo paradigma ao setor, que passará a ser marcado por um novo ciclo de desenvolvimento.

Paulo Oscar Auler Neto

Vice-presidente da Sobratema