Newsletter
Início› Exclusivo› Edição 79 ← Voltar à edição
GC nº 79Maio 2017 Matéria 20 de 22
Sumário
  1. EditorialQuando o progresso anda a pé
  2. Jogo RápidoRestauração da Ponte Pênsil de São Vicente conquista prêmio internacional
  3. Jogo RápidoPorto do Itaqui, no Maranhão, receberá R$ 1,3 bilhão em aportes
  4. Jogo RápidoEficiência energética
  5. Jogo RápidoFranquia de asfalto rígido
  6. Jogo RápidoSoluções Siemens para dobrar moagem de soja
  7. EntrevistaSão Paulo testa novo modelo de privatização
  8. Aço Na ConstruçãoAço: Projeto e Durabilidade
  9. Aço Na Construçãoverdades e mitos
  10. Aço Na ConstruçãoBrasil perde 4% do PIB com corrosão
  11. Construção Industrial - AmbevDe volta às origens
  12. SustentabilidadeCanteiro do futuro
  13. Planejamento UrbanoSe essa rua fosse minha...
  14. Planejamento UrbanoUm projeto de rua ideal
  15. StartupsAplicativo facilita locação de máquinas
  16. CidadesUma centena de obras em Maringá
  17. Momento ExpoSinergia entre a construção e meio ambiente
  18. Semana Da TecnologiaA volta por cima
  19. Matcon5º Fórum Matcon acontecerá no Sobratema Summit 2017
  20. Concreto HojeOs EUA terão cimento suficiente para os planos de Trump?
  21. ArtigoO legado da crise hídrica para o setor de Consultoria em Saneamento Ambiental
  22. Agenda 2017Ferrovias: quilômetros de oportunidades de negócios
Concreto Hoje

Os EUA terão cimento suficiente para os planos de Trump?

Segundo James G. Toscas, presidente e CEO da Portland Cement Association, a resposta é sim. Indústria norte-americana opera com 79% de sua capacidade e vem aumentando a produção a cada ano.

Exclusivo GC 18 de maio de 2017 · Edição 79

Para literalmente concretizar o projeto trilionário de investimento em infraestrutura, a administração Trump vai precisar de um componente que vem sendo usado há milênios: o cimento. A capacidade de fornecimento do insumo para fabricação do concreto que deve ser usado na reconstrução e construção de pontes, estradas, usinas, etc correspondeu a uma pequena parte das previsões dos estrategistas da Casa Branca, segundo o presidente e CEO da Portland Cement Association (PCA), James G. Toscas, entidade que reúne essa cadeia de produção nos Estados Unidos. “A revitalização da infraestrutura norte-americana depende de algo óbvio, mas raramente discutido, mesmo entre os formuladores de políticas que avaliam planos históricos para reconstruir as rodovias, pontes e vias navegáveis do país”, escreveu o executivo em um artigo amplamente divulgado nos Estados Unidos no final de março.

Apesar da não consideração do fator cimento nas previsões, Toscas avalia que o setor tem capacidade e qualidade para atender à provável demanda futura. De acordo com ele, o cimento tem sido um componente essencial do concreto, mas “tornou-se um ingrediente secreto e muitas vezes esquecido pela civilização”. Ele lembra que, embora o presidente atual tenha destacado a necessidade de reconstrução da infraestrutura do país, a revitalização não acontecerá sem quantidades suficientes de cimento. A notícia boa? “Um novo exame da fabricação de cimento nos Estados Unidos concluiu que o país tem capacidade suficiente para produzir o cimento mais avançado e moderno necessário para o que a administração e o Congresso esperam para um programa abrangente de revitalização da infraestrutura”, disse ele.

A avaliação de Toscas está baseada no relatório dos principais fabricantes de cimento do país e leva em conta uma infinidade de projetos de infraestrutura discutidos em Washington. Nessa lista estão inclusive aqueles voltados para restaurar as rodovias, vias navegáveis, gasodutos, pistas e até mesmo um muro de fronteira com o México. A indústria teria condições de alimentar um programa de gastos ainda mais otimista do que o já declarado por Trump. "A taxa de utilização da capacidade da indústria de cimento dos Estados Unidos está melhorando, mas permanece bem abaixo de seu nível máximo potencial”, disse Toscas.

Hoje, a indústria de cimento do país estaria operando em cerca de 79% da capacidade total de produção, que é estimada em 108 milhões de toneladas métricas por ano, de acordo com a Portland Cement Association. Toscas lembra ainda que os fabricantes de cimento estão adicionando ainda mais capacidade de produção a cada ano: 1,3 milhões de toneladas só em 2016 e 1,6 milhão de toneladas adicionais planejadas até 2018. Adicionando sua capacidade de importação e exportação, a indústria de cimento dos Estados Unidos pode fornecer mais de 150 milhões de toneladas métricas de cimento a cada ano para o mercado interno. Em termos de distribuição, a indústria cimenteira tem uma presença extensa em todo o país, com mais de 90 fábricas em 32 estados, instalações de distribuição em todos os estados e remessas anuais avaliadas em US$ 9 bilhões.

O CEO da PCA avalia ainda que, entre as prioridades, a indústria cimenteira pode ajudar a expandir o desenvolvimento de petróleo, gás e outros gasodutos para fornecer energia doméstica de baixo custo, impulsionar a economia e proporcionar empregos, ao mesmo tempo em que se conservam os recursos naturais. Os fabricantes de cimento também apoiam a nova infraestrutura costeira de proteção contra desastres naturais. “E, é claro, precisamos reconstruir nossas estradas e pontes”, argumenta Toscas. Ele relembra ainda a famosa avaliação da Sociedade Americana de Engenheiros Civis que recentemente deu à infraestrutura dos Estados Unidos um grau quase de falha, de D+. “As empresas de cimento norte-americanas estão ansiosas para reverter esse declínio. Elas fizeram grandes investimentos para aumentar a capacidade, a produtividade e a eficiência energética”, defende o CEO da PCA.

China puxa produção mundial

Os números do site Statista (www.statista.com) indicam que os chineses lideram a produção mundial de cimento e que os Estados Unidos ocupariam o terceiro lugar, logo atrás da Índia, a segunda colocada. Os números do grande país asiático chegariam a 2,35 bilhões de toneladas métricas em 2015. Com isso, a China abriria um gap importante em relação à Índia, cuja produção no mesmo ano teria atingido 270 milhões de toneladas métricas de cimento. As previsões do site, baseada nas associações internacionais do setor, mostram que a produção mundial poderá pular das 3,27 bilhões de toneladas métricas (2010) para 4,83 bilhões de toneladas métricas em 2030. Entre 2010 e 2016, a análise do Statista inclui o Brasil na quinta posição, depois dos países já citados e da Turquia (quarta).