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GC nº 92Junho 2019 Matéria 1 de 24
Sumário
  1. Especial "Concessões Rodoviárias"Modal rodoviário segue problemático no Brasil
  2. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019AB Colinas
  3. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019AB Nascentes das Gerais
  4. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019AB Triângulo do Sol
  5. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Autopista Fernão Dias
  6. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Autopista Fluminense
  7. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Autopista Litoral Sul
  8. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Autopista Planalto Sul
  9. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019CCR Autoban
  10. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019CCR NovaDutra
  11. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019CCR Rodoanel
  12. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019CCR SPVias
  13. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019CCR Via Oeste
  14. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019CCR Via Lagos
  15. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Eco 101
  16. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Ecocataratas
  17. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Ecopistas
  18. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Ecoponte
  19. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Ecovia Caminho do Mar
  20. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Ecovias dos Imigrantes
  21. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Rota das Bandeiras
  22. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Rota dos Coqueiros
  23. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Triunfo Concer
  24. Especial Concessões Rodoviárias Maio 2019Econorte
Especial "Concessões Rodoviárias"

Modal rodoviário segue problemático no Brasil

Pesquisa da CNT mostra expansão de 8,4% na extensão das rodovias federais brasileiras no período de 2008 a 2018, mas também que mais da metade da malha encontra-se em situação precária

Exclusivo GC 15 de maio de 2019 · Edição 92

Prestes a iniciar um novo ciclo de crescimento (ao menos é o que todos anseiam), o Brasil ainda enfrenta um desafio antigo: a condição precária de muitas de suas rodovias, com recorrentes problemas em pavimentos, sinalização e traçados em diversos trechos da malha, o que evidentemente compromete a economia e a própria mobilidade e segurança de seus habitantes.
E superar esse gargalo é imprescindível para o país, tendo em vista que mais de 60% do transporte de cargas e mais de 90% dos descolamentos de passageiros do Brasil são feitos por rodovias. Essa significativa participação na matriz de transporte nos obriga a priorizar a área, atraindo mais investimentos em infraestrutura, notadamente para projetos de construção, duplicação e manutenção das rodovias brasileiras, além de se estabelecer um maior controle dos órgãos reguladores e uma fiscalização mais intensa da execução de obras.

Até porque a situação segue muito crítica. Proporcionalmente à malha rodoviária total, o país ainda conta com uma extensão muito reduzida de vias pavimentadas, mantendo-se atrás de países com território e economia similares. Tanto que, segundo o ranking de competitividade global do Fórum Econômico Mundial, o Brasil encontra-se apenas na 112ª posição entre 140 países no quesito qualidade da infraestrutura rodoviária.
Alguns números expõem o cenário desabonador. De acordo com Sistema Nacional de Viação (SNV1), o Brasil possui 213.453 km de rodovias pavimentadas e 1.507.248 km de rodovias não pavimentadas, que correspondem a 12,4% e 87,6% da extensão total, respectivamente. Assim, com aproximadamente 25,1 km de rodovias pavimentadas para cada 1.000 km2 de área, a densidade da malha ainda é insuficiente para as necessidades do país.

É verdade que o cenário vem melhorando aos poucos, mas é preciso andar mais rápido. Segundo a 22ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias – desenvolvida pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o SEST SENAT – no que concerne especificamente às rodovias federais pavimentadas houve uma expansão de 8,4% na extensão total no período de 2008 a 2018, com uma expansão média de quase 1% ao ano. 
Em contrapartida, como mostra o documento, a frota nacional cresceu 82,4% no período, pulando de 54,5 milhões de veículos em 2008 para 99,4 milhões em 2018. Ao mostrar esse descompasso, a equação também indica um estrangulamento do sistema.

Se o avanço tem sido nitidamente insuficiente para garantir a capilaridade do modal, a conservação da malha existente configura outro grave problema. Avaliando mais de 107 mil km em todo o país, a mais recente Pesquisa CNT de Rodovias fez um levantamento das condições das principais infraestruturas rodoviárias no país, incluindo as suas características, deficiências e pontos críticos.

Mais uma vez, como já aconteceu em edições anteriores, o estudo mostra que a maior parte da malha rodoviária pavimentada continua em condições insatisfatórias, dessa vez com 57% do total apresentando condição Regular, Ruim ou Péssima, com problemas seja no pavimento, na sinalização ou na geometria. Ou seja, mais da metade das rodovias encontra-se em situação precária.

Mais que isso, há ainda a questão do desequilíbrio geográfico, com consequências na uniformidade de desenvolvimento das regiões. Nesse aspecto, os resultados do estudo mostram que, no que se refere à sua distribuição, a oferta de infraestrutura de transporte não se dá de modo uniforme nas cinco regiões do país. Nesse sentido, uma maior extensão de rodovias federais pavimentadas ainda persiste nas regiões Nordeste e Sudeste, onde se situam, respectivamente, 30,7% (20.129 km) e 19,2% (12.598 km) da extensão total dessa malha rodoviária.

Considerando-se a densidade por região, as maiores densidades de malha rodoviária federal pavimentada estão localizadas nas regiões Sul e Sudeste, respectivamente, com 20,9 km/1.000 km2 e 13,6 km/1.000 km2. Além disso, predominam rodovias de pista simples em 86,3% da extensão avaliada, contra somente 13,7% duplicadas.

Sem dúvida, superar tal situação exige planejamento e investimento. O Plano CNT de Transporte e Logística 2018, por exemplo, mostra a necessidade de investimento de R$ 496,1 bilhões em 981 projetos de infraestruturas rodoviárias no país, incluindo intervenções de construção, pavimentação e adequação.

Em termos políticos, o desafio é viabilizar esses aportes, o que tem se mostrado mais complicado do que o esperado. Todavia, dentro do que já tem sido tocado é preciso destacar que as obras efetuadas pelas concessionárias em rodovias sob sua gestão têm obtido até aqui os melhores resultados. 

Em comparação, o percentual de rodovias concedidas com condições satisfatórias é de 81,9%, enquanto nas públicas este percentual é de 34,2%, como constata a pesquisa da CNT. “Mas o nível de deterioração das estradas em todo o país é tão acentuado que a sua recomposição certamente será uma das prioridades dos governos em suas várias instâncias, seja o federal, os estaduais ou os municipais”, projeta José Carlos Romanelli, diretor comercial da Romanelli, uma das principais fornecedoras nacionais de equipamentos para o setor.

É nesse quadro que a 9ª edição do Levantamento dos Investimentos das Concessionárias Rodoviárias no Brasil, publicado com exclusividade por Grandes Construções, propõe-se mais uma vez a ajudar a identificar os investimentos em curso no país, ouvindo 23 concessionárias, incluindo CCR, Ecorodovias, AB Concessões, Arteris, Triunfo e Odebrecht Transport, dentre outras.

O material a seguir é composto por informações fornecidas pelas próprias concessionárias, com detalhes do que tem sido feito para o Brasil superar um dos maiores desafios históricos de sua infraestrutura.