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GC nº 16Junho 2011 Matéria 1 de 23
Sumário
  1. EditorialMercado imobiliário: vigor e "dores do crescimento"
  2. Jogo RápidoWTorre recebe o “Oscar” da Construção Imobiliária
  3. Jogo RápidoVLT de Fortaleza entra em fase de teste
  4. Jogo RápidoNovo semipesado Scania
  5. Jogo RápidoProcura-se engenheiros e técnicos
  6. Jogo RápidoAs maiores plataformas aéreas do mundo
  7. Jogo RápidoLLX obtém licença para parque de tancagem de petróleo
  8. Jogo RápidoConcremat investe R$ 1,5 milhão em laboratório para a construção civil
  9. Jogo RápidoBrasil Máquinas anuncia fábrica da Hyundai no País
  10. Jogo RápidoCase na remoção de cinzas na Argentina
  11. Jogo RápidoVicente Abate é reeleito presidente da ABIFER
  12. Jogo RápidoSalas de aula nos canteiros
  13. EntrevistaMercado registra um salto de R$ 4 bi para R$ 85 bi por ano
  14. Especial Construção ImobiliáriaIndústria a todo o vapor e sem sinal de que vai desacelerar
  15. Especial Construção ImobiliáriaConstrutoras brasileiras entre as 10 maiores das Américas
  16. Especial Construção ImobiliáriaPrograma habitacional do governo federal é revisto e ampliado
  17. Especial Construção ImobiliáriaEmpresa se especializa e cresce com foco no segmento popular
  18. Especial Construção ImobiliáriaShopping Centers se multiplicam no conceito de complexos multiuso
  19. AeroportosAeroportos no Brasil, uma difícil decolagem
  20. Métrica IndustrialAeroportos pensando de forma diferenciada
  21. Questionário OnlinePesquisas online
  22. Máquinas E EquipamentosNew Holland apresenta 14 novos modelos
  23. ArtigoDesafios do Mercado Imobiliário
Editorial

Mercado imobiliário: vigor e "dores do crescimento"

Exclusivo GC 14 de julho de 2011 · Edição 16
Mercado imobiliário: vigor e "dores do crescimento"

Grandes Construções analisa, nesta edição, o cenário da construção imobiliária no Brasil, que vive momento de grande euforia, com volume de lançamentos nunca visto, nos mais diversos segmentos, fartura de financiamentos e uma classe média emergente, ávida por conquistar o sonho da casa própria. Só para se ter uma ideia da dinâmica deste mercado, há 10 anos o volume de crédito para o setor era de no máximo R$ 4 bilhões. Hoje, os recursos para financiamento chegam a R$ 85 bilhões, o que representa um crescimento de 20 vezes.

Mas nenhum crescimento ocorre de forma tão vigorosa e ao mesmo tempo tão veloz sem causar efeitos colaterais. Neste caso, o mais evidente foi o descompasso entre oferta e procura dos imóveis e, consequentemente, a elevação dos preços. Os novos subiram cerca de 26%, nos últimos 12 meses. Já os imóveis usados ficaram 24% mais caros.

Outro problema evidenciado pelo boom do mercado imobiliário é o descompasso entre a demanda pelos principais insumos, por parte das construtoras, e a capacidade de atendimento pela indústria de materiais de construção. Nessa conta entra também a falta de mão de obra qualificada e de terrenos disponíveis para construção, em muitas partes do País. São as “dores do crescimento”, como afirma João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), entrevistado especial desta edição.

Mas o que não faltou, em todo esse processo, foi competência, por parte das construtoras e incorporadoras, para reagir positivamente já nos primeiros sinais de expansão do mercado e mesmo a despeito das dificuldades de abastecimento de insumos. Na análise de Crestana, essa resposta rápida é fruto de um processo iniciado a cerca de 10 anos, pelas principais empresas do setor que aperfeiçoaram a forma de tocar os seus negócios nas áreas gerencial, de recursos humanos, de desenvolvimento de tecnologia e mesmo de marketing. Essas empresas incorporaram modernos conceitos de governança corporativa, até mesmo abrindo seu capital, no momento em que julgaram oportuno.

O resultado está aí: as construtoras brasileiras, notadamente as de capital aberto, figuram entre as 10 maiores empresas do setor de construção civil das Américas, com os maiores lucros em 2010, de acordo com levantamento da consultora Economatica.

Grandes Construções publica, nesta edição, um ranking com as 45 maiores empresas brasileiras do setor de Construção Imobiliária, considerando critérios como metragem quadrada entregue e metragem quadrada lançada, em 2010. Publica ainda o ranking da ITC - Informação da Construção, com as 100 maiores construtoras do País, que atuam nos segmentos da construção habitacional, de instalações industriais e de construção comercial.

Este é mais um serviço prestado ao mercado pela Sobratema, através da revista Grandes Construções, com o objetivo de alimentá-lo com informações confiáveis, abrangentes e atuais, de forma a retratar o vigor da cadeia da construção no Brasil.

 

Paulo Oscar Auler Neto

Vice-presidente da Sobratema