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GC nº 78Abril 2017 Matéria 6 de 22
Sumário
  1. EditorialUm futuro solar
  2. Jogo RápidoBNDES e Prefeitura de Porto Alegre oficializam parceria para estruturação de PPP na área de iluminação pública
  3. Jogo RápidoABCIC divulga entrada em vigência de normas relacionadas à cadeia produtiva das estruturas pré-moldadas de concreto
  4. Jogo RápidoChina aposta na solução de casa com painéis cimentícios
  5. Jogo RápidoCompra de materiais e equipamentos da construção civil por meio de leilões on-line
  6. Jogo RápidoFrente Parlamentar da Engenharia discute situação das ferrovias brasileiras
  7. Jogo RápidoPerdas de água compromete abastecimento
  8. Jogo RápidoGoverno de São Paulo promete entregar linha 5-Lilás neste ano
  9. Jogo RápidoVolvo CE adota linha de produção compartilhada
  10. Jogo RápidoConstrutora transmite obra em tempo real
  11. Jogo RápidoR$ 362,3 milhões para saneamento no Paraná
  12. EntrevistaMais do que otimismo, sinais concretos de recuperação
  13. EntrevistaA retomada do setor da construção e as oportunidades globalizadas
  14. Análise SetorialUma pá de cal no pessimismo
  15. Energia SolarPiauí, a nova fronteira da energia limpa
  16. StartupsNo caminho da energia limpa
  17. AgronegócioSafra gigante, infraestrutura anã
  18. Construção IndustrialO piso industrial como diferencial competitivo
  19. Momento ExpoNovidades para a sustentabilidade ambiental
  20. Concreto HojeO que há de concreto no muro de Trump?
  21. ArtigoArquitetura sustentável: mais do que uma opção INTELIGENTE
  22. Agenda 2017Infraestrutura e desenvolvimento
Jogo Rápido

Frente Parlamentar da Engenharia discute situação das ferrovias brasileiras

Exclusivo GC 11 de abril de 2017 · Edição 78

A Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento realizou reunião na Câmara Federal, em Brasília, para discutir a situação das ferrovias brasileiras e riscos de perda do patrimônio ferroviário construído ao longo de 160 anos.  A iniciativa expôs a precarização da malha ferroviária, o abandono de uma mão de obra qualificada e especializada nesse modal e necessidade de uma discussão profunda sobre a Medida Provisória 752, que trata da prorrogação e relicitação de contratos de parcerias com a iniciativa privada nos segmentos ferroviário, rodoviário e aeroportuário.

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) foi representada pela diretora Regional Sudeste, Clarice Soraggi, presidente da Federação das Associações dos Engenheiros Ferroviários (Faef). Ao fazer um diagnóstico do segmento ferroviário, ela chamou a atenção para a falta de investimentos, redução da malha operacional dos trilhos e abandono de uma mão de obra técnica qualificada, formada por engenheiros especializados no modal ferroviário.  “Existe um corpo técnico muito forte de engenheiros, profissionais altamente qualificados. Com os desmandos dos governos em relação ao setor ferroviário, houve uma pulverização desse conhecimento. Daqui a pouco todo esse conhecimento será perdido e leva-se tempo para formar uma nova geração desses profissionais”, disse.  Segundo ela, esses engenheiros são os profissionais que executam a inventariança dos bens ferroviários. Se não forem valorizados e se não atuarem nesse segmento as informações sobre o patrimônio ferroviário se perderão.

Soraggi lembrou que desde os anos 90 até hoje foram perdidos aproximadamente 16 mil quilômetros de ferrovia. Nos dados atuais, a malha ferroviária é formada por cerca de 20 mil quilômetros, dos quais 15 mil quilômetros estão em operação. Esse quadro é, de acordo com a diretora da FNE, consequência do abandono de trechos pelos concessionários. Para recuperar essa malha é preciso que a recuperação desses trechos esteja prevista na MP 752.  A representante da Federação observou ainda que é preciso que o Ministério dos Transportes recupere sua capacidade de planejamento e de gestão ferroviária e que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) seja fortalecida em seu papel de agente fiscalizador das empresas concessionárias.