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GC nº 51Agosto 2014 Matéria 25 de 28
Sumário
  1. EditorialInvestimentos em infraestrutura: um descompasso histórico
  2. Jogo RápidoRobojet: aplicação remota de concreto
  3. Jogo RápidoScott Rafkin assume presidência da Volvo Financial Services
  4. Jogo RápidoCrescem as vendas de máquinas compactas
  5. Jogo RápidoEnergia para o metrô de Salvador
  6. Jogo RápidoMakro opera na planta industrial da Fiat
  7. Jogo RápidoSobratema amplia atuação na área de qualificação profissional
  8. Jogo RápidoInvestimentos do PAC devem somar R$ 12,7 bi em MS até fim de 2014
  9. Jogo RápidoR$ 9,7 bi para compra e construção de imóveis
  10. Jogo RápidoCase Construction reposiciona preços de peças genuínas
  11. Jogo RápidoDAF com o pé na estrada
  12. Jogo RápidoTracbel inaugura nova unidade de equipamentos Volvo em Manaus
  13. EntrevistaEm São Paulo, os caminhos para o desenvolvimento
  14. Construção IndustrialPapel e Celulose: Guaíba 2 da CMpC em contagem regressiva
  15. Matéria De Capa - RodoviasFalta muito para ficar bom
  16. Matéria De Capa - RodoviasBalanço do PAC Transportes: R$ 58,9 bi em investimentos
  17. Matéria De Capa - RodoviasEcovias investe em tecnologia para conservação das rodovias
  18. Matéria De Capa - RodoviasDesperdício zero nas obras do Rodoanel de São Paulo
  19. Matéria De Capa - RodoviasRodovia dos Bandeirantes: 35 anos de excelência
  20. Tecnologia Na ConstruçãoGrandes formatos em alta resolução
  21. Tecnologia Na ConstruçãoTecnologia nos canteiros aumenta a produtividade
  22. ImpermeabilizaçãoÀ prova d'agua
  23. Liderança ImpresarialSangue novo na indústria da construção
  24. Petróleo E GásPré-sal supera a barreira dos 500 mil barris por dia
  25. Petróleo E GásUS$ 220,6 bi em investimentos até o fim de 2018
  26. Momento M&T ExpoM&T Expo comemora 20 anos na edição de 2015
  27. Concreto HojeLaboratório de concreto de Itaipu vai completar 40 anos em 2015
  28. ArtigoPPPs e Operações Urbanas
Petróleo E Gás

US$ 220,6 bi em investimentos até o fim de 2018

Exclusivo GC 11 de agosto de 2014 · Edição 51

Até o final de 2018, a Petrobras pretende investir US$ 220,6 bilhões em várias ações, com o objetivo principal elevar a sua capacidade de produção de petróleo, chegando a 2030 com potencial de produzir em média 4 milhões de barris de petróleo por dia (bpd). A meta está prevista no Plano de Negócios e Gestão da empresa para o período 2014-2018, e deverá movimentar a indústria naval e toda a cadeia de insumos para a produção de petróleo e gás. Com os investimentos, a estatal pretende chegar a 2030 como uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo.

Os números divulgados pela estatal aponta para uma queda de 6,8% nos investimentos frente ao planejamento anterior, previsto para o período 2013/2017. Nele, a companhia previa investir US$ 236,7 bilhões. A área de exploração e produção (E&P) vai receber 70% do valor (US$ 153,9 bilhões), contra 62,3% do plano anterior (US$ 147,5 bi). Do total de investimentos em E&P, 73% serão alocados para desenvolvimento da produção, 15% para exploração e 12% em infraestrutura.

No novo plano, a companhia antecipou seus projetos das refinarias Premium I e Premium II, anteriormente prevista para 2017 e 2020. Segundo o programa de investimentos atual, ambas refinarias terão seus processos licitatórios conduzidos ainda em 2014.

Já para a área de abastecimento, que inclui as refinarias, serão direcionados US$ 38,7 bilhões (18% do total), menos que os US$ 64,8 bilhões do plano anterior. Na área internacional, os investimentos quase dobraram: passaram de US$ 5,1 bilhões para US$ 9,9 bilhões.

O Plano de Negócios foi apresentado aos investidores e acionistas no final de fevereiro deste ano, junto com o Plano Estratégico da empresa até 2030. Ambos  foram aprovados pelo Conselho de Administração da Petrobras.

Além dos US$ 220,6 bilhões previstos no Plano de Negócios e Gestão para o período 2014-2018, a Petrobrás trabalha com a previsão de investimentos complementares da ordem de US$ 63 bilhões, a serem aportados por empresas parceiras em projetos no Brasil, totalizando US$ 283,6 bilhões.

Ainda de acordo com o Plano de Negócios e Gestão da estatal, no período de 2014 a 2018, 28 novas unidades de produção entrarão em operação, assegurando a produção de óleo de 3,2 milhões bpd em 2018. A esta altura, o Pré-Sal deverá representar 52% da produção nacional.

Já para 2020, a expectativa é de que sejam alcançados 4,2 milhões bpd. O atingimento desta curva está vinculado a algumas variáveis, entre estas o desempenho da indústria de bens e serviços no Brasil e no exterior. Se for acrescentado o gás natural, a produção total da Petrobras no Brasil será 3,9 milhões de barris de óleo equivalente por dia (BOED) em 2018 e 5,2 milhões de BOED em 2020.

Liderança nacional e internacionalização

O Plano Estratégico Petrobras 2030 tem como premissa fundamental o crescimento da produção de petróleo da Petrobras e sua sustentação no período 2020-2030, com potencial de produzir, em média, 4 milhões de barris de óleo por dia (bpd). Esta meta de produção tem como fundamento os diferentes ritmos de leilões que serão promovidos pelo governo, nos quais a empresa prevê, com os dados hoje disponíveis, que a produção de óleo no Brasil, incluindo a da própria Petrobras e a de terceiros, alcançará a média de 5,2 milhões de bpd no período 2020-2030.

A partir do crescimento da produção de óleo, o plano definiu as estratégias para os demais segmentos de negócios da empresa. O  destaque é para a atuação integrada da produção de petróleo e gás natural, com a expansão da capacidade de refino para 3,9 milhões de bpd em 2030 e com o crescimento da oferta de gás natural para o mercado brasileiro.

Na área de distribuição, a meta é manter a liderança no mercado doméstico de combustíveis, ampliando a preferência pela marca Petrobras. Na de gás, energia e gás-química, o plano propõe agregar valor aos negócios da cadeia de gás natural, garantindo a monetização do gás do pré-sal e das bacias interiores do Brasil. Também são fixadas no plano as metas de manter o crescimento em biocombustíveis, etanol e biodiesel, em linha com o mercado doméstico de gasolina e diesel.

Na área internacional, o Plano Estratégico recomenda ênfase na exploração de óleo e gás na América Latina, África e Estados Unidos. O plano estabelece diretrizes para a atuação corporativa da empresa nas áreas de rentabilidade, responsabilidade social e crescimento integrado.