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GC nº 28Julho 2012 Matéria 24 de 27
Sumário
  1. EditorialO legado da cidadania
  2. Jogo RápidoAsfalto colorido
  3. Jogo RápidoAstec instala fábrica no Brasil de olho no mercado de mineração
  4. Jogo RápidoDuas usinas de asfalto para rodovia colombiana
  5. Jogo RápidoPersonalidade de destaque
  6. Jogo RápidoEstreito com montagem em fase avançada
  7. Jogo RápidoObras de ampliação do Estaleiro Rio Grande ganham fôlego
  8. Jogo RápidoNova plataforma de trabalho suspensa de última geração
  9. Jogo RápidoLiuGong investirá R$ 100 milhões em fábrica no Sudeste
  10. Jogo RápidoNova tecnologia para estaqueamento
  11. EntrevistaJirau supera desafios e entra na etapa final de execução
  12. Matéria De Capa - Usina Hidrelétrica De JirauProgresso nas águas do Rio Madeira
  13. Matéria De Capa - Usina Hidrelétrica De JirauHeróis anônimos
  14. Matéria De Capa - Usina Hidrelétrica De JirauSistema de formas é solução em trecho de grande complexidade
  15. Construção MistaConstruções híbridas, o melhor de dois mundos
  16. Construção MistaPrédio misto e politicamente correto
  17. Construção MistaTorre de cristal, aço e concreto
  18. Construção MistaCentro administrativo da Petrobrás em Macaé
  19. Copa 2014Minas poderá ter Copa com certificado "verde"
  20. AeroportosDando novas asas a Guarulhos
  21. IrrigaçãoTransposição do Rio São Francisco tem primeiras obras inauguradas
  22. Locação EleasingTodas as apostas na qualidade do atendimento
  23. Obras De ArtePonte metálica amplia vão navegável no Rio Tietê
  24. Coluna KhlUma luz no mercado globalizado
  25. Concreto HojePisos de concreto elevam a requisição por alto desempenho
  26. ArtigoSustentabilidade das Estruturas de Concreto
  27. Jogo RápidoLicitação do VLT do Rio já tem data
Coluna Khl

Uma luz no mercado globalizado

A América Latina é hoje um dos principais mercados regionais de construção o Brasil, sem dúvida, é o motor dessa atividade. Mas existem vários outros países onde há dinamismo na atividade e grandes projetos.

Exclusivo GC 2 de agosto de 2012 · Edição 28

Fale sobre os mercados de construção latino-americanos e muitas pessoas naturalmente lembrariam o Brasil a maior economia da região. Na verdade, muitos pensariam diretamente nos preparativos que estão em andamento para a próxima Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, os quais envolvem um grande investimento em infraestrutura e instalações para sua realização. Mas o mercado da construção do Brasil significa muito mais, vai muito além destes eventos esportivos e o mercado latino-americano vai muito além do que apenas o Brasil.

A revista International Construction (IC) calcula que o mercado global da construção movimentará em torno de US$ 7,9 trilhões este ano. Desse total, a América Latina pode representar algo como US$ 475 bilhão ou cerca de 6% do total - o que faz dela uma região de tamanho médio. A Ásia, Europa e América do Norte são todos mercados muito maiores, mas, por outro lado, a América Latina está à frente da África, Oriente Médio e da CIS (Comunidade de Estados Independentes) em termos de tamanho.

Mas, enquanto os mercados da América do Norte e da Europa podem ser muito maiores, eles não oferecem nada que chegue sequer perto de igualar o potencial de crescimento que tem a América Latina. O mercado de construção dos Estados Unidos está apenas voltando a apresentar crescimento ainda instável após uma recessão devastadora que durou seis anos. E o mercado europeu continua a encolher enquanto a crise de endividamento de países como a Grécia e a Espanha continua a minar a confiança e a agravar a espiral descendente da contração econômica.

Mesmo na Ásia, onde países como a China e a Índia vinham impulsionado um crescimento assombroso há mais de uma década, as medidas para conter a inflação levaram a uma desaceleração temporária na Índia e a uma recessão que já dura um ano no mercado de construção chinês.

Contrastando com isso, a América Latina vem produzindo um crescimento mais comedido e o comprometimento da região em melhorar sua infraestrutura pode significar que o seu mercado de construção será o mais atraente do mundo por vários anos.

Escrevendo para a edição de maio da IC, Scott Hazel, diretor de serviços de construção da IHS Global Insight uma renomada empresa de previsão econômica disse: “O potencial de crescimento da América Latina só fica atrás da região conhecida como ‘Ásia-Pacífico’ com um aumento de +6,1% previsto para este ano. A notícia fica ainda melhor com o passar do tempo, pois, ao longo dos próximos cinco anos, a América Latina será líder mundial em crescimento da construção, com aumento de +7,1%, enquanto na Ásia-Pacífico o crescimento cai para 6,0%.”

Foco em infraestrutura

Então, por que a América Latina é um mercado tão promissor? Uma das principais razões é o seu compromisso de investir em infraestrutura. Ao longo dos próximos quatro anos, ou por volta disso, a IHS Global Insight prevê que este segmento da indústria da construção civil cresça 8,8% ao ano, enquanto a média mundial será menos da metade disso, ou 4,3%.

Além de ser o maior mercado na região, o Brasil também lidera em investimentos em infraestrutura e a previsão para os próximos quatro anos é de 14% de crescimento, ano sobre ano, no setor. A Colômbia também deve investir acima da média global e a média para os países menores da região deverá ser de 6,0%.

Mas isto não significa que a região é uniformemente positiva. Embora a maioria dos países esteja apresentando um bom crescimento, países como a Venezuela e a Argentina continuam a ficar muito para trás devido à má gestão econômica e a políticas que desencorajam o investimento estrangeiro.

Juntando países

Outro aspecto interessante do mercado latino-americano de infraestrutura é a ênfase dada neste momento a melhorar as ligações entre seus diferentes países. Além do seu simbolismo, as ligações entre auto-estradas e ferrovias também ajudarão a impulsionar o comércio no futuro, aumentando a prosperidade na região.

Estes projetos variam em termos de tamanho e escala e, em alguns casos, são esquemas relativamente simples para melhorar a qualidade das estradas de fronteira. Mas um dos mais emocionantes, do ponto de vista da construção, é a proposta do Corredor Bioceânico Aconcagua (CBA), que é um esquema para construir uma nova ligação ferroviária de 205 km através dos Andes, interligando o Chile e a Argentina.

Um aspecto crucial é que a ligação será construída abaixo da linha de neve do inverno. Por isso, ela estará aberta durante todo o ano. Entretanto, para fazer isso, a seção do túnel terá que ter 52 km de extensão e, assim, irá concorrer em termos de escala e complexidade do projeto com o Túnel Gotthard Base na Suíça (atualmente em construção, mas que já é o maior túnel do mundo em extensão).

Grandes projetos como este, e outros de renome mundial como a expansão do Canal do Panamá, ilustram por que a América Latina tornou-se um lugar tão ativo e atraente para a atividade de construção, e por que deve continuar a ser um mercado dinâmico no futuro.