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GC nº 26Maio 2012 Matéria 16 de 69
Sumário
  1. EditorialHá um abismo entre crescimento econômico e desenvolvimento social
  2. Jogo RápidoNovas opções em miniescavadeiras
  3. Jogo RápidoEletrobras Chesf arremata três lotes em leilão de transmissão
  4. Jogo RápidoPetrobras produz em março 2,6 milhões de barris de óleo equivalente por dia
  5. Jogo RápidoMercado aquecido para a Randon
  6. Jogo RápidoUlma na Construction Expo 2013
  7. Jogo RápidoPor um sistema de gestão nas obras nos aeroportos brasileiros
  8. Jogo RápidoDersa recebe propostas para obras viárias em Itaquera
  9. Jogo RápidoEm defesa das pequenas e médias hidrelétricas
  10. Jogo RápidoMammoet encomenda o Guindaste sobre esteira Liebherr LR 13000
  11. Jogo RápidoMakro compra mais 15 guindastes Sany
  12. Jogo RápidoGTM traz para o Brasil empilhadeiras Tailift
  13. Jogo RápidoParceria estratégica entre gigantes do mercado
  14. Jogo RápidoSolaris cresce 40% em 2011 faturando R$180 milhões
  15. EntrevistaPontualidade britânica nas obras do estádio baiano
  16. Matéria De Capa - Copa 2014Uma fonte nova de oportunidades
  17. M&T Expo 2012Revolução tecnológica na cadeia da construção
  18. M&T Expo 2012Allison: transmissões para veículos fora de estrada
  19. M&T Expo 2012Ammann cria subsidiária para América Latina
  20. M&T Expo 2012Atlas Copco exibe geradores que não contaminam o solo
  21. M&T Expo 2012Auxter traz as marcas Sennebogen, Ixon, All Work
  22. M&T Expo 2012BMC lança pá-carregadeira
  23. M&T Expo 2012Caterpillar amplia família de equipamentos de pavimentação
  24. M&T Expo 2012Copex traz rompedores
  25. M&T Expo 2012Dynapac: nova geração de rolos da linha CA
  26. M&T Expo 2012Gascom: 35 anos de tradição em apoio logístico
  27. M&T Expo 2012Guiton Socage traz novidades em plataformas aéreas
  28. M&T Expo 2012GTM aposta em três novidades
  29. M&T Expo 2012Haulotte: 10 anos no Brasil
  30. M&T Expo 2012Hyva do Brasil mostra linha de cilindros e kits
  31. M&T Expo 2012Impacto prioriza os veículos especiais
  32. M&T Expo 2012ITR South America: foco em rompedores hidráulicos
  33. M&T Expo 2012JLG: confiança no mercado sul-americano
  34. M&T Expo 2012John Deere entra no mercado de construção brasileiro
  35. M&T Expo 2012Komatsu apresenta a escavadeira hidráulica híbrida
  36. M&T Expo 2012Liebherr lança central de concreto e guindaste de torre
  37. M&T Expo 2012Lupus mostra portfólio de produtos
  38. M&T Expo 2012Machbert expõe rompedores e acessórios para escavadeira
  39. M&T Expo 2012Mecan lança plataforma de trabalho suspensa
  40. M&T Expo 2012Menegotti traz minigrua Elleva Max 500
  41. M&T Expo 2012Mercedes-Benz exibe linha de caminhões
  42. M&T Expo 2012Mills: força máxima aos segmentos de construção e rental
  43. M&T Expo 2012MWM International: Motor MaxxForce é principal atração
  44. M&T Expo 2012New Holland: nova linha de motoniveladoras
  45. M&T Expo 2012Petrotec: cortadora de piso amplia o rendimento
  46. M&T Expo 2012Pró Eletro mostra caçamba trituradora Italdem
  47. M&T Expo 2012Randon: retroescavadeira e caminhões fora de estrada
  48. M&T Expo 2012Real Bombas: foco na prestação de serviços
  49. M&T Expo 2012Romanelli expõe nova linha 2012
  50. M&T Expo 2012Rossetti mostra semirreboque basculante e caçamba LevTec
  51. M&T Expo 2012Santiago & Cintra traz conjunto de soluções
  52. M&T Expo 2012Sany traz versão atualizada de guindaste
  53. M&T Expo 2012Solaris: portfólio diversificado
  54. M&T Expo 2012Stanley mostra um novo rompedor
  55. M&T Expo 2012Terex apresenta oito lançamentos
  56. M&T Expo 2012Ticel produz maior usina de asfalto da América Latina
  57. M&T Expo 2012Volvo mostrará novidades na M&T Expo 2012
  58. M&T Expo 2012Wacker Neuson: pá carregadeira com lança telescópica
  59. M&T Expo 2012Wirtgen: rolo compactador 3411P em destaque
  60. EnergiaPetrobras poderá explorar energia solar
  61. Construção IndustrialMais aço para o crescimento do País
  62. Formas E EscoramentosEm construção, 2.240 moradias sociais no Bairro Carioca
  63. SustentabilidadeO lado "verde" de uma grande construtora
  64. Logística/FerroviasObras da Ferrovia Centro-Oeste começam em setembro de 2013
  65. Concreto HojePré-fabricados consolidam posição no cenário da construção civil
  66. Obras De ArteCaminhos suspensos
  67. Obras De ArtePonte do Saber é a mais nova deste tipo
  68. Obras De ArteUma gigante sobre o Rio Negro
  69. ArtigoA Importância do uso de polímeros em obras de fundações
Matéria De Capa - Copa 2014

Uma fonte nova de oportunidades

Nova arena desportiva de Salvador, projetada para sediar os jogos da Copa de 2014 na Bahia, abre novos horizontes para a população local, com oportunidade de trabalho e inserção social e compromisso ambiental, antes mesmo de ficar pronta

Exclusivo GC 25 de maio de 2012 · Edição 26

São cerca de 11 horas da manhã de sexta-feira, 27 de abril, em Salvador (Bahia). Faz um forte calor. A temperatura está na casa dos 33º. Quase não há nuvens no céu e uma fina camada de poeira parece envolver tudo, penetrando nos nossos poros. Olhando assim de cima, parece que estamos diante de um gigantesco formigueiro, tamanha é a movimentação de homens e máquinas, num vai-e-vem que não cessa. Todo esse movimento é causado por pouco mais de 3 mil homens, contratados nessa fase do pico das obras da nova Arena da Fonte Nova.

O empreendimento é motivo de orgulho dos baianos, que a toda hora comentam que se trata do segundo estádio em avanço das obras, na corrida contra o tempo entre os que receberão os jogos da Copa de 2014. Com mais de 60% de avanço físico, ficou atrás apenas do estádio de Fortaleza, no Ceará, na última medição da Fifa. “Mas o de Fortaleza é só reforma. Não começou do zero, como o nosso”, sempre aparece um baiano para por as coisas nos seus devidos lugares. Neste momento, as obras, a cargo do Consórcio Fonte Nova Negócios e Participações S.A, formado pelas construtoras Norberto Odebrecht e OAS, estão com a fase de estrutura de todas as arquibancadas praticamente concluída, em torno de 95%, com previsão de conclusão até o final de junho.

Bairrismos à parte, não dá para negar que estamos diante de uma obra grandiosa e já vitoriosa, se forem considerados os grandes desafios que já foram vencidos e os que ainda estão por vir. Para começar, houve a implosão do antigo estádio Octávio Mangabeira, inaugurado em janeiro de 1951 e fechado em 2007, depois do desabamento parcial de sua arquibancada superior, por total falta de manutenção. As demolições do anel inferior das arquibancadas da Fonte Nova, do Ginásio de Esportes Antônio Balbino e do parque aquático, localizados ao lado da Fonte Nova, já haviam sido realizadas no primeiro semestre de 2010, pelo sistema mecanizado. Faltava demolir a grande estrutura do anel superior do estádio, para o qual se escolheu o sistema de implosão, que se mostrava mais seguro e econômico. Cerca de 700 quilos de dinamite foram suficientes para que tudo tombasse em apenas 17 segundos, conforme o desejado, em 29 de agosto de 2010.

A localização da obra, em meio ao centro urbano de Salvador, densamente povoado, cercados de prédios públicos e residenciais, tornou esse trabalho de engenharia ainda mais desafiador. Várias medidas de mitigação de risco tiveram de ser tomadas, tais como a mudança do tráfego de veículos na região, evacuação da área, treinamento da população do em torno como dicas de cuidados a serem tomados com janelas e objetos quebráveis. As informações foram divulgadas através de palestras, detalhando o projeto e a etapa que se seguiria, por meio de folhetos distribuídos à população, e através dos veículos de comunicação de massa, em reportagens em TVs, rádios e jornais. Até a montagem de uma estrutura de atendimento médico para tratar de eventuais emergências foi providenciada. Felizmente, só alguns casos de pessoas muito emocionadas, com as imagens do velho estádio virando uma montanha de escombros, foram registrados.

José Luis Góes, diretor de engenharia do consórcio construtor, afirma que a operação foi um êxito total. Tanto que virou um case de sucesso, exibido constantemente pela empresa contratada para a implosão, a Arcoenge, e pela americana CDI, responsável como consultora da operação.

O desafio seguinte foi o aproveitamento dos resíduos sólidos resultantes da demolição da antiga estrutura. Isso fazia parte das premissas do programa de sustentabilidade da obra, estabelecida pelo consórcio construtor. Nada menos que 95% de todo o material 77 mil toneladas de concreto e aço – foram reciclados. Todo o concreto foi fragmentado na própria obra e transformado em brita, para a substituição de solo e pavimentação dos caminhos e áreas de serviço, principalmente naquelas onde trafegam os equipamentos de grande porte há na obra guindastes de até 550 toneladas.

Dos resíduos do concreto foi separado o aço, enviado para siderúrgicas da região, para reaproveitamento como matéria prima. Esse nível de reaproveitamento de material permitiu que fossem evitadas inúmeras viagens de caminhão para descarte do material em lixões e aterros, reduzindo assim a massa de gás carbônico lançada no meio ambiente por esses veículos. Para José Luis Góes, esse foi um aprendizado de sustentabilidade muito grande.

Com o avançar da obra, outro desafio se impôs: o das fundações. A área construída possui uma topografia bastante acidentada (em desníveis) e um terreno bastante heterogêneo, geotecnicamente. Além disso, a proximidade com o Dique do Tororó propiciou a incidência de lençóis freáticos, tornando-se necessárias as mais diversas soluções em termos de fundação.

Mas o principal desafio do projeto é a corrida contra o tempo. Para entregar o estádio pronto em dezembro de 2012, para o início da fase de comissionamento pela Fifa, optou-se pela montagem de uma linha de fabricação de pré-moldados no canteiro. “A estrutura do estádio é mista. Cerca de 70% é composta de pré-moldados e 30% moldado in loco. Justamente os pilares da periferia são todos moldados in loco. Temos dois grandes parceiros para o fornecimento de pré-moldados, fora do canteiro. Um deles está localizado no entorno de Salvador, em Simões Filho. O outro traz peças até de Recife, em Pernambuco. Mas como temos de acelerar a obra para a Copa das Confederações, tivemos de montar essa estrutura”, afirma José Luis Góes, que tem em estoque hoje cerca de 2 mil peças em pré-moldados, prontas para instalação.

Também para dar agilidade à obra, foi instalada no canteiro uma usina de concreto, sob a gestão da Filirent. “Temos uma usina com capacidade de produção nominal de 50 m3/ hora. Trata-se de uma usina de porte razoável, que atende plenamente as nossas necessidades e faz com que consigamos mitigar qualquer risco de atraso na execução dos serviços, por causa de atrasos de fornecedor. Temos autossuficiência no fornecimento de concreto, comemora o diretor de engenharia do consórcio Fonte Nova Negócios e Participações S.A.

Ele revela que foi iniciada, neste momento, uma fase muito importante da obra, e que define a sua conclusão, ao final deste ano: é o início da montagem da estrutura da cobertura. “Estamos começando a instalar os anéis de compressão da cobertura. E isso nos dá a segurança de que vamos conseguir atender o prazo final da obra”, afirma.

José Luis Góes explica que a solução de cobertura adotada para a Fonte Nova, é inédita, nunca foi tentada no Brasil. “É uma tenso-estrutura, sendo em parte uma estrutura metálica, mas também possui um anel de compressão formado por cabos e uma membrana tensionada”. O fato é que não se produz esse material no Brasil. Assim, a decisão do consórcio construtor foi de contratar uma solução inteira no exterior, em vez de fatiar a compra das partes dessa cobertura. “Com isso, nós estamos mitigando os riscos de fatiar as encomendas, adquirindo um pacote de solução. Como os cabos são feitos na Itália, e a membrana, nos Estados Unidos, por exemplo, nós contratamos uma empresa capaz de integrar tudo isso”, afirma Góes.

Sustentabilidade ambiental

Para os gestores do empreendimento na nova arena da Fonte Nova, não bastava dar destinação correta aos resíduos sólidos resultantes da demolição da estrutura antiga. Eles contrataram uma empresa de consultoria para atingir outros quesitos para alcançar a certificação LEED, concedida pela organização não governamental Green Building Council (CGB), para projetos sustentáveis do ponto de vista ambiental.

A primeira meta dos gestores já foi conquistada: dos 110 pontos possíveis, 45 já foram atingidos. Desde maio de 2010, toda a argila retirada da obra é destinada a cobrir aterros sanitários. A terra é reaproveitada em vários projetos sociais, como hortas comunitárias. O único resíduo não aproveitado é o esgoto sanitário. A própria cobertura do estádio será em membrana translúcida, o que dará uma iluminação mais natural e gerará economia de energia. O tipo de estrutura utilizada na cobertura reduz o consumo de aço entre 30% e 40%. Na concepção do projeto, está previsto o aproveitamento de toda a água de chuva, para limpeza, uso nos sanitários e manutenção do gramado, além de utilização de energia solar para o aquecimento de água. Para isso, a água de chuva coletada pela cobertura do estádio vai ser desviada para um grande reservatório, e destinada ao reúso. O mesmo acontecerá com a água de drenagem do campo de futebol.

A capacidade total de armazenamento de água da chuva no projeto da Arena Fonte Nova é de 698.060 litros, anualmente serão captados 37 mil m³ de água pluvial com esse sistema, o que representará uma economia de 72% em épocas de chuva e 24% em períodos de estiagem.

Além disso, o estádio será equipado com luminárias de baixo consumo de energia, e hidrossanitários de baixo consumo de água.

O projeto oferecerá ainda vagas preferenciais para veículos com baixa emissão de CO2, tais como veículos do tipo “flex”, que funcionam a etanol e veículos no sistema de carona solidária.

O consumo de energia elétrica da Arena Fonte Nova foi otimizado, em comparação a uma instalação padrão industrial. Nesse novo equipamento, serão utilizadas lâmpadas com maior eficiência e durabilidade, do tipo T-5 de 25W, que resulta numa economia de 35% de energia. Fazendo a utilização de reatores eletrônicos, em vez de reatores eletromagnéticos, se consegue uma economia garantida da ordem de 30%. Pode-se, então, considerar uma redução total de aproximadamente 32,5%, utilizando-se lâmpadas T-5 de 25W e reatores eletrônicos, comparado a um sistema tradicional (T-10 de 40W) com reatores eletromagnéticos. Os projetores da iluminação do campo também têm eficiência energética de ponta.

Para o consórcio construtor, a estimativa é de que em sete anos e meio todos os investimentos nas ações sustentáveis se revertam em lucro em relação ao capital investido.

Sustentabilidade Social

Paralelamente às medidas de redução dos impactos ambientais, o consórcio responsável pelas obras da Fonte Nova vem adotando uma série de programas sociais. Um deles é o Programa de Inclusão de Moradores de Rua. Em parceria com a Comunidade Igreja da Trindade, o consórcio desenvolveu o programa, através da identificação, qualificação pessoal, criação de meio autossustentável e capacitação profissional. Num primeiro momento, 25 ex-moradores de rua foram admitidos para trabalhar nas obras como ajudantes de produção. Numa segunda fase, outros 88 moradores de rua receberam capacitação profissional com os cursos de Pedreiro, Carpinteiro, Montador de Andaimes e Cabeleireiro.

Além disso, foi desenvolvido em parceria com a Secretaria de Justiça do Estado da Bahia, um programa de treinamento e aproveitamento de pessoas oriundas do sistema prisional que cumprem pena em regime semiaberto. Além dos salários, os presos terão três dias de pena descontados a cada dia de trabalho.

Também foram desenvolvidas pelo consórcio ações voltada para a inserção digital, Curso de Alfabetização Digital, com noções básicas de Internet, Word, Windows e Excel, com carga horária de 15 horas. O objetivo é estimular a democratização do acesso à informação  e comunicação digital e abrir novas perspectivas para o mercado de trabalho. O curso beneficiará 200 pessoas com renda inferior a dois salários mínimos que moram no entorno da obra. Atualmente, mais de 26 alunos já concluíram o curso.

A Arena Fonte Nova em parceria com SETAD (Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão) e com a SETRE (Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado), realizou o Programa Federal Próximo Passo, com cursos profissionalizantes na área de construção civil (ajudante de pedreiro, ajudante de carpintaria, carpinteiro, armador, pedreiro e montador de andaime) voltados para moradores do entorno da obra, beneficiários do Programa Federal Bolsa Família.  Mais de 120 pessoas participaram dos cursos e 24 alunos provenientes dessa formação profissional foram contratados e já estão trabalhando nas obras da arena. Outros sete estão em processo de contratação.

Existe ainda um convênio com a ONG, no centro histórico, o projeto Axé, que destina todo o fardamento usado pelos operários, com certa condição de aproveitamento, para a fabricação de bolsas, mochilas, porta-níqueis, etc. A venda desses objetos é revertida para a ONG e seus associados.

PPP com 35 anos de validade

O projeto da arena Fonte Nova é uma concessão do governo do estado da Bahia, sob a forma de Parceria Público-Privada (PPP). O concessionário é a Fonte Nova Participações que tem a participação das empresas OAS e Odebrecht. Além de construir o estádio, o consórcio detém sua operação e exploração comercial por 35 anos. Para dar a sustentabilidade financeira ao empreendimento, garantindo no retorno financeiro do investimento, o consórcio está desenvolvendo no empreendimento o conceito de arena multiuso, de forma que possa usar o espaço não somente para a realização de jogos de futebol, como também para realização de shows e outros tipos de eventos.

No mesmo espaço, os baianos e visitantes terão uma programação variada, com eventos de pequeno, médio e grande porte: shows nacionais e internacionais, exposições fotográficas, reuniões de negócios, congressos, palestras, eventos de esportes radicais, além de casamentos, formaturas, etc. (essas são algumas ideias de eventos que estão sendo estudadas). A meta é ter um calendário com 80 eventos por ano.

A capacidade do estádio, previsto no projeto original, é de 50 mil assentos, isso incorporando assentos business, e áreas de camarotes. Mas estão sendo incorporados ao projeto outros 5.500 assentos removíveis, para aumentar a capacidade do estádio para receber jogos com maior demanda de público. Foi feito um estudo para verificar qual seria a capacidade possível, em termos de carga na estrutura do estádio, e a possibilidade foi aprovada.

O projeto da nova arena manteve o partido arquitetônico do estádio antigo, que tinha o formato de uma ferradura, com a abertura voltada para a direção do Dique do Tororó. Os assentos removíveis serão, portanto, instalados nessa parte da abertura da ferradura, que é uma área que não tem arquibancada. O projeto comporta construção de prédios que comportarão estacionamento, shopping, hotéis e casa de shows.