Em defesa das pequenas e médias hidrelétricas
Com a presença de cerca de 450 engenheiros, principalmente do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, além de profissionais chilenos e paraguaios, foi encerrado, no dia 4 de maio, a oitava edição do Simpósio de Pequenas e Médias Centrais Hi
O evento aconteceu em Porto Alegre e foi promovido pelo núcleo gaúcho do Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB). Ao final do encontro, estabeleceu-se um programa de ações que visa à reativação de investimentos para o setor.
De acordo com o vice-presidente do CBDB, Fábio de Genaro Castro, foi a primeira vez que o Comitê assumiu uma postura política para catalisar ações efetivas. “Temos o compromisso de batalhar pela energia limpa, entre elas, a hidrelétrica, e a bandeira maior da entidade será a de inverter a política vigente”, ressaltou. Segundo ele, existem também estudos para armazenamento de energia e, no País, já há usinas controladas à distância.
Atualmente, as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) ocupam 3,32% da matriz energética nacional, gerando 3.854 MW e a estimativa é que esta capacidade possa ser multiplicada por seis nos próximos 20 anos. Elas têm distribuição em todo território e concentram-se mais no sul e sudeste. No Estado, existem 40 PCHs, que geram 447 MW, e há outras 16 em construção.

