Newsletter
Início› Exclusivo› Edição 31 ← Voltar à edição
GC nº 31Outubro 2012 Matéria 34 de 37
Sumário
  1. EditorialPortos: por um novo marco regulatório
  2. Jogo RápidoCompra e venda de aço avançaram em agosto
  3. Jogo RápidoLançadas arquibancadas da Arena das Dunas
  4. Jogo RápidoBioenergy compra planta de energia solar na Bahia
  5. Jogo RápidoNovo guindaste treliçado sobre esteira no portfolio da BMC
  6. Jogo RápidoSandvik Construction Brasil se alia à CDE
  7. Jogo RápidoProjetos da Copa receberam R$ 230 milhões do BNB em 2012
  8. Jogo RápidoChemtech assumirá engenharia de oito FPSOs do pré-sal
  9. Jogo RápidoDinheiro novo para Jirau
  10. Jogo RápidoPalfinger entra no segmento de sistemas de acessibilidade
  11. Jogo RápidoCarlyle Group adquire 25% do Grupo Orguel
  12. Jogo RápidoDuas gruas nas obras do Transcarioca
  13. Jogo RápidoTransparência nas rodovias federais
  14. Jogo RápidoProdução de petróleo e gás no Brasil caiu 0,4% em agosto
  15. EntrevistaCaminho livre para o capital privado
  16. Matéria De Capa - LogísticaGrandes projetos prometem aquecer o mercado brasileiro
  17. Matéria De Capa - Logística - RodoviasR$ 42,5 bi para a duplicação de 5,7 mil km de rodovias
  18. Matéria De Capa - Logística - RodoviasTamoios em três etapas
  19. Matéria De Capa - Logística - FerroviasFerrovias: Várias possibilidades, muitas dúvidas
  20. Matéria De Capa - Logística - FerroviasObras em todo o País
  21. Matéria De Capa - Logística - FerroviasTrens regionais devem resgatar transporte de passageiros
  22. Matéria De Capa - Logística - AeroportosNas asas do crescimento
  23. Matéria De Capa - Logística - AeroportosModelo brasileiro exigiu baixo nível de qualificação técnica
  24. Matéria De Capa - Logística - PortosParceria entre o público e o privado pode ser solução para o gargalo
  25. Matéria De Capa - Logística - PortosRedução de custos é desafio para investidores privados
  26. Matéria De Capa - Logística - PortosAvançam as obras no terminal de contêineres em Paranaguá
  27. Matéria De Capa - Logística - PortosCarga cresce e se diversifica
  28. Pesquisa De MercadoR$ 1,68 trilhão para 11.533 grandes obras até 2017
  29. Momento ConstructionLocação cresce e aparece na Construction Expo 2013
  30. EnergiaA batalha do Tapajós
  31. EnergiaUsinas plataforma seguem trilha iniciada por Dardanelos
  32. Máquinas E EquipamentosJCB made in Sorocaba
  33. Mão De Obra - Nr35NR-35 traça normas para o trabalho em altura
  34. Concreto HojeTecnologias asseguram eficiência do concreto Em obras de hidrelétricas
  35. Métrica IndustrialBig Brother high tech nas Copas
  36. ArtigoSustentabilidade como critério de ponderação entre moradia e meio ambiente saudável
  37. Agenda 2012Expo Airport: tudo para o setor aeroviário decolar
Concreto Hoje

Tecnologias asseguram eficiência do concreto Em obras de hidrelétricas

Dimensionamento correto dos equipamentos de produção, bombeamento e transporte fazem a diferença na produção de massa em grande volume para concepção de barragens

Exclusivo GC 29 de outubro de 2012 · Edição 31

Em obras de hidrelétricas, as barragens podem ser de vários tipos, como em arco, em contraforte e de gravidade. Elas ainda podem ter diversas configurações, sendo a tomada d'água, casa de força e vertedouro as mais usuais. Seja qual for a solução, o fato é que essas estruturas são constituídas de concreto. E concreto de alto controle tecnológico.

O alto volume de massa empregado em projetos de envergadura, como as obras das hidrelétricas de Belo Monte, Santo Antônio e Jirau, demonstram a importância do controle produtivo do concreto. Como exemplo, as barragens da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em fase de término, consumiram cerca de 2,7 milhões de m³ do material. O concreto, nessa obra, é produzido por centrais SCHWING-Stetter. Lá, foram quatro equipamentos no total, com capacidades de 120 m³ e 200 m³. Essas centrais ficam posicionadas nas duas margens do Rio Madeira.

Para obras como essa, Ricardo Lessa, presidente da SCHWING-Stetter, lembra que quando há a necessidade de concreto usinado fresco, ou seja, o concreto que sai direto do misturador e segue para aplicação na frente de serviço, é preciso manter o material a baixas temperaturas: entre 2⁰ e 3⁰C. Para isso, as centrais de concreto são equipadas com fábricas de gelo.

Manter a temperatura baixa, segundo o executivo da SCHWING-Stetter, garante a reação uniforme do cimento em todo o bloco ou peça a ser concretada. “Normalmente, instalamos um termopar no centro de gravidade do bloco para monitorar a temperatura e garantir que a reação química do cimento ocorra de forma homogênea e constante do começo ao final da concretagem", diz ele, explicando que, assim, quando o cimento atinge a temperatura de cura, que ocorre na média dos 65⁰C, a peça ou bloco não apresentará fissuras, emendas, descontinuidade ou rachaduras.

Ainda devido ao alto volume de produção e somando também a necessidade por traços bastante controlados ao concreto, a indicação de Lessa para a produção do material é pela utilização de centrais misturadoras com duplo eixo horizontal, com as quais é possível misturar concreto seco com baixo teor de cimento. Esse é o tipo de mistura utilizada para a aplicação de concreto compactado a rolo (CCR), o que só confirma a máxima de que é preciso produzir grandes quantidades de massa por batelada. "Como o concreto é aplicado na regularização do solo como pavimento rígido, há a necessidade de preparar grandes trechos por vez, permitindo a homogeneidade do material que formará cada placa de pavimento", explica, salientando que, nesse caso, é obrigatório que a pavimentadora espalhe o concreto convencional na sequência e antes que haja chuva.

Rodrigo Satiro, gerente de vendas da Putzmeister, lembra que, quando a discussão é sobre grandes concretagens, todo o processo é complexo. "É preciso especificidade desde a produção do concreto nas centrais até a logística do material para a obra, lembrando que, se tratando de logística, incluímos também o bombeamento da massa na frente de serviço", diz ele, esclarecendo que esse último processo pode ser realizado por tubulações rígidas equipadas em bombas estacionárias ou autobombas com lança.

No Brasil, a Putzmeister oferece equipamentos para bombeamento. São bombas rebocáveis, autobombas sobre caminhão e autobombas com lanças de diversos tamanhos. "Para o transporte, disponibilizamos ainda as autobetoneiras, com balão de 8 ou 9 metros cúbicos de capacidade", ressalta ele.

A Zoomlion toma a palavra para retornar ao assunto centrais de concreto, para a qual ela apresenta novidades. A principal delas é o Turbomixer. Trata-se de um acessório voltado principalmente a usinas dosadoras e cuja operação consiste na mistura dos componentes do concreto por agitação, garantindo melhor homogeneidade à mistura antes do seu despejo nos balões betoneira. "São quatro eixos que giram entre si a 1400 rotações por minuto (rpm), permitindo misturas homogêneas em ciclos de até 34 segundos", explica Marcelo Antonelli Silva, diretor da divisão de equipamentos de concreto da BMC, empresa que representa a área de concreto da fabricante chinesa. Ele complementa que o equipamento também faz controle de umidade da areia, fator que pode influenciar significativamente na qualidade do traço do concreto.

Segundo o executivo, já há duas unidades do Turbomixer sendo operacionalizados em centrais dosadoras de concreteiras brasileiras. Em um dos projetos, Antonelli revela que o Turbomixer fica instalado entre duas bocas de carga da usina dosadora, recebendo material para processar duas produções simultâneas de 80 m³ por hora. "Com isso, obtém-se a vantagem de dobrar a produção em usinas de layout reduzido, exigindo menos área de terreno para a instalação do equipamento", diz ele.

No que tange o transporte do material, Antonelli enfatiza que o caminhão betoneira merece atenção especial. Afinal, quando mal dimensionado ou mal manutenido, esse equipamento pode prejudicar o traço da mistura consideravelmente.

Segundo o executivo, são diversas as causas prejudiciais a esse equipamento, mas ele cita que no topo do ranking está a desatenção à qualidade das facas de mistura. "Pensando nisso, a Zoomlion desenvolveu a faca dos misturadores de suas betoneiras em formato de T, de modo que o concreto vá sendo puxado para o fundo do balão, potencializando a mistura", diz ele. Em outros modelos, explica o executivo, há revestimentos de vergalhão para a faca. "Esse material de desgaste, conforme o uso, sofre deterioração e não é incomum encontrar betoneiras circulando com esses revestimentos pela metade, o que significa que o concreto não está sendo misturado durante o transporte", explica o executivo.

O cálculo de enchimento do balão da betoneira também é motivo de erro nos canteiros de obras. Segundo Antonelli, a média dos equipamentos do mercado para enchimento é de 55% a 59% do espaço dotal do balão. Isso significa que os equipamentos disponibilizados pelo mercado, geralmente de 7m3 a 9 m³ de capacidade, têm, na verdade, um espaço interno de quase o dobro desse volume, mas a parte vazia deve existir justamente para que o tombo do concreto ocorra eficientemente dentro do balão.