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GC nº 49Junho 2014 Matéria 17 de 20
Sumário
  1. EditorialSem saneamento, sem voto!
  2. Jogo RápidoPAC 2: 11 mil máquinas entregues a municípios brasileiros até maio
  3. Jogo RápidoVolvo entrega 124 ônibus articulados para BRT do Rio de Janeiro
  4. Jogo RápidoMetrôs e trens de passageiros: Brasil terá mais 330 km de trilhos até 2020
  5. Jogo RápidoAeromóvel decola em Porto Alegre
  6. Jogo RápidoPesquisa da ABEMI revela as expectativas da indústria em 2014
  7. Jogo RápidoParceria Petrobras/Sebrae promove requalificação de empresas fornecedoras
  8. Jogo RápidoR$ 2,8 bilhões para programas de saneamento
  9. Jogo RápidoEspaço Sobratema
  10. EntrevistaConstrução, uma atividade mortal. Até quando?
  11. RodoviasGoverno republica edital da PPP da Tamoios
  12. LogísticaA tendência é compartilhar para crescer
  13. LogísticaEmbu II fica pronto em outubro
  14. Matéria De Capa - M&T Peças E ServiçosM&T Peças e serviços: tecnologia a serviço da satisfação total do cliente
  15. Construção IndustrialMade in Japan feito no Brasil
  16. SaneamentoSaneamento básico: Há dinheiro e tecnologia, mas faltam projetos e vontade política
  17. SaneamentoSoluções em tecnologia
  18. Mobilidade UrbanaRio conhece o protótipo do VLT do Porto Maravilha
  19. Concreto HojePrograma aumenta em 60% a produtividade da indústria de blocos
  20. ArtigoRDC na berlinda
Saneamento

Soluções em tecnologia

Exclusivo GC 1 de julho de 2014 · Edição 49

A demanda pela universalização do saneamento no Brasil conta com tecnologias de ponta, capazes de acelerar a execução de obras, minimizando os impactos ambientais e os transtornos na vida nas grandes e médias cidades. O estado da arte neste setor será apresentado ao mercado durante a Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente (Fenasan), promovida pela Associação dos Engenheiros da Sabesp (AESabesp), de 30 de julho a 1 de agosto, no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo (SP).

Um dos destaques da feira, já confirmado, será o primeiro sistema de perfuração não destrutiva guiada a laser Axis GB812, trazido para o Brasil pela Vermeer. Em comparação com outros Métodos Não Destrutivos (MND), a novidade proporciona mais flexibilidade e versatilidade na instalação de dutos subterrâneos, com extensão de até 150 metros e declividade exata em diversos tipos de solos.

O sistema surge como alternativa tecnológica para viabilizar as obras de saneamento, mitigando os impactos no entorno, diferente do que ocorre no método tradicional de abertura de valas.

O executivo John Milligan, gerente da Vermeer Corporation para o setor de saneamento, afirma que o Axis é a solução ideal para instalações com declividade precisa e menor que 1% para tubulação de até 600 mm de diâmetro e, principalmente, em profundidades maiores que quatro metros. “Investimos mais de 10 anos de pesquisas para desenvolver um equipamento capaz de reduzir os custos das obras com valas abertas e agregar precisão e velocidade na implantação das redes”, pondera Milligan.

Estudos conduzidos pela Vermeer estimam que o mercado de telecomunicações responde por 46% das obras de perfuração horizontal dirigida, seguido pelas obras de água e esgoto com 19% das demandas. Segundo Flávio Leite, gerente geral da Vermeer Brasil, com o início do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), essa proporção deverá mudar nos próximos anos e acrescenta que atualmente mais de 80% das redes de água e esgoto empregam o método de vala aberta.

Ele analisa que há um vasto leque de oportunidades para MND. “O Axis pode viabilizar grandes obras, reduzindo custos agregados, como recuperação do asfalto, equipamentos como escavadeiras, caminhões para coleta do entulho, além de causar mínimos impactos no trânsito”, lista o executivo. Flávio Leite acrescenta que o sistema de perfuração do AXIS ainda se diferencia por não necessitar de reforço de concreto estruturado na preparação de poços de visita.

Como funciona o Axis GB812

O sistema Axis de perfuração guiada a laser opera com a abertura de dois poços de visita, um em cada extremidade do furo. Um dos furos serve como poço de lançamento e o outro como saída ou poço de recebimento. A cabeça de perfuração contém o mecanismo de direcionamento, bem como a câmera que envia a imagem do alvo para o console de operação.

Depois de iniciar o furo, a cabeça de perfuração é desacoplada do rack. O rack de perfuração é retraído para sua posição mais traseira, para permitir a inserção de novas hastes. O circuito de câmera fechado embutido na cabeça de perfuração permite ao operador monitorar constantemente a linha e a inclinação, enquanto o método de escavação a vácuo remove os resíduos de forma eficiente, sem a necessidade do trabalho braçal.