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GC nº 55Dezembro 2014 Matéria 1 de 27
Sumário
  1. EditorialSegurança não é custo, é investimento
  2. Jogo RápidoESPAÇO SOBRATEMA
  3. Jogo RápidoAssinada a concessão da BR-153
  4. Jogo RápidoAeroporto privado quer voos internacionais
  5. Jogo RápidoMais sete parques eólicos para o Piauí
  6. Jogo RápidoOdebrecht leva dois prêmios Master Imobiliário 2014
  7. Jogo RápidoTuper fornece tubos API para perfuração de poços no Nordeste
  8. Jogo RápidoIniciada a montagem da cobertura do Centro Olímpico do Nordeste
  9. Jogo RápidoCorreções
  10. Jogo RápidoNota de Esclarecimento
  11. Jogo RápidoInvestimentos na BR-040 têm participação do BDMG
  12. Jogo RápidoMuseu do Amanhã usa mais de 10 toneladas de pintura sustentável
  13. Jogo RápidoDestaque para o reuso e tratamento de água
  14. Jogo RápidoCabotagem e exportação em alta no Tecon Salvador
  15. EntrevistaFerrovias se preparam para um novo ciclo de desenvolvimento
  16. EnergiaEstiagem gera insegurança energética
  17. Mesa RedondaNormas regulamentadoras: mais incertezas que respostas
  18. Saúde E Segurança No TrabalhoSeconci-SP: 50 anos lutando pela saúde do trabalhador
  19. Saúde E Segurança No TrabalhoSeconci premia os melhores casos de saúde e segurança do trabalho
  20. Petróleo E Gás - Gasfor IiGasfor II reforça malha de gasodutos no Nordeste
  21. Balanços E PerspectivasPerspectivas para 2015 o tom é de otimismo moderado
  22. Momento M&T ExpoPrincipais fabricantes confirmados
  23. Momento Construction Expo 2016Preparando as cidades brasileiras para o futuro
  24. InfraestruturaPesquisa aponta 12.491 obras importantes até o ano de 2019
  25. Concreto HojeIndústria do concreto adota soluções sustentáveis
  26. ArtigoPromoção da sustentabilidade pelo gerenciamento de projetos
  27. Agenda 2014World of Concrete: Sobratema organiza Missão Empresarial
Editorial

Segurança não é custo, é investimento

Exclusivo GC 28 de dezembro de 2014 · Edição 55

Nessa edição demos uma atenção especial a um tema que vem mobilizando amplos setores da cadeia da construção e mineração: a segurança e saúde dos trabalhadores nas suas atividades profissionais. O assunto tem sido tratado pelo governo federal, via Ministério do Trabalho e Emprego, através da reedição de normas regulamentadores (NR’s) que, por mais que tentem fornecer orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho, têm levado mais confusão e perplexidade ao mercado, por serem contraditórias, por estarem distantes da realidade das empresas e dos trabalhadores, ou ainda por serem absolutamente inexequíveis.

Para discutir a reedição das NR’s e lançar um pouco de luz sobre o tema, Grandes Construções realizou, no dia 6 de novembro, em parceria com o Instituto Opus, uma mesa-redonda que controu com a participação de importantes representantes de diversos segmentos da cadeia da construção. Um resumo do que foi debatido do encontro é retratado nesta edição.

Também destacamos em materia especial o relevante trabalho que vem sendo realizado pelas construtoras através do Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP) que, ao completar 50 anos de atividade, celebra o fato de ter levado assistência médica e odontologia, exames complementares, fisioterapia, vacinas e orientações sobre alimentação saudável, prevenção de acidentes, combate às drogas e alcoolismo, entre outras ações, a nada menos que 900 mil trabalhadores da construção no estado.

Para completar, revelamos aqui quais foram as empresas e trabalhadores do setor que mais se destacaram ao longo de 2014, pelas melhores práticas de saúde e segurança do trabalho na construção civil. Tanto as construtoras como seus empregados foram homenageados durante a terceira edição do Prêmio Seconci-SP de Saúde e Segurança do Trabalho, ocorrida no início de novembro,

Ações como as implementadas por estas empresas revelam uma gradual mudança de cultura por parte do setor produtivo no Brasil. Finalmente estamos deixando de entender Segurança e Saúde no Trabalho como setores da empresa que não geram lucros. Ao contrário, a empresa que investe na segurança, evita os acidentes de trabalho e com eles os gastos com dias parados, com o remanejamento de funções para suprir vagas de acidentados e com Processos Judiciais na esfera Trabalhista e Cível, que sabemos geram altos custos. Investir na segurança é sinônimo de lucros no aspecto econômico e na satisfação geral dos empregados, que assistidos e valorizados em seus trabalhos, passam a produzir de forma mais segura e eficiente.

Ao contrário do que muita gente acredita, o acidente de trabalho não é obra do acaso e nem da falta de sorte. É um evento indesejável, que produz desconforto, ferimentos, danos, perdas humanas e/ou materiais, mas que pode ser previsto e evitado com educação, treinamento, disciplina e, é claro, investimentos.

A nossa legislação ainda é deficiente, omissa e burocratizante e a fiscalização, inexistente e, em muitas situações, corrupta. Mas temos que mudar o rumo dessa história com exemplos, ações efetivas, investimentos em planejamento, qualificação e educação, não somente da mão de obra, mas também dos empresários, técnicos de segurança, agentes de fiscalização e governo. Enfim, de todos os envolvidos.

Só assim atingiremos um estágio mais humano no relacionamento entre capital e trabalho e todos saem ganhando.

Paulo Oscar Auler Neto

Vice-presidente da Sobratema