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GC nº 77Março 2017 Matéria 3 de 22
Sumário
  1. EditorialA supersafra e o gargalo logístico
  2. Jogo RápidoEspaço Sobratema
  3. Jogo RápidoSão Paulo abre agenda positiva com nova rodada de concessões
  4. Jogo RápidoSobratema e Messe München anunciam parceria inédita
  5. Jogo RápidoPedro Machado toma posse como presidente da AEAMESP
  6. Jogo RápidoMRV Engenharia já investiu R$ 192 milhões em urbanização
  7. Jogo RápidoConstrutora Passarelli à frente do Cinturão das Águas, no Ceará
  8. Jogo RápidoCase apresenta novas máquinas na Conexpo 2017
  9. Jogo RápidoEngenharia nacional não abre mão de atuar nas obras da Petrobras
  10. Jogo RápidoTamoios iluminada
  11. Memória Da EngenhariaCala-se a voz da construção
  12. EntrevistaPróxima parada: Aeroporto
  13. Mobilidade UrbanaUm trem para o aeroporto
  14. Mobilidade UrbanaLinha 2 do Metrô de Salvador começou a funcionar
  15. ConcessõesIndústria ferroviária aposta na renovação de concessões em 2017
  16. Saneamento20 consórcios disputam seis concessões
  17. SegurosSeguro-garantia em concessão e PPPs
  18. Smart CityA cidade do futuro tem sotaque cearense
  19. Momento ExpoNovidades para o profissional da construção
  20. Concreto HojeTelebelts garantem concretagens complexas em hidrelétrica canadense
  21. ArtigoPara entender as startups
  22. Agenda 2017Sobratema Workshop – Novas Práticas de Manutenção no Cenário Atual
Jogo Rápido

São Paulo abre agenda positiva com nova rodada de concessões

Exclusivo GC 20 de março de 2017 · Edição 77

A agência de classificação de risco Moody's avalia que a nova rodada de concessões rodoviárias promovidas pelo governo do Estado de São Paulo traz uma série de mudanças contratuais que, embora ainda não tenham sido testadas, possuem um caráter positivo em termos de crédito. Em relatório, os analistas Aneliza Crnugelj, Alejandro Olivo, Cristiane Spercel e Camila Yochikawa afirmam que o eventual sucesso da primeira concessão da nova rodada - no caso, o lote Florínea-Igarapava -, provavelmente definirá os parâmetros para os próximos leilões que, ao todo, englobam investimentos de cerca de R$ 8,5 bilhões.

Entre as mudanças contratuais destacadas pela Moody's está a combinação entre trechos greenfield e brownfield nos ativos, o que ajuda a mitigar os riscos de construção. No caso do lote Florínea-Igarapava, a agência lembra que os investimentos incluem cerca de 200 quilômetros de duplicação de vias e a construção de quatro novas praças de pedágio, mas que, por outro lado, o trecho já possui outras quatro praças de pedágio operacionais. Outro ponto destacado é foco maior na qualidade dos serviços prestados e não na construção pesada, o que, de acordo com a Moody's, deve fazer com que a participação isolada de construtoras ocorra em menor escala. Crnugelj, Olivo, Spercel e Yochikawa também lembram que o rebalanceamento econômico-financeiro dos contratos ocorrerá a cada quatro anos, permitindo a incorporação de novos investimentos que não eram considerados originalmente - os analistas destacam que os rebalanceamentos vão incluir uma taxa fixa de retorno predeterminada, o que vai liberar a concessionária de assumir totalmente o risco de volume. Por fim, a Moody's ressalta que os contratos estipulam penalidades maiores para atrasos de execução e possuem mecanismos de arbitragem, de modo a facilitar a resolução de eventuais disputas entre as partes.

O lote Florínea-Igarapava possui cerca de 570 quilômetros, cortando a região dos municípios de Araraquara, Barretos, Bauru, Franca, Marília e Ribeirão Preto, entre outros. O recebimento das propostas foi concluído no dia 22 fevereiro, sendo considerado vencedor o grupo que oferecer o maior valor de outorga ao Estado. O investimento estimado no trecho ao longo de 30 anos de concessão é de R$ 3,9 bilhões.