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GC nº 65Nov/Dez 2015 Matéria 1 de 27
Sumário
  1. EditorialPrejuízo das obras paradas ou atrasadas vai além do valor financeiro
  2. World Of ConcreteUma ponte entre Brasil e Estados Unidos: World of Concrete terá pavilhão inédito na Construction Expo 2016
  3. Jogo RápidoFábrica de VLTs da Alstom recebe uma nova via de testes
  4. Jogo Rápido3B Energy executa projeto fotovoltáico na DAF Caminhões
  5. Jogo RápidoO encontro da ponte da Joatinga
  6. Jogo RápidoConstrução de pontes em Illinois emprega equipamento da Wirtgen
  7. Jogo RápidoPrumo começou a operar em Porto do Açu
  8. Jogo RápidoLeme Engenharia tem novo presidente
  9. Jogo RápidoEntreverdes Urbanismo entrega extensão da Avenida Mackenzie
  10. Jogo RápidoCemara desenvolve loteamento em antiga área das Indústrias Romi
  11. EntrevistaDesenvolvimento sustentável aponta para o conceito de cidades compactas e policêntricas
  12. Especial Infraestrutura - CenárioObras em ressaca
  13. InfraestruturaOs rumos para o futuro
  14. MetrôSalvador e Fortaleza avançam
  15. AeroportosNovas asas
  16. EnergiaBelo Monte em contagem regressiva
  17. FerroviasConexão Norte-Nordeste segue em marcha
  18. TelecomunicaçõesSede de internet
  19. PerspectivasOpinião dos líderes
  20. Tendências Do MercadoAjuste obrigatório
  21. TecnologiaComitê Brasileiro de Túneis: 25 anos a favor do Brasil
  22. Momento ExpoConstruction Expo 2016 terá Salão da Sustentabilidade
  23. Excelência Operacional & Lean Construction5S com foco em Produtividade
  24. Concreto HojeSistema de paredes de concreto ganha espaço na construção civil
  25. MemóriaHá 40 anos, iniciava-se a obra da usina de Itaipu, épico da Engenharia brasileira
  26. ArtigoComo as boas práticas ambientais auxiliam na economia de recursos financeiros e ambientais na construção civil
  27. Agenda 2015Pollutec Brasil
Editorial

Prejuízo das obras paradas ou atrasadas vai além do valor financeiro

Exclusivo GC 14 de dezembro de 2015 · Edição 65

A edição de Novembro/Dezembro traz um balanço dos investimentos em infraestrutura no país. Não é difícil concluir que o país enfrenta atualmente um momento dos mais importantes de sua história. Após um longo período com investimentos estagnados no setor de infraestrutura, diversos empreendimentos saíram do papel, e hoje formam um carretel de obras em execução, paradas, parcialmente paralisadas, ou em alguns casos, em ritmo lento, o que afeta o cronograma de entrega.

A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) divulgou, no ano passado, o estudo Infraestrutura – o Custo do atraso e as reformas necessárias, que evidenciou o vultoso desperdício de recursos gerado por atrasos de obras. Os atrasos, segundo o documento, têm origens recorrentes, entre outros fatores, na má qualidade dos projetos básicos, utilizados para a realização do orçamento e posterior licitação das obras; a demora na obtenção de licenças ambientais e na realização de desapropriações.

Nesse sentido, a usina de Belo Monte é um caso emblemático. O desvio do rio, importante marco construtivo, foi concluído dentro do prazo previsto, em agosto passado. Mas a Licença de Operação foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) apenas em novembro permitindo, finalmente, o enchimento do reservatório principal.

De acordo com o levantamento do CNI, é necessário aperfeiçoar os processos que travam a execução de obras fundamentais para a segurança hídrica, energética, ou para a logística de transportes. Por exemplo, os projetos básicos precisam ser aprimorados, devendo contemplar análises rigorosas e planejamento, levando em conta custos, riscos e contingências das obras. E a obtenção de licenças ambientais e a realização de desapropriações precisam estar contempladas na etapa de planejamento e podem ter seus processos aprimorados. No caso do licenciamento ambiental, os atrasos advêm tanto da falta de planejamento quanto da baixa qualidade dos estudos de impacto ambiental e da demora do Ibama em analisar os projetos, sem falar no atraso das desapropriações.

Essas são apenas algumas das recomendações, mas que podem jogar luz para a solução deste problema que afeta a cada dia mais empreendimentos no país. Importante entender que a Sociedade hoje está atenta a todos esses investimentos, e cobra mais agilidade na execução das obras, as quais mais cedo ou mais tarde, irão impactar na vida dos moradores locais ou de todos os brasileiros, como é o caso de Belo Monte. Os problemas já são conhecidos por todos. Então é hora de buscar soluções, que passem obrigatoriamente pelo aperfeiçoamento dos projetos, pelo diálogo entre os envolvidos, e pelo objetivo maior, que é as produzir as necessárias condições de infraestrutura para que o país se desenvolva e volte a crescer.

Paulo Oscar Auler Neto

Vice-presidente da Sobratema