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GC nº 75Nov/Dez 2016 Matéria 3 de 19
Sumário
  1. EditorialUm ano depois, a tragédia de Mariana ainda exige reflexões
  2. Jogo RápidoEspaço Sobratema
  3. Jogo RápidoLinha 4 do Metrô do Rio vence o "Oscar" dos Túneis
  4. Jogo RápidoMeio século de sucesso
  5. EntrevistaTransporte sobre trilhos reassume prioridade
  6. EntrevistaUm balanço das obras
  7. Especial InfraestruturaO país da infraestrutura "deplorável" busca financiamento e bons projetos
  8. Especial InfraestruturaSaneamento: 18 estados confirmam interesse em concessões e PPPs
  9. Perspectivas 20172017: Uma Ponte sobre águas turbulentas
  10. TendênciasUma luz tênue no fim do longo túnel
  11. TendênciasNo ponto de inflexão
  12. TendênciasPós-venda: premiando um setor estratégico
  13. TendênciasGuia Sobratema de Equipamentos
  14. Construção IndustrialProdução de celulose articula novo salto
  15. StartupsConstruct App: aplicativo contra a ineficiência
  16. Mercado - John DeereJohn Deere mantém planos de expansão no Brasil
  17. Concreto HojeDe Cingapura ao Alasca, concreto mostra que é realidade nas estradas
  18. ArtigoVisão conservadora compromete produtividade da construção civil
  19. Agenda 2016Tecnologia rodoviária em foco
Jogo Rápido

Linha 4 do Metrô do Rio vence o "Oscar" dos Túneis

Exclusivo GC 30 de novembro de 2016 · Edição 75

O inédito sistema de escavação de túneis em solo arenoso e área densamente povoada, utilizado na Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro foi o vencedor do ITA Tunnelling Awards 2016, maior prêmio do setor de túneis do mundo, concedida pela International Tunnelling and Underground Space Association (ITA). Este ano, o ITA Tunnelling Awards recebeu 98 inscrições de 25 países, dos quais, 33 saíram finalistas em nove categorias.

O projeto brasileiro foi inscrito por engenheiros da Construtora Norberto Odebrecht, na categoria de Inovação Técnica do Ano (Technical Innovation of the Year). Para construir 5,2 km de túnel da Linha 4 do Metrô, no subsolo de Ipanema e Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro (um misto de areia e rocha), a engenharia brasileira precisou desenvolver novos métodos que permitissem a execução das obras com menor interferência na superfície e sem desapropriar imóveis. A principal inovação foi a criação de um sistema inédito de escavação em solo arenoso.

A equipe de engenheiros desenvolveu um sistema adicional específico para condicionamento do solo e mostrou, com isso, que é possível utilizar um Tunnel Boring Machine EPB (Earth Pressure Balance), conhecido como Tatuzão, híbrido, em solo de areia com eficiência e segurança, comparável ao estado da arte de uma tuneladora do tipo Slurry, normalmente utilizada em solos arenosos.

“Usamos pela primeira vez no mundo um EPB em solo arenoso em uma região densamente edificada e com grande circulação de pessoas e veículos. Antes, o equipamento só havia sido utilizado duas vezes nesse tipo de solo, mas em trechos curtos e em áreas pouco povoadas. Para realizar nosso trabalho, criamos um sistema interno para injetar diversos tipos de material para condicionamento do solo durante a escavação, como uma espuma com polímero customizado para o subsolo da Zona Sul do Rio. Isso ampliou a capacidade de operação da máquina em areia,”, explicou Julio Pierri, coordenador da área de Engenharia do projeto da Linha 4.

O ‘Tatuzão’ EPB híbrido foi fabricado sob medida pela alemã Herrenknecht, tem 2,7 mil toneladas e 123 metros de comprimento por 11,5 metros de diâmetro e é o maior já usado na América Latina.