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GC nº 15Maio 2011 Matéria 20 de 28
Sumário
  1. EditorialUm brasileiro dedicado à construção de um novo Brasil
  2. Jogo RápidoBrafer faz a montagem metálica da Aciaria da usina da Vallourec & Sumitomo
  3. Jogo RápidoConcessionária Case investe R$ 5 milhões em nova unidade
  4. Jogo RápidoCaterpillar de olho na cadeia de produção do petróleo no Brasil
  5. Jogo RápidoAutomação de plantas para a fabricação de argamassas
  6. Jogo RápidoLinha sul do Metrô de Fortaleza na reta final
  7. Jogo RápidoJacareí recebe 198 unidades do Minha Casa, Minha Vida
  8. Jogo RápidoMercotubos agora é Maxen
  9. Jogo RápidoBrasil chega a 1 GW de potência eólica instalada
  10. Jogo RápidoGerdau na Copa 2014
  11. Jogo RápidoMetso produzirá telas de aço em Sorocaba
  12. Jogo RápidoTerminal Salineiro de Areia Branca
  13. Jogo RápidoSany inicia montagem de guindastes rodoviários no Brasil
  14. Jogo RápidoSuperporto do Açu duplica movimentação de cargas
  15. Cartas & E-MailsCartas & E-mails
  16. EntrevistaZanettini, um arquiteto com fibra de aço
  17. Especial Do Aço Na ConstruçãoA hora e a vez do aço na construção brasileira
  18. Especial Do Aço Na ConstruçãoIndústria se adapta às necessidades do mercado
  19. Especial Do Aço Na ConstruçãoEspigão em aço, concreto e vidro no centro antigo do Rio de Janeiro
  20. Especial Do Aço Na ConstruçãoAço assume papel de destaque no projeto de ampliação do Cenpes
  21. Especial Do Aço Na ConstruçãoO aço no nosso dia a dia
  22. Especial Do Aço Na ConstruçãoFórum do Meio Ambiente
  23. ConstructionUlma entra em campo na Construction Expo 2011
  24. Copa 2014Maracanã terá cobertura hi-tech
  25. Transporte MetropolitanoTrensurb inicia segunda fase do Aeromóvel
  26. Métrica IndustrialAeroportos não decolam para a Copa de 2014
  27. Questionário OnlinePesquisas online
  28. ArtigoGestão documental para o mercado de Construção Civil
Especial Do Aço Na Construção

Aço assume papel de destaque no projeto de ampliação do Cenpes

Exclusivo GC 9 de junho de 2011 · Edição 15

Usando o aço como elemento de destaque, o projeto de ampliação do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) da Petrobras, localizado na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, é um dos maiores complexos voltados para pesquisa aplicada do mundo.  A cargo da Zanettini Arquitetura, o projeto de ampliação buscou ampliar o Centro, dos 122 mil m²  originais, para 305 mil m². O Centro ganhou capacidade para 227 laboratórios, com enfoque para as áreas petrolíferas, biotecnológica e de meio ambiente. O complexo está dividido em 23 prédios projetados dentro dos conceitos de ecoeficiência, incluindo sistemas de captação, tratamento e reuso da água de forma automatizada, bem como o máximo aproveitamento da iluminação e da ventilação natural.

O Núcleo de Visualização Colaborativo (NVC) é um dos ambientes criados para desenvolvimento de estudos, projetos e pesquisas com simulação tridimensional. O projeto inclui um amplo Centro de Convenções, com capacidade para a realização de grandes eventos. O empreendimento, do arquiteto Siegbert Zanettini, prevê a harmonização da área construída com espaços verdes entre as edificações, laboratórios e jardins internos nos prédios, para estimular a integração do ser humano com a natureza no local de trabalho ao recriar um ambiente que favoreça a criatividade e inovação, motivando a produtividade do pesquisador.

O projeto arquitetônico privilegiou o maior aproveitamento possível de áreas de sombra e ventilação, para menor consumo de energia elétrica e de carga de ar condicionado. No teto, aberturas translúcidas e venezianas direcionais em cada dependência, com inclinação calculada, permitem a captação da  luz solar e ventilação natural. Quando alcançado o nível ideal de iluminação natural internamente, apagam-se automaticamente as luzes artificiais, mantendo-se o mesmo padrão de claridade. A geração energética é 40% independe contando com uma usina de cogeração de energia a gás natural, cuja capacidade final será de 15 megawatts.

A água da chuva recolhida dos telhados e da pavimentação será reaproveitada. E o esgoto passa por um tratamento físico-químico, resultando em um aproveitamento da água tratada na proporção de 100%, que reduz para cerca de 40% a utilização do sistema público de águas. A água tratada é reaproveitada no sistema de refrigeração da Central de Utilidades e a água da chuva reaproveitada para irrigação e sanitários. As estruturas foram projetadas para não produzirem resíduos: são de aço e com sistemas modulares previamente programados para não haver cortes e descartes.

A predominância do aço traz vantagens no que diz respeito às questões de impacto ambiental global das construções. Isto porque o tempo superior de vida útil da estrutura de aço, em comparação às soluções alternativas, somado às possibilidades de reutilização e reciclagem, minimiza o impacto ambiental de sua energia incorporada. As vedações das edificações, os painéis pré-moldados de concreto com fechamento externo, os painéis duplos de drywall com manta sintética interna nas vedações internas e as coberturas protegidas por placas sanduíche de alumínio pré-pintado em cores claras, preenchidas com material de proteção térmica, foram especificados com base em seu desempenho térmico e sua compatibilidade com o sistema estrutural. Os ganhos no conforto interno e na economia de energia pela redução do uso de ar condicionado são mais uma vantagem ambiental proporcionada pela conjugação destes materiais.