A Sanepar, empresa de saneamento do Paraná, vai ampliar sua área de atuação. Hoje, a estatal está focada em serviços de tratamento e fornecimento de água e esgoto, mas seu novo presidente, Fernando Ghignone, está criando uma gerência para cuidar de coleta e destinação final de lixo e também quer avançar em serviços de drenagem. O executivo disse ter dois focos - ampliar a receita e reduzir os custos -, e encomendou para a equipe um diagnóstico da situação da empresa, que deverá ser entregue junto com um plano de ação, em março. "Não vamos reinventar a roda, apenas dar um novo ritmo administrativo", afirmou.
Formado em administração, Ghignone tem 60 anos e uma trajetória ligada à cultura - foi presidente da Embrafilme e criou a Orquestra Sinfônica do Paraná, nos anos 80. "Sou um curioso", comentou, sobre o fato de não ter experiência com a área de saneamento. Herdeiro de empresa fundada há 90 anos pelo avô na área de distribuição e venda de livros e revistas na capital paranaense, ele aceitou o convite do governador Beto Richa (PSDB) para comandar a Sanepar e teve como uma das primeiras missões resolver atritos criados na gestão de Roberto Requião (PMDB) com os sócios privados que formam a holding Dominó, que abriga a estatal Copel (45%), a Andrade Gutierrez Concessões (27,5%) e a Daleth Participações (27,5%).